Shooting Star

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Hey! Pequena One Shot..

Eu ouvi o primeiro disparo, estava próxima ao banheiro, em um corredor coberto de alunos confusos, assim como eu. No segundo disparo, houve-se a correria e as gritarias, eu não sabia para onde correr, pessoas me empurravam e eu apenas pensava em me manter viva. Entrei rapidamente no banheiro, havia uma garota e um garoto, que fizeram o mesmo que eu, entrei em uma das cabines e me encolhi, para que minhas pernas não aparecessem, caso o autor dos disparos entre no banheiro. As lágrimas já desciam de meus olhos por puro medo, mas eu tentei ao máximo me manter em silêncio.

Por mais que eu estivesse com medo, pensando se sairia viva ou não, Santana estava em minha mente. Eu a imaginava sentada em um sofá, bebendo chocolate quente, assistindo um musical com Rachel e Kurt, e de segundo em segundo, reclamando por não querer assistir o musical, mesmo que esteja gostando, sem querer admitir. Santana não me ligava mais nos finais de semana como sempre fazia, por causa do meu relacionamento com Sam.

Eu não a culpava totalmente, ela me amava, sempre fazia de tudo para me ver feliz, mas havia terminado comigo, então eu não tinha culpa de seguir em frente, certo? Funguei um pouco e tentei secar as lágrimas que não paravam de cair, fechei meus olhos e respirei fundo. De repente senti algo vibrar no bolso do meu casaco das Cheerios. Eu fiquei confusa, já que eu havia esquecido meu celular em minha mochila, não poderia estar com ele naquele momento. Peguei o objeto que vibrava e vi meu celular, com uma mensagem de Sam. Fiquei mais confusa ainda, já que eu tinha certeza que havia o esquecido.

Com as mãos tremendo, procurei pelo número, já que eu não o lembrava, por ainda estar assustada. Limpei algumas lágrimas e suspirei, ouvindo o número chamar.

— Espero que seja importante, porque eu estou ocupada e...

— Santana... – sussurrei, ainda assustada.

— Britt? O que houve?

— Eu estou com medo, Santana... – sussurrei novamente.

— Medo de que? E por que você está sussurrando?

— Você ainda me ama? – perguntei, ouvindo alguns barulhos do lado de fora.

— O que? Brittany, o que está acontecendo?

— Me responda, por favor. Você ainda me ama?

Ela ficou em silêncio. Talvez fosse aquele silêncio que não precisava dizer nada, porque a resposta era a mais desagradável.

— É claro que eu ainda te amo, Britt. – ela finalmente disse, me fazendo suspirar. – Por que você está perguntando isso?

— Eu também te amo muito, Sant. – sussurrei, com a cabeça baixa. – Eu te amo tanto, que poderia terminar com Sam agora mesmo e voltar para você.

— Escute, você está feliz com ele?

— Eu não sei... Em certos momentos sim, mas... ainda sinto falta de estar com você e...

— Por que não conversamos frente à frente, hem? Posso ir à Lima agora, conversaremos e resolveremos isso.

— Talvez eu não saia viva daqui.

— Como assim?

Limpei novamente as lágrimas, suspirei e fechei meus olhos.

— Eu queria que você estivesse aqui.

— Você está na escola?

— Sim...

— E onde está seu namorado?

— Eu não sei... na sala do coral, talvez...

Novamente Santana ficou em silêncio, respirei fundo, ainda sentindo as lágrimas descerem e olhei para fora da cabine, pelo pequeno espaço.

— Ok. Eu não sei o que está havendo ai, mas tenha certeza de uma coisa, você ficará bem. Eu prometo isso.

— E se eu não ficar?

— Você vai ficar. E quando estiver tudo bem, nós conversaremos melhor, e resolveremos isso, está bem?

— Está bem. – fiquei em silêncio e ouvi alguns passos. – Sant, eu te amo... – sussurrei, desesperada.

— Eu também te amo, Britt.

Ouvi alguém abrir a porta do banheiro, então rapidamente desliguei o celular e o coloquei dentro do bolso do casaco. Agora era o momento. Eu poderia sair viva dali, mas não era o que eu imaginava naquele momento. Os passos pararam em frente à cabine onde eu estava, fechei meus olhos e joguei meu corpo para trás, já prevendo o que aconteceria à seguir.

— Brittany? – ouvi a voz do lado de fora.

— Mr. Schue! – respondi, suspirando de alivio.

Saí da cabine rapidamente e o abracei, sentindo meu corpo se aliviar.

— Está tudo bem agora. – ele sussurrou em meu ouvido.

***

Vi Sam se aproximando de mim, com uma sacola verde nas mãos. Eu fiquei curiosa, já que ele sorria para mim e se aproximava cada vez mais. De repente vi uma garota entrar pela porta, com uma saia preta de couro, uma camiseta azul e um casaco branco, seus cabelos estavam soltos, ela usava um salto alto preto e seu olhar era de preocupação. Ela parou de frente para mim, tampando Sam, eu sorri e joguei minha mochila no chão, em seguida correndo para lhe abraçar.

— Você está aqui... – murmurei, ainda a apertando no abraço.

— Claro que estou aqui, Britt. Eu fiquei preocupada com o que aconteceu.

— Não quero te soltar nunca mais...

— Nem eu, querida.

Olhei rapidamente para Sam, ele estava de cabeça baixa e com a sacola aberta, onde aparecia a cabeça de um gato. Santana se afastou de mim e sorriu.

— Eu não queria que fosse assim. – eu disse, vendo Sam sair do corredor às pressas.

— Eu também não, mas aconteceu. E eu não irei te soltar, nunca mais.

— Nunca mais? – perguntei, um pouco animada.

— Nunca mais.

— Promessa de mindinho?

Ela olhou para meu dedo mindinho, o qual eu erguia para ela, sorriu e enlaçou seu dedo mindinho no meu, me dando um selinho em seguida.

— Promessa de mindinho.

Eu a abracei novamente, lhe dei um selinho e peguei minha mochila do chão, a seguindo em seguida até a saída.

Notas finais
O que acharam?
xoxo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!