Notas iniciais
~Oláaaaaa queridos♥
~Espero que gosteeem! Essa história é muito especial ♥
~Obrigada pelo interesse.
~Desculpe se a história vier a ser um pouco confusa, mas prometo esclarecer tudo durante os capítulos.
~Boa leitura! ♥

Katzer contemplava as diversas silhuetas acima de seu berço. Suas pernas e braços rechonchudos de bebê dançavam ao ritmo da canção de dormir que tocava de uma das caixinhas de sons no fundo do quarto; herdada por uma tataravó distante que a passara de geração à geração, a qual sua mãe insistia convicta que aquela caixinha — que produzia um som tão calmo e reconfortante — era capaz de acalmar o coração agitado de sua única filha. E a faria dormir calmamente, feito um anjo.

O tempo estava nublado e o céu adquirira uma cor tão escura e intensa que causava arrepios a qualquer um que contemplasse o céu naquela noite. Os ventos estavam fortes ao ponto de uivarem como lobos famintos; e assim como tudo estava um caos, a vida da pequena Katzer também ficaria.

Silhuetas cobriam o céu com suas sombras. Gostavam de tornar tudo o que era lindo e colorido em cinzento; contemporâneo à infelicidade. Gostavam das lágrimas, da frustração, da derrota. Gostavam da morte, do afogamento nas próprias lágrimas.

Sentiam o cheiro da carne fresca. O cheiro da doce menina que finalmente daria continuidade à suas assombrações e gritos de terror.

Podia- se ouvir um "finalmente" escapando de seus lábios desnudos que mal emitiam som. Estavam à espera daquela criança à tantas gerações que mal conseguiam conter o entusiasmo de finalmente vê- la nascer.

Almas perdidas, convictas à atrapalharem a felicidade dos outros; no intuito de vê- las sofrer; se descabelarem da depressão e finalmente partirem.

E finalmente; a herdeira daquela geração estava ali... prestes a ser guiada — ou obrigada, caso recusasse — para este novo caminho, para esta nova ambição. E não demoraria muito para que as silhuetas lhe ensinasse tudo o que deveria saber. Tudo o que tinha a obrigação de fazer.

A inocente criança mostrou seu sorriso desdentado ao deparar- se com uma silhueta encostando o dedo indicador esguio e assustador em seu nariz. A silhueta deixou escapar um sorriso junto com sua próxima vítima.

Estava radiante diante daquela menina, daquele ser.

Você vai pertencer à mim. Inteiramente à mim. Pensou a silhueta.

Então, como magia negra, a silhueta submergiu- se. Em segundos, sua figura negra tornou- se somente vento e, instantes depois, refugiou- se para o seu lar; onde se escondiam todos aqueles seres malígnos. Estava em sua "terra natal".

De onde nunca deveria ter saído.

Notas finais
~Espero que tenham gostado!
~Comentem, independente da crítica ser positiva ou negativa!
~Obrigada por ter chego até aqui! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.