Sick
8 Capítulo Oito
Os dois estavam espremidos e abraçados no sofá. Gerard tinha um dos braços em torno do pescoço de Frank, que recostava a cabeça em seu peito, e com a outra mão, afagava os cabelos do menor, carinhosamente. Assistiam tranqüilos à televisão.De repente, sem que percebesse, Gerard sentiu os lábios do menor nos seus, em um beijo calmo e doce. Meio que por instinto, virou-se de frente para Frank e pressionou seu corpo contra o dele, obrigando-o a deitar. Parou por aí, ao perceber o que tinha feito.Mas Frank deu continuidade ao beijo, agora o tornando mais animado e envolvente, enquanto passava as mãos pelas costas de Gerard. Confortável o bastante com o ato, e novamente sem muito controle do que fazia, o mais velho enfiou uma das mãos por dentro da camiseta do garoto, arranhando de leve, em movimentos contínuos, o que provocou um sorriso de ambos durante o beijo.
Arrepiado, Frank acomodou-se mais embaixo do maior, e desceu sua mão para a perna deste, que, quase ao mesmo tempo, sentiu-se mais seguro ainda para, lentamente, tirar a camiseta do pequeno. Tiveram que interromper o beijo, para que Gerard concluísse o trabalho e logo em seguida atirasse a roupa no tapete, e ficou esquecida no chão da sala. Frank tinha acabado de chegar ao cós da calça do mais velho, sorrindo maliciosamente no beijo, que agora estava rápido e apaixonado, quando a campainha tocou. Em um pulo, Gerard saiu de cima de Frank, que tentava se recompor energeticamente. Alisava o cabelo bagunçado enquanto tentava achar um modo de sentar-se no sofá da forma mais natural possível.A campainha tocou novamente, então de fora veio um chamado:- Gerard? Tudo bem?Um pouco transtornado, Gerard murmurou baixo:- Droga, é sexta. Raymond. Você bagunça minha rotina, Frank. – o menino riu – Tente parecer normal.Foi em direção a porta e a abriu.- Oi – Ray disse feliz, entrando com uma caixa de papelão cheia de produtos do mercado. Parou no meio do caminho, como de costume, para lavar as mãos. Virou-se para o amigo e franziu o cenho – Cadê sua máscara? E... Você está com febre? ‘Tá vermelho e suado...Gerard fez um som indefinido com a garganta, e seguiu Ray em direção a cozinha. Quando passou por um espelho e viu seu reflexo, tudo que pensou foi puta merda.Raymond depositou a caixa em cima do balcão da cozinha e perguntou se Gerard queria ajuda, mas depois ergueu os olhos em direção a sala. Deu um sorriso acompanhado por suas sobrancelhas juntas, deu a volta no balcão e em Gerard e parou de frente para Frank, atrás da televisão.Seus olhos foram do menino sem camisa sentando no sofá — com a mesma cara vermelha de Gerard — para a camisa largada no tapete — que tanto Frank quanto Gerard só perceberam naquele instante também – e só então para Gerard, que tentou fazer a cara mais inexpressiva possível.- Ok, vejo que você já tem... Hm... Ajuda... Para hoje. – disse, em meio a gargalhadas – vou indo.- Não, Ray... Não é isso...Ray virou os olhos e falou com uma voz divertida:- É claro que é isso que eu estou pensando. Até semana que vem Gee... E...- Frank – completou Gerard.- Isso, tchau Frank. – Sorriu para o pequeno, que apenas deu um sorrisinho torto e amarelo em troca. Depois de trancar a porta, Gerard voltou e sentou-se ao lado de Frank no sofá.- Isso foi tenso – comentou Gerard, olhando para o menor, que ergueu as sobrancelhas e disse:- Não gostei dele.Gerard riu.- ‘Ta com ciúmes, Frank?Frank ignorou.- Temos que guardar as compras, não?Gerard acordou cedo na manhã seguinte. Olhou para o lado, Frank dormia profundamente, com a boa entreaberta. Sorriu, e se inclinou para beijá-lo. Pensou melhor, e não o fez. Ele era um adolescente e era provável que fosse dormir por muito tempo ainda, eram apenas oito horas da manhã.Levantou, fez café, tomou os remédios, limpou a cozinha e a sala, e foi tomar um banho. Quando desligava o chuveiro ouviu o barulho de alguma coisa caindo no quarto. Preocupado com Frank, se enrolou na toalha e foi ver o que tinha acontecido.O menino estava se levantando do chão do quarto.- Frank? Ta tudo bem? – disse, preocupado, se aproximando do garoto.Frank começou a rir.- Uh, agora está melhor – se referia, é claro, ao homem seminu e molhado bem a sua frente. Gerard franziu o cenho e balançou a cabeça negativamente. Frank suspirou – Ger, pára com isso. Eu só estou sem nada no estômago e levantei muito rápido. Minha pressão baixou e eu fiquei tonto, só isso.- Frank, não é a primeira vez...- Psiu – selou os lábios nos do maior – Tem café? — Gerard revirou os olhos e apontou para a cozinha.Depois de se vestir, o mais velho foi se juntar ao pequeno. Quando Gerard entrou na sala, Frank comentou:- Preferia antes. – O outro riu – Mas então, você não me disse se posso vir na quinta-feira para sua consulta, posso?- Por que quer tanto vir?- Quero me assegurar de que você cumprirá as ordens médicas, só isso – respondeu enquanto passava manteiga em uma torrada.- Por que se preocupa tanto comigo?
Frank engoliu a torrada.- Por que eu também amo você.Gerard sorriu e selou seus lábios nos do menor.- Tenho uma coisa pra você – disse, enquanto pegava algo no bolso.O menino juntou as sobrancelhas e observou o maior tirar uma correntinha de prata do bolso. Ele a deixou pender na mão, com o pequeno pingente de chave balançando no ar. Entregou para o menino.- Pra você lembrar de mim lá fora – sorriu – e pra dar sorte.Frank não disse nada, só tentou colocá-la, e falhou. Gerard então, rindo, foi até o menino e fechou a corrente em volta do seu pescoço.- Onde comprou isso? Na internet? Ou num catálogo? – Brincou Frank- Comprei quando tinha sua idade, eu a usava o tempo todo – explicou o maior, girando os olhos – mas depois perdi o hábito.- Não é justo, não tenho nada pra te dar e...- Você não precisa me dar nada, pequeno, você já me deu você.
Notas finais
Ok, acho esse capítulo super melado, mas né. Q
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