Silent Tears

15 Mal entendido


Notas iniciais
Oi pessoarr ! kkk Espero que gostem

-Acho que você vai precisar sentar – ele indicou o sofá com a cabeça.

-É tão terrível assim? Você tipo, matou alguém? – apesar de não ter falado sério, algo dentro de mim acreditava que talvez essa possibilidade não fosse tão absurda assim. Então eu achei melhor eu aceitar o conselho dele e me sentar no sofá. Ele veio junto comigo e se sentou ao meu lado.

-Ok, pode falar – eu falei já não me sentindo tão confiante assim.

-É uma longa história

Eu olhei ironicamente para o meu pulso, como se estivesse vendo a hora

-Bom, pelo o que eu sei, hoje eu não tenho mais nada para fazer.

Ian riu

-Bom, então eu vou contar desde o inicio – ele respirou fundo como se já estivesse cansado daquela história – Tudo começou quando eu nasci, em 1899 nessa época Julian já tinha um ano, não conhecemos nosso pai, e minha mãe nunca nos falou sobre ele. As pessoas falam que bruxas guardam muito rancor – ele levantou as sobrancelhas e sorriu para mim, eu revirei os olhos — e ela pareceu nunca ter perdoado meu pai por nos abandonar. Minha mãe não ficava muito em casa, ela ia á um tipo de Ceita de bruxaria para exploração dos poderes e nos deixava sozinhos. Podemos dizer que carinho materno nunca foi o seu dom – ele deu um sorriso torto para mim, eu o encarava de boca aberta sem saber o que dizer –. Em 1994, quando eu tinha 5 anos, começamos a desenvolver poderes, nossa mãe viu que não ia poder esconder a verdade por muito tempo e decidiu contar quem realmente era nosso pai, quem nós realmente éramos.

-Mais vocês eram tão pequenos, vocês simplesmente ouviram tudo e se conformaram. Eu tenho 16 e ainda não acredito completamente! – eu dei uma risada nervosa e ele só sorriu, e entendi que não era tão simples assim.

-Os anjos tem uma mentalidade muito avançada e uma memória extraordinária, puxamos isso do meu pai, e é só por isso que eu me lembro disso tudo, na sua idade um humano não consegue se lembrar nem de metade disso. E nós com 5 e 6 anos, já tínhamos a mentalidade de uma criança de 8 e 9 anos. Igual á um cachorro – eu ri da sua comparação – por isso nós podíamos compreender, e aprender a lidar com tudo. Ficamos um ano treinando e conhecendo pessoas que talvez soubessem mais sobre a minha, vamos dizer, espécie. O que foi em vão, nunca descobrimos nada. E em uma noite um anjo entrou em nossa casa e matou nossa mãe, e como eu tinha te falado, eu não me lembro de mais nada daquela noite, eu só sei que eu acordei horas depois no meio de uma floresta na frente da nossa casa que estava em chamas, com meu irmão. E como eu também tinha falado eu acredito que Julian sabe muito mais sobre aquela noite, e só não que falar sobre.

-Mais, calma aê, como vocês sabem que era um anjo?

-Todos os anjos, tem do lado esquerdo do peito uma marca, como se fosse uma queimadura, em formato de cruz, e eu me lembro de ter á visto no peito do cara, eu não me lembro muito bem das feições dele, somente da marca.

-Você tem a marca?

-Não, nem eu, nem Julian nascemos com ela. Achamos que só anjos com puro sangue ás têm.

-Tudo bem, você me contou tudo isso, mais o que tem a ver com ontem de manhã?

-Eu já vou chegar nessa parte — ele colocou a mão na minha na tentativa de me a calmar, mais o efeito foi totalmente o contrario, meu coração bateu tão forte que eu achei que eu podia ter um infarto a qualquer momento – depois que nossa mãe morreu, eu e Julian fomos atrás de um velho amigo bruxo da minha mãe, Merley. Nós ficamos com ele durante uns 6 anos, quando eu completei 15 anos decidimos ir atrás de informações que nos levasse ao anjo que matou nossa mãe. Ficamos 60 anos atrás do desgraçado, mais parecia que ele simplesmente voltou para a sua nuvenzinha e desapareceu, depois desse tempo todo eu acho que meio que desistimos e nossos caminhos se separaram. Eu fiquei 38 anos só vagando por aí, mudando de cidade todo anos, as vezes eu não passava nem 2 meses em um lugar, eu aproveitei esse tempo para terminar os estudos, pois até em então eu tinha somente o que o Merley havia nos ensinado, mais como eu já disse, anjos tem uma mentalidade muito avançada, por isso nunca foi difícil nos adaptar.

-Convencido – ele só sorriu e continuou

-No mês passado eu recebi uma mensagem que dizia: ‘ele voltou, e está atrás de Sophie Roller, a proteja e conseguirá as respostas’ – quando ele disse o meu nome meu coração parou um segundo e depois voltou, mais rápido do que nunca -, no começo eu achei que tinha sido um trote qualquer, mais alguma coisa dentro de mim dizia que não era então eu entrei em contato com Julian, ele decidiu que era melhor á procurarmos, por via das dúvidas, eu finalmente encontrei tudo ao seu respeito, os nomes de todos da sua família, o seu endereço e nos matriculamos na sua escola, ficamos dias só á observando de longe e ontem eu resolvi dar uma volta pela a sua rua para ver se eu encontrava algo, Julian não queria que eu fosse sozinho, mais eu não podia ficar sem fazer nada enquanto ele á vigiava na escola, então eu aproveitei aquele tempo pra ir para lá. Quando eu estava passando pela rua de trás da sua, eu vi alguém. Um homem, ele vestia uma regata, então eu vi a sua marca, era o anjo que matou a minha mãe. Eu não sei como eu soube que era ele, eu só soube. Eu não pensei duas vezes e fui para cima dele. Depois de dois passos na sua direção, eu comecei a sentir como se alguém apunhalasse o meu coração, minha visão começou a ficar turva, e achei que fosse morrer – eu quase sem perceber segurei a sua mão que antes só pairava sobre a minha – e quando eu pensei que não tinha mais chances a namorada do Julian chegou, Alex. E então o anjo desapareceu. E mesmo usando poderes, Alex demorou um tempo até fazer com que eu volte ao normal.

Eu estava tão concentrada na história que mal percebi o nome que ele havia acabado de falar

-Alex!? Alex é uma bruxa?

-Você conhece a Alex?

-Ela é da minha aula de química!

-Agora eu sei por que o Julian quis continuar na escola – ele murmurou

-Veronica também é uma bruxa?

-Não

-Mais ela sabe da Alex? Elas parecem tão amigas

-Ela não sabe, não pode saber. Humanos não podem saber da existência de seres como nós. Quando éramos pequenos, ouvíamos histórias horríveis sobre oque acontecia com os humanos que descobriam. Talvez tenha sido só um jeito para fazer nós mantermos os segredos, mais ninguém nunca tentou testar se era verdade ou não – ele deu de ombros

-Quem mais da cidade é bruxo?

-Eu não sei, nós conhecemos a Alex por pura sorte.

Ficamos em silencio por alguns segundos. Eu pensando sobre o que eu tinha ouvido e ele se lembrando de tudo que tinha contado.

-E agora?

-Eu não sei, temos que esperar para ver.

-Foi por causa daquela mensagem que Julian Pensou que eu sabia de algo?

-Sim, ele achou que você talvez pudesse nos dizer quem nos mandou a mensagem

-Desculpe não saber.

-Você não tem que se desculpar por nada, Sophie

-Não custa nada – eu dei de ombros e senti lagrimas descendo pelo meu rosto. Eu estava tão atormentada de como a vida do Ian tinha sido horrível, e por como a minha vida pôde parar no meio disso tudo, sem eu ao menos saber. Quando Ian notou, ele me abraçou, e então eu soube que eu estava mais segura do que nunca.

Notas finais
E ai gente, o que acharam? Ficou muito confuso? Bejinhos, e até o próximo