Sim, Eu Sou Uma Guarda -Costas
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Desço as escadas rapidamente e vou para sala esperar Nolan e Taylor entrarem. Mexo no cabelo, e ouço as vozes aproximarem.
— ...você deveria arrumar uma namorada e parar de ficar quebrando o coração dessa pobres garota Taylor.
— Mas o que você quer...? — parou de dizer quando me viu em pé próxima a lareira.
— Ah — Nolan percebeu minha presença. – Taylor, essa é a sobrinha do Drake. Ela vai passar um tempo com a gente.
— Olá, meu nome é Samantha, espero que minha presença não o incomode... — Taylor me olhava de cima a baixo.
— Você está brincando, né?! Gata, você é muito bem vinda nessa casa — diz se aproximando. — Sou Taylor, mas pode me chamar de Tay baby.
Aperto sua mão estendida, e ele delicadamente leva a minha mão boca, e deposita um beijo.
— Muito obrigada pela hospitalidade Wonder — solto minha mão e vou até Nolan. — Se não se importa, vou dar uma volta para conhecer melhor o ambiente.
— Posso lhe mostrar a mansão se quiser — Taylor diz pegando minha mão. Solto a mesma e saio porta a fora.
Ando por todo o jardim sem olhar para trás, mas sei que estou sendo seguida de perto por ele. Chego na área da piscina e é incrível. Há hidromassagem, uma varanda com churrasqueira, e uma sala de vidros, que se não me engano, é a academia da residência.
— Vocês tem de tudo aqui – digo olhando a hidromassagem.
— Pode usar a hidro quando quiser, e se quiser companhia... — o garoto mal me conhece, e já está me cantando, mereço!
A alguns metros de onde estava, havia uma grande árvore com uma casa. Era lindo! Mordo o lábio inferior e caminho até ela. Taylor me segue sem dizer uma palavra, mas quando chego perto o suficiente para subir as escadas, ele se pronuncia.
— Você não pode subir — me viro, e me deparo com um Taylor Wonder indecifrável. Mordo o lábio inferior, surpresa pela sua atitude.
— Me desculpa,não quis ser invasiva.
– Tudo bem, só não suba sem a minha autorização.
Revirei os olhos e voltei a caminhar sob o crepúsculo do céu. A casa era imensa! Três andares, piscina, academia, uma sala de jogos que Taylor fez questão que eu visse e uma quadra de basquete.
Depois de ver toda a casa por fora, estava cansada.
— Acho melhor eu voltar para o meu quarto e descansar um pouco..
— Mas você ainda não conheceu a casa por dentro — Taylor me puxa pela mão e entramos. Assim que consigo, me solto dele e começamos outra expedição.
Realmente, aquela casa era imensa. Tinha um escritório, biblioteca particular, uma piscina aquecida no sub solo (da pra acreditar?!), uma sala de vídeo game, 3 salas, uma enorme cozinha, um mini bar, sala de jantar, oito suítes... e outras coisas que não consegui decorar.
— Puxa, essa casa é imensa! Deve ser incrível morar aqui – Digo toda empolgada pensando nos próximos meses que passaria ali.
O sigo de perto.
— É, da pra se divertir um pouco — diz como se aquilo fosse pouco. – Vem, ainda não te mostrei o melhor quarto.
Entramos num dos imensos quartos que a casa tinha. Meu queixo caiu. Era realmente, muito grande! Observo todos os cantos possíveis. Tento decorar cada espaço. Me aproximo da cama (que é enorme só para uma pessoa) para ter uma melhor visão.
— Não é muito exagero uma cama desse tamanho, para uma pessoa sozinha?! – olho para Taylor, que está a poucos centímetros de mim. Ele se aproxima perigosamente. Tento recuar, mas a cama está atrás de mim.
— Se você quiser, pode usar ela junto comigo — passa uma de suas mãos por minha cintura colando nossos corpos.
Mas que garoto abusado! Ponho uma das mãos na sua nuca, e sua mão desse alguns centímetros pra baixo. Coloco minha boca na sua orelha e sussurro:
— Eu sei o que você quer... — sinto u sorriso pervertido sob meu pescoço. Dou-lhe uma leve mordida na orelha e digo: – Mas não vai acontecer nada entre a gente.
O ajoelho nas partes intimas, e ele cai ajoelhado nos meus pés.
— Sua vadia! — grita gemendo de dor.
— Não mexa comigo Wonder – Beijo-o na testa e saio do quarto.
Vou ao meu quarto e noto que as sacolas que estavam do lado da cama, sumiram. Creio que guardaram no closet. Vou até lá e pego uma roupa simples e uma toalha limpa. Depois dessa tentativa louca de sexo e ter andado alguns minutos, que pareceram horas, entro no banheiro e tomo um banho de espumas.
(...)
Já limpa, me deito na cama e ligo a TV. Não há nada de interessante, então deixo em um seriado que estava passando.
Depois de andar, passar um processo e tanto de beleza, minha energias estavam esgotadas e precisava de comida.
A muito tempo não comia fora de casa (na verdade nunca tive casa), então iria a um restaurante mais próximo.
Visto uma roupa adequada, e saio sem fazer barulho. Quando desço as escadas, vejo Nolan sentado no sofá conversando com Taylor. Era melhor avisa-los, antes que pensassem que havia fugido.
— Nolan, eu vou comer alguma coisa fora – digo da porta da sala.
Não conseguia encarar Taylor depois do que aconteceu, mas não aquentei, e lhe encaro rapidamente. Era impossível dizer o que se passava dentro daquela cabeça, porém seus olhos estavam ardendo. Seria ódio ou desejo?!
Me virei para sair, e Taylor me chamou.
— Samantha, eu vou com você.
“Mas que bosta!”
— Não preciso de supervisão, sei me cuidar sozinha — digo sem me virar.
— Eu vou, e você não vai me impedir. Aliás, você não tem condução.
Não tinha pensado nisso, mas não queria dizer que precisava ir com ele.
— Eu pego um taxi Wonder.
— Samantha, Taylor vai com você – Nolan disse. Como eu odiava aquele cara! O encaro, e solto um grande suspiro. Sem muita emoção, respondo:
— Ok.
(...)
Dentro do carro, o silencio era intenso. Taylor não tirava os olhos da estrada como eu também fazia. Peguei meu celular e começo a jogar um joguinho pra passar o tempo.
— Morre! – grito quando o bicho tenta me matar.
Taylor ri, o olho por um breve instante e ele estava sorrindo.
— O que foi?
— Nada – continua rindo.
— Taylor Wonder, você está rindo de mim?!
— Imagina! – diz rindo mais ainda. Dou-lhe um tapa leve no braço e começo a rir com ele.
Ele ligou o rádio e tocava Jump. Comecei a cantarolar e Taylor me encarava em alguns momentos.
— Gosta de Rihanna?
— Se eu gosto?! Eu amo ela!
Canto mais alto até a musica acabar e chegarmos no nosso destino.
Saio do carro e entramos num pequeno restaurante. Taylor está do meu lado, quando uma menina sentada com um garoto num canto distante, o chama. Ele acena, mas a menina insisti que nos sentamos com eles. Taylor xinga baixinho, mas eu consigo escutar.
— O que foi? – pergunto de frente a ele.
— O garoto que está com aquela garota, é uma pessoa que não gosto, e aquela garota, é minha ex.
— Oh.. entendi. Você não quer parecer que está sozinho e parecer triste por causa que ela te largou por causa dele.
Taylor me olhou espantado e disse.
— Não... — levantei uma sobrancelha. – Tá, é sim. Mas eu não estou triste, a só quero que ela saiba que eu consigo coisa bem melhor – diz me olhando de cima a baixo.
— Não, não e não! Eu não vou fingi que sou uma de suas peguetes! – digo juntando as peças.
— Por favor Samantha! Fico te devendo essa – fez uma cara fofa (eu mereço!), e pegou minha mão.
Antes de chegarmos a mesa digo.
–Você vai ter que me pagar – sussurro.
–Tay. Quanto tempo! – a loira diz.
— Bom te ver também Louis – Taylor a cumprimenta.
— Não vai nos apresentar sua amiga Wonder? – o garoto (lindo e de olhos verde), pergunta.
— Sou Samantha, a namorada do Tay – sinto uma leve pressão na mão que Taylor segura.
Louis abriu a boca para dizer algo mas a fechou, o rapaz (que não sabia o nome), me olhou sem acreditar.
— Taylor tem muita sorte. Sinceramente, não sei o que você viu nele. Aliás, o meu nome é Tayler.
Apertei sua mão, e passei meu braço ao redor do braço de Taylor.
— É, o amor simplesmente acontece.
—Por que não se sentam com a gente? – Tayler diz se aproximando de Louis.
Me sento e puxo Taylor. Ele me olhava. Tá, eu ainda não havia notado, mas Taylor Wonder era muito bonito. Tinha cabelo castanho todo bagunçado, mas o deixava com um ar elegante e largado. Os seus olhos eram um castanho cor de mel, e sua boca, era perfeita.
Tay segura meu queixo, e se aproxima. Sem pensar, derrubo o copo que estava em cima da mesa sobre ele. Taylor pula do banco e me encara com raiva.
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