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32 Capítulo 31 - Lucy
Notas iniciais

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Capítulo 31
Lucy
— Majestade, avistamos cavalos dirigindo-se em nossa direção!
Ergui meu olhar do mapa onde criávamos a estratégia de cerco para o soldado da porta da tenda. Natsu, Sting e os demais imitaram meu gesto, porém não se pronunciaram. Por vezes tinha que me lembrar que eu era a autoridade maior por aqui e sempre seria aquela quem responderia primeiro.
— Quantos cavalos são? — pedi, recendo um discreto aceno de meu irmão.
Sting sim fora treinado para situações como esta. Já a mim, papai só se preocupou que me fosse ensinada culinária, artesanato, costura e leis. Nada de coisas relacionadas a guerras. Que coisa mais machista. Portanto, estava aprendendo tudo na prática e contava muito com a ajuda dele e de Natsu.
— Uma caravana enorme, Majestade. Calculamos em torno de 500 cavalos.
Franzi o cenho diante a notícia incomum. Dado as respostas negativas dos Lordes de Fiore, acabamos por criar planos com a quantia atual de homens.
— Possuem algum estandarte? — questionei, novamente.
— Uma tocha um campo vermelho, Majestade.
Olhei para Natsu, tanto eu quanto ele sabíamos de quem se tratava o estandarte. Seu pai parecia ter mudado de ideia, porém nenhum cuidado era pouco na nossa situação. Endireitei minha coluna, pois ainda estava inclinada sobre o mapa, e olhei para o líder do esquadrão de batedores, Freed Justine. Era um rapaz esguio, de cabelos longos e verdes. Sua aparência não era a mais comum dentre guerreiros, mas havia escondido nele uma tremenda capacidade com espadas e arcos. Não era atoa que cresceu dentro do exército de meu pai.
— Peço que monte uma pequena equipe para averiguar esses visitantes inesperados, mas não ataquem sem necessidade – comandei, suavemente.
Natsu havia me ensinado que se usasse tons muito fortes irritaria os líderes, pois eles não tendem a obedecer muito pacificamente mulheres. Se meu tom fosse duro, eles interpretariam que estaria com medo deles e que queria passar uma imagem poderosa, gerando um efeito contrário neles. Ser suave os assustaria mais, pois não conseguiriam enxergar medo em mim e veriam confiança.
Bendito seja Natsu, pois todos seus conselhos eram válidos. Mais de uma vez percebi que os soldados curvavam-se diante o método dele. Aos poucos fui ganhando confiança entre eles e sendo respeitada.
— Como desejar, Majestade – Freed respondeu, fazendo uma leve reverência e saindo logo em seguida.
Jura Neekis, o líder do esquadrão Alfa, pigarreou para chamar atenção para ele. Antes de sermos interrompidos pelo soldado, ele estava comentando sobre as dificuldades de uma invasão a Crocus, a partir do estudo do mapa, e tentando criar um plano que fosse eficiente.
De fato, os antigos Reis de Fiore pensaram muito bem quando construíram a capital ao redor do Castelo. A cidade era circular, ladeando toda a estrutura do Castelo. Os muros que protegiam a cidade eram altos e difíceis de serem escalados, precisaríamos de escadas longas para transpassá-los, sem contar os Magos de Erza que dificultariam a escalada.
— Acredito que um modo de apertá-los seria cortando os suprimentos da cidade – Jura retomou a fala, movendo as peças de madeira que representavam a comida – sem alimentos, a população e os Magos da Vermelha – era o modo como chamavam Erza – acabariam se voltando contra ela.
Alguns homens murmuraram em concordância com o que ele dizia. Jura era respeitado por eles.
— É uma boa estratégia inicial, mas teria funcionalidade somente a longo prazo – Natsu rebateu, posicionando as peças mexidas por Jura para dentro dos muros de Crocus – Pois, o Rei Rogue fez um bom estoque de comida dentro de Crocus logo após saber da rebelião da Vermelha. Pelos nossos cálculos, antes da invasão, teríamos comida para um ano.
Jura exclamou um palavrão em voz baixa, para que eu não ouvisse. Os demais imitaram seu gesto, percebendo a gravidade da situação.
De fato, fazer um cerco a Crocus é a melhor ideia, em vez de enfrentar Erza frente a frente num campo de batalha. Por mais que tenhamos mais números que ela, o seu exército tem vários Magos de habilidades estrondosas, além de bem treinados por ela. Não posso esquecer que sua própria Magia a beneficia.
— Peço então a ti, Majestade, que nos permita uma guerra em campo aberto – Erik, um dos mais misteriosos líderes, pronunciou-se – meus homens podem criar uma estratégia que derrube os principais homens da Vermelha.
Sua fama lhe precedia em Ghaléia, seu esquadrão era solicitado em situações delicadas ou perigosas e sempre saíam vitoriosas. Alguns especulavam que Erik era um Mago, boato que ele não fazia nada para abafar. Sua própria aparência dava um certo receio, ele possuía uma cicatriz que lhe cortava o olho direito, fazendo com que sempre o deixasse fechado. Suas orelhas levemente pontudas e as roupas que imitavam escamas lhe geraram o apelido de Cobra.
Apesar de ser esquivo, ele era leal a minha família e faria tudo que estivesse ao seu alcance para que eu obtivesse vitória.
— Infelizmente não posso lhe conceder esse pedido, Erik. Sabes assim como eu qual o estilo de Magia dela e isso seria suicido – respondi.
— Qual a Magia dela, Vossa Graça? — Natsu perguntou.
Apesar de nossa intimidade, ele teimava em chamar-me como os demais na presença de reuniões. Sting dizia que era para minha proteção, pois se eles desconfiassem de nós, a minha liderança como Rainha seria questionada.
— Guerra, basicamente – respondi tanto para ele, quanto para os líderes de Fiore, pois os enviados por meu pai já conheciam a habilidade dela – Erza consegue manejar qualquer arma e sempre ganha lutas diretas contra ela. Além disso, consegue criar estratégias de guerra incríveis e impenetráveis, sabe como mover e derrubar um exército. Nossas chances de vitória são mínimas se lutarmos em campo – olhei um a um dos presentes, determinada – precisamos usar da melhor forma que conseguirmos a estrutura de Crocus para derrotá-la.
Vários se mexeram desconfortáveis com a notícia. Nossa inimiga não era alguém fácil de derrubar, e dado as ideias infrutíferas, a semente da desesperança começava lhes fatigar. Precisávamos de um bom plano rápido. Sentei-me na cadeira que estava atrás de mim, ela estava posicionada de modo que conseguisse enxergar o mapa e todos na improvisada sala.
Precisava respirar.
— Encerro temporariamente esta reunião. Quero estudar Crocus sozinha por um tempo – falei, dispensando-os.
Os líderes reverenciaram-me e saíram em silêncio, cada um com seu pensamento lhe tomando a mente. Sabia que Jura e Erik estavam trabalhando em novas ideias, mas não conseguia deduzir os demais.
— Vou verificar com o esquadrão de Freed se temos alguma notícia – Sting anunciou, deixando-me a sós com Natsu.
Meu irmão sabia de meus sentimentos e para minha felicidade não me julgou. Ele apenas pediu-me que se eu fosse discreta e não deixasse brechas para que os demais descobrissem. Sting mostrou que me apoia qual fosse minhas ações, como fez desde meu nascimento. Ainda me lembro de suas palavras, quando contei-lhe.
— Quem sou eu para lhe julgar, irmã? Sei como sofreu em sua vida toda, sacrificou-se por nosso reino e depois por este. Quase morreu por aquela doença! E se existe uma ínfima possibilidade de que seja feliz, mesmo que seja errado, quero que se agarre a isso. E pode contar comigo para o que precisar.
Chorei tanto naquele dia.
Minha mente me dizia para agir como uma Rainha honesta, respeitar meu marido preso, comandar as tropas e recuperar meu reino. Mas, o meu coração traiçoeiro pedia por Natsu, que estava ali tão perto, tão acessível.
— Uma moeda de ouro por seus pensamentos – Natsu comentou, encostando-se casualmente na mesa onde o mapa estava disposto.
Sorri-lhe um pouco triste.
— Você – respondi, balançando a cabeça – sinto-me um pouco egoísta, pois fico pensando em ti enquanto tenho toda essa situação com Erza.
Não pretendia ser sincera, afinal, jamais havia lhe falado sobre meus sentimos. Acontece que as palavras simplesmente escaparam por minha boca. Sentia-me tão à vontade em sua presença, tão grata por seus conselhos, que já nem queria mentir-lhe.
— A mim?
Natsu possuía uma expressão chocada, mas levemente alegre.
— Sim – confirmei, cansada de esconder aquilo. Sabia que estaríamos indo direto para a boca do leão em poucos dias, e em situações como esta nunca se sabe o que pode acontecer, quem pode morrer.
Levantei-me, aproximando-me dele com cuidado, medindo suas reações. Uma pequena parte de mim tinha esperanças de que ele sentia algo parecido, mas a outra dizia que era ilusão minha. Sabia que estava correndo risco de ele me rejeitar e se afastar, porém eu queria tentar. Se desse errado, teria consciência que tinha tentado me agarrar a felicidade como meu irmão sugeriu.
— Por anos fui ensinada como me portar. Não deveria rir alto, nem vestir calças, sorrir sempre, ser delicada. Aprendi cozinhar, costurar, bordar, cantar, tocar e declamar. Quando fui prometida os ensinamentos dobraram, tive de aprender política, cuidados do lar e filhos, como gerar bons e saudáveis herdeiros, como deveria ser fiel ao Rei mesmo que ele não fosse.
Natsu parecia hipnotizado conforme ia me aproximando, falando. Deuses, como ele mexia comigo. Seus olhos ônix me desconcertavam por inteira, mas naquele momento só me davam mais coragem para continuar falando.
— Segui tudo que aprendi, fui a boa Princesa que queriam. Até você chegar – olhei-lhe diretamente nos olhos.
Natsu desencostou-se da mesa, virando de frente a mim.
— Quebrou regras por minha culpa? Quais? — brincou. Apesar disso, sua voz tinha uma leve rouquidão que arrepiou-me.
— Desejei outra pessoa que não era meu noivo. Apaixonei-me perdidamente por ele – confessei, erguendo minha mão e a depositando em sua bochecha – e essa pessoa é você, Natsu. Você vai contra a Princesa em mim.
Ele deu um sorriso de canto, seu rosto ficando levemente malicioso. Então, ele pôs suas mãos em minha cintura e me puxou para perto dele, meus seios esmagando o peitoral dele.
— Você não é mais uma Princesa, Lucy. É uma Rainha – sussurrou, seu rosto perigosamente perto – e como Rainha pode fazer o que quiser comigo.
Movi minha mão para sua nuca e puxei-lhe para mim, cortando o espaço entre nossas bocas.
Seus lábios eram quentes contra os meus, exigentes, poderosos, extasiante. Era como uma droga que nos fazia querer mais e mais. Segui seu conselho e comandei. Sobrepus-me sobre seu comando, conduzindo o beijo, fazendo o que queria com aqueles lábios.
Enterrei meus dedos em seus cabelos só para agarrá-los e o pressionar mais contra mim. Senti suas mãos apertarem minha cintura em resposta. Sabia que ele estava se deixando ser combatido, pois havia um quê de indomabilidade em seu jeito. Portanto, aproveitaria enquanto seu controle me permitia lhe abusar. Mordi seus lábios, gerando-lhe um som profundo de sua garganta. Nesse momento Natsu se descontrolou e me ergueu para cima da mesa, bagunçando as peças que ali estavam.
— Perdão sacerdote, pois pequei – Natsu sussurrou ao meu ouvido, suas mãos deslizando para minhas coxas que ladeavam seu corpo – meu coração deseja a esposa de meu melhor amigo – então seus lábios encostaram no meu lóbulo da orelha – deseja tanto que chega doer.
Ele mordiscou o lóbulo, enviando-me choques pelo corpo todo. Instintivamente cruzei minhas atrás dele, prendendo-o pela cintura. As vestes de combate femininas me davam essa liberdade, pois o vestido fino tinha duas aberturas nas laterais, dando espaço para as pernas cobertas por uma calça de couro se mexerem.
Sua boca moveu-se para meu pescoço, depositando pequenos beijos por toda a extensão dele, deixando um rastro quente por onde passava. Agarrei-lhe a barra da camisa, puxando-a um pouco para cima, dando espaço para minhas mãos entrarem por debaixo da peça. Deslizei meus dedos por seu tronco, sentindo cada centímetro de pele.
Natsu era quente por inteiro.
Quando Natsu chegou ao meu queixo, já estava arfando. As mãos dele alternavam-se em acariciar minhas coxas e cintura, provocando-me.
Estávamos tão conectados um ao outro que demoramos um momento para notar a barulheira que vinha lá de fora. Só quando o barulho estava perigosamente perto da tenda foi que notamos. Natsu arregalou os olhos e me puxou rapidamente da mesa, quase me jogando na cadeira e apressou-se em organizar as peças que empurramos.
Quanto a mim respirei fundo para me acalmar e coloquei a melhor cara de desinteressada que podia fazer. Natsu sentou-se na cadeira mais distante possível da minha no exato momento que a porta da tenda foi aberta por Lorde Dragneel.
(…)
Não tinha se passado nem cinco que aquele homem entrara na tenda sem avisos ou permissão e já queria mandá-lo para os estábulos comer esterco. Agora entendi o comentário que Natsu uma vez me fizera sobre seu pai ser um homem difícil de se lidar. Igneel Dragneel era um asco.
— Meus homens não podem ser alojados tão longe assim! Quem pensa que somos, rapaz? — Ele estava discutindo com Jura neste momento, e chamar Jura de rapaz era no mínimo uma tentativa de diminuir sua presença no local, já que o homem era tremendamente respeitado por todos.
Sentia uma veia em minha testa pulsar, evidenciando minha irritação. Esse homem exigiu ouro por seus homens e agora aparecia do nada e fazia mais exigências! Dane-se que era parente de Natsu, eu não aturaria sua prepotência em meu exército.
— Lorde Dragneel, não acho que tenha voz para exigências no momento – falei, dura e lhe fitando com seriedade.
O homem que até o momento só tinha me dirigido uma reverência, com um pouco de zombaria deveria dizer, olhou-me. Nem mesmo sua aparência salvava-o de ser uma pessoa irritante. Percebia-se de onde Natsu havia puxado as características marcantes, como os olhos e o rosto um pouco afiado. Igneel possuía cabelos vermelhos que chegavam até seus ombros, os olhos eram ônix e um porte forte para sua idade. De fato nem parecia ter a idade que carregava.
— Perdão, Majestade. Mas, acredito que meus homens precisam de uma posição melhor, afinal são homens de Fiore, ao contrário dos demais – respondeu, a voz melosa.
Entretanto eu sabia como ler as pessoas, mamãe ensinou-me sobre isso ainda viva. Igneel estava jogando charme para cima de mim pelo modo como seu corpo se curvava em minha direção e sobre o seu tom de voz. Ele devia esperar que me derreteria por seu belo rosto e homens. Infelizmente para ele, seu filho já havia ocupado o lugar que ele pretendia fazer.
— De fato seus homens são de Fiore, e no momento estes – indiquei Jura, Erik e Freed que também estavam na tenda – também são, pois atenderam ao meu chamado logo que os solicitei. Ao contrário dos demais – completei, usando de suas palavras, sorrindo no final.
Erik virou-se e disfarçou o riso. Freed manteve-se neutro, porém eu sabia que ele estava exultante por dentro. Jura limitou-se a sorrir para Igneel assim como eu.
— Envergonho-me de não ter vindo logo que solicitastes, Majestade. Farei tudo ao meu alcance para recuperar-me deste ocorrido – ele respondeu, e apesar do rosto de compreensivo sabia que estava furioso por ter sido negado a exigência de colocar seus homens perto das minhas tendas. Local onde poderia bisbilhotar tudo que gostaria.
— E por que decidiu vir agora? — Natsu que até então manteve-se quieto, perguntou ao pai.
O rosado tinha a face neutra, mas eu via o brilho em seus olhos. Algo deve ter ocorrido entre eles dois para que essa relação de pai e filho se desgastasse. Eu mesma tinha minhas divergências com Jude, entretanto sempre buscávamos nos relacionar da melhor maneira possível.
— Por você, querido filho – Igneel virou-se para Natsu, estendendo a mão – se apoiaste a Rainha, por que não deveria apoiar também?
Natsu ficou com o rosto ainda mais fechado.
— Deveria apoiar simplesmente pelo fato dela ser a Rainha de Fiore. Sua Rainha – rebateu, o tom seco.
A tensão entre os dois era palpável. Queria levantar-me da cadeira e correr até Natsu e apoiá-lo, mas era perigoso para nós dois que eu fizesse isso, portanto tive que apenas assistir. Era assunto deles no fim das contas. Jura olhou-me, erguendo as sobrancelhas. Entendi o que seu sinal gostaria de dizer, portanto levantei-me, chamando a atenção do pai e filho.
— Está tarde, e acredito que a viagem até nosso acampamento deve ter sido cansativa, Lorde Dragneel. Portanto, encerro esta pequena reunião para que você e seus homens, bem como os meus, possam descansar – rodeei a mesa, indo para a porta da tenda – por gentileza – conclui indicando a porta com a mão direta.
Igneel olhou-me sério por alguns segundos, então deu um sorriso e reverenciou-me.
— Como desejar, Majestade.
Natsu levantou-se assim que seu pai passou pela porta da tenda, levando consigo Erik e Freed.
— Vossa Graça, se quiser aceitar outro conselho meu, digo-lhe para ter cuidado com este homem – Natsu comentou, aproximando-se de Jura.
— Concordo com ele. Não me pareceu estar realmente apoiando nossa causa – Jura concordou.
Soltei um suspiro, cansada.
— Igneel quer ser lembrado futuramente quando derrotarmos Erza. Terá o prazer em dizer que foi a diferença entre a vitória e a derrota. Consigo ver isso nos olhos dele. Do mesmo jeito que ele está em posição de jogar-se aos pés de Erza caso veja que ela sairá vitoriosa.
Jura fitou alegre por eu ter conseguido ler o homem, não me deixando ser enganada pelas suas palavras doces. Natsu ficou igualmente aliviado.
— Era somente isso que gostaria de lhe falar, Majestade. Tenha uma boa noite de sono – Natsu comentou, beijando as costas de minha mão esquerda, retirando-se logo em sequência.
Sabia que ele gostaria de ter dito mais coisas, porém com Jura presente era uma tarefa difícil. O Líder Alfa também saudou-me e estava prestes a se retirar, quando uma pequena ideia se passou por minha mente.
— Jura, espere um pouco – chamei-o.
O alto homem parou e me olhou com curiosidade.
— Gostaria que mantivesse um olho em Lorde Dragneel por mim, e se possível, peça para que Erik prepare um grupo para vigiar os homens dele. Não quero ser pega despreparada caso mudem de lado.
Jura assentiu.
— Farei com maior prazer, Majestade. E garanto-lhe que Erik ficará contente com a tarefa, sabe como adora vigiar as pessoas – ele sorriu, fazendo uma revência e então olhou-me de um modo engraçado.
— Jura? O que houve?
Ele colocou uma mão em meu ombro, parecendo mais um tio do que um conselheiro de uma Rainha.
— Tornaste uma bela e inteligente mulher, Lucy Heartfilia. Não tenho dúvidas de que será uma Rainha tão boa, se não melhor, que sua mãe.
Então ele saiu, deixando-me surpresa pelo elogio.
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