Notas iniciais
#Luto! Chorão.
(As notas finais)

- Valeu Will pela carona. – saio do carro, estacionado na frente de casa.

- Sam, não fica assim... o que eu posso fazer? – sai do carro e corre atrás de mim.

- William, valeu pela carona, mas agora eu prefiro ficar sozinha.

Entro em casa e vou direto pro meu quarto. Não sabia o que se passava na minha cabeça aquele momento. Ódio, raiva, ciúmes, nojo... tudo se misturava e a imagem dos dois juntos sempre vinha na mente.

Depois de deixar Taylor sangrado no corredor do colégio, peguei minhas coisas e sai da escola. Se dependesse de mim, andava até em casa, mas Will insistiu tanto em me levar pra casa, que acabei cedendo. Sempre matei aula, então não me preocuparia com as consequências dessa vez.

Ficar naquela casa, naquele quarto, me lembrava que eu não fazia parte desse mundo e como fui idiota o bastante por ter me relacionado com um imbecil. Procuro algum dinheiro na carteira e pego taxi. Não sabia aonde iria, mas tinha plena consciência de que naquela casa eu não ficaria.

Queria um lugar amplo, onde pudesse pensar e ao mesmo tempo respirar ar puro. Paro em Kerry park (uns dos parques mais famosos da cidade) e começo a andar. As pessoas ao meu redor, riem, se divertem, conversam. Sinto uma pontada de inveja, mas lembro que eu não tenho família ou alguém com quem possa compartilhar esses momentos.

Me sento num banco e não sei exatamente quanto tempo fico ali. Olho no meu relógio e já se passaram horas. Ando pelas ruas que a muito tempo não via a muito tempo e entro num bar.

Assim que me sento no balcão, o garçom pergunta o que quero.

- Uma água com gelo, por favor.

- O que uma moça linda, faz sentada sozinha aqui?! – um rapaz, alguns anos mais velho, pergunta se sentando ao meu lado.

Olho para os lados e confirmo, é comigo mesmo.

- Apenas estou de passagem. – digo e dou um gole na água.

- Posso lhe pagar uma bebida?

O olho e solto um longo suspiro.

- Nolan, uma tequila pra essa princesa aqui. – pisca pra mim.

- Sabe, é muito feito aceitar coisas de estranhos. – digo e dou um gole na minha água.

- Não seja por isso. Olá, meu nome é Robert Grey, tenho 26 anos e moro a Seattle a 2 anos. – rio e aperto sua mão.

- Prazer Gray. Meu nome é Samantha James, estou no ultimo ano do ensino médio, farei 18 anos em breve e moro em Seattle toda a minha vida.

- Agora, não somos mais desconhecidos.

- Pois é. – dou um meio sorriso.

- Vamos brindar a uma nova amizade. – diz com seu copo de tequila na mão.

Pego o meu e digo:

- E as meninas capazes de tirar sangue de um cara durão.

Brindamos e viro o copinho minúsculo. Me sacudo inteirinha com o gosto quente que desce pela garganta. Robert pede mais dois copos.

- Quer dizer que você é um a garota durona?!

- Não diria durona, mas uma garota que sabe se defender com as próprias mãos.

- Sim, você é uma garota durona. – rimos e brindamos as garotas duronas.

- Você sempre vem aqui atrás de carne fresca?! – pergunto depois de mais três goles.

- Se você está insinuando que você é uma carne fresca, podemos dizer que sim.

- Interessante, mas eu não to afim de me envolver com caras ricos e metidinhos.

- Quem disse que e sou rico?! – me olha divertido e sorri.

- Bom, se você não fosse, provavelmente estaria trabalhando a essas horas, não estaria usando um relógio de ouro que custa mais do que um apartamento onde eu morava, não estaria usando um blazer que veio da França e não pagaria tequila pra uma garota que acabou de conhecer.

Robert bate palmas e rimos.

- Você é boa nisso.

- Apenas sou observadora.

Meu celular toca. Adivinha quem?! Taylor Wonder já havia me ligado umas dez vezes.

- Algum problema?

- Hã? – aponta para o meu celular. – Oh, nada de importante. Apenas uma pessoa indesejável.

- Sei como é isso...

Olho novamente o celular e está muito tarde. Havia muito tempo que estava fora. Era melhor voltar, antes que Taylor tivesse um colapso nervoso, mas até que eu iria gostar.

- Bom, o papo tá legal, mas já está na minha hora. – digo me levantando.

Gray olha no seu relógio.

- Merda! Tenho uma reunião daqui a 20 minutos. – pega seu blazer no balcão, e deixa duas notas de 100 dólares. — Você é uma grande distração Srta James.

- Você também é uma grande distração. – rimos e saímos do bar.

- Bom, eu lhe daria uma carona se não tivesse realmente atrasado. – diz enquanto o taxi para na nossa frente.

- Mas eu não deveria aceitar. – rimos.

- Tome. – me entrega o seu cartão. – Quando quiser conversar, pode me ligar. Será que nos veremos novamente?

Pisco e entro no carro. Antes de partir, digo:

- Quem sabe?!

(..)

Abro a porta de casa. Taylor está sentado nas escadas, com a cabeça baixa e as mãos passeando por seu cabelo. Fecho a porta com um estrondo, fazendo com que me olha-se. Meu coração acelera quando seus olhos encontram o meu. Wonder se levanta e anda em minha direção.

- Sam, eu fiquei preocupado com você...

- Você não deve se preocupar comigo Wonder, eu sei me cuidar sozinha e alem do mais, não lhe devo satisfações. – passo por ele. No primeiro degrau, sinto seu toque no meu braço gelado.

- Sam, por favor me escuta...

Tiro sua mão de mim e o encaro.

- Escutar o que Taylor? Que você me usou pra depois me humilhar na melhor forma possível, na frente da escola e dos seus amigos?!

- Samantha, eu nunca quis te humilhar. Na verdade eu nunca quis beijar a Jenny... – se aproxima a alguns passos, mas eu recuo.

- Mas beijou! – jogo na sua cara. – Me faz um favor Wonder , fingi que eu não existo.

Vou pro meu quarto e tranco a porta. Caio sentada no chão. Parece que um trator passou em cima de mim, mas deixou uma tonelada de coisas indesejáveis.

Tomo um banho rápido e caio na cama, exausta.

(...)

A semana passou lentamente. Os dias ficaram cada vez mais terríveis na escola e principalmente em casa. Apenas ficava no meu quarto e quando tinha que sair para fazer alguma coisa, me certificava de que não precisaria ver Wonder.

Felizmente hoje é sexta feira. Nolan voltará no dia seguinte, me deixando mais aliviada. Will me deixa em casa, como todos os outros dias e subo pro meu quarto. Não havia comido nada, então volto a cozinha e preparo um sanduíche. Procuro os ingredientes na geladeira e quando a fecho, vejo Taylor parado, me observando.

O meu coração disparou. Coloco as coisas sobre o balcão e começo a preparar.Ele não tira os olhos de mim.

- O que foi? Perdeu alguma coisa?! – o encaro com as mãos na cintura.

- Não.. quer dizer, na verdade eu perdi sim. – anda em minha direção e me prende no balcão. – Você.

Minha respiração esta desregulada. Posso sentir também sua respiração descompassada. Não, eu não podia deixa-lo tocar em mim... ele não tinha esse direito.

- Wonder me solta, agora. – o empurro mas segura minhas mãos.

- Sam, por favor. Me perdoa! Eu não quis aquilo! A Jenny me beijou..

- E você deixou!

- Cala a boca Samantha! Deixa eu falar. – me calo perplexa. Como assim ele mandou eu calar a boca?! – Jenny era a minha namorada.

- Mas e a Louis?! – me lembro do dia que passei por sua namorada.

- A gente só ficava. Terminei com ela, só que ela espalhou pra todos que tinha terminado comigo por que o Tyler era bem melhor.

- Então quer dizer que eu fingi ser a sua namorada a toa?!

Maldito! Tento o empurrar novamente, mas prende minhas mãos com mais força e cola seu corpo no meu. OMG.. como eu estava com saudade daquele corpo.

- Digamos que sim, mas você me beijou e tudo valeu a pena.

Tento me soltar, mas desisto.

- Sam, eu não quis beijar a Jenny. Na verdade a muito tempo eu queira acabar com ela, mas nunca tive um motivo pelo qual fazer isso. Mas agora eu tenho, você.

Meu coração dispara. Taylor solta minhas mãos e as passa pela minha cintura.

- Eu gosto de você, como jamais gostei de uma garota. – seu polegar passeia pela minha bochecha. — Jenny me pegou desprevenido e quando vi, você já estava do nosso lado.

Abro minha boca pra falar, mas sou impedida com um beijo. Taylor me senta no balcão, ficando entre minhas coxas. Tento me separar, mas sentia muito sua falta para me afastar. Nos separamos por falta de ar e Taylor junta nossas testas.

- Sam, eu nunca te decepcionaria. Você é muito importante pra mim. Você pode me perdoar?

Abro os meus olhos e encaro os seus olhos castanhos claros. Será que eu poderia?!

Notas finais
Oi gente! Desculpem pelos erros, desculpe se o capitulo ficou ruim... Hoje (como todos já devem saber), morreu o Chorão! Cara, acho que morri junto com ele hoje! Charlie Brown Jr. é uma das melhores bandas brasileiras de rock e eu amo muuuuuuuuuuuuuito eles! Quando eu fiquei sabendo da noticia, achei que era uma brincadeira de muito mau gosto, mas infelizmente, é a verdade que vai marcar a minha vida e o ano de 2013!
Já chorei muito hoje, vou chorar mais ainda... Desculpem por desabafar com vocês! Mas é que esse dia tá complicado, mas mesmo assim , nunca me esqueço de vocês!
Beijooos e só os loucos sabem (8)'