Silent Screams
9 Capitulo 9 – Nem tudo é um conto de fadas
Notas iniciais
Sam
Espera!? Eu ouvi direito? Freddie disse que me ama? A mim? Sam Puckett? Ele só pode estar de brincadeira, como é que alguém pode gostar de mim, ou pensar em sair comigo ou qualquer outra coisa! Aquilo era um absurdo, será que disse da boca para fora? Aposto que foi isso, por mais que isso me doa bem lá no fundo tenho que admitir que Freddie Benson não me ama e só disse aquilo no momento, nada demais!
Olhei para o lado e Freddie me encarava parecendo esperar uma resposta, eu não sabia o que dizer, não podia deixar escapar algo tão grande e também nenhum absurdo que o magoe! Eu estou confusa, se eu corresponder, estaria fazendo a coisa certa e depois me magoaria? Quando ele dissesse que só foi coisa do momento e não deveria ter falado nada.
Mas como faria para sair dessa situação?
E parece que alguém ouviu meus pensamentos, pois assim que abri a boca minha porta se abriu revelando David e Dice completamente chocados com a cena, bem... Nessas circunstâncias preferia ter respondido ao invés de ser interrompida pelo meu próprio pai.
...
Geral
– Eu não estou acreditando no que vi! – David gritou enquanto olhava para Sam e Freddie com expressões culpadas, Sam tremia, temia com o que seu pai poderia fazer, David parece ser uma pessoa calma e gente boa, mas não se engane com as aparências, quando o assunto era seus filhos, ele simplesmente explodia.
– Garoto! – Apontou o dedo para Freddie que se assustou e se levantou do sofá ficando frente a frente de seu novo chefe – Eu te dei um emprego! Confiei em você por que achei que você era uma boa pessoa e certa! E como você me retribui? Indo para a cama com a MINHA filha?! – David pegou a gola da camisa de Freddie o puxando fortemente contra seu corpo, o menino tremeu da cabeça aos pés e fechou os olhos esperando o pior.
– Pai solte o Freddie, se vai culpar a ele deve culpar a mim também! Eu o seduzi – Sam gritou rebatendo o pai que no momento parou e olhou incrédulo para a filha, não podia estar dizendo a verdade, Sam nunca foi desse tipo e nunca imaginaria ela falando esse tipo de coisa.
David respirou fundo e o soltou o jogando fortemente contra o sofá. Fechou os olhos e contou até três os abrindo novamente e vendo Sam consolando o garoto.
– Nunca mais ouse em pisar aqui e nem na minha empresa – Todos que ali estavam, arregalaram os olhos e Freddie não conseguia mais se controlar, Sam o segurava fortemente para que ele não caísse, estava quase desabando e não podia acreditar no que estava ouvindo.
– Está me despedindo? – Perguntou com muita força na voz, mas ainda assim, saindo um pouco falhada.
– Sim, eu estou – David por mais estranho sentiu um desconforto e um aperto no coração ao dizer isso, mas por quê? — E afaste-se de minha filha, não quero ver você perto dela! – Sam olhou para seu pai não conseguindo acredita, quem era seu pai para dizer com quem ela deveria andar ou não?
– Pai você já está exagerando! – Sam rebateu nervosa.
– Eu sou o seu pai e sou eu que tomo as decisões aqui – David empurrou Freddie porta a fora e a fechou fortemente voltando para onde Sam, se encontrava. Teria sido exagerado? Claro que não, seu até alguns minutos, funcionário havia transado com sua filha e isso era inadmissível.
Bateu algumas vezes na porta do quarto de Sam, mas essa se recusava a abrir e preferiu conversar com a garota no dia seguinte,quando estivesse mais calma.
Engano seu...Sam nem ao menos desceu para tomar café e foi avisado por Dice que preferiu sair mais cedo para ir ao colégio, David sabia que não seria tão cedo que Sam o perdoaria, pensava em algo tão absurdo quanto mas desconfiara de que Freddie poderia ser o único amigo que Sam tinha, era a única pessoa em anos que ela trazia para casa apesar de dizer que tinha bastante amigos mas não os trazia por vergonha, bem, não teria motivos por vergonha certo? David pensava assim, e desconfiava da filha esconder-lhe algo durante tanto tempo.
Na escola, Sam tinha sido a primeira a chegar, pelo menos era o que achava, ouvia passos atrás de si, mas preferiu ignorar. Caminhou um pouco mais até chegar a seu armário e pegar os livros necessários para as próximas aulas, fechou rapidamente e se assustou com a visão de Freddie ali em sua frente.
– Freddie! Me assustou – Sam levou a mão ao peito suspirando e olhou o garoto, ele tinha um olhar decepcionado e achava que isso era tudo culpa sua – Desculpe por ontem, eu realmente não queria te causar tantos problemas! – Sam abaixou a cabeça encarando seus próprios pés, Freddie não aguentara, pegou levemente em seu queixo a fazendo olhar em seus olhos, ficaram se encarando por um tempo até Freddie se pronunciar.
– Não é culpa sua, imagina! Só perdemos a noção do tempo e dormimos demais – Freddie riu sozinho – Acho que se fosse com minha filha, teria a mesma reação- Sam revirou os olhos rindo
– Duvido! – Rebateu. Freddie ergueu as sobrancelhas com um sorriso de lado incantavel.
– Vem cá- Freddie puxou Sam até um canto onde o que mais parecia, o armário do zelador, Sam sorriu e entrelaçou as mãos no pescoço do moreno enquanto ele a puxava para um abraço apertado.
– Não quero me afastar de você- Sam sussurrou perto do ouvido de Freddie- Se ele soubesse tudo que já passei, pela humilhação que já sofri- Freddie sentiu algo molhado em seu ombro e percebeu que Sam estava chorando
– Não chore princesa- Limpou as lagrimas de Sam enquanto depositava uma simples selinho em seus lábios, querendo passar conforto – Ainda poderemos nos ver fora de sua casa...certo? – Freddie perguntou receoso recebendo um olhar na muito agradável.
– Meu pai contratou um “segurança” para ficar atrás de mim, ele chega daqui uns dez minutos e vai ficar me vigiando o dia inteiro – O moreno se afastou indignado e sem querer deixou derrubar o álcool, mas não percebeu.
– Sam ele não pode fazer isso qual é! – Freddie não se conteve e deixou que algumas lagrimas derramassem pelo seu rosto, Sam se aproximou limpando as lagrimas depositando um singelo beijo em seu rosto.
– Até mais Freddie – E saiu deixando o garoto estático para trás.
...
O dia passou normal, Sam andava envergonhada e tímida com o enorme segurança atrás de si o tempo inteiro, Freddie tentava em vão se aproximar de Sam mas aquele cara parecia assustador não deveria arriscar.
No ultimo tempo, estavam todos atentados ao relógio, contanto minutos e até segundos para o final da aula, nervos a flor da pele, todos quentes de ansiedade e até algumas gotas de suor caindo pelo rosto...mas, espera! Estava nevando!
O sinal finalmente é batido, com o som de um alarme!?
– FOGOOOOOOOOOOOOOOOO!
Fale com o autor