Silício
11 Alabama III (foreskin)
Notas iniciais
Mercúrio
Era o fim da sessão. Saímos pela porta do seu quarto. Sra. Black desapontada. Eu simplesmente estava como sempre Mercúrio está. Intacta, só que sem entusiasmo ou sinais de excentrismo. Resumindo, não era eu. Os familiares esperava uma resposta, só que não tínhamos. Apenas diz o que fora solicitado, as coisas estranhas que me rodeavam, agora havia aumentado. Por que meus pais estavam entre eles? Eu não assimilava.
Após o tratamento, eu tive alguns minutos restantes que sobrara. A velha amiga, disse não estar satisfeita por não lembrar, mas feliz por ter levado embora, o sentimentos de instabilidade que a perseguia. Agora não havia sobrado vestígios de premonições ou pesadelos.
Havia sido um dia pesado, contudo significativo, mas de uma forma incômoda para mim. Quando entrei pela porta do quarto em que estava hospedada, Cassie não estava lá. Por um segundo, uma raiva incontrolável de agredí-la tomou conta de mim.
— Caralho. — A expressão saiu de mim forte e baixa.
O quarto estava sem nenhuma poeira e tudo nos conformes lugares, adorava isso. Tinha um fascínio obsceno em organização. Mas Cass não estava aonde mandei que ficasse, então não estava nada arrumado. Aquele lugar cheirava a erva doce e ferro enferrujado. Sim, de certa forma, o cheiro pairava sobre o ar, mas não me incomodava. Um cheiro límpido e afrodisíaco.
Joguei meus pertences em cima da cama, ao menos pelas chaves, e com força, garanto que os hóspedes ouviram a porta bater.
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Cassieopea
Já não era mas de manhã. Eu havia ficado no galpão do hotel, praticamente, o dia todo. Mas eu não sairia de lá sem alguma pista ou algo que relacionasse o assassinatos do lago. A lanterna aquecia cada vez mais na minha boca, por conta da bateria que se desgastara. Com as duas mãos eu remexia em toda aquela bagunça, até que por fim eu já não aguentava mais procurar e não encontrar. Me sentei na poltrona suja e úmida abandonada no galpão, então olhei para a tela do celular, procurando por algum sinal de M, mas não tinha. Talvez ela esteja cansada da consulta e adormeceu. Olho pela janela quebrada, e a floresta está da mesma forma, com muitos orvalhos escorrendo pelas plantas e um ar quente, que me fazia transpirar naquela poeira. O galpão abandonado ficava atrás do hotel, praticamente colado. Perguntei ao gerente do hotel o por quê de estar vazio. Segundo ele, iria se tornar um mini shopping para os hóspedes comprar "lembrancinhas" da visita, mas acabou se tornando esse depósito de coisas abandonadas, assim como esse lugar.
Deitei no sofá, meus olhos foram ficando cansados e a última imagem que me restou do lugar, fora o teto sujo e empoeirado.
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— Tudo bem, calma.... [ferro arrastando no carpete] — Xii... isso.
Eu ouvia essas palavras na minha mente. Distante, abafado eu tentava acordar para ver o que estava acontecendo, porém não conseguia. Meus olhos pareciam estar colados e pesados, fora do meu controle. Eles agora permanecem semicerrados, e vejo um rosto, mas não consigo focar para ver quem é.
— Parece que alguém está acordando... — A voz que agora, além de abafada sussurra.
Me esforço para focar um pouco, mas meus músculos parecem estar adormecidos, como se estivessem brincando de se dominar. Por que estou fraca? Por que meus olhos não se abrem? Tem uma pessoa aqui, mas ninguém sabia que vim até aqui. O que está acontecendo? Minha mente se inunda com tantas perguntas. O pânico percorre minhas veias, e cada vez mais a voz vai ficando distante e suave...
— Pronto, ficará tudo bem...
Mercúrio
— Então Doutor, tem certeza de que ela está bem?
— Creio que sim, ela já está com alta.
— Um alívio não ter sofrido lesão alguma, podemos ir para casa darling... — Eu me sento no sofá ao lado da maca de Cass, enquanto passo as mãos levemente nos seus cabelos.
Ela está acordando, e tudo parece estar em perfeita harmonia.
— M...Mercúrio? O que...Por que eu tô aqui? — O desespero toma conta das expressões de seu rosto.
— Xiii... — Eu me aproximo, colocando o dedo indicador em seus lábios. — Está tudo bem, ninguém vai te machucar mais, porque eu estou aqui agora.
— Mas, mas...
— Está confusa eu entendo, mas é esse lugar. Ele deixa as pessoas fora de controle. Só não consigo entender o que estava fazendo naquele lugar abandonado? — Interrogo-lhe, cruzando os braços cobertos pelo blazer branco.
— Eu não sei... Uma hora eu estava sentada e então, eu adormeci. Noutra, eu me sentia incapaz de acordar, mas sabia que tinha alguém lá, eu sei disso! — Ela retruca cada vez mais apreensiva.
— Alguém? O que estava fazendo no galpão do Alameda com outra pessoa? Conhece alguém desse lugar Cass?
— Olha, não é isso que está pensando. Eu não conheço esse lugar, muito menos as pessoas.
— Então o que foi fazer lá?
O silêncio se sobressai na sala de hospital. Cass me encara, como se procurasse uma resposta para a pergunta.
— Hein Cass, me responde!
— Eu... — Cassie solta um pigarro. — Estava curiosa. Perguntei ao gerente o por quê de estar abandonado, e ele não quis justificar. Então fui lá eu mesma. Você sabe, sou jornalista investigativa... Mas, como me achou. Não viu quem estava comigo?
Eu a observo atentamente. As pausas entre as palavras, e a forma como ela vira os questionamentos para mim.
— Tudo bem. De qualquer forma esse lugar não é bom para nós. Você já se recuperou, então vamos para casa, ok? — Encerro pegando a minha bolsa e o copo térmico que mantinha o café aquecido, apesar de não estar na temperatura que estava.
— Olha, por que tem tanto medo desse lugar, Mercúrio? Me trouxe até aqui, mas não parece ser agradável. Poderia se abrir comigo agora que somos um casal, não acha?
— No caminho conversamos. Não tenho medo de Alabama, tenho lembranças desagradáveis que não quero lembrar. Trouxe você aqui porque não queria me sentir sozinha enquanto tivesse que estar aqui, ok? Pode se trocar para irmos agora?
De uma hora para outra seu semblante muda, e então ela assente as necessidades impostas por mim.
— Ok.
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Cassieopea
Eu fiquei analisando todo o processo que havia ocorrido, desde a minha entrada naquele galpão, até a minha saída no hospital. Eu não conseguia lembrar o rosto da pessoa, nem o porque daquele barulho. Era como se a pessoa arrastasse algum instrumento para perto de mim. Porém, não havia marcas de lesões pelo meu corpo. Não havia nenhuma digital, nem sinal de aplicação de medicamento ou droga que explicasse a minha fraqueza, o meu sono profundo. Sem perceber, minha cabeça bate no vidro antes de observar que Mercúrio havia freiado.
— Droga! — Ela põe o pé no freio com tanta força que poderia sentir em mim.
— M cuidado! Você está bem?
— Sim... perdão.
Dá para perceber translúcido no rosto de M, a sua apreensão.
— É que, fiquei preocupada Cass, poderia ter me ligado... — Ela posiciona a mão na testa.
— Me desculpe. Eu fiquei entendiada, queria conhecer mas esse lado da cidade. Não pensei que fosse acontecer tudo isso.
— Tudo bem. — M abaixa a mão, voltando-a para o volante. E com sinal de decepção, ela fixa os olhos na estrada. — Só, fique aonde mandei na próxima vez.
Me sentia mal por tudo que outrora ocorreu, mas desapontada por tanto imperialismo posto nas suas atitudes. Talvez fosse a forma com que se preocupara, era o menor dos fatores.
Chegando no Alameda, eu podia ver a apreensão e pressa com que Mercúrio queria se livrar daquele lugar mais ainda. Ela tirava todas as roupas, embolando-as entre os braços e empurrando tudo para dentro de sua mala de grife. Não percebia que observava seus movimentos desgrenhados, então simplesmente fui me aproximando na velocidade contrária da sua.
— Porque não está arrumando suas coisas? — Ela olha para mim cada vez que dava um passo.
— Han... Já estão todas nas malas, não tirei nada que não fosse o necessário.
— Toma, leve isso para o balconista da recepção. É tudo que resta para que possamos ir. — Mercúrio responde, tirando da carteira, um comprovante nada promissor do check-in.
Já havia anoitecido, era o que me parecia enquanto olhava para enorme vidraça do hotel. Estava pressentindo algo ruim em relação a nossa partida para o centro da cidade. Não era a única coisa confusa e ruim desse fim de semana. Os momentos que vivemos aqui, fora a única coisa que salvara o sentimento apreensivo que eu levaria comigo. Por questão de segundos, entreguei o comprovante do chek-in, e pensei nos Oxford. Na primeira noite da minha chegada, vi Blair no reflexo do meu banho. Logo após, fui atrás de evidências, mas tudo o que restou dessa busca apreensiva, foi mais perguntas que influenciava a minha idéia, de que isso teria algum envolvimento com o serial killer. Era possível a tal babá assassina, ser a assassina em série, que se intitulava como, dona dos estupros gays de St. Louis. Eu iria voltar aquele lugar sim, mas desta vez seria sem M. E porque tanta apreensão de M com Alabama? Uma coisa puxava outra, e aquilo tudo me puxava.
— Toma aqui Senhora. — Fala o moço, me entregando uma nota carimbada. — Boa viagem, e volte sempre.
— Obrigada, voltarei. Tenha certeza disso.
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Já estávamos há alguns poucos quilômetros de Alabama, Mercúrio estava cansada, mas nada faria ela tirar suas mãos do volante. Seus olhos focavam a estrada reta, mas eu conseguia enxergar eles trêmulos e vulneráveis. Ela sabe que estou encarando-a desde que abandonamos o hotel, mas continua firme a não dizer nada, rendendo o momento ao silêncio. No rádio, toca uma de suas músicas preferidas que eu tinha gravado em um pen-drive para ela. La vie en Rose pertencia a um estilo calmo, mas a letra era perturbadora, que ajudava aquele momento que passávamos.
Minutos depois, a mix de músicas acabaram, e então o momento ficara ainda mais silencioso, porém perturbador para a minha cabeça.
— Disse que me explicaria o significado dessa cidade para ti.
— Hunf! Meus pais. Meus pais morreram no Alabama. Fazia uns dez anos que não voltava lá. — M justifica, dando um alívio ao seu corpo e feição.
— Vai ficar me encarando como se tivesse matado alguém? — Continuo observando ainda mais seu rosto. — Que? Só foi jeito de falar, hunf.
— Me desculpe. Me desculpe, eu não tinha menção do problema que envolvia esse Pântano.
— Tudo bem.
Silêncio mais uma vez.
— É... [pigarro] Qual foi a causa da morte deles?
— Segundo os médicos, dois tiros na cabeça e peito.
— Segundo os médicos?
— Sim. Não acredito que tenha sido isso. Eu estava no meu quarto quando tudo aconteceu, e não ouvi barulho algum. Tudo o que deu para me escutar, fora o barulho de ferro arrastando no chão, então fui até a cozinha, e quando me deparei, estavam no chão, mas não havia nada ensanguentado. Eu ainda era uma criança, não sabia o que estava acontecendo ali, mas eu fiquei desesperada sim. Então, quando completei dezessete anos, saí da cidade para crescer, esquecer esse lugar e me formar. Após a faculdade, voltei algumas vezes para cá. Foi quando diagnostiquei alguns parentes, até que um deles morreram, então resolvi me distanciar de vez de Alabama.
Uma coincidência, o assassino dos pais de M fazer o mesmo barulho de ferro que eu escutei mais tarde.
Queria perguntar muito mais sobre sua história e vivência no Pântano, mas eu percebi que aquela história só a deixava abalada.
— Mas agora estamos indo de volta para casa, e não precisa voltar aqui nem tão cedo, ok? Está até me levando de brinde.
Depois de tudo, finalmente escuto uma risada gostosa saindo dos seus lábios.
Me aproximo dos seus lábios, beijando e aproveitando cada parte dele lentamente. Nunca deixa de ser doce, quente e agradável.
— Você é um máximo, sabia? — M fala, depois de corresponder o meu beijo.
— Mesmo?
— Mesmo. Se depender de mim, nunca mais vai sair da minha vida. Nunca. — Ela fala pressionando com a mão esquerda, minha boca sobre a dela. — Já perdi muitas coisas, você não vai fazer parte disso.
M demonstrava sua afeição de uma forma excêntrica, e não tinha medo algum de demonstrá-lo.
— Se depender de nós. Mas agora acho melhor você prestar... — Uma vulto forte interrompe minha fala, e quando olho para frente, não consigo enxergar nada, além de dois vultos que me pareciam pessoas. — Mercúrio a estrada!
Um grito alucinante atrapalha o momento. Eu domino o volante, desviando o carro para a direita, mas Mércurio toma o volante das minhas mãos novamente, me afastando com a mão direita e voltando o carro para a estrada. Ela bate a cabeça no volante, e o airbag, por incrível que pareça não é acionado. Mais uma vez o freio é pressionado com muita força, após M levantar seu rosto. Eu só me mantinha intacta observando seus movimentos, até que bato minha testa no vidro do carro. Quando meu corpo volta para o banco novamente, eu ainda consigo ver seus reflexos, mas agora lentamente.
Minha visão fica embaçada novamente, voltando aos poucos enxergar tudo normal. Olho para a estrada escura e sem nenhuma luz, e vejo a família Oxford na frente do nosso carro, me levando há um susto repentino, acelerando a volta da minha visão. Quando vejo tudo claro, M está com a cabeça baixa, mas acordada.
— M? — Chego perto para ver se estava bem.
Ela se levanta, sem nenhum corte na testa, muito diferente do meu caso. Eu estava com um corte não muito profundo na testa.
— Eu estou bem, você que terá uma cicatriz para lembrar do nosso deslize. — Ela me responde, arrancando um pedaço da sua blusa e posicionando entre minha testa e cabelo para estancar o sangramento.
— Ai meu Deus! Não! Ah! — Um grito alucinante predomina Mercúrio.
— O que foi, o que está vendo? — Olho para a estrada, mas não consigo localizar o motivo do grito dela.
— M? M? Se controla! M?! — Eu seguro seu corpo, que parece estar tendo uma convulsão.
— São elas! É a menina do hotel! E ela é gêmea! São as gêmeas do sonho da Sra. Black Cass! São elas! — Mercúrio não para de berrar um segundo enquanto seus olhos estão fixos na estrada.
Eu a solto por conta de não ter mais forças sobre ela. Fazendo com que abrisse a porta do carro. Ela vai para a estrada, e então começa agredir o vento.
— M não tem ninguém aí, volte para o carro!
Antes que terminasse de berrar para que ela voltasse, duas meninas de camisola azul aparecem ensanguentadas em cima do parabrisa do carro. Elas estão gritando e com o maxilar solto. Em outros segundos, os dois vultos que outrora tinha visto, passa por detrás de M que socava o vento.
— Meu Deus! O que é esse lugar... — Eu sussurro enquanto caíam lágrimas dos meus olhos.
— Mercúrio pare, você está fora de si. Vamos embora desse lugar!
Eu saio do carro, agarrando seu corpo e forçando entrar no banco passageiro.
— Não! — Ela grita enquanto seu choro aumentava e aumentava intensamente.
Eu assumo o volante e tranco todas as portas para que não surtasse de novo.
— Olhe para mim, olhe. — Eu agarro sua nuca, arrastando seus olhos para os meus. — Está vendo? Está tudo normal, não está? — Ela assente que sim. — Pois então. Agora olhe para frente. — Ela mexe com a cabeça de que não quer. Não consegue dizer nada, por que seu choro excessivo impedia.
Ela olha para a estrada, e então, se acalma.
— Está vendo alguma coisa?
M assente que não. Seu choro vai acalmando e posso ver o sangue circular novamente.
— Agora vamos embora, e nada mais vai atrapalhar, ok? Tem um posto à 10 km daqui. — Respondo olhando para a tela do celular. — Vamos parar, comer algo e continuar. E eu dirijo daqui em diante. Estamos entendidas? — Mais uma vez ela assente que sim.
Antes que eu pudesse dar a partida no carro, pude perceber graveto se apagando no chão. Enquanto aquela imagem horrível das meninas torturadas no parabrisa aparecia para mim, M havia queimado um terço da pneu da borracha do carro, mas nada que pudesse prejudicar o caminho de volta para casa. Ela ainda permanecia com um isqueiro azul nas mãos, perdidos entre a manga do seu cardigã e suas mãos feridas do fogo.
Dei partida no carro, com medo de que aparecesse mais coisas e fizesse ela perder o controle novamente.
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Minutos depois de termos comido, M estava de frente para mim, com metade do corpo encostado no banco, enquanto eu correspondia seu olhar que me encarava por dez minutos. Nossos olhos estavam com réstia de lágrimas, diferente das nossas bochechas, que estava secas, esturricadas. O carro estava estacionado dentro do posto, e cada vez mais o movimento das pessoas sumiam, porque restava apenas seis minutos para duas horas da manhã.
— Suas mãos. — Eu falo apalpando-as.
Ela recua, escondendo entre a lã do cardigã.
— Está tudo bem Cass. Alabama me fez um mal que já havia ocorrido antes, e acabei perdendo o controle. O hambúrguer da lanchonete me fez voltar à tona. Me perdoa pelo descontrole, você está bem?
— Digamos que minhas condições talvez esteja um pouco melhores que a sua. — Com isso, consigo arrancar mais alguns sorrisos; meio forçados, mas que melhorou o resto da viagem.
— Então vamos? — M se ajeita no banco, trancando sua porta.
— Vamos.
Ela sorri para mim um sorriso diferente. Mais sincero e especulativo. Saía do canto esquerdo de sua boca e inundava a outra ponta, fazendo com que transbordasse as inúmeras marcas que seu rosto adiquiria quando sorria. Me assustou um pouco tal sorriso sair da sua própria situação, queria vê-la bem.
Dei partida no carro, e pude sorrir os poucos minutos que vi M acordada. No resto da viagem, conduzi o carro com Janis Joplin e os cabelos de M passando pelo seu rosto enquanto adormecia.
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