Show Me How To Breath

5 Yeah... I Need Bigger Boobs


Notas iniciais
Holaa, finalmente fim postar a continuação para esta fic. Bom ela esta progredindo... Musica a ser escutada: Human Behavior (remix)

Como era possível continuar algo tão embaraçoso quanto isso ? Como posso ter a coragem de continuar assim? Um ser humano normal provavelmente já teria se afogado em lágrimas internas de humilhação e desmaiado. Nunca pensei ser tão forte para conseguir agüentar esta situação. Naubi, aquele nome que naquele momento só me causava repulsa, repulsa por ser tão frágil a ponto de estar me submetendo a algo deste tipo. Homicida, a palavra que ecoava em minha mente naquele momento, e nada mais. A jovem de cabelo estranho aproximou-se de minha orelha e sussurrou:

- Amuro, fique calma! Assim não vai aproveitar o que eu tenho para lhe oferecer, isso não seria divertido, não acha?

Diversão? Aquilo não passava de um grande abuso! Que senso doentio e repugnante para se divertir. A garota sentada em cima de minha coxa não podia ser uma pessoa comum, não, para mim ela era um demônio, ates ter ficado perdida naquele centro, o centro eram os perigos de uma vida comum, mas ali, era o inferno, e minha casa, meu refúgio, meu céu. Pensei no infarto que minha mãe teria a me ver naquela situação, mas claro, sem nunca culpar a maníaca, e sim a mim de alguma forma. O sorriso de Naubi já havia desaparecido, dando espaço para uma expressão que nunca pensei ser capaz de esboçar-se naquela face que podia ser comparada à de uma Barbie. Sempre sorrindo. Uma Barbie era exatamente a forma ideal para que eu encarnasse; roupas de grife, características ocidentais, loira... Era uma injustiça que aquela brega tivesse alguma coisa da boneca que eu não tinha, simplesmente inaceitável, ela não merecia. O modo confuso com o qual ela me olhou provocou-me náuseas. O que fazer com o corpo? Seria isso? Ela se abaixou mais uma vez, sua boca se contraíra e abrira novamente ao chegar à altura do meu queixo.

- Não me resta alternativas. – Não pude vê-la ao dizer isto.

Fechei meus olhos apenas esperando pelo pior que pudesse acontecer, uma faca, arma ou algo parecido com isso, algo que pudesse me ferir, acabar com a minha vida. Naquele momento a morte parecia uma boa solução para aquela tortura, imagine, submeter-me à uma ridícula e inferior como ela era, numa morte como esta preferiria ser morta por gangsteres. Mas a dor não me inundou do modo que achei que seria, pelo contrario, senti uma suave umidade em meu queixo, descendo para o pescoço, a raiva aumentara e finquei minhas unhas compridas na palma da mão. O hálito de maçã que podia ser inalado naquela distância já invadia minhas narinas e meus lábios dando-me água na boca inconscientemente.

- Finalmente... – Naubi sussurrou.

Naquele momento meu corpo já não mais obedecia meus comandos, como ele já nunca havia feito isso me espantei com a forma vegetativa em que eu me encontrava. Cargas de energia se estendiam por minhas veias assustando-me com a repentina tensão em algumas partes de meu corpo. O que significava tudo aquilo? De um momento para o outro as preocupações que antes me assustavam, o medo de minha mãe em particular, havia se evaporado. Mas não as gotas de suor que naquele instante escorriam por todo meu corpo numa cachoeira salina. Concentrando-me nestes pensamentos minha consciência de desvencilhou do que ocorria externamente, uma garota, que aparentava ser mais velha do que eu e de uma classe social mais baixa, devo ressaltar, estava ali me fazendo carícias, e eu respondia como nunca antes havia respondido. Mais uma vez tentei explicar de modo racional, algo comum humano para quanto nunca se experimentou uma situação, ele tente a se aprofundar nela.

Naubi assoprava meu colo, ou parte dele que meu uniforme permitia, ás vezes puxando-o para baixo, apenas como forma de me causar sensações estranhas. O medo não voltou. A curiosidade permaneceu. Mais uma vez aquela boca fina subiu em uma linha diagonal. Perguntei-me se ela iria fazer mais algum comentário sobre minha situação. Diferente do que imaginei, a jovem soltou um ar gélido adocicado em meu ouvido, seus lábios tão fechados quanto os de uma criança em meio á um assovio, ou foi o que pude imaginar pela suavidade do ar que chegara a meus tímpanos. Se eu soubesse que meu sistema auditivo responderia tão bem àquele estímulo... Como um raio, algo atravessou meu corpo repuxando todas minha musculatura, algo incontrolável e irremediável. Pulei do mesmo modo que pularia ao me sentar sobre um espinho, mas não fora por aco-reflexo, meu corpo não desejava se proteger daquilo, e sim, ansiava por mais.

- O que... – Tentei dizer, mas as palavras se recusavam a sair.

- Não questione, apenas sinta. Quero lhe mostrar algo. Sente-se!

Sua voz era autoritária, como a de um líder, era impossível negar algo a ela naquelas condições. Obedeci como uma criança.

- Você realmente é deplorável. – Ela sorriu, mas não parecia achar graça e sim, irritabilidade.

A jovem me tacou no chão, o sujo tapete que decorava a falta de uma mesa de centro na sala não amortecera o baque, ele fora interno, confundido minha linha de raciocínio. Jogada, desprezada, senti-me como uma barata. “Todos podem pisar em você agora”, não sabia de onde estas palavras haviam surgido, mas elas com certeza faziam jus ao momento.

- O que sou sua para me obedecer? Você é patética.

Senti o peso de Naubi sobre mim, ela não me poupava. Sentou-se sobre meus quadris, prendendo-me de uma forma humilhante. Suas mãos, agora mais ferozes, ansiavam por meu colo, repuxando a gola de meu uniforme de forma que feria minha nuca cortando-a. Impaciente com a falta de elasticidade da roupa decidiu alcançar seu objetivo por outro caminho. Desceu as mãos até minha barriga puxando a blusa de dentro da saia tentando retira-la de meu corpo. Lutei para que meu corpo relutasse quanto aquela obscenidade, não pude ao menos responder àquilo. Nem mesmo senti o vento esfriando o suor que corria sobre minha barriga, a água de meu organismo fervia e esquentava consigo minha pele fazendo com que qualquer sensibilidade que eu poderia ter seria sentida pelo toque da garota. Seus dedos roçavam em minha pele, mal podia sentir suas unhas roídas, agradeci por isso, era provável que pudesse me causar algo pior.

- Pare! – Tentei gritar, mas nada passou de um sussurro.

Era óbvio que minha relutância não se dava aos seus atos, e sim á probabilidade que ela os interrompesse. Meus pêlos se eriçaram, e a corrente elétrica intensificou-se fazendo com que eu precisasse me conter extremamente para poder permanecer parada. Senti vergonha pelo meu sutiã, ou melhor, de mim mesma por vesti-lo. Era bege, alça grossa, tecido bruto, e um bojo gasto para disfarçar minha falta de seios. Já cheguei á usar papel bolha para disfarçá-los, tentar deixá-los maiores. A tentativa fracassou quando fui dar um abraço em uma amiga minha e eles estouraram, agradeci a prima mais nova dela por estar gritando em sua festa de aniversario, ninguém além de mim, e tenho minhas dúvidas quanto á ela, puderam ouvir. Mas isso não pareceu fazê-la perder seu interesse. As narinas da jovem se encontravam em meu umbigo passando rapidamente aquela parte, como se soubesse qualquer repugnância que eu sentia em um alguém tocar meu umbigo. Subiu para meu diafragma, recostou a bochecha naquele local, ouvindo o ritmo acelerado no qual meu corpo se encontrava. E finalmente chegou ao pedaço de tecido surrado onde se encontrava uma de minhas partes íntimas, nunca antes exploradas.

O fecho do sutiã era comicamente na frente, algo parecido como “confeccionado-para-decotes-que-eu-nunca-usaria-pois-não-tenho-peitos-para-mostrar-tornando-os-fechos-inuteis” . Minha barriga borbulhou como uma elevação na produção de sucos gástricos, como se eu fosse provar de um fruto delicioso. No caso eu não me sentia como provadora, e sim como fruto. Seria então o medo de ser devorada? Seus dois seios saltaram para fora após o clique do fecho se abrindo. O alívio estranho de tê-los para fora era sentir-se em liberdade, liberando algo que esteve guardado, sem ar. Uma pontada na parte mais dorsal de minha barriga subiu até meu crânio fazendo com que meu tronco pulasse contra o rosto de Naubi, sendo rapidamente repreendida por ela, e tendo o corpo empurrado ao chão novamente.

-Não sou um corno que anda atrás de putas! Então trate de se segurar.

Eu iria me segurar, devia fazer isso. Seja o que fosse tudo aquilo, precisava de mais, meu corpo tremia e implorava por tudo que ela podia me dar. Precisava fazer aquela loucura de seu modo, buscava nela o seu toque místico, e não o toque bruto de um homem. Meu corpo havia sido drogado por aqueles olhos de morfina, não sentia, não via, não pensava no quer que fosse senão em Naubi.

Notas finais
Dedico esse cap à Akane que me implorou e me apoiou tanto para dar uma pequena apimentada...Espeto que gostem e...Review it
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.