Sim, Senhor.

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Olá pessoal ! Como vocês estão? Eu estou bem atarefada mas continuo viva ! HAHA. Fico imensamente feliz com os comentários e as visualizações da fic, fico extremamente satisfeita com tudo isso. E olha que isso me impulsiona cada dia mais. Hoje meu agradecimento especial vai para Sarrr e Giillll, muito obrigada por estar acompanhando a fic, Deixo o meu agradecimento a todos vocês também ! Vocês são incríveis. Sem delongas. Boa leitura.

Grissom caminhava a passos largos no laboratório. O xerife estava na sua cola para resolução do caso Mary Louise, nome dado por um jornalista sensacionalista, desde que a história do serial killer havia sido vazado para a imprensa aquele laboratório não havia mais um dia de sossego.

Ele tinha que lidar com as burocracias de sua função mesmo sua equipe necessitando dele em campo.

Ossos do oficio.

Entrou em sua sala segurando três pastas pardas, relatórios de casos antigos que precisa ler e assinar para finalmente enviar para a corregedoria. Cerrou o punho quando percebeu outra pequena pilha de pastas sobre a mesa com a etiqueta Urgente sobre elas.

“Judy sempre a mando de Ecklie”

Sentou-se e logo procurou uma caneta para iniciar as revisões, quanto mais rápido fizesse aquilo mais rápido iria retornar para o caso do serial killer. Por incrível que pareça sua mente estava focado naquela tarefa, nos últimos dias estava tendo dificuldades em se concentrar em tarefas como aquelas.

Talvez com as coisas em ordem na sua casa ele trabalhasse melhor.

—Ei, Grissom. Que bom que eu te achei.

Catherine entrou na sala segurando algo que parecia ser uma evidencia nova, ele suspirou aliviado e indicou a cadeira para ela se sentar. Ela estendeu o plástico transparente contendo uma amostra de digital para o seu superior.

—Me diga que conseguimos uma parcial ou algo que faça esse caso andar.

—Deixei a amostra com o Greg. Ele me disse que o sistema está processando, cruze os dedos e vamos esperar pelo o melhor.

Grissom tamborilou os dedos na mesa e voltou a ler o relatório a sua frente. Catherine permaneceu ali encarando o seu amigo, de uns anos para cá ele havia perdido peso e suas olheiras pareciam permanentes, as horas extras eram extrapoladas todas as semanas e um pouco de humor e carisma que ele tinha já não era mais visível.

—Como você está?

—Eu estou bem.

Silêncio e ele retornou para sua leitura. Catherine era acostumada com o jeito introspectivo dele, quando o assunto era sobre ele se resumia em poucas palavras. Ela quando conheceu ele aprendeu a entender e a gostar dele logo nas primeiras semanas. Grissom não era do tipo de pessoa em que se passaria horas conversando sobre qualquer futilidade do dia a dia.

—Vou deixar você trabalhar. Qualquer notícia eu venho direto aqui.

Ele a olhou por cima do óculos e fez um sinal de positivo com as mãos. Novamente no silêncio e solidão da sua sala e ele concentrou naqueles papeis. Era sempre as mesmas burocracias mas ele não se acostumava com aquilo, fazia de tudo para evitar os questionamentos de Ecklie sobre os relatórios mas no final sempre atrasava.

Três batidas na porta e ele perdeu a paciência, jogou a caneta sobre a mesa e autorizou a entrada.

—Boa noite.

Ele encarou o home a sua frente, alguns dias antes ele estava parado na porta de sua casa. Sabia que conhecia ele de algum lugar mas não tinha certeza se era algo ligado ao seu trabalho.

—Em que eu posso ser útil?

—Você se esqueceu de assinar esse relatório sobre a tentativa de homicídio. Preciso da sua assinatura para poder levar ao hospital.

Grissom esticou a mão e pegou a prancheta das mãos do paramédico, ele tinha voltado de uma cena de crime e tinha se esquecido desse detalhe. Uma rápida conferida nas anotações do paramédico e ele assinou no lugar indicado.

—Só isso?

—Ahn... Isso mesmo. Antes de ir eu posso te fazer uma pergunta?

Ele não entendeu aquele tipo de questionamento, os dois não tinham nenhum vínculo além do profissional e nunca haviam conversado sobre nada.

—Faça mas seja breve.

O supervisor lançou um olhar nenhum pouco amigável para o paramédico.

—Você sabe me falar se a Sara tem algum namorado? – O loiro olhou para os lados e espalmou as mãos aguardando a resposta.

Grissom ficou incrédulo com aquela pergunta de Hank. Se recusava a acreditar que o rapaz a sua frente pensava que ele e Sara tinha algum tipo de vínculo em que eles pudessem ter esse tipo de conversa.

—Por acaso não é você o namorado dela?

—Não. – Hank respondeu de uma forma que deixou Grissom intrigado, pela a velocidade da fala dele parecia que ele não queria a imagem dele associada a imagem de Sara. – Somos apenas amigos.

—Tem algo mais que você queira perguntar? Se você não percebeu eu estou um pouco atarefado. – Grissom cruzou os dedos e apoiou sobre a mesa, se pudesse levantaria e expulsaria o paramédico com suas próprias mãos.

—Só isso. Obrigado.

Ele viu o homem sair de sua sala e fechar a porta. Não sabia se aquela pergunta havia sido para provoca-lo ou ele era inocente ao ponto de achar que ele sabia alguma coisa sobre a vida de Sara.

—Babaca.

Grissom retornou ao seus relatórios. Algumas vezes aquele dialogo voltava a sua mente. Não tinha nada a ver com a vida de Sara mas no fundo sentia que aquele homem estava aprontando alguma coisa, só não sabia o que era. O modo como ele se referia aos dois não parecia dar indicações que existisse algo concreto entre Hank e Sara.

Pra ele: Não fazia diferença porém não achava justo ele ferir os sentimentos dela.

Seu pager em seu bolso o fez sair do devaneio, o nome indicado no visor verde indicava Beth, reconheceu o número e logo tratou de pegar o seu celular no outro bolso da calça. Ajustou-se melhor na cadeira e espreguiçou-se, sentiu cada músculo se esticar e depois voltar com uma sensação de relaxamento.

Finalmente consegui falar com você, meu menino.

Olá mãe. Me desculpe a demora em retornar as suas ligações, estou bastante ocupado ultimamente.

Eu escuto essa desculpa desde que você se mudou de Santa Mônica. Como você está?

—Eu estou bem e você?

Estou com saudades de você e dos meus netos. Vou fazer uma visita para vocês. Saio daqui amanhã. Tem algum problema em ir visitá-los?

Jamais, mãe! As crianças ficaram felizes em saber que você virá. Que horas eu devo ir buscar você no aeroporto?

Eu vou chegar 09 horas.

­_Vou te buscar.

­_Vou te esperar então, meu menino. Eu sei que você está ocupado agora. Nós vemos amanhã então

­—Tudo bem, mãe. Até amanhã então.

Click.

De volta a realidade de sua sala e ele não havia dado conta em como o tempo tinha passado rápido, precisava adiantar toda aquela papelada pois ainda havia uma reunião com o xerife e Ecklie a respeito do caso do serial killer. Guardou as avaliações em sua gaveta, pegou sua jaqueta bege e saiu de sua sala.

Passou pelo os corredores e tudo parecia estar em ordem, alguns civis caminhavam pelo o laboratório em busca de respostas – o que era muito comum de acontecer por ali – ou simplesmente por informações, tentava ser o mais discreto possível, não gostava de perder o seu tempo tendo que explicar os procedimentos, isso seria trabalho dos policiais.

Antes de entrar na sala de Ecklie ele avistou Hank na sala de descanso, segurando uma xicara nas mãos, o paramédico parecia estar bem à vontade conversando com a técnica de análise laboratorial Wendy.

“Esse babaca só pode estar de brincadeira”.

...

Em casa quando Jason e Emma souberam que sua avó Beth iria chegar no dia seguinte o momento se resumiu em festa. Os dois começaram a questionar o que poderiam fazer quando sua avó estivessem com eles.

Beth não tinha muitas oportunidades de ir visitar a sua família em Las Vegas, cuidava de uma rede de escolas herdada por seu marido e acabava por fim sem tempo de dedicar a sua filho e netos.

Excesso de trabalho corria no sangue dos Grissom’s.

—Que ótimo que vó vai vir, estava morrendo de saudades dela. – Jason estava sentado em uma das cadeiras próxima a piscina, o sol começava a ganhar espaço em meio a tanto frio que estava fazendo nos últimos dias.

—Eu também estava. Vou aproveitar muito os dias que ela estiver aqui. – Emma que estava dividindo a cadeira com seu irmão sorriu ao comentar sobre a vinda de Beth.

—Ela parece ser muito legal. Nunca vi vocês tão empolgados.

—Você vai adorar conhecer ela, Sara. Ela não tem muito a ver com o nosso pai, a personalidade é diferente. Ela conta que meu pai é muito parecido com o meu avô Arthur.

—Seu avô vem com ela também?

—Meu pai faleceu quando eu tinha oito anos, sinto a falta dele. – Grissom que estava chegando perto da piscina escutou os três comentando sobre a chegada de sua mãe. Ele parado de onde estava, observava Sara, lembrou-se da pergunta de Hank e imaginou se ela tinha alguma expectativa com aquele homem.

Puxou uma cadeira e sentou-se ao lado dela. Enquanto os três conversavam, ele encostado na cadeira observava ela um pouco mais de perto, o sol sob a pele branca da jovem parecia acariciar seu rosto, a cada vez que ela falava parecia que de forma involuntariamente ela mordia levemente o lábio inferior e logo em seguida abria um sorriso singelo.

Enquanto a observava escutou seu nome ser falado de longe e em sequência alguém estalar os dedos próximo ao seu rosto. Era Emma o tirando de transe, balançou a cabeça e olhou para sua filha que ria de forma maliciosa.

—Papai, Stella está te chamando faz um tempão. Estava com a cabeça em Marte? – A menina parada com as mãos na cintura recebeu um afago na cabeça de seu pai enquanto ele levantava para ir até Stella.

Será que eu alguém reparou?”

—Gil, você quer que faça algum cardápio especial para a sua mãe?

—Você pensou em algo especial? – Ele repousou o seu peso sobre o balcão da cozinha, cruzou os braços na altura do peito e observou a cozinha tentando ter uma boa ideia.

—Eu posso fazer meatlof com purê de batatas e legumes.

—Ótimo cardápio. Vou convidar Virginia e Robert para jantar aqui também. Acho que vai ser bom para as crianças. Minha mãe Virginia vão poder colocar os assuntos em dia.

—Essas duas quando se juntam, só falta sair faíscas.

Grissom riu e concordou com sua governanta. Beth e Virginia eram pessoas opostas porém ambas de opiniões muito fortes, as vezes quando estavam reunidos costumava de acontecer algum conflito de ideia mas logo era solucionado por Grissom ou Robert. As duas eram boas amigas porém cada uma defendia a sua “cria” da maneira certa.

—Stella, posso te fazer uma pergunta? – Ele serviu-se de um copo de água, na realidade ele nem estava com sede mas precisava de algo para dissipar a ansiedade.

—Fale.

—Sara por acaso namora com Hank?

Stella parou no meio da cozinha e encarou seu patrão encostado. Estranhou a pergunta de Grissom e no fundo sentiu algum receio em que ele pudesse estar nutrindo algum sentimento além da amizade por Sara. Por fim descartou aquele pensamento.

—Ela não comentou nada comigo, pra ser sincero eu pouco sei a respeito desse rapaz.

Ele bebeu a água e encarou a governanta por cima do copo. Talvez estivesse imaginando algo grande demais, provavelmente entre a jovem e o paramédico não existe algo sério. Mas a forma como ele respondeu à pergunta sobre o namoro entre eles não o deixou acreditar veemente.

Depositou o copo na pia e retirou-se da cozinha, pegou o celular que estava sobre o sofá e ligou para seu sogro Robert, convidou para o jantar e depois conversaram um pouco sobre a mudança gradual de Jason. Desligou o aparelho e voltou para perto da piscina, todos estavam reunidos ali, inclusive Stella que havia preparado um suco para eles.

—Aceita um copo? – Sara que se servia esticou o copo para Grissom que negou com a mão.

—Amanhã você fica para jantar com a gente, né Sara?

—Não, Jason. O jantar é entre família.

Nas sextas a noite Sara não ficava na residência de Grissom, retornava para o seu apartamento. Quando havia aceitado o pedido de Grissom e Stella para passar durante a semana com eles sempre teve em mente que ficaria ali somente o necessário para cumprir o seu serviço por mais que adorasse a companhia de todos não julgava isso o certo.

—Poxa, Sarinha! Você precisa ficar para conhecer a minha avó. Fica, por favor.

—Emma, segunda feira eu estou de volta.

—Você já é praticamente da família. – Jason falou aquilo e fez que seu pai arqueasse a sobrancelha.

—Fique, Sara. – Grissom que estava sentado do outro lado da piscina falou aquilo enquanto a encarava. Os olhos castanhos pairava sobre o olhar dele de uma forma duvidosa. – Ahn... Minha mãe vai gostar de conhecer você. Se você não tiver nenhum compromisso, é claro.

Ela não tinha nada em mente mesmo, naquela sexta Hank não estaria de folga portanto eles não iam se encontrar. Sara não queria ficar ali por achar um momento muito intimo entre a família e além disso queria evitar estar na presença de Virginia que parecia não gostar muito da ideia dela estar perto dos netos.

—Tudo bem. Eu fico. – Sara sorriu e encarou Grissom que maneava a cabeça em positivo.

...

Naquela manhã ele fez algo totalmente fora de sua rotina, acordado desde as 06 horas a cama já não era mais um lugar chamativo para ficar. Abriu um pouco a cortina e viu que o tempo estava nublado, espreguiçou-se e levantou. No banheiro fez a sua higiene matinal, encarou-se no espelho e não agradou do que via e muito menos sua mãe se o visse naquelas condições. Para evitar a fadiga de escutar as reclamações de sua mãe achou melhor se barbear.

Havia decidido que sairia para correr naquela manhã, não era uma pessoa totalmente adepta a exercícios físicos mas naquele dia queria sentir um pouco de endorfina. Todos na casa ainda estavam dormindo, saiu sorrateiramente sem fazer barulho algum.

Já na rua iniciou a corrida, as casas da rua onde ele moravam não mudaram nada, as mesmas cores e vizinhos de sempre, não existia intimidade entre eles e ele gostava da ideia. Correu alguns minutos até seu celular começar a tocar. Era sempre assim, seu celular só para de tocar em uma circunstância: quando estava desligado.

—Oi, Heather,

Uma das minhas meninas foi agredida por um dos meus clientes.

—Heather, eu já te expliquei que eu não sou policial. Eu não posso fazer nada.

Grissom, isso é muito importante pra mim. Eu não posso deixar que ele saia impune mas também não posso escancarar aos quatro ventos o que acontece aqui dentro.

Eu não posso me envolver nessa história. Da última vez que eu tentei te ajudar quase me custou o meu casamento.

E por acaso você tem um relacionamento a pôr a perder?

Ele silenciou do outro lado da linha, esfregou o nariz no antebraço com bastante força, o atrito do tecido do moletom cinza fez arder o seu rosto. Com uma das mãos na cintura ele olhava para os lados, parecia errado conversar com ela.

—Eu vou ligar para o Brass e pedir ele enviar policiais de confiança até aí.

Obrigada, eu sei que posso confiar em você.

Click.

...

Já no aeroporto o painel indicava que o voo de sua mãe seria o próximo a pousar, com o celular em mãos sorriu ao ver a mensagem que Sara havia enviado a ele.

Não sei como conter a alegria de Emma e Jason, não demore por que é capaz deles irem a pé até o aeroporto”.

A presença de Sara na casa dele trazia a ele um conforto que fazia algum tempo que ele não sentia, admirava a jovem por ser quem ela era. Mas toda vez que pensava em Sara a imagem de Hank vinha associada.

Aproximou-se do portão de desembarque e avistou sua mãe empurrando o carrinho contendo uma pequena mala preta, a senhora abriu um largo sorriso ao ver o seu filho parado a esperando. Foi de encontro e lhe deu um abraço caloroso, pelo o fato de Grissom ser um pouco mais alto que sua mãe a sensação de aconchego era maior.

—Que bom te ver, meu menino. Como você está?

—Eu estou bem, sempre muito atarefado mas bem.

Ela sorriu e abraçou a cintura dele. Foram conversando até o carro quando Grissom recebeu outra mensagem, sorriu ao imaginar que poderia ser Sara mas seu semblante mudou totalmente ao ver o nome de Brass no visor.

Você precisa controlar Heather! Não posso sempre acobertar as merdas que ela faz naquela casa.”

—Tudo bem, Gil? Parece que viu uma assombração nesse celular.

—Nada demais. Problemas no trabalho.

No caminho até em casa, Beth atualizou Grissom sobre sua vida e a vida em Santa Mônica, desde o falecimento de Arthur ela nunca havia se mudado da casa da infância de Grissom, os vizinhos e amigos eram os mesmos de sempre. A empolgação de sua mãe ao atualizar sobre sua vida era empolgante, a presença dela era tão gostosa que sentia-se tão leve quanto ela.

Ao estacionar o carro pode ver Emma da janela da sala, a menina saiu correndo em direção a porta e passou correndo até onde o carro estava. Com um enorme sorriso ela abraçou sua avó e depositou um beijo em cada bochecha. Agachada na altura dos olhos de Emma, Beth sorriu ao ver como sua neta estava grande.

—Você não para de crescer, mocinha?

—Eu tenho que crescer, vovó. Não vou ser criança para sempre.

—Infelizmente. – Grissom que segurava a mala de sua mãe indicou a porta de casa, trancou o carro e seguiu caminhando atrás das duas mulheres. Entrou em casa e surpreendeu-se com um pequeno cartaz colado na parede da sala com os escritos: SEJA BEM VINDA, VOVÓ.

—Jason, meu rapaz! Como você está bonito.

O menino aproximou-se de Beth e lhe deu um abraço caloroso, assim como o seu pai. A senhora segurou o rosto dele entre suas mãos e o admirou por alguns instantes.

—Você que está cada vez mais jovem, vó.

—E você cada vez mais mentiroso.

Sara que observava tudo ficou encantada com a mãe de Grissom, realmente eles não se pareciam mas Beth era uma pessoa iluminada.

—Veja só, que bom revê-la Stella.

—Fico feliz em te encontrar, Beth. Como você está?

—Estou muito bem e agora fico feliz em estar aqui com vocês. – Elas trocaram um rápido abraço. Beth viu por cima dos ombros de Stella a jovem Sara parada perto de Grissom.

—Você deve ser a Sara. Acertei?

—Sim. – Sara sorriu e também recebeu um abraço da senhora. O perfume que ela usava era exatamente igual ao perfume que uma das voluntárias prediletas do abrigo onde ela passou a infância usava, uma sensação de lar invadiu seu corpo.

—Grissom me fala muito de você.

Nesse momento Grissom e Sara ruborizaram, ela por que não esperava que ele comentasse a respeito dela com alguém e ele por achar que essa frase de sua mãe pudesse ter provocado um duplo sentido.

Jason encarou Stella que mantinha o olhar sobre os dois. Por um momento ele desconfiou que houvesse alguma coisa que estivesse escapando a seus olhos.

—Que bom. Espero que sejam elogios.

—Sempre, Sara. Sempre.

Sara podia jurar que estava com a boca aberta e incrédula com o comentário feito por Beth. Para por fim ao clima que Stella julgava estar tanto quanto estranho ela pediu que Jason e Emma mostrasse o quarto de hospedes para Beth.

—Sua mãe é uma pessoa adorável.

—Ela é totalmente cordial. – Ele deu um sorriso de lado encarando ela. – Deixe eu te perguntar. Foi você quem escreveu naquele cartaz?

—Sim, Emma estava tão eufórica que foi a primeira solução que eu encontrei para acalmar os ânimos dela.

Stella que observava a aproximação de Grissom e Sara sentia-se preocupada com aquilo. No fundo ela tinha muito medo que no futuro pudesse existir alguma coisa intensa entre eles. Não era contra a felicidade de Grissom ou Sara mas não achava que os dois pudessem estar juntos.

Grissom era um homem maduro porém muito machucado.

Tinha medo que encontrasse em Sara um porto seguro para curar sua solidão.

Notas finais
Eita que Hank já está deixando Grissom irado ! Hank nunca foi flor que se cheire e Grissom está percebendo isso antes mesmo de Sara. Ai gente, eu escrevendo esse capítulo fiquei pensando que também queria pegar o Grissom olhando todo bobo apaixonado para mim. Ai quem iria apaixonar seria eu :P Mas pessoal o que acharam de Beth? Não quis seguir a modelação dela na série por que eu acho que esse papel acabou ficando para Virginia. Sobre a declaração de Stella a respeito da "faísca" que Beth e Virginia costumam soltar... Preparem-se por que nesse jantar elas não vão deixar por menos... E claro, Stella já está começando a perceber olhares entre os dois. Galerinha, tenham uma boa semana. ♥