Silent Tears
13 Senhor Cozinheiro Otimista
Acordei e estranhei o lugar em que estava deitada, não parecia o enorme sofá de Ian. Era maior e mais confortável. Apalpei o local até que as minhas mãos me surpreenderem ao tocar a barriga de alguém.
-Isso é meu
Me sentei em um pulo. Ian estava deitado ao meu lado, e tinha um sorriso malicioso no rosto. Fiquei vermelha.
-Desculpa. Bom dia.
-Bom dia
-Hmm… Que horas são?
-13:15
Dei um salto para fora da cama. Eram muitos sustou para uma única manhã.
-Eu to atrasada para escola! Minha mãe vai me matar e ela… – Então como um flash eu me lembrei de tudo de ontem à noite — Foda-se a escola – e voltei a deitar
-Não fique assim, pequena. Hoje é um novo dia.
Eu respirei fundo, eu não queria falar sobre isso agora.
-O que teremos para o café?
-Humm… Teremos panquecas com geléia de morango.
-Ótimo! Vamos?
Quando levantei, pela primeira vez eu realmente olhei para o quarto de Ian. Tinha as paredes de um azul bem claro, e a parede da cama era de um azul tão intenso quanto os dos seus olhos. E havia uma enorme janela que tinha vista para o mar. As ondas batiam violentamente nas rochas. Era esse o som que eu tinha ouvido ontem à noite. E diferente de ontem, hoje estava uma manhã muito fria. Um forte vento rompeu pela enorme janela, eu me encolhi e quase que imediatamente Ian apareceu com uma blusa de frio cinza, que provavelmente era dele. Ficou enorme. Eu nunca havia percebido o quanto ele era alto, devia ter pelo menos uns 1,75, e eu me continha com os meus 1,65.
-Obrigada.
-Vamos? Se não daqui á pouco o seu estomago vai começar a conversar com você. De novo.
Eu ri e me virei, fomos para cozinha e lá nos sentamos em uma bancada de vidro. As panquecas já estavam prontas.
-Que horas você acordou?
-Á algumas horas atrás – ele falou enquanto abria a geladeira para pegar a geléia.
Eu comecei á comer, pois o cheiro estava ótimo.
-Eu não costumo ter tanta fome assim. Isso é por causa da transação, ou você que cozinha bem mesmo?
-Eu que cozinho bem.
-Convencido
Nós rimos, e ficamos em silencio até nós terminarmos de comer.
-O que vamos fazer hoje? – eu perguntei
-Nada.
-Nada?
-Isso mesmo. Pois ontem foi um dia muito cansativo para nós dois. Hoje vamos fazer sessão cinema. O que acha?
-Eu acho perfeito! O que vamos assistir?
-Os quatro filmes do ‘Alien’
Eu dei uma gargalhada.
-Que comece a sessão então – eu disse indo para o sofá.
-Falta mais uma coisa…
Ele foi lá para dentro antes que eu pudesse perguntar o que. Eu fiquei paralisada no meio do caminho até ele voltar com um enorme edredom azul petróleo.
-Agora sim estamos prontos – ele disse estendendo o edredom no sofá.
-Agora sim – eu corri para debaixo do cobertor. Ele ligou a TV e pôs o primeiro filme: ‘Alien – o oitavo passageiro’.
Ele deitou ao meu lado e assim ficou o filme inteiro. Aquilo era estranhamente muito confortável para mim.
E por mais que o filme fosse de terror, eu não pude deixar de rir em algumas partes.
O filme acabou mais continuamos no mesmo lugar. Estava muito bom para que qualquer um de nós se mexesse para qualquer coisa.
-Ian?
-Aã?
-Eu tenho poderes, tipo… Poderes mesmo?
-Aham
-Eu tenho que usar uma varinha, tipo Harry Potter?
Ele riu suavemente
-Não, todo o seu poder esta focalizado somente em você
-Você vai me ajudar a usar meus poderes?
-Claro
-Quando?
-Quando você estiver pronta.
-Quando eu vou estar pronta?
-Isso você vai ter que descobrir sozinha.
Eu me virei para olhar para ele, e perguntar o que ele queria dizer com isso mais ele estava muito perto. Os seus olhos estavam á apenas alguns centímetros de mim. E de repente eu esqueci qualquer duvida, e me concentrei somente na respiração dele; No movimento que o corpo dele fazia a cada inspiração e expiração que ele dava, e como aquele movimento fazia que o corpo dele se mexesse com o meu de um jeito que me fazia estremecer por completo. Ele se aproximou um pouco. Eu não conseguia nem piscar.
Ai a companhia tocou.
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