Sieghart Deprimido

1 Sieghart Bêbado


Notas iniciais
Yo minna ;3
Escrevi essa história para um 'Concurso de FanFics da Level Up", porem descartei essa história.
Espero que gostem ^.^

Muitos heróis existem tanto no passado quanto no presente, hoje venho lhes contar sobre um herói um tanto anormal que sempre que pode aparece para me amolar, seu nome Sieghart, até ai não teria problemas, a não ser quando ele bebe.

Numa noite fria e chuvosa Sieg estava numa taberna bebendo com seus amigos, claro que ficara tarde, ao invés dele ir até a casa dele, ele sempre invade minha casa e começa a tagarelar e reclamar, e claro falar coisas sem sentido.

-“Mari cheguei!”-Disse Sieg arrombando minha casa.

-“Pelos Deuses Sieg essa casa não pertence mais a minha irmã em magia Mari!O que diabos você esta fazendo aqui?Ainda mais todo molhado assim?”-Indaguei irritada.

-“Arme o que faz na minha casa?”

-“Sieg andou bebendo de novo?!”-Gritei puxando-o para dentro.-“Deus você esta todo gelado, fique aqui, vou pegar algumas roupas de Ronan pra você vestir.”

-“Ronan?Ele ainda esta aqui?”

-“Sieg, sou casada com ele a mais de três anos! Sorte sua que ele esta viajando, azar pra mim por ele estar fora.”-Disse subindo as escadas indo até meu quarto, peguei uma muda de roupa e uma toalha, voltei pra la e joguei no colo de Sieg que por sua vez estava sentado no chão como se fosse um cachorro.

-“Obrigado, não sei por que os deuses começaram a chorar quando eu sai da taberna.”-Disse ele se secando e se trocando, claro que virei de costas para não ter essa péssima visão.

-“Sieg, o que você quer dessa vez?”

-“Relaxa, eu só quero me abrigar da chuva.”-Disse ele pegando uma garrafa de conhaque e virando no gargalo.

-“Por Deus Sieg, vai pra casa!”

-“Não da, Mari não me ama mais!”-Disse ele começando a chorar.

-“Droga, começou...”-Resmunguei.-“Claro que não é verdade, se ela não te amasse acha que ela teria se casado com você em primeiro lugar?”

-“Vai saber, e se bate o desespero? Afinal a 1ª Guerra Mágica aconteceu a mais de 600 anos, 600 anos solteira bate um baita desespero não acha?”

-“La vem você com seus delírios.”-Disse me sentando numa cadeira confortável em frente a uma mesa, Sieg sentou numa outra que ficava de frente a mim colocou dois copos e colocou bebida. -“Sieg eu não bebo.”

-“Eu sei, e quem disse que é pra você? É pra mim e esse é pra mim também.”

-“Por Deus Sieg, não acha que deveria parar de beber? Já esta fedendo álcool e esta falando coisas sem sentido...”

-“Fica quieta e escuta, vou contar a história da minha vida.”

-“Acho que vou morrer de tédio antes...”

-“Calada, e me escute!”-Disse ele soluçando no final. -“Eu nasci pelado no Antigo Reino de Canaban.”

-“Nossa, e você conhece alguém que nasceu com roupas? Me poupe Sieg.”

-“Silencio, estou contando a triste história da minha vida repleta de sangue e morte!”

-“Ta sei... continue...”

-“Então eu cresci, e guerras começaram.”

-“Sieg todos crescem e guerras sempre existiram imbecil.”

-“Fica quieta! Estou contando a história ta?”

-“1,2,3...”-Disse mentalmente me controlando para não congelá-lo.

-“Então eu cresci aprendendo a arte das espadas, mas antes de ter dez anos de idade fiquei entediado e resolvi aprender todas as artes, e por isso hoje sou um grande pintor, fiz a estatua de Zeus no século 145.”

-“Sieg, sério, pare de beber, você esta falando coisas sem sentido de novo...”

-“Tudo esta interligado, estou lhe dizendo!”-Disse ele se levantando e batendo o copo na mesa e voltando a sentar-se.

-“Ta bom, então continue...”

-“Então eu aprendi a usar todos os tipos de armas, mas fiquei entediado com as coisas que me ensinaram e criei meu próprio estilo.”

-“E assim você criou o estilo arrogante e superconfiante que você tem?”

-“Não, isso foi mais pra frente, foi na Guerra Mágica.”

-“Você realmente esteve nela?”-Perguntei curiosa.

-“Estive, mas ainda não cheguei la,vai com calma roxinha.”

-“Roxinha? Essa é nova...”

-“Continuando... sempre lutei nas guerras para proteger o reino de Canaban, mas depois de muitos anos lutando contra as forças que invadiam Canaban, notei que isso nunca cessaria, era preciso atacar a fonte, e foi ai que eu resolvi dominar o mundo com coelhos mutantes cor de rosa com raios lasers ocultos nos lacinhos vermelhos em suas cabeças!”-Disse Sieg dando uma gargalhada maléfica no fim.

-“O que tem haver coelhinhos mutantes em você atacar a fonte?”

-“Nada, eu não falei nada desse gênero... Arme quem esta bebendo sou eu e você é quem esta falando besteiras? Que coisa feia, se Ronan ouvir você falar essas coisas vai ficar muito decepcionado.”

-“Realmente Sieg, ainda vou te matar de verdade...”-Resmunguei irritada.

-“Pegando senha, não tem problema.”-Disse ele dando risada voltando a beber ainda mais.-“Continuando, eu falei que tinha apenas 16 anos quando comecei a ir nas guerras?”

-“Não, você era tão jovem assim?”

-“Era, hoje sinto falta dos 16 anos, era divertido demais lutar com 16 anos, os inimigos sempre se assustavam hoje me vêem e correm de medo, me sinto como se fosse um Oak...”

-“Pra ser um Oak falta pouco...”

-“O que foi que disse?”

-“Nada não, continue.”

-“Então, por mais que eu lutasse contra os soltados esquisitos feiosos que iam até Canaban, mais apareciam, comecei a ficar entediado, mas que merda é essa? Se isso fosse continuar, até quando iria? Então resolvi sair em busca da raiz desse mau, e então eu descobri.”-Disse ele fazendo suspense.

-“O que?”

-“Descobri que dominar o mundo com coelhos era inútil...”

-“Arg Sieg!”

-“Ta, já entendi, fique tranqüila ta? Então resolvi sair numa jornada, encontrei um Samurai chamado Gaicoz, mas a mulher dele era uma ninja, nunca vi uma mulher tão forte como aquela, eu queria passar por ali na boa, mas aquela piranha ousou me atacar, ELA OUSOU ME ATACAR! Claro que eu não luto com mulheres, como estávamos no Castelo de Gaicoz eu apenas desviava dos ataques dela, só que naquele castelo tinha tantas armadilhas que ela acabou caindo em uma delas e morreu eu acho... ai aquele Samurai desgraçado veio pra cima de mim!”

-“Foi você que matou a amada de Gaicoz e ele?”-Perguntou Arme assustada.

-“Ela se matou sozinha eu acho.... ou foram os coelhos ... e Gaicoz...não fui eu que o matei, mesmo ele sendo muito habilidoso e me dado dor de cabeça, apenas o derrubei inconsciente.”

-“Então quem o matou?”

-“Arme, enquanto eu fazia minha jornada, a guerra assolava Canaban e Serdim, lógico que eu não voltei pra la, tinha de pegar a fonte, se não isso nunca iria acabar.”

-“Então... o que aconteceu?”

-“Bom... eu não acho que a amada dele tenha morrido, mesmo tendo armadilhas mortais naquele Castelo, creio que ela deve ter ficado presa, mas Gaicoz nunca aceitaria a derrota dela, mas que seja, tive de pular do terceiro andar para escapar dali, corri por dias até chegar ao Mar de Patusei, o lugarzinho fedorento, tem musgos ambulantes, fantasmas que cospem musgos, são seres muito mal educados e lagostas que te atacam tentando fazer você virar patê, bichos inúteis e chatos.”

-“Pensei que os monstros não fossem mais o mesmo...”

-“Eles diminuíram, mas continuam fazendo as mesmas coisas de sempre, Patusei todo arrogante naquele trono, fácil de desviar de seus ataques e passar por ele, depois enfrentar o demônio Kamiki, o bichinho fraco, derrotei ela em segundos, na minha época o templo do fogo era um lugar onde vivia o Basilisco, nunca tive vontade de lutar contra ele, sei la um Dragão fraco como aquele, seria decepcionante.”

-“E então você foi para onde?”

-“Ponte Infernal, soube que Gadosen estava tentando fugir do inferno pela primeira vez, pode o Rei Demônio saindo do inferno para tentar atacar humanos? Como se eu fosse deixar isso acontecer, claro que eu o mandei de volta para o inferno, mas foi ai que tive a certeza de quem estava por trás disso tudo.”

-“Finalmente se tocou que era Cazeaje?”

-“Bom, os coelhinhos mutantes cor de rosa com raios lasers ocultos nos lacinhos vermelhos que não poderiam ser, seria muito obvio, então parti direto para o Castelo Cazeaje.”

-“Você conheceu Cazeaje em pessoa? Como ela era? Ela sempre foi aquele demônio esquisito?”

-“Cazeaje era uma linda mulher, loira, olhos azuis, com seios e bunda farta, linda demais, valeu cada ano perdido procurando-a.”

-“Você levou anos para achá-la?”

-“Três anos pra ser mais preciso, serio encontrar os fragmentos do Mapa de Cazeaje da muito trabalho... a conheci quando tinha 19 anos, ela era linda, e claro como um grande cavaleiro que era, pedi a ela que parasse com isso, mas quem disse que aquela arrogante mulher iria me ouvir hein?”

-“Então você a atacou?”

-“Ta doida? Atacar aquela coisa linda? Eu tentei acalmá-la e fazê-la parar de me atacar, porem não consegui, então só me restou uma única escolha, como a maldade dela não iria parar, resolvi então fazer algo que ninguém teve coragem em fazer.”

-“E seria?”

-“Selar Cazeaje, por três dias e três noites eu lutei contra ela para cansar seu espírito, foi então que eu tive a chance para selá-la, mas claro que para selar a Rainha da Escuridão era necessária minha morte, mas claro que eu não pensei duas vezes, se minha morte parasse essas guerras inúteis, esta ótimo, foi ai que eu morri como humano, selei Cazeaje e esse foi meu fim.”

-“Seu fim?Então você é o que agora?Um fantasma irritante?”

-“Calma Arme, você nem deixou terminar de contar, foi ali que morri como humano, estava tudo escuro, ouvia Cazeaje me amaldiçoar e xingar o tempo todo, até que ela se calou e vi uma luz brilhante, e dessa luz veio uma mulher sentada em cima de um cavalo negro alado, pensei que fosse a morte.”

-“E quem era ela?”

-“Uma Valquiria, uma linda Valquiria ela usava armadura e uma lança, tinha escudo preso no cavalo e espadas por todo canto, inicialmente eu pensei que ela iria me matar, mas ela me olhou nos olhos e perguntou: Sieghart, sou Brynhild, mas pode me chamar de Bryn, pela sua bravura os deuses olharam para você, querem devolver sua vida mas se tornara imortal, porem para tudo tem um preço, se lhe tornar imortal, terá de servir aos deuses, aceita esse fardo?”

-“E então você aceitou assim?”

-“Mas é claro que não, bom... os deuses nunca fizeram algo por mim antes, e quem iria acreditar numa maluca linda em cima de um cavalo negro alado? Bom, teimei dizendo não, mas ela tornava a vir, segundo ela por sete dias e sete noites ela passou me perguntando, ou deveria dizer me atormentando, até que acabei cedendo, ela disse que destruindo o corpo de Cazeaje e a alma desapareceria, pois uma alma não vive sem um corpo, então eu me tornei imortal, mas quem disse que seguiria Bryn? Eu voltei direto para Vermécia, pois ouvi boatos de que estavam recrutando guerreiros para uma possível guerra que estava por vir, engraçado parando pra pensar, Bryn poderia muito bem ter acabado comigo e me levado a força para a presença dos deuses...”

-“Bom, segundo a lenda, Valquirias vagam pelos campos de batalha coletando a alma dos guerreiros para levá-los a Valhala, logo ela deveria sempre estar atrás de você, afinal você sempre esteve em guerras...”

-“Sabe que sempre tive a sensação de ser seguido, e sempre pensei que fosse minha sombra a causa disso...”

-“Sieg eu não sei se é porque você bebeu, mas você esta mais idiota do que antes, vai embora logo...”

-“Ainda não terminei de contar a história, onde parei mesmo?”

-“Você voltou a Vermécia...”

-“A sim, então eu voltei a Vermécia, mais precisamente a Canaban, estava sendo tratado como um Herói foi quando recebi a noticia de que Serdin estava reunindo os melhores guerreiros para ir auxiliar numa batalha numa terra distante, claro que fui prontamente me alistar, foi quando eu vi pela primeira vez, o grande amor da minha vida, depois das minhas Lâminas, Ariel, uma ruiva de olhos verdes e temperamento amável, amavelmente agressiva, a forma como ela lutava, a forma como ela matava os monstros, era linda.”-Disse Sieg com os olhos brilhantes.

-“Em outras palavras, ela era uma brutamontes como Elesis?”

-“Semelhante, só que pior, adorava isso nela, mas quando soube que ela seria minha superiora fui logo me apresentando.”-Disse ele subindo em cima da mesa e se curvando. -“Bela dama, eu sou o Lendário Imortal Sieghart e vim até aqui para servir como auxilio nessa guerra que esta por vir.”

-“Ela te socou não socou?”

-“Não, ela não me socou, ela chutou minha virilha, quebrou meu nariz e braço direito, deslocou o esquerdo e me chamou de inútil, e disse que esperava mais de mim.”-Disse Sieg todo emocionado.

-“E o que você fez?”

-“A deixei fazer o que quisesse comigo, só não esperava que iria doer tanto e que iria perder a consciência em menos de meia hora, ela era bem forte para uma dama requintada como ela.”

-“Se ela é como Elesis, você foi bem idiota em deixar ela te bater.”

-“Mesmo assim, ela foi me ver na enfermaria, ela estava do meu lado quando acordei.”

-“Ela te bateu de novo?”

-“Não, ela me olhou nos olhos e disse: Esperava mais de um imortal, realmente de grande em você é só sua fama, você não passa de mais um idiota como todos os outros guerreiros, por que não se defendeu? É pelo fato de eu ser uma garota? Se estiver se sentindo melhor, adoraria lutar com você, mas dessa vez seriamente.”

-“E então, o que você fez?”

-“Fiz uma proposta com ela, se eu lutasse seriamente com ela e ela vencesse, faria tudo o que ela quisesse até ela morrer, mas se eu ganhasse iria querer um beijo dela.”

-“E então? Ela aceitou?”

-“Não, muito pelo contrario, ela disse que queria que eu a respeitasse não apenas como mulher, mas como uma grande guerreira, ela queria provar a todos que ela era capaz de comandar, diante desses termos eu não podia negar, aceitei lutar com ela.”

-“E você venceu não é?”

-“Não, ela luta muito bem, lutamos por seis horas seguidas, ela lutava melhor que Cazeaje, nunca vi alguém lutar assim, ainda mais uma mulher, ela usava algo que nunca havia visto alguém usar antes, usava ‘Fúria’, como perdi ela me pediu para ficar entre a tropa que ela iria treinar, aceitei e fiquei por alguns meses treinando com ela, quando finalmente começou a surgir a chance de eu tentar algo com ela, aquela maluca voltou.”

-“Maluca?”

-“Brynhild, ela nos olhou nos olhos, Ariel ficou assustada, de inicio pensei em atacar Bryn, mas Ariel começou a soar as trombetas e chamar todos os homens, sem segundos uma multidão de homens armados se juntou ao nosso redor e fomos transportados para dentro de uma fortaleza, segundo Ariel, estávamos em Calnat.”

-“Nossa e então o que aconteceu?”

-“Estávamos dentro das muralhas de Calnat, podíamos ver tropas e mais tropas Asmodianas vagando até nós, uma visão horrível se me permite dizer, acho que os coelhinhos rosa seriam uma visão muito pior....”

-“Você e esses coelhos de novo...”

-“Então, a guerra persistia e estava cada vez mais difícil de defender Calnat, por mais que a velocidade de criação de maquinas deles fosse altíssima não era o suficiente para conter de uma vez por todas todos aqueles asmodianos, foi então que Bryn junto com o Rei de Calnat, Askuel, me levaram até um lugar sagrado onde ali recebi pela primeira vez Soluna, senti ali pela primeira vez a presença dos deuses e eles me disseram que precisavam restaurar o equilíbrio e que eu seria uma das peças para isso.”

-“E então usando a Soluna você matou todos os Asmodianos?”

-“Claro que não, ta doida? É difícil matar Asmodianos guerreiros, eles são muito habilidosos, mas recebi uma função diferente, os Tecnomagos pediram para que o exército que veio junto com a Fúria dos Deuses, que por incrível que pareça, Ariel era chamada assim, enfim, recebemos a missão de ‘segurar’ os Asmodianos por uma semana, acredite eu nunca em minha vida fiquei com tanta vontade de matar alguém como naquele dia.”

-“Ta bom, então você segurou asmodianos por sete dias e daí?”

-“Como e daí? Eu nem terminei de falar, foi nesse meio tempo que eu encontrei Dio, ele invadiu Calnat sem escrúpulos junto com vários outros asmodianos, todos desarmados, mas claro que sabíamos que não era necessário armas para matar humanos, claro que não somos bestas e os atacamos, mas por alguma razão, Dio fez com que todos os golpes fosse direcionados a ele, e ele forçou que todos os seus companheiros se curvassem.”

-“Então Dio também estava nessa Guerra? Mas ele é Asmodiano, porque não matou vocês?”

-“Segundo Dio, o principal líder do exercito Asmodiano, chamado Duel estava sucumbido por algum tipo de poder maligno o que o fez desrespeitar as Leis do outro mundo atacando Calnat, pelo o que eu consegui entender, tinha algo que Duel queria em Calnat mas até hoje eu não tenho a mínima idéia do que ele queria.”

-“Então você lutou ao lado de Dio hein?”

-“Que mane ao lado de Dio o que, lutei ao lado de minha amada Ariel.”

-“Que seja... Dio foi aliado ou não?”

-“Foi aliado, ele ensinou aos humanos a como derrotar mais rapidamente os Asmodianos, sempre que Asmodianos atacavam ele saia junto conosco para atacá-los, foi uma batalha cruel durante sete dias e sete noites, durante um dos dias, Ariel foi atacada por Duel e ela quase morreu, claro que nas batalhas procurei por Duel, mas apenas na ultima noite, Duel apareceu, ele estava ao lado de uma Asmodiana bem habilidosa e astuta, seu nome era Edna.”

-“Então o que você fez?”

-“O que eu fiz? Eu e Dio partimos para cima, queríamos matar Duel a qualquer custo, porem aquela mulher se sacrificou por ele, ela recebeu todo o meu ataque da Lamina Eterna, morreu chorando dizendo que Duel sempre foi covarde e que nunca agüentaria esta dor, eu não queria matar aquela mulher, mas não esperava que ela fizesse esta estupidez, em compensação Dio correu atrás de Duel, e foi a ultima vez que vi Dio antes dele dar as caras na Grand Chase.”

-“Nossa, e o que aconteceu em Calnat?”

-“Bom a guerra acabou, quem diria que fazer Duel correr daquele jeito e matar Edna era apenas o necessário para pará-la, porem na manhã seguinte, Calnat desapareceu completamente, junto com todo seu povo, ninguém sabe o que aconteceu, estávamos num deserto, havia apenas restos da batalha e nada mais, a civilização Calnat simplesmente desapareceu depois que a guerra acabou.”

-“Espere, como uma civilização inteira pode desaparecer em apenas uma noite sem ser notada?”

-“Eu não sei, já perguntei isso a Mari algumas vezes...”

-“E o que ela respondeu?”

-“Ela diz que Calnat nunca pertenceu completamente a esse mundo e que provavelmente ela foi desfragmentada e espalhada por todas as dimensões.”

-“Nossa... mas pra que isso?”

-“Eu não sei, nem Mari consegue se lembrar, toda vez que tenta ela fica desacordada por um mês ou mais...”

-“Isso é bem tenso... mas então, o que você fez da vida depois de Calnat desaparecer?”

-“Simples, eu me dediquei a algo que nunca fiz antes.”-Disse Sieg orgulhoso.

-“O que?”

-“A conquistar o coração de Ariel, realmente isso é algo que me da mais orgulho, levei três anos pra conseguir conquistar o coração e a confiança total dela, mas valeu a pena cada pontapé, soco, deslocamento de membro, quebra de ossos, cada voadora, me lembro como se fosse ontem.”-Disse Sieg com os olhos brilhantes.

-“Realmente, uma mulher completamente violenta...”

-“Ela tinha esse lado violento que assustava os homens, mas eu adorava todos os lados dela, mesmo sendo assim, ela possuía um coração incrível, era única, me lembro que dei a ela uma rosa vermelha e uma caixa de bombons e ela me bateu até dizer chega achando que eu estava tirando sarro da cara dela, quando ela entendeu que não estava e que realmente gostava dela, ela ficou vermelha de raiva, me deixou inconsciente por três dias e só a revi uma semana depois, e ela fez algo que nunca vi ela fazer antes, me pediu desculpas.”

-“Nossa impressionante.”-Disse sarcástica.

-“Eu sei... mas depois de mais dois anos nos casamos e algum tempo depois ela ficou grávida do meu menino, não sei se isso foi o certo, mas eu não sabia que tinha uma maldição sobre nós, se quiséssemos ter um filho, a mortal deveria morrer, ela sabia disso, e mesmo assim quis dar a luz ao garoto, na noite em que ele nasceu Ariel deixou este mundo, isso foi realmente doloroso, perder Ariel assim, na mesma noite Bryn apareceu e me disse para deixar a criança com a família mortal, pois o que estava pra acontecer em minha vida iria apenas matar a criança, foi o que fiz, deixei o menino com os pais dela e o criaram como eu nunca seria capaz de criar, claro que sempre que podia ia vê-lo, sempre me deixou orgulhoso, mas a falta que Ariel me faz, nada pode compensar...”

-“Deprimente isso sim, o Grande Sieghart tem coração... então, o que fez da sua vida?”

-“Minha vida depois disso se tornou um inferno, os deuses me mandavam pra tudo quanto é lado em batalhas cruéis, durante séculos fiz isso, até que encontrei Grand Chase.”

-“E ganhou esse jeito arrogante de onde exatamente?”

-“Roxinha, coloque-se no meu lugar...”-Disse pegando vinho algum lugar, abrindo-o e bebendo todo no gargalo de uma vez.-“Você perde o amor da sua vida porque ela queria lhe dar um filho, depois os deuses o mandam deixar para pessoas criarem pois você tem que fazer o que eles querem, em resumo foda-se o que você sente, as vezes penso que fui apenas um conhecido apenas para meu filho, aparecia de tempos em tempos, ensinava algumas coisas pra ele, mas mesmo assim ele aprendia facilmente, sempre tive orgulho dele....”

-“Em resumo, seu jeito arrogante foi uma forma de proteger seu coração?”

-“Não necessariamente... foi uma forma de impedir que eu caisse na loucura da imortalidade...”

-“Loucura da Imortalidade?”

-“Sabe Arme, depois de matar tantas pessoas, ver seus amigos, companheiros, conhecidos, seus amores morrerem e jamais voltarem durante os séculos, vê as eras mudarem, mas guerras continuam, você começa a se perguntar se fez a escolha certa se tornar imortal, se realmente valeu a pena tudo o que você passou até aquele dia, morrer você não consegue, então surge uma luz no fim do túnel pra você...”

-“Um ritual mágico para remover sua alma do corpo?”

-“Não, claro que não, desafiar os Deuses, essa é a Loucura da Imortalidade.”

-“Sieg, isso é loucura, desafiar os deuses, você o fez?”

-“Tentei pra ser sincero, tentei desafiar Periett, mas sua amada Gaia me impediu...”

-“Como?”

-“Ela me disse que os deuses amam humanos também, e sofrem como os humanos quando perdem quem amam, pensei que fosse mentira, até que ela me levou a presença de outros deuses e me mostraram por si mesmo, as perdas que tiveram durante seus milênios de existência, iria superar a perda de Ariel, mas matar para vingar sua morte de nada adiantaria, o melhor Adeus que se possa ser dito, é aquele sorrindo...”

Sieg fez algo que jamais pensei ver em minha vida, ele chorou, mas não era um choro de desespero ou tristeza, era lagrimas de saudade.

-“Sente tanta falta dela assim?”

-“Sinto...Gaia me contou que humanos amam de todo coração apenas uma pessoa na vida, mas se essa pessoa se vai, ela permanece em seu coração, amara outras, mas ninguém como ela...”

-“Que romântico Seig.”

-“Ela morreu com um lindo sorriso no rosto e olhos brilhantes dizendo que me amava e ao nosso filho, pediu para cuidar dele e zelar pela vida dele...realmente Gaia tinha razão...”

Eu apenas o encarei confusa esperando ele terminar o que ia falar, ele apenas se levantou, pegou um copo e se serviu de outra bebida que novamente não tenho idéia de onde ele tirou, afinal todas as bebidas alcoólicas daquela casa fora Sieg quem trouxera.

-“O melhor Adeus é aquele dito com um sorriso, não esqueço Ariel por nenhum dia de minha vida...”

-“Então você perturba Elesis porque lembra Ariel?”

-“Por ai, vejo Elesis como se fosse minha filha, adoro vê-la irritada, fica igualzinha minha amada Ariel...”

-“E quanto a Mari?”-Fali mudando um pouco de assunto.

-“Amo Mari, mas não como amei Ariel, Mari é importante pra mim, mas não é Ariel...assim como também é para ela...”

-“Mari amou alguém no passado?”-Perguntei curiosa.

-“Amou sim, mas ele morreu na Guerra Mágica por Duel, acho que foi isso o que liberou a ‘deusa’ de Mari...”

-“Não sabia eu...”

-“E então o exercito de coelhinhos mutante rosa com lacinhos e lasers ocultos tentaram dominar Canaban e...”

-“Emocionante Sieg, agora pode me responder a uma pergunta seria?”

Tive de mudar de assunto, ele poderia ter se ‘recuperado’ do assunto aparentemente, mas por ter mudado do nada de assunto, significava sem duvidas que não queria mais falar disso.

-“Claro, pode falar.”

-“Qual o seu problema com coelhos mutantes cor de rosa com raios lasers ocultos nos lacinhos vermelhos que fica na cabeça deles?”

-“Isso é simples, isso é porque ainda não encontramos os cães de caça azuis com sabres de luz oculto nos pelos.”

-“Ta.. mas qual é dessas duas coisas?”

-“Não sei, quando bebo vejo essas coisas espalhadas por ai.... minha vida é uma droga mesmo, me sinto uma mulher indefesa.”

-“Afinal Sieg, você não é de beber... qual é a de encher a cara assim?”

-“A Mari pegou minha amada Lâmina e não quer devolver!”-Disse Sieg caindo no choro.

-“Pelo amor de Deus Sieg, para de beber essa porcaria, é só uma Lâmina!”

-“Não é só uma Lâmina, É MINHA LÂMINA!”-Disse exaltado.

Por sorte ouvi o som de Ronan chegar e pelo visto estava acompanhado por alguém, provavelmente Mari.

-“Arme...Sieg, o que faz com minhas roupas?”-Perguntou Ronan dando um tapa na cabeça de Sieg.

-“Elas pularam em mim eu juro!”

-“SIEGHART!”-Gritou Mari entrando na casa irritada.

-“Arme me salva, ela roubou minha lâmina, agora quer roubar o resto de mim, ME SALVE!”-Gritou SIeg tentando pular em meu colo, mas foi Detido por Ronan que o segurou pela nuca.

-“O que pensa que esta fazendo com minha mulher idiota?”

-“Sieghart, eu já te falei que iria tomar sua lâmina por apenas dois dias para restaurá-la seu idiota!Não precisava destruir metade da casa e atear fogo na taberna e ainda por cima vim aqui encher a paciência de Arme, vamos pra casa!”-Disse Mari irritada puxando Sieg pela orelha.

-“NÃO VOU COM VOCÊ, EU QUERO MINHA LÂMININHA DE VOLTA!”-Gritou ele segurando-se no batente da porta.

Nesse momento vi Mari sacar sua marreta e usou ‘Sem perdão’ em Sieg derrubando-o inconsciente no chão.

-“Desculpa por qualquer coisa Arme.”-Disse ela calmamente. -“Ele tem uma certa obsessão por essas lâminas...”

-“Eu não entendo o porquê disso... é só lâmina...”-Disse Ronan checando se Sieg estava respirando.

-“Não é ‘SÓ’ lâmina, elas foram presente de Ariel para ele, sua inseparável companheira, assim como meu Revolver é para mim, mas Sieg danificou a lâmina a alguns dias numa batalha e ele não queria arrumar, roubei dele a dois dias, mas avisei que estava com ela, mas mesmo assim...eu não pensei que ele ia fazer esse estrago.”

Enquanto Mari falava ela criava um portal para levar direto a biblioteca de sua casa usando a marreta.

-“Mandarei as roupas de Ronan amanhã, lavadas e passadas perfeitamente sem traços de Sieg, ele quebrou algo seu Arme?”

-“Não, nadinha...”

-“Ótimo, ao menos aqui não precisarei deixar DK-Marks, bom vou levar esse peso apagado pra casa, desculpem-me pela confusão, até mais Arme e Ronan.”-Disse Mari sorridente arrastando Sieg até o portal que criara e sumindo por ali e o portal desapareceu logo em seguida.

-“Agora me diz o que é que vocês fizeram?”-Disse Ronan me abraçando.

-“Nada demais, apenas me contou um pouco sobre sua vida, realmente, ele já viveu demais, mas e você, o que estava fazendo com Mari?”

-“Bom... eu a encontrei no caminho... então a trouxe aqui, ela estava atrás de Sieg, e geralmente quando ele bebe, ele vem pra ca...”

-“Sei, sei, vamos dormir então.”-Disse mordendo-lhe a orelha subindo para o nosso quarto.

E assim eu soube mais sobre esse imortal desprezível conhecido por Sieghart, mesmo sendo arrogante, superconfiante, irritante, insuportável, rebelde, infantil, eu senti uma certa pena dele, e eu mesma me questionei, será mesmo que valeria a pena ser Imortal? Valeria pagar o preço?

Se fosse para mim, eu jamais seria imortal, não agüentaria isso...

Realmente Sieg, você passou por tanta coisa, espero que Mari lhe faça realmente feliz.

Bom, chega de pensar em Sieghart, tenho coisas mais uteis pra fazer agora que meu marido esta em casa.

Fim \\o/

Notas finais
Sou péssima para escrever final de histórias.
Mas espero que tenham realmente gostado ^.^
ps.Deixem Reviews *-* não cai o dedo =x
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!