Sim, Senhor.

36 Capítulo 36


Notas iniciais
Olá pessoal ! Como vocês estão ? Por aqui agora está tudo tranquilo :) Gostaria de agradecer todo mundo que lê, acompanha e comenta a fic aqui. Vocês fazem toda a diferença, tenham certeza. 20 anos de CSI no dia 06/10. Eu nem acredito que já se passou todo esse tempo. CSI com certeza é o top 1 dos meus seriados prediletos e já me ajudou a passar por vários momentos na minha vida. Pessoal, capítulo longo... mais uma vez. Sem mais delongas. Boa leitura.

Grissom tinha acabado de retornar da cena do crime. Funcionários tinham encontrado o corpo de um jovem rapaz enterrado em uma montanha de lixo. O cadáver estava em início de decomposição e calor de Las Vegas acentuava ainda mais o odor desagradável. O supervisor tinha retornado para o laboratório com as evidências enquanto Nick terminava de processar o local.

Trajando o seu macacão azul, o supervisor reparou quando Judy torceu o nariz devido ao odor que estava impregnado na sua roupa. Precisava urgentemente tomar um banho ou ele mesmo passaria mal com o péssimo cheiro.

Deixou as evidências com os analistas e foi em direção ao locker. Pegou sua bolsa e rumou para o chuveiro. Depois de uma longa ducha gelada, livrou-se daquele cheiro.

— Chefe indo processar cena no lixão ? — Catherine apareceu na porta do vestiário enquanto Grissom terminava de fechar sua camisa. — O que aconteceu ?

— Sou funcionário assim como você.

— Aposto que tem insetos envolvidos nesse caso. — Grissom sorriu e a loira entendeu o motivo. — Brass está a sua procura.

Seu amigo era um ótimo supervisor e principalmente um bom conselheiro, o único momento que ele usufruía de seu poder era escolher não trabalhar nessas cenas de crime.

Grissom foi em direção a sua sala e encontrou o capitão sentado em uma das cadeiras a sua espera. Jim rodava um chaveiro entre seus dedos e sorriu quando viu o entomologista entrando na sala.

— Vejo que se livrou do cheiro de lixo. Hodges está reclamando até agora das evidências que você coletou.

— Ficaria surpreso se ele não estivesse reclamando de alguma coisa. — Sentou-se em sua cadeira e sentiu os músculos relaxarem. — Achava que o Vegas era o detetive encarregado da cena.

— Não estou aqui por causa do laboratório. Primeiro quero saber notícias de Emma.

— Está recuperada. Parece que nem nos deu um susto algumas semanas atrás.

— Ótimo ! Em breve quero visitá-los. Agora, pegue isso... — Brass esticou a mão e entregou a Grissom a chave que antes estava rodando por seus dedos. — Você sabe que eu tenho uma casa em Henderson. Aproveite.

— E o que necessariamente você quer que eu faça ? — Ele não estava entendendo o rumo daquela conversa.

— Tire um dia ou dois para você sair de Las Vegas, Gil. Você precisa de um tempo para colocar os seus pensamentos no lugar. Aceite essa sugestão desse seu velho amigo.

Grissom tinha confidenciado a Brass a briga que teve com Virginia alguns dias atrás. O capitão quase gritou de felicidade quando viu que o supervisor finalmente tinha escapado dos grilhões impostos por seus sogros. Porém, percebeu como ele parecia distraído e sempre com o pensamento em outro lugar. Tinha receio que pudesse se arrepender desse passo.

— Não tem necessidade, Brass. Eu não tenho tempo para fazer uma viagem mesmo que seja breve.

— Por favor, não seja cabeça dura, homem. Vá sozinho, coloque suas ideias no lugar e depois volte. Tudo o que aconteceu foi muito importante e você não está dando a devida atenção.

— Mesmo assim eu prefiro declinar da sua sugestão. — Devolveu o objeto para o capitão.

— Eu sei que você detesta ter a vida exposta, Gilbert. Eu acompanhei de perto o frangalho de homem que circulava pelo os corredores desse departamento alguns anos atrás. Não vai te fazer mal recomeçar. Saia dessa bolha e veja toda essa situação de outra perspectiva, vai te fazer bem. — Brass colocou a chave sobre a mesa e encarou o amigo. — Aceite a oferta. Teimoso.

Sara resolveu levar a governanta para um passeio. Aproveitou que a casa estava vazia e a levou até um bistrô que ficava próximo. O clima entre Stella e Grissom não estava amistoso, a governanta não havia gostado do tom de voz que ele tinha assumido após a saída de Virginia. O entomologista deixou bem claro que não aceitaria aquele tipo de conluio novamente

— Stella, não vale a pena ficar alimentando esse sentimento. Já tem algumas semanas que isso aconteceu e eu ainda sinto que você está chateada.

— Eu estou tentando apagar essa memória em razão da Emma e do Jason. Não quero que eles fiquem criando conspirações a respeito disso. — Suspirou e tomou um pouco do café quase não tocado. — Pretendo ter uma conversa com o Gilbert.

Mama, eu conheço você muito mais que eu conheço o Grissom. Eu sei da sua capacidade de perdoar. Talvez nenhum dos dois tivesse a intenção de magoar um ao outro.

— Sara, minha querida.- Segurou a mão da morena entre as suas e a encarou em seus olhos. — Eu tenho uma certeza dentro de mim. A Maggie vai voltar, eu sei que quando menos se esperar ela vai cruzar aquela porta e vai querer ter a sua vida de volta.

— O que te faz pensar isso ?

— Maggie é completamente apaixonada pela sua família. Eu não entendo as razões dela de ido embora mas posso te garantir que ela não passa um dia sem pensar na Emma, Jason e no Grissom.

— A nossa vida é feita de escolhas. — Sara limpou uma lágrima teimosa que deslizava na face rosada da governanta. — Você e a Virgínia não são obrigadas a carregar o peso da consequência da ausência dela. Grissom precisava seguir com a vida dele, assim como vocês duas.

— É horrível ter que conviver que o medo do futuro. Você não tem noção como eles ficaram destruídos com toda essa história. — Se recompôs e respirou fundo. — Tenho medo do que ainda está por vir.

— Stella.- Sara acarinhou o dorso da mão da idosa, queria um contato visual e logo conseguiu — Você não tem essa obrigação de colar os cacos que a Maggie deixou para trás. Pode ter certeza que eles se tornaram fortes com toda essa história.

— Querida. — Ela ensaiou um sorriso tímido. — Maggie feriu muito a sua família e Grissom também. Eu só não quero que o bem mais precioso que eu conheça seja atingido por esses estilhaços.

Stella olhou no fundos dos olhos de Sara. A morena segurou a respiração com a fala, ela sabia que a governanta conhecia Grissom muito melhor que ela. No entanto, ela ainda não conseguia perceber que o supervisor tinha mudado com o tempo. Era visível que o homem que ela conheceu no primeiro dia em sua casa, não era o mesmo que se encontrava com ela.

— Você me promete que não vai ficar remoendo essa história, mama ? Vocês dois não merecem isso.

Cariño. — Stella usou o apelido carinhoso dado por Freddie. — Somos dois cabeças duras mas eu acho que vamos conseguir resolver esse impasse. Daqui a pouco as preocupações sobre as noitadas de Jason e as aventuras de Emma vão me encher a cabeça, e esse assunto vai perder espaço.

— Quanto antes isso acontecer vai ser melhor para vocês dois.

— Só espero que não exista uma guerra entre a Virginia e o Grissom. Isso não vai fazer bem para ninguém.

— Prefiro não opinar sobre a Virginia e consequentemente sobre o Robert. Existe uma linha tênue entre preocupação e malícia.

— Vamos mudar de assunto então. Não acho saudável falarmos deles, tenho um carinho enorme pelo o casal mas me incomoda a forma como eles tratam você. — Stella concentrou-se na fatia de bolo de baunilha, levou a boca uma fatia considerável e fechou os olhos para apurar o sabor. — Está uma delícia.

— Divino ! — Sara sorriu com a reação. — Você realmente não quer ir para festa na casa do Freddie ? Ele vai amar a sua presença.

— Querida, eu tenho certeza que uma senhora de 63 anos não tem espaço em uma festa regada de música alta, bebida e jovens energizados. Aliás, eu já conversei com o Freddie mais cedo e marcamos uma outra data para conhecer a casa dele.

— Estou começando a ficar com ciúmes dessa relação entre vocês dois. — Ela cerrou o semblante e fingiu um descontentamento.

— Meu coração é grande o suficiente para ter espaço para vocês dois. — Serviu-se de mais uma fatia e fitou a rua movimentada, era um dia agradável. Exitou por alguns momentos em questionar Sara um determinado assunto mas achou que aquele momento seria o ideal. — Posso fazer uma pergunta?

— Claro. — Ela sentiu a espinha gelar, pelo o tom de voz e o olhar, seria algo de cunho íntimo.

— Existe algo entre você e o Freddie ?

— Amizade. É o máximo que eu consigo oferecer para ele.

Sara encarou os olhos cinzas da governanta e não teve certeza se a senhora havia se convencido da resposta. Por ora aquela seria a resposta mais sincera que poderia dar.

— Já é algo grandioso, querida. Vocês dois merecem a felicidade.

Ainda conversaram por mais alguns longos minutos. Stella e Sara ainda ficaram mais um tempo juntas enquanto aguardavam o táxi para levar a governanta. Antes de partir, a senhora havia feito Sara prometer que iria se divertir na festa de Freddie e que deixaria qualquer preocupação de lado.

Tentando cumprir a promessa feita, Sara estacionou na entrada da casa do rapaz ruivo. A casa ficava afastada do centro de Las Vegas e a vizinhança parecia ser bastante tranquila. Observou e viu que apenas Freddie estava no interior do imóvel, olhou no relógio e viu que tinha adiantado-se.

Poderia ser um falso sinal para o ruivo.

Abriu a porta e logo foi recebida pela voz marcante de Jimi Hendrix que ecoava de um moderno aparelho de som. A casa ainda tinha poucos móveis mas já poderia falar que o dono tinha dado a sua leitura ao ambiente. As paredes brancas ostentavam alguns pôsteres das bandas prediletas do rapaz e algumas fotos de paisagens.

Cariño, que bom que já chegou ! — Freddie foi em sua direção e deu um abraço apertado. — Estava ansioso esperando você.

— Aqui estou ! — Sara tinha que admitir que seu amigo estava muito bonito. Os cabelos bem aparados, contrastavam com a camisa branca e a calça cinza. O perfume era agradável e na medida certa. — Soube que era a sua casa quando escutei o Hendrix cantando.

— Não poderia escolher cantor melhor para inaugurar. — Ele sorriu e novamente abraçou sua amiga. — Venha, eu quero te mostrar tudo. Vamos aproveitar enquanto ainda estamos sozinhos.

Sara ergueu uma sobrancelha com o último comentário, preferiu acreditar que não existia malícia. O imóvel tinha dois quartos e uma espaçosa área externa. A cozinha moderna já estava ocupada com a maioria das comidas e das bebidas.

— Ainda falta alguns ajustes mas está ficando tudo como eu planejei. — Falou orgulhoso parado na porta do seu quarto. — Ainda não acredito que tudo isso é meu e eu tenho uma vida estruturada.

— Fico muito feliz com esse novo Fred. — Ela estava encarando um quadro em preto e branco da Catedral de Barcelona que ficava sobre a cama dele. Sentia muito orgulho das conquistas dele.

— Sara, se você quiser compartilhar tudo isso comigo. — Segurou a sua mão e Sara ensaiou um passo para trás mas logo sentiu a parede contra o seu corpo. — Eu sempre vou ser aquele que te espera depois de tudo.

— Freddie… Eu já disse.

— Não estou aqui te cobrando e nem forçando nada, cariño. É só um lembrete. Eu tenho consciência de todo mal que eu causei e eu fico imensamente feliz em saber que depois dos meus erros, eu posso ter você ao meu lado como uma amiga. — Ele sorriu e afagou o rosto de Sara. — Eu só estou sendo sincero com você.

Ela meneou a cabeça e se afastou. Ficou aliviada ao escutar a voz de Mary, David e Simon. Os dois foram até a sala e encontraram o grupo fitando o ambiente. Mary lançou um olhar para Sara que logo tratou de afastar qualquer pensamento duplo da cabeça da amiga.

— Que lugar incrível, ruivo ! Preciso estudar muito tempo para conseguir uma casa assim.

— David, se você dedicar a faculdade, tenho certeza que você consegue também, mas a sua vida e do Simon é apenas festa e ressaca.

— Mary sempre consegue me atingir mesmo eu estando quieto. — Simon fingiu revolta e logo em seguida deu um beijo na bochecha da amiga. — Não estamos aqui para discutir e sim celebrar as conquistas do ruivo.

Em breves minutos a casa estava lotada. David e Simon convidaram boa parte de seus conhecidos — com autorização do dono da casa, que adorava conhecer pessoas novas. — e a notícia havia se espalhado pelo o campus em pouco tempo. A música animada ditava o tom da festa e o rapazes logo se encarregaram de iniciar os jogos alcoólicos.

— Sara, ainda bem que consegui um momento a sós com você. Não sabia que você conhecia tanta gente aqui.

— Mary, metade do departamento de física está nesta casa.

— O que estava acontecendo com vocês antes da gente chegar? Você e o Freddie não estão juntos ou estão ?

— Não ! — A morena tratou de frisar a resposta. Olhou para os lados para certificar que ninguém tinha escutado a pergunta de sua amiga. — Ele estava apenas me mostrando a casa.

— Você estava muito assustada quando chegamos, parecia que tinha sido pega em flagrante.

— Mas eu estava assustada mas não pelo o motivo que você pensa. — Suspirou fundo e terminou a sua bebida. — Freddie continua insistindo em velhos assuntos. A única saída vai ser eu me afastar.

— Eu também não vejo outra saída.

O celular de Sara vibrou dentro do bolso de sua jaqueta, ela olhou o visor e viu que tinha uma nova mensagem. O olhar curioso de Mary não conseguiu identificar o nome no visor.

Podemos conversar ?

Grissom.

A morena estranhou a mensagem, a última vez que esteve na companhia de Grissom foi no dia seguinte a toda confusão com Stella e Virgínia, e a conversa entre os dois não havia terminado de uma forma muito amigável. Sara não tinha concordado com a atitude do supervisor em relação a Stella e Grissom alegou que ela apenas defendia a atitude da governanta naquela situação por não gostar de Virginia. Pediu licença para Mary e procurou um lugar calmo para realizar a ligação.

— Aconteceu alguma coisa ?

— Não. — Ele exitou do outro da lado da linha, permaneceu em silêncio alguns segundos. — Como você está ?

— Você não me ligou para isso. — Foi direta e um pouco ríspida.

Realmente. Primeiro eu queria te pedir desculpas pela maneira como eu conduzi a conversa outro dia, eu realmente não deveria ter feito aquele julgamento.

— Concordo com você. Stella ainda está chateada com tudo o que aconteceu.

Eu resolvo esse problema depois com ela. Eu sei que é impessoal um pedido de desculpas por telefone mas eu precisava dessa premissa para chegar no motivo da minha ligação.

— Qual seria ?

Henderson.

...

Grissom separou uma pequena mala com suas roupas e pertences pessoais. Tinha decidido aceitar a oferta do capitão e iria sair de Vegas. Emma ficaria na companhia de Carol e Jason tinha uma viagem com a escola. No laboratório tinha orientado os seus subordinados que seu celular estaria ligado — mesmo sendo o seu dia de folga — mas esperava ser incomodado somente com urgências.

— Obrigado por ter aceitado o meu convite.

Sara tinha acabado de entrar no seu carro, a morena iria para a pequena viagem com ele. Ela também sentia que precisava se afastar das luzes da cidade do pecado e resolver algumas pendências com supervisor.

— Vai ser bom para arejar as idéias.

O entomologista sentiu que ela ainda estava na defensiva. No entanto, se o estrago da última conversa tivesse sido avassaladora, ela não teria aceitado a viagem. Ficaram em silêncio por algum tempo, ele tentava procurar algum meio de iniciar um assunto mas sempre fugiam as palavras.

— Conversou com a Stella ?

— Não.

Ele ouviu o som da respiração pesada dela. Pressionou os lábios segurando um sorriso e aproveitou o sinal fechado para encará-la.

— Eu ainda não conversei com ela. Não significa que eu não vou ter essa conversa.

— Você não imagina o quanto ela está triste por tudo isso. — Sara aumentou o tom de voz e se arrependeu imediatamente quando o viu com as sobrancelhas erguidas e o semblante pacificador.

— O que acontece em Vegas, fica em Vegas ? — Ele sorriu ao utilizar a conhecida expressão da cidade. Não queria levar problemas para o fim de semana deles.

— Ainda não cruzamos o limite das cidades.

Eles riram e o clima finalmente ficou mais ameno. Sara sabia que a intenção da viagem não era postergar as discussões e ela resolveu abaixar a guarda. A viagem seria curta e eles ainda conseguiriam aproveitar boa parte da noite na cidade. Grissom estacionou na entrada da casa e ficou surpreso com o bom trabalho que o capitão havia feito na casa.

— O que acha de sairmos para jantar ? Brass me deu uma boa indicação. — Ele terminava de tirar as malas do carro

— Eu não vim preparada para isso. — Sara que estava com a chave da casa nas mãos, abriu a porta e ficou encantada. — Seu amigo tem um bom gosto.

Brass havia recebido investido uma boa parte de sua herança naquela casa, a sua interação era presentear sua filha Ellie mas nada havia saído como o combinado. Então ele utilizava o imóvel para passar alguns dias isolado e esporadicamente receber alguns amigos.

— É um restaurante simples. Você não precisa se preocupar.

— Você tem certeza ? — No fundo, o receio de Sara era ser vista em público com ele. Henderson ficava 20 minutos de Las Vegas e sabia que existia a possibilidade dele ser reconhecido por alguém.

— Claro. Confie em mim.

Ela concordou com a idéia e ambos foram explorar a casa, o quarto de casal continha uma suíte e uma cama confortável. A cozinha tinha uma ilha grande e aparelhos modernos, a área externa tinha uma piscina convidativa e algumas cadeiras ao redor.

Optaram uma uma rápida ducha antes de saírem, Grissom deixou Sara no quarto terminando de arrumar-se enquanto ele foi aproveitar a brisa suave da noite na varanda. Sentado em uma cadeira confortável, ele observou o pequeno movimento na rua. Viu algumas pessoas transitando pela calçada e sentiu-se nostalgico quando viu algumas crianças brincando no jardim, um menino particularmente parecia com Jason.

Desviou o olhar para a sua mão esquerda e estranhou a ausência da jóia dourada, depois da discussão, Virgínia havia levado apenas a foto de Maggie junto com ela e a sua aliança ele tinha guardado. Era estranho estar sem a sua aliança depois de tantos anos mas admitia que não fazia sentido algum utiliza-lá.

— Terra chamando Gilbert Grissom. — Sara tocou delicadamente em seu ombro e ele assustou-se. — Não foi a minha intenção assustar você.

— Não foi nada demais. — Levantou-se e analisou a sua acompanhante. — Você está linda.

— Foi o melhor que eu consegui fazer. — Tinha improvisado um look, não tinha levado nada de extraordinário. Uma calça jeans de lavagem escura e uma bata de listrada de azul. — Vamos ?

— Parece que tem alguém com bastante fome. — Ela apenas assentiu. O restaurante ficava próximo a casa então eles decidiram que alguns minutos de caminhada os faria bem. Em silêncio, Sara fitava o supervisor. Estava bem bonito com uma camisa preta e a calça jeans, quase nunca utilizava roupas despojadas.

O restaurante ficava em uma rua bem tranquila. O casal foi recebido por Lily, uma das proprietárias do lugar junto com o seu marido Eric. Indicou uma mesa tranquila ao fundo do restaurante, eles teriam uma bela visão de uma pequeno lago iluminado.

— Fazia tempo que eu não vinha a lugar aconchegante. Sempre estou escolhendo algum fast food ou restaurantes perto da minha casa.

— Brass sempre me falou sobre esse restaurante. Hoje eu descubro se ele é sócio ou aqui faz jus a todos os elogios.

Fitaram o cardápio e surpreenderam-se com a variedade de pratos. Grissom divertiu-se com a indecisão de Sara para escolher o prato, ao que parecia, tudo era do agrado de seu paladar.

— Eu vou querer um risoto de alcachofra com brie. — Disse depois de muito ponderar.

— O mesmo para mim. — Grissom entregou o cardápio para Lily, que saiu de perto da mesa do casal encantada com a troca de olhares entre eles.

— Por acaso Brass sabe que eu também estou aqui ?

— Não. — Ele ergueu uma sobrancelha e fitou a janela.

O fato era que Sara começava a ficar incomodada com aquela situação. Sentia-se totalmente atraída por aquele homem sentado à sua frente, porém ela sabia que não era somente atração, existia algo maior crescendo no peito dela e ela queria sentir a reciprocidade da parte dele. Já tinha sofrido o suficiente com outros relacionamentos e não estava disposta a encarar mais um naqueles moldes.

— Eu não sou livro aberto. Brass é meu amigo mas não sabe todos os detalhes da minha vida.

— Só preciso entender em onde estamos. — O semblante dela era sério. Ele entendeu o recado. — Eu não estou te cobrando um próximo passo.

— Você não é o meu passatempo, acredite. — Ele suspirou fundo e segurou a sua mão sobre a mesa. — Só preciso de um tempo para reorganizar os meus sentimentos. — Calou-se, não queria magoá-la.

Ela lembrou-se da fala de Stella sobre Maggie, a governanta tinha muita certeza que ela retornaria. Sara não queria estar em um cabo de guerra com ela, de forma alguma, por isso que ela começou a ponderar sobre toda aquela reação.

Se ela aparecesse no dia seguinte ?

No mês seguinte ?

Tinha saído muito ferida da relação com Freddie e sentiu seu peito latejar em imaginar aquela dor novamente. Ela nem sabia ao certo de Maggie era esposa ou tinha sido promovida a ex-esposa de Grissom.

Faltou-lhe o ar quando seus pensamentos aceleraram daquela forma.

— Sara, você está bem? Você está pálida. — Grissom segurou em suas duas mãos e percebeu em como elas estavam geladas.

— Eu preciso ir ao banheiro. — Ela levantou-se e Grissom ficou sem entender a sua reação. Pensou em ir atrás dela mas achou melhor aguardar um pouco, talvez ela precisasse estar só.

Grissom levou a mão espalmada ao rosto, passou os dedos entres os seus cachos e suspirou fundo. Ele estava um turbilhão de sentimentos, era verdade que ele precisava organizar tudo aquilo. Ele gostava de Sara, talvez tivesse gostado dela desde o primeiro momento que eles se conheceram, mas era amargurado demais para tentar qualquer aproximação.

Poder estar com ela era um dos seus maiores acertos. Na vida ele esteve com algumas mulheres, achava que tinha acertado na loteria da vida quando se casou com Maggie, no entanto, ele tinha recebido o bilhete dourado quando a morena cruzou sua vida.

Ele queria fazer tudo aquilo dar certo.

Só não sabia exatamente como fazer.

— Foi apenas uma queda de pressão. — Sara retornou a mesa.

— Você quer ir embora ? Posso pedir a Lily para embalar o nosso jantar e fazemos a refeição em casa.

— Não é preciso, eu já estou melhor. Foi apenas um mal estar. Já estou inteira novamente.

— Stella jamais me perdoaria se eu chegasse com você em uma embalagem azul. — Eles riram e logo o clima ficou leve novamente. Os dois deixaram suas inseguranças de lado naquele momento. Lily retornou com os seus pedidos e o cheiro deixou os dois inebriados.

— Nunca escutei nenhum elogio do seu amigo mas concordo com todos eles. — Sara sorriu com os olhos a cada garfada. Os temperos estavam dosados na medida certa e toda a ambientação deixava o jantar ainda mais agradável.

— Sempre desconfiei dos elogios do capitão, não é difícil agradar o paladar de um policial.

Terminaram a refeição conversando algumas banalidades. Se tinha existido alguma tensão no início do jantar já havia se dissipado. Grissom pediu a Lily o cardápio de sobremesas e o olhos de Sara brilharam como o de uma criança quando ganha o brinquedo tão almejado. Decidiram pedir uma taça de creme de chocolate branco com frutas vermelhas, era uma das sobremesas prediletas de Sara.

— Quando eu soube que um amigo do Jim estava aqui, fiz questão de deixar a cozinha por um instante. — Eric veio servir a sobremesa. O homem era um entusiasta e a cozinha era sua verdadeira paixão. — Espero que você e a sua namorada tenham apreciado o jantar.

— Com certeza nós gostamos. — Ele disse olhando com ternura para Sara que ruborizou-se com a resposta.

— Fico muito feliz em saber disso. Vou deixar vocês apreciando a sobremesa. Mande um abraço para o capitão, doutor Grissom. — Despediram-se de forma breve e cordial.

Sara mais uma vez na noite ficou impressionada com a explosão de sabores na sua boca. A combinação do cítrico das frutas vermelhas com o chocolate branco era o balanço perfeito. Ela devorou boa parte do doce e só então deu-se conta que Grissom ainda não tinha sequer tocado na sobremesa.

— Você tem que experimentar !

Sem ter tempo de resposta, ela empunhou a colher próxima a boca dele. A intenção do entomologista era deixar apenas ela saborear o último pedido, mas quando provou deu razão para morena ficar tão alegre comendo. Em um movimento rápido, Grissom conseguiu pegar a última “colherada” da sobremesa.

— Eu não acredito. Você sabe que podíamos ter dividido o final.

— Não costumo dividir o que eu gosto.

Sara ficou muda, sabia que tinha uma segunda intenção a fala do supervisor. Resolveu não confrontá-lo mais. Pagaram a conta e novamente Eric e Lily agradeceram pela presença. De volta a rua, a temperatura estava agradável. Nada como uma noite longe das luzes de Las Vegas.

Andando lado a lado, eles faziam o caminho em silêncio. Grissom segurou delicadamente a mão de Sara, que surpreendeu-se com o gesto. Ela então abaixou todas as suas defesas e tratou de enterrar suas inseguranças, pelo menos naquela noite. Aproximou-se dele e encostou sua cabeça em seu ombro.

— Obrigada por estar aqui.

No interior da casa, ambos saciaram uma vontade que tinha perdurado por toda noite. Sara uniu seus lábios em um beijo casto e lento, não existia pressa. Grissom puxou o corpo de Sara e encostou suas testas.

— Eu não posso errar com você. — De olhos fechados ele confessou um de seus maiores receios para ela.

Sara acariciou o seu rosto e beijou toda a extensão da sua face, até suas bocas se encontrarem novamente. Eles não precisavam sentir medo naquele momento, a presença um do outro era o suficiente.

Grissom uniu os corpos de forma delicada, não queria se afastar dela tão cedo. A cada novo toque, seus corpos enchiam-se de energia e adrenalina. Era uma noite somente deles e eles iriam aproveitar cada segundo dela. As mãos de Sara deslizaram por dentro da camisa preta do supervisor, o toque macio das mãos finas dela, o fez gemer sobre os seus lábios.

Com a ponta do dedo indicador, ela percorreu toda a extensão do peitoral do entomologista, já conhecia cada ponto fraco daquele corpo. Grissom por sua vez, separou suas bocas para encontrar o pescoço desnudo e cheiroso. Deslizou sua língua por toda a extensão e finalizou com um beijo em seu queixo.

Ela abriu os olhos e ele enxergou a luxúria em suas pupilas.

Cessaram os beijos, enquanto Sara o admirava retirar a sua camisa. O peito largo e os braços firmes era um dos seus pontos prediletos, sua língua deslizou sobre seus dentes e seus lábios ao se deliciar com aquela cena. Com uma das mãos ela empurrou o supervisor no sofá, em câmera lenta ele foi deitando e puxando o corpo dela para cima do seu.

Sara livrou-se da sua blusa lentamente e sentiu quando as mãos firmes dele agarraram sua cintura, o toque quente a fez respirar fundo. Inclinou-se para capturar novamente sua boca e rapidamente desfez o contato, iria explorar o primeiro ponto fraco do seu parceiro. Levou a língua gelada até o lóbulo da orelha e gemeu baixo.

Grissom reagiu imediatamente ao estímulo e levou uma das mãos ao fecho do sutiã rendado. Sara ergueu-se para livrar-se da peça e ele sentou a colocando de frente para ele. Sentia o tesão percorrer por todo o ambiente, inclinou o corpo dela alguns centímetros para frente e capturou o seu seio, seus lábios percorriam por toda a extensão da pele e quando ela puxou seu cabelo para trás, ele soube que estava no caminho certo.

Deitou o corpo dela sobre o sofá e desceu sua boca por toda a extensão da barriga reta dela, depositou beijos por todo o abdômen e ergueu o olhar para ver o prazer em sua expressão. Como um felino que espreita a sua presa, ele voltou aos seus lábios com mais força. A dança que seus corpos faziam, os deixavam ainda mais excitados.

Sara cravou as unhas nas costas de Grissom, que gemeu um tom mais alto e ela gemeu junto. Nunca tinha o visto daquela forma sem censura ou pudor, talvez fosse a certeza de privacidade que deixasse o sexo ainda mais agradável. Sara sentou sobre o seu centro e pode sentir a virilidade que ainda a aguardava.

Levantou-se e puxou o supervisor consigo. Levou uma das mãos ao cinto da calça dele, enquanto ele fazia o mesmo com a peça dela. Em pouco segundos as peças já estavam no chão. Aquela visão do corpo esguio dela a sua frente o deixava fora de órbita. Quando tentou aproximar-se, ela recuou um passo e foi em direção a cozinha.

— Sua maluca. O que você vai aprontar ? — Sua fala era pesada e ofegante.

Ela retornou com um copo de vidro com algumas pedras de gelo. Ele balançou a cabeça em negativa, não estava acreditando no que estava vendo. Usou sua mão para empurra-lo no sofá sentado, hoje ela iria experimentar algo novo. Colocou uma pedra de gelo na boca e aproximou-se do peitoral dele, com o gelo entre os dentes ela percorreu toda a extensão do seu tórax.

— Sa..ra.. — Sua voz estava falhando e ele não conseguia raciocinar direito.

Aproveitou a sua boca gelada e beijou sua boca, provocando uma explosão entre eles. Grissom tentou agarrá-la mas ela foi mais ágil. Dessa vez ela voltou a sua atenção para as coxas grossas dele, passou sua boca gelada por toda parte inferior e ergueu a cabeça somente quando ele puxou o seu cabelo para trás.

— Você não existe. — Ele estava com os olhos fechados tentando controlar a sua respiração mas o melhor ainda estaria por vir.

Sara colocou suas mãos no cós de sua cueca e ele gemeu mais uma vez. Sem oferecer nenhuma resistência, ele a ajudou a se livrar da peça. Quando Sara encontrou a sua ereção, engoliu a seco e abriu um sorriso malicioso. Ela olhou no fundo dos seus olhos antes de levar o seu membro dentro de sua boca gelada, com os movimentos que sua língua fazia, Grissom remexia-se no sofá.

— Se você continuar…

Ela pareceu ignorar a sua súplica e decidiu intensificar os movimentos. A cada gemido que ele soltava ela aprofundava ainda mais. Resolveu interromper o seu “trabalho” quando sentiu as suas mãos pesadas a empurrando para trás.

— Chega.

Ele ficou de pé a olhando fora do eixo. Viu o copo sobre a mesa e agora seria a vez dele. Sentada no sofá ela se deliciava com a visão dele nu na sua frente. Com um dos pés sobre o seu peito, ela viu quando ele acomodou suas duas pernas sobre os seus ombros. Ele usou a sua língua para saborear o centro dela. Ela contraiu e arqueou o corpo.

— Agora você vai provar do próprio veneno.

Aquele homem a estava levando a loucura. Grissom explorava cada canto com a sua boca e sabia exatamente onde deveria explorar, ela estava se controlando ao extremo mas a sua vontade era de realmente de sucumbir logo ali.

— Eu preciso de você dentro de mim. — Com a ponta do pé, ela ergueu o queixo dele.

Obedecendo ao pedido dela, ele uniu os seus corpos. Perdeu a conta de quantas vezes suas bocas se separaram para soltar um gemido, ela arqueava o corpo a cada vez que ele investia mais. Grissom achou que ela já tivesse o provocado o suficiente naquela noite, quando ela sentiu o seu centro se contraindo sobre a ereção. Com a voz rouca, ele gemeu chamando o seu nome.

— Eu estou chegando ao meu limite.

— Mais rápido.

Sara segurou o encosto do sofá e passou a dominar a velocidade, ela também estava próxima de atingir o orgasmo mas queria aproveitar até o último segundo. Ela via no seu olhar que ele já iria atingir o seu ápice, e assim o fez. Com o restante da energia, ele concentrou-se em fazê-la chegar ao clímax.

— Você é viciante. — Sara ainda tinha os olhos fechados enquanto sentia suas entranhas se contraírem. Grissom abraçou sua cintura e depositou vários beijos por todo o seu dorso. Ela era encantada com o jeito carinho dele pós sexo.

Depois de regularem suas respirações e suas frequências cardíacas, decidiram por mais um banho. Estavam suados e um banho ajudaria relaxar. A água morna no chuveiro massageava suas peles e naquele momento aproveitaram apenas para namorarem enquanto auxiliavam-se no banho.

Como algo que já tinha se tornado um hábito, Sara pegou uma das camisas do supervisor para dormir. A cama espaçosa abraçou os dois e a morena logo caiu no sono, no entanto o supervisor não conseguia relaxar o suficiente para adormecer. Suas insônias tinham se tornado cada vez mais recorrente. Quando ele viu que ela dormia profundamente, levantou-se da cama e foi em direção a sala.

Seu celular estava no chão do tapete, uma mensagem não lida estava piscando no visor. Ao ler o nome, cerrou o cenho e logo sucumbiu-se a curiosidade.

Essa discussão com a Virgínia vai te custar caro.

Robert W.

Ignorou o conteúdo da mensagem e revirou os olhos. Aquele problema tinha ficado em Las Vegas e ele não iria mais cair nos jogos de manipulação dele. Pegou o aparelho e decidiu voltar para o quarto, com um pouco de sorte em breve ele cairia no sono. Percebeu que Sara estava dormindo profundamente e deitou-se ao lado dela, em pouco tempo ele também caiu nos braços de Morfeu.

Logo cedo, ouviu o seu celular tocar. Pegou aparelho e viu o nome do capitão. Atendeu na segunda chamada.

Desculpe te acordar. Aconteceu uma urgência e eu estou na porta da casa. Será que você pode abrir?

Grissom tentou levantar-se mas sentiu o braço de Sara o puxando de volta. Ela abriu um pouco os olhos e resmungou quando ele tentou desvencilhar dela.

— Durma, ainda está cedo.

Ele beijou sua têmpora e sentiu ela relaxar novamente. Foi até a porta e encontrou Jim sentado na varanda.

— Se não fosse necessário eu não viria interromper o seu fim de semana sabático. Eu guardo boa parte dos documentos de Ellie nessa casa, e ela me ligou desesperada me pedindo uma documentação. Só preciso acessar o escritório.

Grissom assentiu e viu o seu amigo sumir pelo o corredor. Aproveitou para ligar a cafeteira, precisava de algo energético para repor suas forças. Ainda sonolento, ele sentou-se na banqueta próximo a ilha da cozinha.

— Ellie se meteu em mais uma confusão e está desesperada atrás desse documento. — Brass chegou a sala e segurou a risada quando viu o supervisor de olhos fechados. Foi até o sofá e sentou-se, queria ver quanto tempo ele ficaria daquela forma. — Grissom !

— Achou o documento ? — Ele abriu os olhos e bocejou

— Sim. Poucas horas de sono, Gilbert ?

— Insônia. — Esfregou os olhos e tentou adaptar-se a luz.

Brass levantou-se e foi até a cafeteira. Pegou duas xícaras e serviu o café forte. Ergueu o olhar e tentou disfarçar a surpresa quando viu uma mulher parada no meio da sala.

— Devo servir mais uma xícara, Grissom?

O supervisor não entendeu e só quando seguiu o olhar do capitão que ele entendeu a ironia da pergunta. Sara estava estagnada no mesmo lugar sem conseguir pensar em nenhuma reação, ela estava totalmente desprevenida, usando somente a camisa dele — que por sorte lhe cobria até metade da coxa — parecia ter desaprendido a andar.

Grissom encarou Brass que parecia se divertir com o desconforto dos dois. Ele virou para Sara e balançou a cabeça.

— Querida, venha até aqui. — Ele esticou a mão e piscou. Quando ela aproximou-se, envolveu seu braço em sua cintura e respirou fundo. — Capitão Brass.

— Já nos conhecemos… — Estava totalmente sem graça — Problema com o Jason.

Brass encarou os dois e ficou feliz por eles. Sabia que seu amigo “cabeça dura” não queria ter sido pego daquela forma e muito menos exibir a jovem como um troféu. Tentou ser o mais simpático com os dois, não queria que de forma alguma eles pensassem que ele estava os censurando.

Sara pediu licença, não estava nenhum pouco apresentável para estar no meio deles. Jim acenou positivamente e ficou encarando o supervisor enquanto a morena sumia de sua visão.

— Ela é uma ótima pessoa, cuide muito bem dela. — Limitou-se a aconselhar. Grissom não devia nenhuma explicação para ele, encontrá-los juntos fora apenas um caso fortuito. Não cabia a ele nenhum tipo de comentário. — Acho melhor eu ir embora, tenho que despachar esse documento ainda hoje para Los Angeles.

Grissom o acompanhou em silêncio até a porta. Contra fatos não cabia nenhum argumento. As evidências jamais mentiam. Antes de sair da casa, Brass não perderia a oportunidade de alfinetar seu velho amigo.

— Meu sofá estava molhado. — Ele disse sarcasticamente. — Não sei se passa no teste de luminol.

O supervisor fechou a porta após despedir do dono da casa. Colocou as mãos na cintura e respirou fundo. Foi em direção ao quarto e encontrou Sara sentada na cama.

— Eu não sabia que ele viria. Me desculpe pela situação. — Parado na soleira da porta, avançou alguns passos até chegar na cama, ao lado dela.

— Pensei que fosse desmaiar de vergonha. — Admitiu como uma criança. — Como ficamos agora ?

— Juntos !

Notas finais
͡° ͜ʖ ͡° ͡° ͜ʖ ͡° ͡° ͜ʖ ͡° Então pessoal o que acharam ? Jim sempre dando aquele empurrão no Grissom mas sempre disposto a ajudar o amigo. Na série eu admiro muito a amizade entre os dois, de verdade. Freddie está tentando recuperar o tempo perdido mas pelo menos é sincero com tudo o que sente, e eu acho isso uma coisa louvável. Sara e Grissom cada vez mais próximos e isso afetou um pouco a insegurança entre eles mas aos poucos a vida vai dando o jeito de acertar tudo isso. Por último: Robert. Ele vai infernizar e trazer das cinzas o Scott... Aguardem. Pessoal muito obrigado por me acompanharem até aqui. Eu as vezes me assusto, esse projeto se iniciou em 2017 e ainda tem tanta gente que acompanha e me dá essa "moralzona". Fico muito feliz por isso. Até o próximo capítulo ♥ Fiquem bem.