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8 Capítulo 7 - Gajeel


Notas iniciais
Quem é vivo sempre aparece não é mesmo? Bem, estou viva e apareci novamente com um novo capítulo. Já era hora! Haha. Bem, sabem como as férias são tão aguardadas por nós do mundo das fanfics, pois ela simbolizam mais capítulos, certo? No meu caso errado. Por que? Fui viajar. Então sem chances de usar meu notebook na casa de parentes, pois ele ficou em casa. Fiquei quase a viagem toda sem internet, então sem qualquer conexão com o Nyah! ou Social Spirit. Resumindo: sem capítulos novos. Mas, tem uma hora que isso acaba. Não as minhas férias, graças a Deus tenho mais uns dias. Então depois de chegar em casa e terminar a faxina maluca da minha mãe, finalmente consegui escrever o capítulo. Amém! Acho que falei demais, mas eu queria explicar para vocês o porquê da demora. Enfim, sem mais delongas. Boa leitura!

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Capítulo 7

Gajeel



Acordei com a luz do sol esquentando a minha cabeça. Alguém abrira a janela, fazendo com que os rais solares da manhã entrassem no cômodo e o iluminasse. Dando um bocejo, levantei-me da confortável cama e me dirigi para as cortinas a fim de fechá-las. Por mais que a luz fosse bonita e que alegrasse o local, ainda prefiro a frieza do escuro.

— Vai voltar a dormir?

Maldição!

Senti meu sangue gelar levemente quando escutei a voz dela, assustando-me. Pensei que estivesse sozinho no quarto, mas assim que virei-me para a porta do quarto avistei a baixinha com os braços cruzados sobre o peito. Ela me olhava com uma mistura de alívio e repreensão.

— O que está fazendo no meu quarto? – respondi com outra pergunta.

— Cuidando de você, – ela respondeu enquanto vinha em minha direção. Continuei parado sem saber o que ela pretendia fazer. – e te ajudar a tirar esse fedor de álcool. Seu irmão gostaria que você fosse ao Pequeno Conselho solicitado hoje por um Nobre.

Assim que ela terminou de falar, uma avalanche de lembranças inundou minha mente. Gemi, quando recordei o espetáculo regado a vinho que fiz no jantar de ontem. Tudo por causa de Sting que ficou me alfinetando e incomodando-me a noite toda, fazendo com que eu tivesse a brilhante ideia de encher a cara de álcool. Era de se esperar que não deu nada certo.

— Eu tenho uma aparência ruim? – questionei após sentir a primeira fisgada de dor na cabeça. Ah, eu teria uma ressaca daquelas.

Levy pegou uma toalha que estava posta por cima do criado-mudo e estendeu-a a mim, então deu uma analisada em minha aparência. Ela estava fazendo um pouco de teatro, pois tinha posto o dedo indicador no canto da boca, como se estivesse avaliando uma pintura e não um homem.

— Está razoável, – concluiu. – mas estaria pior se tivesse realmente brigado com as árvores do Jardim, como queria fazer ontem. Agora pegue essa toalha e vá tomar um banho, já deixei sua banheira pronta – mandou, apontando para o banheiro.

Dando um suspiro derrotado, pois a minha moral estava muito baixa pelos acontecidos, segui suas ordens e fui tomar banho. Um segundo suspiro saiu de mim quando entrei na banheira, a temperatura da água estava morna no ponto em que eu gostava, então relaxei um pouco e aproveitei a sensação térmica. Minha pequena paz de espírito não durou muito, pois lembrei-me de algo que Levy comentou e a curiosidade começou a falar mais alto.

— Eu realmente quis brigar com uma árvore? – questionei em tom alto para que ela me ouvisse do lado de fora.

— Sim, – a resposta foi acompanhada de uma risada. – você apontou para um Ipê amarelo e começou a ir em sua direção esbravejando, pelo que consegui ouvir era o Sting que você estava vendo no lugar da árvore.

Parabéns Gajeel, está comprovado que sua mente fica um lixo com bebida.

— Mais alguém viu essa porcaria toda?

— Relaxe, é segredo nosso – sua voz soou divertida, mas contida.

Fiquei pensando na sua frase por um tempo e percebi que dividíamos uma boa quantia de segredos, grande parte meus, e que a nossa relação de confiança estava crescendo com o tempo. O receio que tinha quando ela descobriu minha Magia foi esmaecendo aos poucos, no lugar dele a confiança e respeito começaram a tomar conta. De algum modo eu sabia que podia contar com essa baixinha irritante.

Saí do banheiro com a toalha em mãos para secar o cabelo, mas preveni-me antes de entrar ao pegar uma calça jogada em uma cadeira, poupando que Levy tivesse outro ataque cardíaco. Terminei de me vestir rapidamente e segui junto dela para o Pequeno Conselho. Segundo as informações, um nobre havia solicitado a reunião ao alegar uma notícia de grande importância a Fiore.

O Pequeno Conselho nada mais era que assembleia fechada para as cabeças maiores do Reino, então Levy não poderia participar da mesma. Porém, eu não sentia-me confortável em deixá-la jogada em qualquer canto do Castelo, nem mesmo junto da Princesa. Eu sentia que os Ghalenianos estavam tramando algo. A opção que me sobrou foi levá-la junto. Já conseguia imaginar a careta de Rogue quando a visse.

Já estávamos a poucos passos da porta do salão quando uma bola de pelos negros saltou em Levy, de imediato ela tomou um susto, mas quando reconheceu a figura que lhe atacara, relaxou. Lily enroscou-se nos braços dela e fechou os olhos. Definitivamente perdi meu companheiro.

— Alteza, devo lhe informar que a moça tem de ficar no salão – um guarda falou assim que chegamos na entrada do corredor que escondia-se por trás do trono, indo a um aposento privativo do Rei, usado para reuniões, o mesmo que Levy entrara quando chegamos no Castelo.

— Eu sei das regras, mas acho que vou quebrá-la essa vez – respondi calmamente, mas dei um olhar significativo de que não gostaria de ser questionado novamente. O guarda por sua vez assentiu com a cabeça e nos deu passagem.

O aposento tinha sido arrumado as pressas, eu sabia pois praticamente vivia aqui dentro. A adega particular de Rogue havia sido escondida por uma bela tapeçaria, a mesa que ficava em um canto foi posta no centro e rodeada de cadeiras – que agora já estavam ocupadas –, as bugigangas que meu irmão colecionava foram guardadas nos armários.

O lugar agora era totalmente sério, igual aos rostos que encaravam ao nobre que solicitara a reunião. Ah, e agora nos encaravam. Afinal Levy não era esperada. A baixinha deu um passo para trás e escondeu-se um pouco atrás de mim, fugindo do olhar penetrante de Rogue. Lily continuou dormindo em seu colo como se nada estivesse acontecendo. Olhei para meu irmão e ergui as sobrancelhas e dei um sorriso de canto, um sinal de que eu explicaria meu ato mais tarde, em resposta ele acenou com a cabeça e indicou dois lugares vagos perto dele.

— Agora que estão todos aqui, podemos começar – Rogue anunciou após Levy e eu nos sentarmos. Coloquei-a entre mim e meu irmão, fazendo com que ela sumisse dos olhares curiosos.

O nobre que nos convocara ergueu-se e limpou a garganta antes de começar a falar. Só então prestei atenção em quem era ele e meu olhos se arregalaram de surpresa. Natsu Dragneel, herdeiro de uma das maiores propriedades de Fiore e grande aliado do reino. E claro, esse idiota é meu melhor amigo. Nossa amizade começou por conta das diferenças que carregamos e que chamam atenção de todos, no meu caso era os piercings que tenho e por ser o Príncipe, no caso dele por ter o cabelo rosa e o bendito cachecol que nunca tirava no pescoço, não importando o clima.

— Primeiro gostaria de agradecer a presença de todos e em segundo peço que mantenham a mente aberta ao que vou falar – ele começou a falar, pausando seu olhar em cada pessoa presente. O modo como ele se comunicava mostrava o quão sério e certo de si estava, tinha me esquecido em como Natsu conseguia se sair bem em palavras. – Cerca de duas semanas atrás a nossa propriedade foi atacada por um grupo de pessoas, eles quebraram boa parte dos nossos galpões e dispersaram os animais. Até então tudo bem, poderia ser apenas um ato de vandalismo. Mas, após três dias houve outro ataque, dessa vez em escala maior. Eles roubaram suprimentos, estragaram uma parte da plantação e o pior, raptaram três de nossos servos.

Houve um arfar coletivo em torno da mesa com a notícia. Entretanto, antes que começassem a fazer um burburinho, Natsu levantou a mão e chamou a atenção para si novamente.

— Conseguimos encontrar os corpos deles um dia depois. Haviam algumas marcas estranhas neles...

— Uma mancha roxa na têmpora e cortes rasos pelos braços? – Polushka interrompeu o relato.

— Sim.

— Com isso já temos cinco casos desse estilo de morte – a Mestre da Cura concluiu para Rogue, fazendo com que ele se remexesse inquieto na cadeira.

— Proponho uma caça a esses ordinários! – Jiemma, Senhor das Armas e uma das cabeças do Exército Real, exclamou com fervor. Dentre os conselheiros ele era o mais ávido para batalhas.

Polushka manteve-se calma diante a proposta, pelo modo como franzia os lábios eu sabia que estava ponderando a ideia. Minerva, a Dama das Ervas como se autointitula, responsável pelas ervas e medicamentos do Castelo, tinha o cenho franzido para seu pai, Jiemma. O Conselheiro Sênior, Gildarts, tinha as mãos juntas em frente ao rosto e balançava a cabeça em pequenos movimentos negativos, quase imperceptíveis exceto a mim e Rogue. Por fim, Levy tinha os olhos fechados e seus dedos tamborilavam por sua coxa. Essa era a reação geral de todos ali dentro.

Gildarts limpou a garganta e chamou a atenção de todos para si. Ele olhou para Natsu e deu um pequeno sorriso como quem sabe de alguma coisa.

— Tenho a impressão que você tem algo a mais para nos informar. Acertei, rapaz? – o ruivo questionou.

O rosado deu um pequeno sorriso de canto e acenou com a cabeça.

— Com todo respeito e sem querer desmerecer a sua proposta, Senhor Jiemma, ela pode não ser tão efetiva assim – meu amigo apontou, ganhando do enorme homem citado uma careta nada agradável – afinal, não estamos falando de um grupo normal de rebeldes.

— O que quer dizer com isso? – pronunciei-me pela primeira vez, fazendo com que Levy voltasse a abrir os olhos.

— Que esse grupo é formado por Magos. Magos Rebeldes.

O rebuliço foi previsível. Só a menção da palavra Magia já era capaz de mexer com os nervos de qualquer pessoa de Fiore. Imagine como estava o clima na sala ao nos depararmos com uma afirmação de tal nível. Olhei para Rogue e vi apenas choque em seu rosto, coisa que ele prontamente disfarçou e tentou permanecer calmo. Senti uma pequena mão envolver meu braço direito, nem precisei olhar para saber que era a baixinha. Afaguei a mão com a minha em sinal de que ficaria tudo bem.

— Como pode afirmar isso? Tem certeza? – Minerva indagou o que devia passar na cabeça de todos. De duas, uma. Ou Natsu possuía grande conhecimento mágico para identificar o uso de tal coisa, e com isso quebrando uma regra essencial, ou recebera algum aviso por parte do grupo.

Em resposta, o rosado puxou um papel de suas vestes e o pôs no centro da mesa. Ninguém esboçou a reação de pegá-lo primeiramente, até que Rogue pôs as mãos no objeto. Meu irmão desenrolou-o e leu-o com seriedade, vi suas sobrancelhas franzirem algumas vezes, entretanto ele não demonstrou nada além disso.

— Parece ser verídico – o Rei anunciou após um exame. Ele o passou para Gildarts que estava do seu outro lado para que fosse analisado por ele também. Então o papel seguiu mão por mão até chegar em mim.



Recuperaremos o que nos foi tirado. O nosso direito de existir livremente.

Preparem-se meros Humanos, a nossa vingança será tingida com o vermelho de vocês.



E.



— A pessoa que escreveu isso tem um ego bem alto – comentei ao terminar de ler, arrancando um pequeno sorriso de Levy e Natsu.

— Egocêntrica ou não, podemos ver o porquê do jovem Dragneel ter feito essa afirmação. Esses rebeldes querem ter a sua natureza identificada e querem causar comoção – Rogue disse em tom sério.

— Pretende fazer algo de imediato, Majestade? – Minerva indagou, recebendo um sinal de aprovação de seu pai.

Rogue deu um suspiro cansado.

— Vamos aprender, – sentenciou. – quero que Polushka analise os corpos encontrados e pesquise mais a fundo sobre as marcas, se preciso recorrer a biblioteca proibida, tem minha permissão. Gildarts e Jiemma, quero que vocês organizem um grupo para exploração por toda propriedade dos Dragneel e demais vizinhanças. Minerva, você acompanhará meu irmão e sua consorte em uma missão que planejei a vocês em vista de tudo que está ocorrendo, os três podem se apresentar a mim após o baile de amanhã. O restante já está dispensado para fazerem o que lhes foi encarregado.

Após anunciar tudo, ele levantou-se de sua cadeira e foi para a janela do recinto, dando as costas a todos. Era um sinal de que a reunião estava encerrada. Um por um foram saindo do aposento, restando somente Natsu, Rogue, Levy e eu.

— Gostaria de ter vindo com boas notícias, mas …

— Entendemos – surpreendentemente foi Levy quem consolou o nobre. Estreitei o olhar para o rosado, num aviso mudo. Não encoste nela.

— Obrigado – ele respondeu a ela e me devolveu o olhar. Nem pensei nisso.

— Gostaria de ficar um tempo no Castelo, Natsu? Fez uma viagem e tanto até aqui – meu irmão convidou-o com um sorriso sincero. Os dois também eram grandes amigos.

— Ah, eu estava com saudades do banquete daqui. Minha barriga já ronca só de pensar na comida – e como se fosse confirmar o que foi dito, um barulho alto veio dele.

Saímos do aposento fingindo um clima agradável, para fugir de qualquer questionamento de terceiros. Entretanto, no meu interior havia uma confusão enorme. Um de meus pesadelos estava se tornando real.

Notas finais
Então meus pimpolhos e pimpolhas, o que acharam? Quem pode ser a pessoa que escreveu isso? São mais de uma ou uma só? Qual será a missão dos três ali em? E claro, no próximo capítulo tem o baile!!! Weee. Hahahaha. Estou aguardando os reviews de vocês ( se acharem que eu mereço, é claro). Beijokas e até a próxima!