Notas iniciais
Oi gentee ♥
Eu nem sei a quanto tempo eu não posto uma onezinha, mas essa ideia já ta na minha cabeça tem um tempo, e eu gostei de finalmente por ela aqui!
As musicas que vocês podem ouvir enquanto leem são Vegas Lights do Panic! At the Disco e Shot at the Night do The Killers ♥
Eu espero que vocês gostem! Boa leitura!

A moça olhou pela janela do quarto mais uma vez e suspirou, voltando a arrumar as camas do Hotel.

Trabalhar oito horas por dia em um lugar como aquele podia deixar você cansando de arrumar mil vezes o mesmo quarto ou de aturar mil vezes as mesmas cantadas.

Annabeth se sentia presa.

Durante sete dias da semana ela via pessoas indo e vindo de todos os lugares do mundo. Escutava suas historias e então as via ir embora para algum outro lugar melhor do que Las Vegas, enquanto ela teria que arrumar seus quartos bagunçados e imaginar para onde eles estariam indo, ao em vez de poder ir junto.

Suspirou mais uma vez com sentiu o travesseiro molhado.

— Eca – Ela murmurou enquanto trocava a fronha – Nem Malcom baba desse jeito.

Estava terminando de arrumar quando um rapaz alto e moreno entrou no quarto. Ele não parecia bêbado, mas estava com pressa.

— Ah, desculpa – Ele disse, enrolado – Não sabia que estava arrumando o quarto – Ele sorriu – Volto depois.

— Eu posso sair, senhor. Volto depois para terminar – A moça começou a pegar as coisas para sair.

— Não! – Ele negou – Não precisa, eu vou só, hã... Procurar uma coisa. Não se preocupe, não vou bagunçar nada. Você pode continuar.

Annabeth continuou a arrumando a cama e dobrar algumas toalhas. O homem mexia no armário e nas malas que tinha pelo chão. Falava varias coisas que a mulher deduzia ser com ela, embora ela não respondesse.

Quando ela acabou, recolheu suas coisas e começou a caminhar para fora.

— Precisando de alguma coisa, é só ligar para a recepção ou chamar alguma de nós que estiver pelo corredor, tenha uma boa noite – Ela falou o que á obrigavam a falar e saiu do quarto.

Ele concordou e sorriu novamente.

— Obrigada... Seu nome?

— Annabeth – Ela disse baixo.

— Woah, que nome bonito – Ele sorriu de novo. Ele sorria de mais – Prazer. Eu sou Perseu. Mas você pode me chamar de Percy.

Annabeth era cantada todas as noites por homens – e ate mesmo mulheres – de todas as idades. Ela sentia nojo. Já fora humilhada por muitos também. E já tinha feito muitos serem expulsos por saírem da “ladainha” e partirem para tentar toca-la.

Mas o rapaz não parecia realmente interessado em nada que ela pudesse lhe oferecer, mas sim estava sendo gentil e ela admirava isso.

Ou talvez esse fosse a “ladainha” dele. A mulher tinha que admitir que era bem boa.

— Prazer, Percy – Ela disse baixo e abaixou os olhos.

— Enfim – Ele passou as mãos na calça, talvez limpando o suor, e olhou para ela – Obrigada, Annabeth. Tenha uma boa noite.

Ela sorriu tímida de volta e saiu do quarto.

...

— Annie, quarto 209. Alguém vomitou.

Annabeth interrompeu uma mordida no sanduiche e suspirou. Estava na cozinha e só queria terminar de lanchar em paz. Tinha limpado e arrumado todos os quarto do sexto e do sétimo andar e estava acabada. Além de ter ficado quase uma hora embaralhando cartas no cassino.

— Será que você não poderia fazer isso, Ju? Só dessa vez. Eu estou só comendo e já vou para casa, estou tão cansada – A moça a sua frente negou.

— Você sabe que eu odeio vomito – Julia explicou – Por favor, Annie. Eu deixo você ficar com metade do meu intervalo amanhã!

Julia era uma das poucas amigas que Annabeth tinha feito no lugar. Annabeth trabalhava até as duas e Julia até as três, já que chegava uma hora depois da loira. Ela nunca atendia os quartos quando o caso era vomito, e acontecia sempre. Como amiga da garota, a loira sempre ajudava, mas ás vezes era cansativo.

— Okay – Annie guardou o sanduiche na bolsa e se levantou, fechando seu armário.

— Obrigada, Annie. Você é incrível – Julia disse e saiu da cozinha.

— Eu sei – Annabeth murmurou e também saiu do local. Pegou um dos carrinhos e começou a caminhar até lá.

O quarto em questão pertencia a duas moças.

— Desculpa esse incomodo – Uma delas disse – Ela bebeu demais.

— Não tem problema – Annabeth sorriu amigável.

Limpou tudo que tinha para limpar e saiu dali. No meio do seu caminho para o elevador, ela ouviu:
— Ei!

Olhou para trás e viu o rapaz moreno de mais cedo.

— Desculpe, Sr. Jackson – Ela lembrou – Mas meu expediente já acabou, você pode...

— Não – Ele negou e sorriu, parecia nervoso – Eu queria, hã... Perguntar-lhe algo.

Annabeth franziu os cenhos.

— Se for algo relacionado ao hotel, você pode...

— Não – Ele negou novamente – Eu queria saber se... Hum... Você não quer dar um volta pela cidade comigo?

Ele falou rápido demais e Annabeth não teria entendido se não fosse pelas mãos torcendo umas nas horas e o rosto visivelmente corado.

Não, não era a primeira vez que um cara do hotel a chamava pra sair, mas nenhum deles parecia nervoso ou envergonhado como ele estava.

— Senhor, eu não sou esse tipo de funcionaria – Ela negou – Eu sinto muito mais...

— Não – Ele balançou a cabeça rápido e gesticulou com as mãos – Deuses, eu também não sou o tipo de cara de aluga moças, por favor. É só que... Eu gostei de você.

— A gente nunca conversou.

— Você é bonita – Ele explicou melhor e a olhou no fundo dos olhos – Eu não vou mentir pra você, eu realmente lhe achei muito bonita e simpática assim que eu vi você. E... Eu vim pra cá meio que obrigado pelos meus primos e alguns amigos e as namoradas deles, pra despedida de solteiro de um dos casais. Eu realmente não conheço você, mas você parece legal e...

— E... – A loira incentivou e ele suspirou.

— Eu só consegui pensar em você quando perdi uma aposta e eles me mandaram arrumar alguma garota pra sair com a gente, levando em conta que eu sou o único solteiro entre eles.

— Então você está me chamando porque você dobrou o corredor e me viu e pensou...

— Não! Eu realmente nem pensei em chamar outra pessoa. Logico, se você recusar, vai ser fácil ir ao bar e arrumar qualquer uma, mas... Eu realmente não sou assim. E se você negar eu realmente irei entender. Eu só não quero ter que pagar 500 pratas pra eles.

A menina teve que rir, ele parecia que teria um ataque ou explodiria de tão vermelho que ele estava.

— Eu estou no trabalho, senhor... – Ela tentou achar uma desculpa, levando em conta que estava levemente tentada á aceitar a proposta.

Você deve estar pensando “O QUE? VOCÊ É LOUCA? Sair com um estranho?!”.

Pessoas saem com pessoas que somente viram uma fotinha em sites de relacionamento na internet, e às vezes dava errado, às vezes não dava em nada, mas às vezes dava certo.

Porque ela, bonita como era, não podia sair com um rapaz bonito e bastante educado, se ela podia dizer, quando ele estava praticamente implorando pra ela sair com ele? Mesmo que o motivo fosse meio errado, mas ele podia realmente ter pedido pra qualquer uma.

— Você acabou de dizer pra mim que acabou o seu expediente – Ele disse exasperado.

— Eu... Eu não quero que pense algo errado de mim.

— Eu não estou – Ele sorriu, ainda meio nervoso, mas sincero – Eu estou bem preocupado do que você está pensando de mim.

Ela teve que sorrir, mesmo que por um momento.

— Eu preciso de um motivo melhor que esse.

Ele ajeitou a postura e a vermelhidão no rosto diminuiu.

— Hã... – Ele passou as mãos pela nuca e olhou para ela – A gente vai naquela loja de churros gigante?

— Você não é nada bom com garotas, não é? – Ela disse rindo.

— Não – Ele concordou e deu uma risada – A questão é... Você não vai se arrepender. Eu juro. Só me da essa chance, se você ficar entediada, eu deixo você ir embora, eu te levo em casa, não sei.

A menina sorriu e olhou para ele mais uma vez.

— Acho que não faz mal sair de casa por uma noite.

Ele sorriu e pegou sua mão, não lhe dando a chance nem de levar o carrinho de volta pra recepção.

...

— Meu Deus, ela é tão bonita! – Uma moça de cabelos castanhos escuro disse.

Annabeth corou e sentiu Percy tocar suas costas, ela olhou pra ele e o viu sorrir confortador.

— Obrigada – Ela colocou os cabelos para trás da orelha.

— Annabeth, esses são Jason e Piper, Leo e Calipso, Reyna e Thalia, Will e Nico e os noivos, Silena e Charles, os dois últimos são os noivos – Percy os apresentou – Pessoal, essa é a Annie.

— Obrigada por aceitar sair com esse mané, Annie – A moça, que ela lembrou ser Thalia, disse – Ia ser um saco ter que sair com ele segurando vela, você nem imagina.

Annabeth riu.

— Ei – A mesma moça que lhe abordou quando chegou chamou – Embora eu ache o uniforme daqui um arraso, e não eu não estou falando pra lhe agradar – Ela pontuou – Eu acho que você precisa de look novo.

Annabeth conseguiu corar ainda mais. Estavam todos muito bem vestidos. As meninas pareciam ter saído de uma maquina de purpurina de tão brilhante que estavam. Por um momento, Annabeth quis sumir.

— Hã... Eu não tenho roupa aqui e...

— Que isso! – A noiva disse – A gente vai ficar felizona em te arrumar.

— É verdade – Thalia e a namorada, Reyna, disseram.

— É um saco – Thalia acrescentou.

— Mas às vezes é bom porque elas arrumam todos nos.

— Eu acho ótimo – Um dos loiros disse, Will talvez – E ela já é tão bonita, nem vai precisar de muita coisa.

Ah, que memoria deliciosa. Do contrario não conseguiria gravar o nome de ninguém.

— Vem logo – Piper pegou seu pulso e a puxou pra fora do quarto – O nosso é aqui do lado.

As meninas a seguiram. A loira lançou um ultimo olhar para Percy, que sorriu encorajador e então ela já estava no outro quarto.

As meninas falavam de mais e Annabeth ainda não conseguia se sentir confortável para falar também. Elas a sentaram em uma cadeira e começaram a mexer em seu rosto e cabelo.

— Serio você é muito bonita – Silena disse – Olha esse rostinho perfeito!

Annabeth corou e sorriu, mesmo que fosse difícil com alguém puxando seu cabelo.

— Obrigada.

— Oh – Ela escutou uma voz vinda de algum lugar do quarto – A gente espera que você não esteja pensando mal do Percy ou ache que a gente pensa mal de você.

Ela abriu os olhos e notou que quem falava era Thalia. Ela estava seria.

— Ele comentou comigo que tinha visto uma moça muito bonita quando foi atrás da câmera no quarto – Ela segredou – E ele não é desse tipo sabe...

— E a gente também tem certeza que você não é – Will acrescentou – Ou coisa do tipo.

— Então foi bem legal você ter aceitado – Piper falou mais um pouco.

Annabeth sorriu para aquelas pessoas que em pouco tempo já estavam se tornando companheiros.

— Eu sei – Ela murmurou – Na verdade ele foi bem simpático desde a primeira vez que me viu, e se enrolou todo pra me chamar. Foi bem fofo.

Todos eles sorriram.

— O mais novo é meu namorado – Calipso disse – Leo. Mas o Percy que é nosso mascote.

— É – Thalia concordou – Antes de eu descobrir que o Nico era o gay da família, eu achava que ele que era. Nunca foi bom com garotas.

— Vocês são todos família? – Annabeth perguntou.

— Eu e Jason somos irmãos. Nico e Percy nossos primos. Piper e Silena são filhas de uma ex-esposa do pai de Leo e Charles, foi assim que Charles e Silena se conheceram, ainda acho que foram eles que fizeram os pais se separarem. Ah, o pai deles é filho da minha madrasta. O que faz deles meus meios irmãos – Annabeth e o resto do quarto riram — Will é um primo do primo de segundo grau do meu pai. Então... Calipso e Reyna são as únicas que não tem nenhuma ligação com a gente.

— Meu Deus – Annabeth murmurou quando ela acabou de falar – Isso foi bem confuso.

— Nossa família é muito grande – Piper tomou a palavra – Muito grande mesmo, você ficaria impressionada com a lista de convidados do casamento de Silena. Só viemos juntar todos os pontos quando todos nos já estávamos namorando há bastante tempo.

Annabeth concordou e então todos voltaram a conversas paralelas.

— Eu vou pegar o vestido – Piper disse e foi até o closet do quarto.

Silena terminou de passar o batom em seus lábios e sorriu com o resultado.

— Percy vai ficar louco – Ela falou baixo e Annabeth corou.

— Aqui! – Piper chamou e Annabeth sentiu seu queixo ir ao chão.

— Eu... Eu não posso usar isso – Ela negou.

— Por quê? Não gostou do modelo? Ou foi a cor?

— Não – A loira negou – Ele é perfeito, mas... Deve ter sido tão caro. Eu não...

— Que isso – Thalia interviu – Vai ficar maravilhoso em você. A gente não se importa. Veste logo.

Annabeth olhou para todos eles e pegou a cruzeta das mãos de Piper, se dirigindo até o closet.

...

— Nossa... Eu não sabia que era possível você ficar mais bonita – Percy disse quando a viu – Azul é minha cor favorita.

A mulher tinha que admitir. O vestido parecia feito para ela. Não tinha duvida que as meninas sabiam que a cor favorita do homem a sua frente era azul, mas aquilo não deixava o vestido menos perfeito nela.

Ela corou com o comentário de Percy mesmo assim. Lançou um sorriso tímido para ele, o que o fez sorrir ainda mais abertamente.

— Vamos, logo, pombinhos – Thalia chamou – Vocês podem ficar se encarando o resto da noite. Eu to com fome.

Os dois riram, Percy estendeu o braço e ela aceitou.

— Será que a gente pode parar na recepção, rapidinho? – Ela sussurrou para Percy – Eu preciso bater meu ponto.

O moreno concordou.

— Temos que pagar umas coisas lá – Ele murmurou de volta – Vamos embora amanhã de manhã cedo pra poder da tempo deles se arrumarem pra cerimonia. Sorte que vai ser à noite.

Annabeth concordou.

Quando ela entrou na recepção para bater seu ponto, atraindo os olhares de metade do lugar, Julia caminhou com pressa até ela.

— Menina, que roupa é essa? – Ela a olhou de cima a baixo.

— Ah... Eu vou sair – a loira murmurou.

— Com quem?!

— Um rapaz? – Ela disse para Julia, como se fosse obvio.

— Um hospede?!

— Sim.

— Você nunca saiu com nenhum hospede – Julia sorriu – Ele deve ser bonito que só a peste pra você ter dado uma chance né?

— Ele é – Annabeth concordou enquanto assinava a ficha – Mas eu aceitei porque ele foi simpático como nenhum outro foi.

— Isso é incrível – Julia disse e a abraçou – Se diverte. E use proteção.

— Julia!

— Só estou lembrando você! – Ela gritou quando Annabeth já estava saindo.

Percy e o resto do pessoal á esperavam na frente do hotel.

O moreno sorriu quando a viu e ela sorriu de volta.

— Finalmente! – O rapaz de feições élficas, que Annabeth lembrou como Leo, disse – Eu estou morto de fome.

— São quase três da manhã, Leo – Calipso brigou – Você não estaria nem acordado se estivéssemos em casa.

— Quem disse, flor? Não é porque estamos em um estado diferente que hoje deixou de ser sábado. Ou domingo, agora no caso.

Calipso rolou os olhos.

— Se não tivesse bebido tanto...

— Ei! Foram só algumas dozes – Eles foram discutindo enquanto caminhavam até o carro. Carro, não. Limusine.

— É uma baita de uma limusine – Annabeth comentou.

— Não é? – Jason suspirou ao seu lado – A gente alugou só por essa noite, mas eu daria de tudo para ter um desses.

Annabeth riu.

— Tem até um motorista – Piper disse animada.

— Uau – Annabeth disse quando entrou.

— Bem legal né? – Percy se sentou ao seu lado.

Ela concordou.

— Então, Annie – Nico chamou – Como moradora, que lugares você recomenda?

— Na verdade, eu nunca andei muito por aqui.

— O QUE? – Reyna gritou – Você mora em Las Vegas e nunca deu uma volta?!

— Não – Ela riu – Minha mãe dizia que eu não tinha idade pra festas, e quando comecei a ter, me mudei pra Nova York.

— Você é de NY? – Leo questionou.

— Não – A loira negou e sorriu tristemente – Eu morei lá só por um ano e meio.

Eles exclamaram, talvez notando que ela não queria falar sobre isso.

— Ah! – Uma ideia lhe ocorreu – Mas eu sei de um restaurante que todo mundo sempre fala lá pelo cassino. E é perto da loja de churros gigante, que Percy prometeu me levar.

Eles riram e Percy concordou.

— Que bom porque a gente tá louco pra comer esse churros! – Jason disse.

Annabeth deu as coordenadas pro motorista e voltou a se sentar no banco.

A musica era alta e eles bebiam. Annabeth nunca fora de beber, mas já tinha quebrado tantas de suas regras naquela noite, que decidiu esquece-las, pelo menos até amanhecer.

...

— FOI INCRIVEL! – A loira escutou Nico gritar e teve que rir – Falta só você, Annie.

— Não – Ela negou rindo – Se eu beber isso alguém vai ter que me carregar pra casa.

— Eu posso fazer isso – Percy bateu os ombros nos dela e apontou para o copinho – Vai.

— VAI ANTES DE APAGUE!

— Para de gritar, garoto – Thalia deu um tapa na nuca de Nico.

Annabeth colocou o canudo nos lábios e sugou com força, tudo de uma vez.

Pelo jeito que as pessoas na mesa riram, ela deve ter feito uma baita de uma careta.

— Arrgh, é muito forte – Ela disse rindo – Tá queimando tudo.

Percy riu e ofereceu o suco pra ela.

— O que é isso? Tem álcool?

— Tudo aqui tem álcool, Annie – O moreno explicou – É suco de tomate com vodca. A gente toma pra curar ressaca, vai, põem pra dentro.

— Você está corrompendo a garota, Percy – Charles riu.

Ele tinha os braços jogados pelos ombros de Silena, e Annabeth achou incrível o fato de eles estarem passando a despedida de solteiro juntos.

— Se eu posso dizer – Annabeth chamou a atenção – Eu sempre achei despedida de solteiro algo estranho.

— Porque? – Jason perguntou.

— Porque, quer dizer, vocês estão juntos á quanto tempo?

— Como noivos? Pouco mais de um ano. Mas namoramos desde o inicio do colegial – Silena explicou.

— Pois então – Annabeth disse como se fosse obvio – Vocês não são mais solteiros á alguns muitos anos.

Eles riram como se agora tudo fizesse mais sentido.

— Então a gente tá aqui pra uma despedida de noivado – Charles sorriu para Silena e a beijou.

Depois que eles deixaram o restaurante, Annabeth já se sentia meio tonta. Percy segurava sua cintura enquanto eles caminhavam pelas ruas agitadas e a garota não pode reclamar, já que se sentia estranhamente bem ali.

— Achei o churros! – Reyna gritou mais á frente.

Eles atravessaram a rua e Percy a segurou por um momento.

— Você tá bem? – Ele a encarou – Parece tonta.

— Nunca bebi tanto na vida – Ela explicou e soltou uma risada – Mas ainda estou pensando direito, calma.

Ele sorriu e segurou seu rosto.

— Que bom. Porque seria horrível fazer algo que você não lembraria pela manhã, hn?

— Com certeza – Ela disse baixo, e mesmo com o barulho ao redor, a proximidade dos dois fez com que ele ouvisse.

Ele lhe deu um ultimo sorriso e voltou a segurar sua cintura, atravessando a rua atrás de seus amigos.

...

— De acordo com o meu celular – Thalia levantou os dedos lambuzados de cobertura – Tem uma festa rolando á uma quadra daqui. Ela vai durar até as seis.

— Que horas são? – Annabeth pareceu lembrar pela primeira vez dos irmãos.

— Quatro e meia – Fora Percy quem respondeu.

— Vai poder ir com a gente, Annie? – Calipso perguntou depois de por a bolsa nos ombros.

— Meus irmãos estão sozinhos em casa – Ela explicou. Percy suspirou tristemente – Mas eles devem estar dormindo, chegar duas horas antes deles notarem por mim não faz muita diferença.

Percy sorriu agradecido por ela não o abandonar sozinho, justo na festa.

Annabeth pensou se algum deles cansava. Estavam provavelmente na ativa desde cedo e insistiam em ir andando para os lugares.

Quando chegaram à festa, eles se separam. Annabeth não conseguia mais enxergar nenhum deles. Pela primeira vez na noite, eram só ela e Percy.

— Você quer alguma coisa pra beber? – Ele questionou em seu ouvido, fazendo ela se arrepiar.

A mulher negou e segurou uma das mãos deles.

— Eu adoraria se você me levasse pra dançar – Ela murmurou.

Ele deu o sorriso mais largo da noite a puxou para o a pista de dança.

Annabeth se balançava no ritmo da musica e sabia que havia mais do que os olhos de Percy sobre si. Ela sorriu para ele e passou os braços por seu pescoço.

— Você ainda tá pensando direito? – Ele perguntou no ouvido dela, segurando sua cintura com mais força.

— Eu acho que não – Ela murmurou – Se eu estivesse eu não faria isso.

Ela puxou o rosto dele para a sua reta e beijou seus lábios. Percy pareceu surpreso por um momento, o que só fez a garota sorrir e então ele acordou, suas mãos foram da cintura da garota para seu rosto, e ela a segurou ali até os dois não conseguirem mais respirar.

— Desculpa – Ela pediu, mas Percy apenas sorriu e lhe beijou novamente.

E de novo, e de novo. E, deuses, como era bom.

Annabeth interrompeu o vigésimo beijo para cantar a musica que tocava.

Percy riu com vontade e a abraçou.

— Você é incrível – Ele sussurrou em seu ouvido, para a puxa-la para seus lábios novamente.

— Ei! – Alguém tocou em seu ombro – Tem um karaokê!

— Vai lá, Thals! – Percy disse.

— Vamos, Annie – Thalia a puxou, sem deixar a menina dizer se queria ir ou não – ELES SE BEIJARAM.

Todos os seus amigos estavam em um sofá mais afastado de onde eles estavam.

Eles gritaram e Annabeth sentiu suas bochechas corarem e logo Percy estava atrás de si.

— Por isso estavam demorando tanto pra acharem a gente, né não? – Jason sorriu malicioso.

— Annie vai cantar com a gente, vem! – Thalia a puxou pela escada.

— Não! Eu não sei cantar – Ela gritou por cima da musica e tentou se soltar.

— Nem eu – Thalia riu e pegou o microfone – Nada de What’s Up – Ela apontou para o DJ e depois puxou Annabeth para perto do microfone.

Conhecer a musica é uma coisa, cantar ela em uma balada era outra. As meninas pareciam se divertir demais mesmo que nenhuma delas realmente soubesse a letra. Ela tentou sair duas vezes, mas sempre era puxada de volta.

Ela olhou para Percy sorrindo divertido para ela e sorriu de volta. Ele fez um sinal positivo com a mão e gritou a parte final antes do refrão.

Decidiu que se já estava lá em cima, que mal faria cantar logo.

— Você foi demais lá em cima – Percy abraçou sua cintura e a beijou.

— Em uma balada cheia de gente bêbada qualquer um sabe cantar.

Ele riu e a beijou novamente.

Já tinha outra pessoa lá em cima cantando e seus amigos tinham sumido novamente.

Amigos. Três horas e algumas dose de vodca e eles já eram amigos.

Percy segurou seu rosto e a fez olha-lo.

— Ta tudo bem? – Ele questionou.

Annabeth o analisou pela primeira vez naquela noite. Os cabelos negros estavam mais bagunçados do que quando ele entrou apressado no quarto, os olhos verdes fora de foco pela bebida e a boca vermelha de tanto beija-la.

A mulher sorriu e concordou.

— Tá tudo ótimo.

Percy sorriu de lado e a beijou. As mãos dele passeavam pelo seu corpo e ela já não aguentava aquele monte de pessoas atrapalhando seu momento.

— Banheiro? – Ela murmurou por entre o beijo.

Percy olhou para ela por um tempo e ela pensou se devia ter dito aquilo. Os olhos dele estavam mais escuros do que a momentos atrás e ele pareceu entender. Começou a puxa-la por entre as pessoas até o banheiro mais perto.

Trancou a porta e logo depois Annabeth já estavam com as pernas envoltas em seus quadris. Percy a empurrou contra a parede e ela gemeu.

— Tão linda – Ele murmurou enquanto beijava seu colo e apertava suas cochas.

Ela tirou a jaqueta dele e logo suas mãos foram para sua calça. Percy colocou suas mãos por dentro do vestido e apertou seus seios, fazendo-a gemer mais alto. Ele desceu um pouco mais uma de suas mãos e Annabeth arfou alto o suficiente para que qualquer um perto da porta ouvisse.

Tinha descido do colo do rapaz para ajuda-lo a tirar a única peça de roupa de ainda os impedia de chegar lá, quando ouviu alguém bater com força na porta.

— Ei! Minha musica favorita está tocando e eu preciso usar o banheiro!

Annabeth olhou para Percy por um segundo e riu.

Ele se afastou dela para que ela pudesse se ajeitar enquanto ele mesmo se arrumava.

— Vou esperar você na porta – Ele a beijou uma ultima vez e abriu a porta.

Uma menina morena entrou e logo foi para um boxe.

— Desculpe – Ela gritou de lá – Eu não queria atrapalhar.

Annabeth riu baixinho enquanto limpava o batom dos lábios.

— Tudo bem – Ela lavou as mãos e saiu – Tchau.

Percy estava onde disse que estaria. Não parecia ter se recuperado do momento deles, mas conversava com o cara do bar e tinha um copo em uma das mãos.

— Percy – Ela chamou e ele a olhou, sorriu. Ela sorriu de volta e pediu uma batida para o barman – Acabei de ter a conversa mais estranha da vida.

Percy riu e ela se sentou bem perto dele. Ele a abraçou com um braço e beijou seu pescoço. Annabeth o sentiu inspirar fundo e notou que ele a cheirava.

— Estou cheirosa ou o suor já dominou?

— Você tem o cheiro dos campos de morango do acampamento que eu ia quando ela pequeno – Ele revelou – Eu adorava aquele lugar.

Annabeth sorriu com o comentário.

— Adoro você também – Ele soltou e Annabeth sorriu ainda mais.

O barman trouxe sua bebida e Annabeth a tomou enquanto Percy falava em seu ouvido como era o acampamento que ele frequentava, às vezes murmurando o quanto ela era bonita.

— Você já bebeu de mais, não acha? – Ela pegou o copo da mão dele e empurrou para longe.

— Eu também acho, mamãe – Ele murmurou e repousou a cabeça em seu ombro, fazendo a moça rir.

Sentiu um peso em seu peito quando olhou para as portas do lugar e já clareava. Ele tinha um casamento pra ir. Longe dali. Talvez ela nunca mais o visse. E lá estava ela, apegada de mais e sofrendo sem ele nem mesmo tê-la soltado.

— Eu realmente preciso ir para casa, Percy – Ela acariciou seus cabelos – Já esta amanhecendo.

Percy levantou a cabeça e olhou para a porta, concordou. Ele não parecia triste como tinha ficado quando ela questionou as horas mais cedo. Ele a beijou mais uma vez, e mais uma.

— Vou levar você lá – Ele falou – Me deixe só avisar o pessoal. Não saia daqui e não aceite nada de estranhos.

Ela riu com a preocupação dele.

— Eu aceitei sair com você, mané.

Percy rolou os olhos, mas sorriu, deixando-o sozinha em seguida.

Ele voltou minutos depois, com Silena e Thalia junto com ele.

— Ei, você nem ia se despedir da gente? – Silena á abraçou com força e logo depois Thalia.

— Eu vou pedir para Percy lhe devolver o vestido...

— Não! – Silena logo falou – Não precisa. Fica muito melhor em você.

— Eu não posso aceitar, Lena – Annabeth balançou a cabeça.

— Pode sim – Thalia disse – É um presente. Por ter feito a noite de Percy tão boa. A gente espera te ver de novo.

Annabeth olhou para o rapaz. Estava distraído pagando o Barman e nem viu quando ela lhe dirigiu um sorriso.

— Eu também espero – Ela olhou para as duas sorrindo – E alias, foi um prazer.

...

— Você mora ai? – Percy apontou.

— É – Annabeth olhou para a pequena casa e depois olhou novamente para ele – Com meus irmãos.

Ele concordou. Segurou suas duas mãos.

— Eu ainda não quero ir – Ele segredou.

Annabeth sorriu e soltou uma de suas mãos, levando até o rosto do rapaz.

— Eu também não quero que você vá – Ela a puxou para a ponta da passarela e eles se sentaram, os pés balançando e o sol nascendo no horizonte.

— Você quer me contar um pouco de você? Ou a melhor noite da minha vida vai ter sido com uma mulher que eu não sei quase nada – Percy perguntou.

Annabeth riu

— A minha família morava em Las Vegas desde sempre. Meus pais se conheceram em uma festa qualquer e, acredite se quiser, eles realmente se casaram em uma igrejinha rosa com um hippie como padre – Percy riu — Não éramos ricos, mas vivíamos nossa vida da melhor forma que podiamos. O papai trabalhava em um restaurante e a mamãe em um Hotel & Cassino famoso.

— O que fez você ir pra Nova York?

— Quando eu tinha dezoito, eu fui fazer faculdade lá. Eu morava no subúrbio e pegava o trem e mais dois ônibus pra chegar lá. Era cansativo, mas eu gostava sabe? Fazia Arquitetura. E eu amava tanto.

— Então porque voltou?

— Tive que vim cuidar dos meus irmãos, quase dois anos depois.

— O que aconteceu com seus pais?

Annabeth suspirou e deitou a cabeça no ombro dele.

— Eles morreram há um ano – Os músculos de Percy travaram e ele passou os braços pelos seus ombros, acariciando seu braço.

— Sinto muito – Ele murmurou – Como?

— A casa pegou fogo e eles não conseguiram sair – Ela explicou, os olhos lagrimando.

— Foi acidental ou...

— Eu não sei – Ela revelou e então sentiu as primeiras lagrimas caírem, Percy a abraçou com força.

— Ei, desculpa, eu não devia ter perguntado – Ele acariciou seus cabelos e beijou sua bochecha – Perdão.

— Não – Annabeth limpou o rosto com as mãos e repousou a cabeça no peito do garoto – Está tudo bem. É só que... Eu nunca vou saber sabe? Se foi acidente, se foram eles ou se foi alguém...

— Eles tinham alguém que poderia fazer isso?
— Meu pai devia umas pessoas – Contou – Pegou dinheiro emprestado pra pagar minha faculdade – Ela soluçou – É tudo minha culpa.

— Ei – Percy a fez olha-lo – Não é sua culpa coisa nenhuma. Pare com isso.

Ele beijou seus lábios de leve e a abraçou novamente.

— Você cuida dos seus irmãos sozinha e ainda trabalha, Annie – Ele continuou – Você é uma das pessoas mais forte que eu já conhecia.

Ela sorriu agradecida pra ele e lhe deu outro beijo.

— Enfim... eu consegui um emprego do H&C por conta da minha mãe. E também porque eles estão sempre procurando mulheres bonitas e desesperadas por dinheiro para atrair homens ricos desesperados para gastar dinheiro. Já vai fazer um ano e eu estou bem.

Percy concordou e então ficou em silencio.

— E você?

— Minha vida não é tão agitada quanto a sua – Ele respondeu e deu um sorriso de lado – Meus pais são separados e eu morei com minha mãe minha vida toda. Me mudei ano passado pra um apartamento que eu divido com Nico. Fica perto da faculdade, então além de único solteiro, eu sou o único que não tem carro entre eles, mas é uma vida boa.

— É mesmo – Annabeth concordou e suspirou – O que você cursa?

— Engenharia.

— Mesmo? – Ela o olhou para ver se ele brincava.

— Mesmo – Ele sorriu para ela e beijou seu nariz – A gente pode trabalhar juntos um dia.

Annabeth sentiu seus olhos ficarem úmidos.

— Se algum dia eu consegui sair daqui – Ela sussurrou.

— Você vai – Ele beijou sua cabeça e cheirou seus cabelos – Você é incrível, incrível de mais. Vai consegui o que deseja.

Ela sorriu agradecida para ele. Um barulho alto atravessou seus ouvidos.

— São seis da manhã – Ela explicou – É o sino de uma igrejinha aqui perto.

Percy riu e concordou.

— Acho que eu preciso ir agora – Ele disse se levantando – É um longo caminho até NY, e eu vou dormi nele todinho.

Annabeth riu e ele caminhou com ela até a porta de sua casa.

— Então... Annabeth do que?

— Chase.

Ele sorriu com o nome.

— Então, Annabeth Chase – Ele pegou sua mão e depositou um beijo ali – Gostou da noite?
Annabeth sorriu, se lembrando de todas as coisas boas que tinha passado com ele em apenas uma noite.

— Adorei – Ela disse – Foi uma das melhores noites da minha vida.

— Então o que você acha de me dar o seu numero? – Ele sorriu sacana – Pra eu lhe ligar assim que a saudade bater?

— Vai demorar, hn?

Ele sorriu de lado, e algo disse para Annabeth que não ia demorar não.

Ela anotou o numero no celular que ele lhe deu.

— É da minha casa – Ela explicou – Então se um dos meninos atender, me perdoe.

Ele riu e concordou. Aproximou-se e encostou seus lábios pela ultima vez. As luzes de Vegas aos poucos iam se apagando e o sol já tomava todo o céu, e Annabeth desejou que a noite fosse mais longa.

Quando terminou, ele encostou suas testa e disse baixinho, como um segredo:

— Valeu a pena?

Annabeth ficou confusa por um segundo, mas então entendeu, sorriu da forma mais verdadeira que já tinha sorrido e respondeu:

— Valeu.

Percy sorriu abertamente e beijou seu nariz, a soltou aos poucos e foi se distanciando.

— Até, Annabeth Chase – Ele acenou, já longe.

— Até, Perseu Jackson – Percy torceu o nariz com o nome – Obrigada, Percy.

Ele sorriu satisfeito e sumiu nas escadas da passarela, olhando varias vezes para trás.

Annabeth entrou em casa e já foi logo tirando aqueles sapatos. Olhou a bagunça dos irmãos na cozinha suspirando e pensando que teria que lavar aquilo mais tarde. Foi olhar os mesmo, que ainda dormiam em suas camas no pequeno quarto, sorriu cansada e foi para o seu próprio. Tirou o vestido e o estendeu na cadeira, se jogando na cama.

Estava quase pegando no sono, quando o telefone tocou. Franziu a testa pensando quem ligaria tão cedo.

Estendeu o braço a procura do aparelho e atendeu.

— Alô?

A voz arrastada e o comentário que veio a seguir lhe fez sorriu.

— Ei, já estou com saudades.

Notas finais
AAAAAA um bb esse Percy né.
Espero que tenha agradado vocês, viu? Tava com uma saudedazona de fazer essas historias curtas que parecem uma vida. Amo muito!
Amo vocês e a gente se vê na semana que vem se tudo sair do jeito que eu planejo! Até! ♥ ♥
Maah.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!