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14 Capítulo 13 - Lucy


Notas iniciais
Olá, pessoinhas por mim amadas!! Quem estava com saudades? Olha como a autora conseguiu cumprir com o acordo de um capítulo por mês! Ueeebaaaaaaa. (apesar de não estar assim em outra fanfic...). Enfim, gostaria de agradecer a todo amor e carinho que venho recebendo. As palavras que leio de vocês, meus amados leitores, me dão um empurrão enoorme para continuar. Sigilo é o que é por causa de vocês. Não se esqueçam disso! Porém, devo dar um salve mais do que especial a duas pessoas maravilhosas: Letcia Bernabeu Ratke e Arabella Red. Obrigada pelas lindíssimas recomendações que fizeram e deixaram a autora aqui com uma crise de choro! Esse capítulo é dedicado a vocês! Sem mais enrolações, vamos seguir ao capítulo! Vocês vão o achar bem esclarecedor sobre algumas coisas... Leiam as notas finais!

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Capítulo 13

Lucy



— Bem-vinda, Dama das Constelações.

Ergui minha cabeça num rompante ao ouvir tal voz. Quase nem consigo acreditar no que via a minha frente, a pessoa sentada em uma enorme poltrona deveria estar morta. Ou, pelo menos, era isso que as notícias diziam.

— Você! – gritei.

Anos de raiva e mágoa foram colocados neste grito. Eu tinha tanto a falar para essa pessoa, mas ao mesmo tempo não queria mais dirigir a palavra a ela.

— Não grite com a Mestra! – Juvia exclamou e desferiu um forte tapa em meu rosto.

Uma risada maliciosa soou de onde aquela pessoa estava e Juvia enrijeceu.

— Deixe-nos, Juvia. Tenho assuntos importantes a tratar com a Princesa.

Percebi que a azulada ficou um tanto relutante em sair da sala, mas obedeceu as ordens e retirou-se após uma reverência.

Tornei a encarar ela, analisando-a. Seus cabelos ruivos estavam presos em um coque, algo que ela raramente fazia no passado, sempre o deixava solto para exibir suas mexas tão incomuns por Ghaléia. A roupa era uma bata justa seguida de calças de couro e uma bota sem salto, evidenciando o quão bela havia ficado. Mas, percebi que o objetivo da roupa não era criar atração e sim permitir melhores movimentos na luta. A espada presa a sua cintura evidenciava isso. O rosto continuava o mesmo, exceto pela cicatriz que riscava o lado direito da face, desde a têmpora até o queixo.

— Soube que tinha morrido – comentei ainda a olhando.

— Era o que eu queria que soubessem – respondeu-me, levantando-se da poltrona – ficaria muito difícil movimentar as coisas por aqui se meu pai viesse me visitar.

— Não acho que ele se daria ao trabalho, afinal a filha quase manchou a relação dele com a coroa – alfinetei-a, lembrando de acontecidos do passado.

— Ainda magoada, Lucy? Parece que esse tempo não lhe ajudou em nada.

Difícil não guardar mágoa quando a pessoa foi responsável por quebrar meu coração. Ela o havia deixado em cacos de tal maneira que foi preciso grande esforço e determinação para tentar restaurá-lo, mas como tudo que se quebra, ele não voltou ao normal.

Como meu coração foi quebrado? Ah, o amor. Minha adolescência foi como a de várias damas pelo mundo, descobri que podemos nutrir sentimentos mais intensos que o familiar e por uma pessoa do sexo oposto. Mas, meu caso era complicado por ser da realeza, eu não poderia me dar o luxo de me apaixonar por alguém. Entretanto não mandamos em nossos sentimentos, e acabei apaixonada. Não durou muito tempo, pois a pessoa a minha frente deixou escapar tal segredo e desencadeou o fim deste sentimento e da pessoa por mim querida.

Seria mais fácil de perdoar se fosse apenas isso. Não estou dizendo que o que aconteceu foi pouco doloroso, de maneira alguma. O que aconteceu tempos depois foi pior, mais intenso e arrebatador. Essa segunda apunhalada feita por ela destroçou meu coração. E ai sim, eu não conseguiria mais perdoá-la.

— Não. Tornei-me uma pessoa irremediável – soltei uma pequena risada, sarcástica – você sabe muito bem os motivos, Erza.

Falar seu nome me deixava um gosto azedo na boca. Olhar para a ex-amiga minha me dava nojo. De certa forma me dá pena saber que uma amizade como a nossa tenha se tornado um poço de rancor.

— Adoraria discutir o passado contigo, mas tenho assuntos importantes a tratar – a ruiva sorriu como se as nossas alfinetadas nem tivessem ocorrido – sente-se, a conversa será longa.

Queria recusar e salvar o resto de dignidade que me restava no momento, porém eu poderia tirar vantagem da situação e descobrir coisas interessantes. Então, sentei-me na cadeira indicada, ato que gerou uma certa careta de surpresa em Erza.

— Quero que use sua Magia – ela falou de uma vez o que tencionava.

Ergui minha sobrancelha, descrente no que ouvia.

— Só pode estar louca – respondi na mesma hora.

— Na verdade estou bem lúcida. Seu estilo peculiar e raro de Magia vai me beneficiar muito, meus projetos ficarão ainda mais fortes se colaborasse.

— E o que te leva a crer que te ajudaria de boa vontade? Caso não se lembre, eu lhe odeio.

A ruiva sorriu e me estendeu uma folha que havia pego de uma mesa do aposento. Olhei o conteúdo e soltei um pequeno arquejo.

— Ai está a exata localização de cada membro da sua família, seria apenas questão de tempo para que eles aparecessem mortos em resposta a sua recusa. Ah, e seu amiguinho esquentadinho seria torturado na sua frente – ela explicou em um tom morbidamente calmo – a Erza que você conhecia não existe mais, Princesa. Não duvide que eu vá fazer tudo isso se você me disser não.

Vadia.

— O que exatamente precisa? – questionei, rendendo-me.



(…)



O novo aposento que me colocaram era significativamente melhor ao anterior, mas não retirava o ar de prisão. O quarto era composto por duas camas de solteiro, um pequeno armário com poucas peças de roupas, uma mesa com duas cadeiras, uma porta que dava para o banheiro, e nenhuma janela. Simples, porém prático.

A conversa que tive com Erza horas atrás me deixou com muito o que pensar. O que ela exigia de mim não era fácil, principalmente por eu ter deixado de usar minha Magia após aquele dia. E claro, havia a possibilidade de a minha participação nos planos da ruiva chegar aos ouvidos de Rogue, o que resultaria em minha sentença de morte.

Minha divagação depressiva foi cortada por barulhos que vinham do lado de fora. Levantei-me da cama que havia escolhido como minha e encostei minhas costas na parede mais próxima. Havia aprendido a sempre proteger minha retaguarda, um dos pontos cegos de uma pessoa, graças à brutalidade de meu pai.

— Hey! Cuidado por onde me empurra, seu babaca!

Apesar da situação em que estávamos, ouvir a voz de Natsu berrando com os guardas trouxe um sorriso ao meu rosto. Pelo pouco em que conheci do rosado, percebi que ele não era de deixar palavras presas na garganta.

Distraída, levei um susto quando a porta foi aberta. Passaram pelo arco da entrada um Natsu sujo e irritadiço junto de um guarda corpulento. Analisei o guarda tentando gravar todos os membros da rebelião, caso algum dia conseguisse sair. Loiro, alto e cheio de músculos. Mas, o que realmente me chamou a atenção foi a cicatriz em forma de raio no lado direito de sua face. Por algum motivo esse detalhe me deixou incomodada, porém o guarda retirou-se do aposento assim que largou o Natsu no chão.

— Eles não tem o mínimo de gentileza – meu novo companheiro de cela comentou enquanto espanava inutilmente a sujeira de sua roupa.

— E o que esperava de um grupo rebelde?

Natsu soltou um riso e largou-se em uma das cadeiras.

— Cerveja.

Levantei a sobrancelha tentando saber se era uma piada ou não.

— Você está um caco – afirmei, apontei o estado de sua roupa.

— Não tive a mesma sorte que a sua, Princesa. Apesar de que ainda posso ver algumas sujeiras na senhorita.

Ele parecia relaxado, soltando piadas que apenas ele ria. Bufando, fui em direção ao armário do local. De lá retirei uma muda de roupa masculina e joguei, com mais força que o necessário, na cara do rosado que ainda ria da própria piada.

— O banheiro é ali – limitei-me a apontar a outra porta para ele.

Entendendo o recado, Natsu foi para o banheiro.

— Eh, Princesa – por causa do tom estranho de Natsu, virei-me em sua direção – como vou tomar banho se não tem nenhum sabonete?

Demorei alguns segundos para entender que a pergunta era genuína e não uma piada, ele de fato estava confuso em relação a falta de sabonete. Olhando mais atentamente seu rosto vi que tinha careta igual à de crianças quando ficam perdidas em algo. Foi impossível não soltar um pequeno riso.

Fui para seu lado e então entrei no banheiro. Sem muita cerimonia abri a pequena caixa que estava no chão ao lado da tina de água. Lá dentro haviam duas barras que deveriam ser sabonetes, mas pareciam com aqueles sabões de lavar cavalos.

— Estão aqui.

Natsu coçou a parte de trás da cabeça, visivelmente envergonhado. Rolando os olhos e fingindo não me importar voltei para o quarto.

— Obrigado.

A voz baixa dele soou pelo cômodo, mas antes que eu pudesse olhá-lo ele fechou a porta do banheiro. O agradecimento me fez ter uma sensação esquisita, algo que eu não sentia a muito tempo. Um alerta vermelho começou a bombar em minha mente, alertando-me a ter cuidado. Balancei a cabeça para afastar quaisquer pensamentos sobre a pessoa do outro lado da parede e tornei a me focar sobre o grande problema que havia me metido.



(…)





Uma semana havia se passado desde a visita a Erza.

Todas noites, após me certificar que Natsu estivesse dormindo, eu praticava minha Magia. Era arriscado fazer isso perto de outra pessoa, mas não me restavam muitas alternativas. O melhor seria se eu estivesse em um local aberto e sem barreiras entre mim e o céu.

Diria que a minha prática era a coisa mais interessante que ocorria, pois os dias eram recheados de tédio. Natsu e eu conversávamos, mas em algum momento o assunto acabava ou chegava em terrenos que nenhum de nós gostaria de compartilhar, como por exemplo, fatos de nossos passados. Não recebíamos visitas, com exceção do guarda loiro que nos trazia as refeições. Ficar trancafiada estava se tornando claustrofóbico.

E claro, havia a questão de que eu não havia contato ao rosado que concordei em ajudar os rebeldes. Todos os dias ele tentava formular uma maneira de fugirmos daqui, porém eu não o incentivava, ato que começou a deixá-lo irritadiço comigo. Ele não sabia o que Erza tinha me ameaçado, então não poderia entender meus motivos.

Hoje estávamos em paz, por assim dizer. Havíamos trocado poucas palavras desde o começo do dia, e ele havia optado por dormir a maior parte do tempo, provavelmente evitando conversar comigo sobre suas teorias de fuga. E eu me contentei em sentar-me no chão e ficar cantarolando a antiga canção de ninar que minha mãe tinha me ensinado.

Não deixe o medo da escuridão lhe tocar. As estrelas no céu irão lhe guiar. Por um mundo de aventuras. Enquanto isso estarei aqui a te vigiar.

Fechei os olhos e me deixei levar pela sensação de que alguém estava cuidando de mim, como na canção. Meu coração doeu de saudades de minha mãe, fazendo-me ficar um tanto angustiada.

— Sua voz é boa de ouvir.

Suprimi um pequeno grito de susto com a repentina fala. Abri meus olhos e me deparei com Natsu me encarando. A quanto tempo ele estava acordado?

— Obrigada – agradeci, sentindo minhas bochechas ficarem rubras. Se havia uma coisa que me deixava envergonhada era alguém me ouvir cantar.

Natsu apenas permaneceu me olhando, seu rosto estava impassível, então não poderia adivinhar o que se passava em sua cabeça. Desviei o olhar para a porta, sentindo-me incomodada com toda essa atenção.

Por algum motivo eu queria puxar um assunto, quebrar esse silêncio que pairava no ar, porém nada me vinha em mente. Ainda estava tentando encontrar algo quando a porta foi destrancada. Segurando novamente um grito, olhei quem era nosso visitante da vez.

Só que em vez do loiro com cara de malvado, quem passou pela porta foi uma moça albina. Ela era lindíssima, diga-se de passagem. Seu longo cabelo branco estava preso em uma trança que descia por suas costas, a roupa era uma versão mais delicada da de Erza por causa dos laços brancos que adornavam seu colo e final das mangas. O rosto com um ar angelical demonstrava ternura, mas o olhar que trazia ia contra toda a amabilidade da aparência. Os olhos azuis demonstravam fúria gelada e tristeza.

— A Mestra mandou-me buscá-la, Princesa. Espero que esteja pronta.

— Pronta? Pronta para o quê? – Natsu levantou-se da cama, seus punhos estavam fechados. Aparentemente a beleza da albina não o havia impressionado.

— Elas tem negócios a tratar com a Mestra. Negócios que não lhe dizem respeito, Salamander – a moça retrucou acidamente, dando ênfase no modo como o chamou.

Pelo canto do olho, notei o quão tenso ele havia ficado após a menção da palavra desconhecida a mim. Pelo jeito eu não era a única a esconder algo.

Levantei-me e dei dois passos em direção a albina, mas um punho quente fechou-se em meu braço direito. Olhei para o lado e notei que era Natsu me segurando. Ele aproximou-se de meu ouvido, fazendo com que seu hálito entrasse em contato com meu pescoço desnudo, causando arrepios.

— Tenha cuidado. Não acho que esse negócio vá te ajudar – sussurrou rapidamente e então soltou-me.

Olhei alguns segundos desconcertada pelo modo que ele havia agido. Mas, antes que eu pudesse começar a entender o porquê disso a albina puxou-me junto a ela, arrastando-me porta afora. Sem opções, segui-a pelos corredores. Desta vez sem vendas.

Conseguia sentir meu coração descompassado por medo. Não haviam dúvidas de que a hora de começar a usar minha Magia tinha chegado.

Notas finais
Antes de mais nada, para que não haja confusões, a Lucy e a Erza não tiveram relação amorosa. A antiga relação entre elas era de amizade, mas após certas coisas que aconteceram essa amizade foi sendo quebrada junto com o coração da Lucy. Vou dar um pequeno doce: as ações de Erza causaram eventos que vieram a machucar Lucy. Entederam? Haha. E então, o que acharam do capítulo? Quais suas teorias para a Magia de Lucy? E por que Natsu ficou tão tenso ao ouvir aquele nome? E o melhor... qual o passado de Erza e Lucy? AAAH, estou doida para ler suas teorias!!! . Agora vamos a nossa seção recomendação. Desta vez vou indicar uma de Fairy Tail e uma de Avengers. Fairy Tail é a Ensine-me a te amar, escrita pela Bloody Angel. A conheci recentemente e já se tornou uma das minhas favoritas! Vale a pena conferir. Link Nyah . A de Avengers é a God of Mischief, escrita pela Targaryen. É perfeita, apenas digo isso. Link Nyah . Espero que tenham gostado, pois eu adorei escrever este capítulo. E caso vejam algum erro, peço que por gentileza me avisem para que eu possa arrumar. Um enorme abraço e um grandioso beijo a todos.