Sidle
5 Capítulo 5
Notas iniciais
MMMuuuiitoo obrigada pelos reviews suas pessoas mais lindas ♥
~~Marc Sidle~~
Eu não pude segurar um sorriso quando a vi tão perto de mim, ela estava linda. Depois de tantos anos sem vê-la eu senti vontade de abraça-la, de dizer como senti sua falta. Mas eu me virei e fui embora, ela gritava meu nome mas eu não respondia, ela não merece isso, um olá e um adeus. Apesar da aparência saudável que tenho, meus dias estão perto de acabar . Eu apenas lhe poupei de mais uma morte, de mais visitas ao hospital. Não é justo ela sofrer mais do que já sofreu.
Se eu ao menos tivesse uma família, esposa e filhos, teria alguém para suprir minha falta depois que eu partir. Mas não me restou nínguém, naquela noite eu não deveria ter assumido a direção, não estava em condições para isso. A última coisa de que me lembro é de minha pequena, ela brincava com seu ursinho e sorria para mim. De repente não vi mais mais nada. E hoje o nada é a única coisa que eu tenho, talvez Deus esteja fazendo justiça. Ao invés de me levar aquela noite, como fez com minha esposa e minha minha filha, ele me deichou sentir o peso da morte dia após dia. É o que mereço por ter destruido as pessoas que mais amei em toda a minha vida. A família que eu tive e não soube proteger.
Há algumas semanas eu a vi na telivisão, não acreditava que era ela. A reportagem era sobre um homicidio ou alguma coisa do tipo. Demorou um pouco até cair a ficha. Fiquei feliz de saber que ela estava bem, era isso o que aparentava. Agora que eu sabia em que cidade ela estava, e onde trabalha não seria dificíl fazer algum contato. Mas depois de pensar melhor, decidi deichar as coisas como estavam.
Eu cuidava da Laura sem que ela soubesse, nunca a perdoei pelo o que ela fez. Não conseguia olhar para ela sem sentir uma certa raiva. Mas mesmo assim, todos os meses eu lhe enviava algum dinheiro, ela nunca soube que era eu, me sentia bem em fazer aquilo.
Há poucos dias soube que ela estava no hospital, seu estado era grave. Fui até lá para saber informações. Não foram as melhores. Achei que Sara queria vê-la, de qualquer maneira não me custou nada tentar. Liguei para a policia de Las Vegas, disse que era da seguradoura. Não foi difícil conseguir o número dela, para quem trabalha na policia, a moça que me atendeu se deicha enganar fácil.
No hospital eu encontrei uma Senhora muito simpática, era a infermeira que cuidava de Laura. Pedi a ela que ligasse para o número que eu havia conseguido. Ela prontamente atendeu ao meu pedido.
Fiquei a observando de longe no cemitério, ela parecia conversar com o nada, tinha uma foto nas mãos, eu sabia que foto era aquela. Tinha dado a Laura em única visita que fiz a ela , depois de ter matado aquele homem ela não parecia sã. Sem cerimônias ela rasgou a foto, deichando um pedaço para trás enquanto saia sem ao menos se despedir de mim. Acho que minha visita não a agradou, depois disso nunca deixei que ela soubesse noticias minhas.
Observando Sara me lembrei de quando eramos pequenos, eu sempre a irritava por que ela falava sozinha enquanto lia o mesmo livro repetidas vezes, o livro era Moby Dick. O preferido dela.
Ela estava tentando disfarçar o choro quando um homem se aproximou e se sentou ao seu lado. Pude notar uma ponta de alivio quando ela viu quem era. O homem parecia preocupado , a braçou enquanto ela chorava.Tempo depois eles foram embora e eu fiz o mesmo.
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