Notas iniciais
Coloquei muita informação desnecessária nesse capítulo mas são coisas que eu vou usar futuramente.

Rotas comerciais existem por todo o mundo e viajantes se aventuram por elas buscando vender seus produtos em outras cidades e estados, essa troca de materiais e bens de consumo ajuda na produção de riqueza tanto cultural como material por isso reis e imperadores experientes buscam manter esse sistema funcionando.

— Estamos prontos para ir! – me sento na frente da caravana enquanto espero por Tulg.

— Não sabia que esse lugar era tão grande... – ele se senta ao meu lado.

A rota da laranja é um conjunto de estradas que liga Lap a outras cidades do reino de Odria, ela recebeu esse nome durante o período de escassez pós guerra onde o reino não possuía recursos para alimentar a população e por conta disso fazendeiros usavam essas rotas para vender o pouco de alimento que sobrava de suas plantações, a comida que mais foi transportada durante esse período foram laranjas e alguns vegetais, a área é extensa com trechos cercados de arvores, plantas e vida animal.

— Estamos indo para Bisma e espero chegar lá em menos de 3 dias, vamos logo.

Temos 4 grandes carroças para auxiliar a viagem, 2 delas servem para o transporte dos membros do grupo e guardas de Tulg por isso foram colocadas atrás, 1 serve para o transporte de alimento, água e alguns materiais importantes como ferramentas, a carroça restante fica na frente e está com a carga de joias.

Também temos 6 cavalos, 1 para cada caravana e 2 que seguem pelos lados sendo guiados pelos meus mercenários, eles servem como vigia.

— Mas Xeniades por que não colocamos a carga mais pra trás? – pergunta o mercador.

— Bandidos não esperam por isso eles buscam primeiro imobilizar a parte de trás de um fluxo de carroças e em seguida vão para a frente, por isso colocamos os guardas e mercenários no fundo!

— Em todos esses anos eu nunca fui roubado, espero que essa não seja a primeira vez...

— Se tudo der certo vamos conseguir avançar tranquilamente, mas se bandidos aparecerem vamos tentar dar um jeito de salvar a carga.

— É claro que vão, minha filha indicou vocês e eu estou pagando!

— Sim, sim.

Eu e Tulg continuamos a conversar durante o caminho, ele parecia estar um pouco assustado depois de falarmos que magos podem estar de olho na carga mas agora já ficou bem mais calmo, é algo que precisamos fazer o medo das pessoas mantém o nosso negócio funcionando sem ele ninguém iria nos contratar.

As carroças de trás parecem estar bem mais animadas.

— Para de empurrar!

— Você já devia ter se acostumado com o tamanho dessa carroça, ainda mais sendo tão pequeno – Valentin começa a rir deixando Arash ainda mais nervoso.

Arash é um membro antigo do grupo Aureus, tem 1,58 de altura, pele e cabelos escuros, seus olhos são de cor esverdeada, é um exímio caçador e arqueiro.

— Vamos resolver isso lá fora, cansei desse cara! – com brilho nos olhos ele aponta uma faca para Valentin.

— Ei, ei, isso é perigoso...

— Parem com isso vocês dois – Ragnhild dá um tapa nas costas de ambos, fazendo eles tremerem um pouco com o impacto.

— Certo, vou deixar quieto dessa vez, mas na próxima eu corto esse sorriso do rosto dele! – Arash guarda sua faca.

— Desculpe Arash, nós brigamos no passado, mas ainda podemos fazer as pazes somos do mesmo grupo não vamos ficar brigando – com uma expressão séria em seu rosto ele continua – Vamos ser amigos.

— Você só está dizendo isso por causa da Ragnhild que está de olho...

— É claro que não, quero ser seu amigo!

— Acho que podemos fazer uma trégua provisória então – Arash se prepara para apertar as mãos de Valentin.

— Sim, mesmo que você seja um anão nós ainda podemos ser amigos!

— Seu desgraçado! – Arash pega novamente sua faca.

Os outros em volta começam a rir e torcer para que os dois briguem.

— Ei, ei, eu tentei ser simpático.

— Parem logo de uma vez! – Ragnhild bate novamente nos dois deixando ambos nocauteados no chão.

A carroça tem 10 membros do grupo Aureus fazendo com que o espaço diminua bastante, os membros restantes e os guardas de Tulg ficaram na outra carroça.

— Eles parecem estar se divertindo lá atrás.

— Sim...

— Quer fazer alguma coisa Alois? – pergunta Liu.

— Tem algo em mente?

Rapidamente Liu pega algumas cartas que estavam ao seu lado.

— Vamos jogar after!

— Esse jogo não é para crianças?...

— Alois não subestime os jogos de estratégia!

After é um jogo de cartas vindo do oriente e o objetivo é acertar onde está o rei inimigo, existem 5 cartas principais sendo elas o Mago, Caçador, Patrulheiro, Príncipe e Rei, você tem total liberdade para organizar essas cartas na ordem que quiser, quando uma carta é virada ela não pode mais ser escondida.

Mago – quando virada pelo inimigo você ganha a chance de embaralhar todas as suas cartas novamente sem que ele veja.

Caçador – quando virada pelo inimigo te da a chance de escolher 2 cartas no seu turno, mas se virar primeiro um caçador inimigo você perde esse turno.

Patrulheiro – quando virada pelo inimigo todas as cartas são viradas junto, mostrando as suas e a do adversário, depois elas são embaralhadas com ambos podendo observar o movimento do outro.

Príncipe – se essa carta for virada o príncipe inimigo também é virado e ambos ficam a mostra.

Rei – o objetivo é encontrar o rei, se você encontrar é a sua vitória.

— Eu não lembrava que tinha todas essas regras – Alois pega as cartas e começa a embaralhar.

— Ficou interessado agora? – Liu está com um sorriso estampado de orelha a orelha.

— Essa sua expressão me assusta um pouco.

— Assustar o inimigo faz parte da arte da guerra!

— Certo, vamos começar...

Alois começa o jogo e vira a primeira carta que acaba sendo o mago, depois de embaralhar suas cartas Liu faz seu movimento.

— Sua formação está muito óbvia, aqui vou eu!

Ele vira a primeira carta e para sua surpresa é o rei.

— O que?! – ele não prestou muita atenção em como embaralhou as cartas, mas não achou que ia ser tão fácil encontrar.

— Então, mais uma vez?

— Sim, mais uma!

Os dois voltam a jogar mais algumas vezes e Liu vence todas.

— Impossível você vencer tanto...

— É questão de técnica!

Ao olhar novamente as cartas Alois percebe algo que não tinha visto antes.

— Ei, por que a carta do rei tem essa pequena linha fora do lugar?

— Que linha?

— Essa.

— É uma diferença bem pequena, incrível nunca tinha visto...

Ele pega a outra carta do rei.

— Essa também tem a mesma linha?

— Nossa é verdade, por que será...

Alois encara Liu por alguns segundos, mas ele desvia o olhar.

— Isso é trapaça!

— Isso faz parte da arte da guerra.

— Mas é um jogo de cartas!

Eles discutem enquanto os outros em volta tentam se acomodar dentro daquele espaço.

— Mas pensa comigo Alois, nós podemos ficar ricos usando isso, ricos!

— Pensando por esse lado, realmente.

— Então que tal isso, vamos usar esse truque na próxima cidade!

— Não sei se é uma boa ideia, é errado fazer esse tipo de coisa.

— Te dou metade do que a gente conseguir.

— Feito.

Ambos apertam as mãos enquanto dão um sorriso macabro.

— O que esses caras estão fazendo?... – diz um dos guardas de Tulg.

Nada de anormal parece acontecer durante o dia e a noite finalmente se aproxima, durante a noite as carroças param e os cavalos descansam, um acampamento é montado do lado de fora e a comida é feita pelos próprios membros do grupo, alguns aproveitam esse horário para lavar o corpo ou apenas conversar e comer na luz do luar.

Depois de tudo feito eles dormem e fazem uma troca de turno por dia sempre mantendo 5 mercenários acordados e o restante continua dormindo.

O dia começa a amanhecer e os mercenários que ficaram acordados ficam responsáveis por acordar quem estiver dormindo.

— Não tivemos nenhum problema na noite passada, isso é bom! – diz Tulg.

— Estão todos acordados então voltem para a carroça e vamos continuar! – Liu é sempre o primeiro a acordar.

Dessa vez Liu vai na frente junto do mercador e eu fico na carroça de trás com os guardas e mercenários.

Mais um dia se passa sem nenhum problema e repetimos o mesmo processo do dia anterior.

— A viagem está melhor do que pensei, é bom ter tantas pessoas por perto.

— O que eu disse, é sempre bom ter mercenários durante viagens assim – fico feliz em ver que tudo está indo bem.

A rota fica estreita e entramos em um bosque com longas árvores que tampam o sol, andamos por um longo trecho e estamos no meio daquele lugar.

— Xeniades, os cavalos não querem continuar – diz um dos mercenários que acompanha as carroças.

— Magia? – sinto o fluxo de mana no ar existem magos por perto.

Cavalos são sensíveis a magia, sempre evitam entrar em contato com ela.

— Provavelmente, devemos chamar o restante?

— Não, espere um pouco.

— Vou entrar dentro da carroça preciso proteger as joias! – Tulg corre para dentro.

— Louis force os cavalos a continuar, vamos fingir que não sentimos nada.

— Entendido.

Louis é um membro recente no grupo, um homem que mede em torno de 1,75 de altura, cabelo castanho e pele queimada pelo sol, é um excelente mago de controle especializado em animais.

A interferência aumentou e mesmo assim continuamos até que finalmente saímos daquele lugar, as longas arvores ficaram para trás e agora estamos em uma área aberta sem muitas coisas ao redor.

— Não sei oque era aquilo, mas devem ter nos ignorado?...

— Eles nos ignoraram, mas esses caras não.

No horizonte vemos alguns homens montados em cavalos se aproximando da caravana, Louis e o outro mercenário rapidamente avisam da chegada dos inimigos.

Eles estão equipados com armadura lamelar, carregam lanças e arco, baseado nisso posso ver que são soldados experientes.

Meu grupo por outro lado é equipado com gambeson e alguns usam cota de malha, a maioria carrega lança e escudo com uma arma secundária.

Um deles ainda mantendo certa distância, grita em nossa direção.

— Entreguem a comida e os bens de valor que tiverem, façam isso e deixaremos vocês irem embora!

Ele não parece estar nos enganando, mas é estranho ele evitar um combate mesmo tendo a vantagem, é um bom homem ou seus soldados não estão em boas condições.

Liu toma dianteira e decide responder ao homem.

— Nós entregaremos nada, se quiser pode vir pegar!

Em seguida o restante do grupo concorda com Liu e desafiam o inimigo.

Eles ficam calados e começam a trocar olhares e falar frases incompreensíveis, eles então formam uma rápida formação usando seus cavalos, mas eles ainda esperam pela nossa reação.

A formação deles é bem simples, mas eficaz por conta da montaria.

— Formem duas fileiras separadas, lanças na frente e arqueiros atrás! – Liu é nosso comandante.

São 20 inimigos contra nossos 17 mercenários, levando em consideração que eu e Liu não lutamos esse número diminui para 15.

Depois de ver que nós não íamos nos render eles avançam seus cavalos com lanças em posição de ataque, 1 deles não avança contra nós acredito que seja o comandante deles.

— Alois agora!

Ele toma dianteira e utiliza sua magia para criar uma barreira invisível, os cavalos inimigos sentem o fluxo de mana e recuam nesse momento a barreira é desativada e rapidamente nossos 3 arqueiros começam a atirar atingindo alguns cavalos, sem derrubar ninguém.

— Magos?! – grita um dos inimigos.

Lutar contra magos é andar em um campo minado nunca se sabe que tipo de habilidade eles vão usar.

— Arash!

Arash carrega a magia em seu arco e dispara de uma única vez perfurando a armadura do inimigo e o derrubando de seu cavalo, um arqueiro capaz de perfurar armadura é o maior medo de qualquer soldado.

— O restante pode avançar!

A nossa infantaria avança com lança e escudo na frente, os inimigos tentam se reagrupar e avançar.

— Ragnhild!

Um grande buraco se abre no chão seguindo os inimigos, eles começam a recuar com medo de cair até que essas crateras cercam o inimigo, sem escapatória e com cavalos assustados eles não sabem para onde correr.

— Podem finalizar! – Liu está confiante de que vencemos o combate.

O resto desse embate foi um massacre por nossa parte, cavalos não obedeciam e sem uma cadeia de comando os inimigos se debateram até serem mortos, alguns decidiram descer dos cavalos, mas foram rapidamente derrubados e mortos.

A ilusão criada por Ragnhild desaparece e o lugar volta ao normal, os inimigos estão mortos e os cavalos ainda vivos correram.

Nesse instante o grupo começa a comemorar nossa vitória, os guardas de Tulg estão impressionados com o resultado e agora só nos resta limpar isso tudo.

— Tem um cara correndo lá atrás, é o comandante? – diz Valentin.

— Provavelmente, ei Arash pode derrubar ele? – Liu aponta na direção do homem.

— Só espere um pouco.

Arash carrega magia em seu arco e dispara na direção do inimigo atingindo sua perna, ele cai no chão.

— Ragnhild pegue o corpo do soldado que tentou fugir, vamos interroga-lo.

— Logo eu? – ela suspira de cansaço – Ok vou ir...

Depois de pilhar os corpos de tudo que era útil e capturar o inimigo fugitivo voltamos para as carroças.

— Incrível! – diz o mercador.

— Então, eu te disse não? – vejo o brilho nos olhos de Tulg – Magos valem mais que qualquer exército!

Continuamos a viagem até o anoitecer e decidimos acampar afastados da estrada para evitar problemas.

— Vamos lá podem abrir o barril de vinho precisamos beber! – grita um dos mercenários.

— Isso tragam a bebida! – grita Valentin.

No restante da noite todos beberam e comemoraram a vitória, enquanto isso eu e Liu estamos de frente com o inimigo capturado.

— É uma mulher?...

— Não dava para perceber com toda aquela armadura, mas a Ragnhild confirmou que é mulher.

— Ela está nua agora então nem precisava de uma confirmação dessas, posso ver claramente que homem não é...

— Sabe como é Xeniades, nesse mundo existem muitas magias estranhas.

— eu vou matar vocês seus desgraçados!!

— E isso foi?...

— Ela não fala nossa língua.

— Voltamos a estaca zero, não temos nem o nome dela?

— Nem isso.

Fico com Liu pensando no que fazer com a garota, se passaram alguns minutos ela volta a falar.

— meu pai vai matar todos voces ele é o grande khan!

— Entendeu isso Liu?

— Não faço ideia do que foi isso Xeniades.

— eU SOU

Khutulun Ogodei! e vou acabar com todos voces qua

— Ogodei?

— Conhece esse nome?

Liu correu de volta para as carroças.

— O que deu nele?...

Sem nenhuma resposta deixo ela aos cuidados de Ragnhild que a coloca pra dormir com um golpe.

Liu entrou na carroça dos materiais para procurar por algo, e eu decidi ir dormir.

O tempo passa e ele corre na minha direção com olheiras nos olhos.

— Xeniades venha cá!

— O que? – olho para fora e vejo que o sol ainda nem apareceu – Amanhã você me lembra disso...

— Pare com isso e me siga!

Vamos até a garota mais uma vez que está dormindo no chão da terra com uma coberta em cima.

— Liu se você quer fazer algo com a garota eu não vou impedir, só não me acorde mais por favor...

— Não é isso, eu descobri quem ela é!

— Sério?

— Sim, e se for verdade...

— Pare com o suspense, quem ela é?

Ele pega a carta de uma de nossas antigas negociações.

— Então?

— Não é pra ler o conteúdo leia o final!

Ainda sonolento começo a ler o trecho em voz alta.

— Tá bom vamos ler – pego a carta – É com muito prazer que agradeço aos serviços prestados pelo grupo Aureus, nós sempre seremos agradecidos a vocês.

— Leia o resto!!

— Assinado Kaidu Ogodei...

Nesse exato momento eu pude ver a minha vida passar diante dos meus olhos.

— Não morra ainda Xeniades, essa garota é filha do Kaidu Ogodei ou pelo menos um parente!

— Liu.

— O que?

— Eu ainda tenho tempo de me converter e levar uma vida justa?...

A família Ogodei é uma das 3 famílias da aliança nômade, um grande grupo de guerreiros e líderes sem base fixa que é conhecido por pilhar cidades e caravanas, atualmente eles elegeram um rei da e visam se estabelecer em uma área dentro de Odria.

— Xeniades saia dessa! – Liu me dá um tapa – Nem tudo está perdido nós podemos devolver a garota e dizer que foi um acidente infortuno, nós temos essa carta pra mostrar que somos aliados!

— Ela está nua e dormindo no chão, desista Liu vamos nos suicidar e torcer pra reencarnar em um mundo melhor...

— Nós ainda podemos dar um jeito nisso, só precisamos pensar em como convencer eles de que foi tudo um grande mau entendido.

— Pensando bem...

— O que?

— Que tal pedir um resgate dela, sem revelar nossos nomes?...

— Boa ideia Xeniades!

Depois disso voltamos para a caravana e conversamos sobre os detalhes, vamos pedir um resgate da garota depois que o nosso contrato com Tulg acabar.

No dia seguinte fingimos que nada aconteceu, a garota está na carroça dos alimentos e materiais.

— Tudo certo então? – pergunta o comerciante.

— Sim, chegaremos em Bisma até o anoitecer!

Falta pouco para o fim da viagem, conseguimos pilhar bastante coisa pelo caminho e pretendemos vender isso na cidade.

— E pensar que eu ia fazer essa viagem só com meus guardas.

— Lembre-se do nosso nome quando precisar de mercenários futuramente.

— Sim, pode deixar!

Conversamos durante o trajeto e ele começa a me perguntar algumas coisas.

— Então Xeniades, você é casado ou já tem filhos?

— Não sou casado e nem tenho filhos, e você?

— Como já sabe tenho uma filha mais velha e 2 filhos, minha esposa fugiu depois de nascer o último.

— Por que ela fugiu?

— Nós brigávamos muito, e bem, eu descobri que minha filha não é minha...

Sinto que entrei em um território que não deveria.

— Ah sim...

— Quando eu descobri isso acabei me distanciando dela, mas eu já tinha criado ela como se fosse minha e sem a mãe eu era o único que podia fazer algo, por isso decidi deixar meu ego de lado – é a primeira vez que vejo Tulg ficar emotivo assim – Hoje em dia ela é a única pessoa que se importa comigo, meus filhos de sangue moram longe e nunca me enviam cartas, ela foi a única que sobrou.

— Por que decidiu ir pra Bisma?

— Bem – ele abre um sorriso – Vim visitar minha filha, e lucrar!

Chegamos em Bisma durante o anoitecer e nos despedimos de Tulg e seus guardas, dividimos nosso grupo para pesquisar valores na cidade, nesse horário a maioria dos lugares já fechou.

Estou agora no quarto onde me hospedei, nosso pagamento foi feito na hora em que chegamos e agora só falta resolver algumas coisas que estão pendentes, essa garota é perigosa de se manter por perto mas acredito que ela não seja tão importante já que foi sozinha liderar aquele ataque, por enquanto posso dormir tranquilo.

Em um acampamento no meio das montanhas 3 homens estão conversando.

— Nosso grupo de pilhagem não voltou da rota da laranja – diz o homem que carrega um cajado.

— Talvez tenham se perdido? – diz o homem que possui plumas em sua cabeça.

— Não, não, impossível.

— Eu não me interesso por isso – o homem que possui um capacete com chifres levanta a voz – Eu só preciso saber onde a minha filha foi!

— S-Sim senhor!

— Vamos trabalhar para encontrar ela agora mesmo!

Os homens saem correndo e a lua cheia brilha no céu.

— Eu vou matar quem quer que tenha raptado Khutulun, podem esperar.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.