Sidle
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Esse primeiro cap. é meio dããã.Acho que os próximos estão um pouquinho melhor. Não sei.
Mas tá ai, leiam ele :-)
O turno havia acabado, todos estavam na sala de convivência aliviados por terem chegado ao fim de mais uma noite de trabalho. Tudo o que queriam eram ir para casa descançar, sair daquele ambiente de morte contínuo. Fiquei imaginando como deveria ser bom sentir vontade de ir para casa. Por um momento eu tive o pensamento de que Dorothy Gale estava em negação quando disse que não há lugar como o nosso lar.Ela não diria isso se o lar que ela conhecesse fosse um conjunto de paredes sólidas com pessoas dentro. Meu conceito sobre lar não é um dos melhores. Ao contrário dos outros eu não tinha nem um pouco de vontade de ir para casa, o bom de ser sozinha é que você não precisa se preocupar se tem alguém esperando vc chegar. Pensei em se um dia teria alguém a esperar que eu voltasse.
Os garotos estavam animados falando sobre qualquer coisa sem importância, Grissom fazia cruzadinhas enquanto eu revesava entre uma revista e meus pensamentos ridículos. Cath foi a primeira a ir embora, seguida por Warrick. Nick e Greg sairam minutos depois se despedindo de mim com um abraço de urso. Sabem que eu não gosto e fazem para me irritar, agora eu já nem ligo. Quando eu realmente estava prestando atenção na revista em minhas mãos Grissom me interrompeu.
- Seu turno acabou faz tempo, não esta cansada?
- Estou. — disse enquanto mudava a página da revista.
- E não vai descançar? — Essa pergunta pareceu uma afirmação.
- Vou.
- Quando? — disse enquanto se levantava para pegar café.
- Porque tantas perguntas? — Não tirei meus olhos da revista.
- Você tem passado muito tempo no lab ultimamente.
- Gosto do meu trabalho.
- Está com algum problema? — Apenas respondi negativamente com a cabeça enquanto ele me entregava uma xícara. -Se estivesse com algum me falaria?
- Acho que não. — Agradeci pelo café.
- Então isso significa que você pode ter um? — Se sentou ao meu lado.
- Talvez. — Disse friamente.
- Mesmo se eu pudesse te ajudar?
- Grissom, eu sei como isso funciona. Não sou um de seus suspeitos na sala de interrogatório. — Falei tirando os olhos da revista e olhando para ele pela primeira vez durante a conversa.
- Me desculpe Sara, só não gosto de te ver assim. — Me encarava com os olhos meigos.- Se eu puder fazer alguma coisa.
- Mas vc não pode. — Demorou um pouco até eu voltar a falar novamente. — No fim todos nós morremos.
-Eu não estou te entendendo Sara, porque não me explica.
- Porque eu não sei como me sinto, a idéia de não sentir nada me assusta. — Eu sentia as lágrimas quererem descer, mas me segurei. Não iria chorar.
- Sabe, as vezes nós só não sabemos lidar com os sentimentos, mas isso não significa que não temos um. — Ele me encarava mas tinha um olhar distante. — Você não precisa passar por isso sozinha.
- Eu sempre fui sozinha Grissom, mesmo que não pareça isso me fez forte. — Minha voz saiu baixa, estava segurando um choro preso na garganta.
-Você não está sozinha Sara. — Ele segurou minha mão apertando forte. — Não enquanto eu estiver aqui pra você .
Ficamos em silêncio, enquanto Grissom segurava minha mão eu me sentia segura. Não queria que aquele toque acabasse. Mas fomos interrompidos por uma chamada no celular. Quando peguei o aparelho pude sentir a mudança de temperatura na mão em que ele segurava.
- Sara.
##
-Sim, eu estava esperando. — Acenei me despedindo de Grissom e sai em direção ao estacionamento
##
- Não, fez bem em ligar. Eu não sei, acho que... talvez...Me desculpe.
##
- Sim, sim .sei onde fica.
##
- Espere, você pode... pode me ligar a qualquer hora que precisar.
##
- Obrigada, tchau.
Entrei no carro, encostei minha cabeça no volante para pensar um pouco. Fiquei ali durante alguns minutos até me sentir bem para fazer o caminho até em casa.
Notas finais
Comentem ai :-) eu vou gostar :-)
Bjoss Bjoss
Fale com o autor