Shooting Star
6 Talvez Não
Notas iniciais
eu sei que eu demorei jura? descobriu sozinha? MUITO
mas eu ja comecei o proximo, ta bem legal j,fbkfoib
NHAAA DESCULPA
AVISOS
sem lemon
angst
angsT
angST
anGST
aNGST
ANGST
Blaine abriu os olhos pesados, olhou para o relógio, cinco e trinta e dois de domingo. Seu lado estava vazio.
Do banheiro vinham alguns ruídos. Depois algumas tosses. Blaine levantou e andou hesitante até o banheiro, abrindo a porta lentamente.
Kurt estava agachado no vaso, pondo o jantar que ele cozinhara com Blaine na noite anterior para fora.
Anderson correu e pôs os braços ao redor do mais velho, sussurrando confortos em seu ouvido.
“Shhh, vai ficar tudo bem.” Ele sussurrava. “Respira, com calma. Isso, inspira... expira. Isso, isso.”
“Desculpa.” Kurt sussurrou de volta, depois de acabar, escovar os dentes e sentar no chão frio do banheiro.
“Por quê?”
“Por te fazer levantar. Deita, eu vou tomar um remédio e já vou.” Kurt estava triste. Alguma coisa tinha acontecido.
“Falamos disso amanhã?” Kurt assentiu e saiu do quarto, sendo seguido por Blaine. Hummel tomou um comprimido e voltou a dormir, nos braços de seu amor.
Kurt corria o mais rápido possível, mas nada além das suas pernas se moveres acontecia.
Eles estão aqui, Kurt pensava, ainda sem sair do lugar. Não. Eu preciso sair daqui. Ele estava na choir room, tiros não paravam de disparar, seu estômago doía devido aos chutes que levava dos jogadores de futebol. Blaine vai me matar, ele não pode ver esses hematomas.
O menino sentia alguma coisa puxando seu corpo da realidade, mas os sons continuavam os mesmos, era um tipo de tortura incessável. Pelo menos, parecia incessável.
Mas de um jeito, ele sentia que merecia aquilo. Mesmo assim, ninguém precisava saber.
”Kurt, acorda.” Ele ouvia a voz distante de seu noivo o chamando. Tudo estava distante.
“B-Bl-“ Kurt levou outro chute, mais embaixo.
”Kurt, amor, é só um pesadelo. Acorda.” A voz dele não era mais tão distante, os tiros e a dor dos chutes foram ficando para trás. Seu estômago ainda estava embrulhado.
Kurt levantou num pulo e voltou para o banheiro, vomitando de novo. Novamente sentiu os braços fortes de Blaine em seus ombros.
Não ficaram ali por muito mais tempo, apenas voltaram a dormir, empurrando a conversa para o (resto do) dia seguinte.
•••
Kurt acordou, olhou em volta. Blaine não estava mais ali a seu lado. O castanho se levantou, colocou um roupa e desceu imediatamente, depois que sentiu um cheiro de panquecas.
Blaine não estava lá. As panquecas podiam esperar. Kurt murmurou um “bom dia” para seu pai e Carole e partiu na busca por Blaine.
Na sétima vez que o castanho não obteve resposta, seu coração começou a bater mais forte.
Ele deitou no sofá, tentando esquecer o fato de seu noivo não estar ali com ele.
“…ele está dormindo. Pode Rachel, pode ligar mais tarde.” Era a voz de Blaine, num sussurro, provavelmente para não acordar Kurt. “Tá… Aham… Eu sei… Calma, Rach… Ele está bem… Eu só saí para encontrar Wes e David, eu não os via fazia tempo... Trânsito... Lima é longe de Westerville… Eu sei que não… Já disse que aviso, Rachel… Beijo.” Ele suspirou, desligando o celular. Kurt riu, atraindo o olhar do Moreno.
“Bom dia.” O mais velho disse, ainda sonolento. Blaine sorriu e andou até o noivo.
“Chega pra lá, amor.” Andersou falou, depositando um beijo na bochecha de Kurt e deitando ao seu lado. Ambos suspiraram de alívio, finalmente dos braços um do outro. “Temos que conversar.” Ele constatou.
“É.” Kurt concordou.
“Pode falar. Estou ouvindo.”
“Por onde eu começo?”
“Onde você quiser.” Blaine depositou um beijo na testa do castanho, acariciando seu cabelo.
“Tá,” Kurt suspirou, e fechou os olhos. “eu recei uma… mensagem. De madrugada. Foi a primeira vez que eu acordei e você me achou no banheiro.” Era o fim para Blaine. Uma mensagem? Podia ser de algum garoto de Nova York o chamando para sair, qualquer coisa, menos coisa boa. “a mensagem era de Karofsky. Eles me acharam. Um dos jogadores me viu em Nova York. E eu fiquei com mais nós no estômago do que quando eu te vejo. E, consequentemente, a porcaria da mensagem entrou na minha cabeça, e… Karofsky estava chutando meu estômago, eu ouvia os tiros, e você estava lá fora, correndo extremo perigo. E eu simplesmente não conseguia me mexer. Eu reslmente estava tentando te salvar, Blaine, eu juro m-mas” lágrimas se formavam nos olhos azuis e sua voz ficou trêmula. “m-mas apesar d-das minhas p-pernas se m-mexerem, e-eu ia l-levar mais s-socos e chutes, s-só q-que” Blaine interrompeu, pressionando os lábios dos dois juntos.
“Eu não vou deixar ninguém te machucar, ouviu?” Kurt assentiu, fungando e deixando o moreno secar suas lágrimas com o polegar. Blaine ainda podia ver o medo em seus olhos. “O que eu posso fazer pra te ajudar?” ele perguntou, calmo.
“Só… me abraça. Por favor.” Anderson assentiu, chegando mais para perto e segurando Kurt em seus braços firmemente. Em alguns minutos, Kurt estava dormindo.
•••
Burt entrou em casa. Abriu a porta com força e bateu a mesma, passos barulhentos, acordando os garotos adormecidos no sofá.
“Pai, calma. O que houve?” Kurt perguntou, sonolento. Blaine apertou sua mão e o puxou para perto de si.
“O que houve? Como assim o que houve, Kurt, simplesmente nossa casa está pichada de vermelho com nomes muito horrorosos!” o homem respondeu com a mesma raiva.
“O quê?!” Blaine levantou do móvel e foi olhar a casa. Era horrível. Alguém – evidentemente algum jogador amigo de Karofsky – havia escrito “bixa”, “viado”, “imbecil”, “doente mental” e “fadinha” inúmeras vezes nas paredes brancas da residência, e um desenho de um pênis na porta. Lágrimas brotaram em seus olhos – se aquelas palavras o machucavam, imagine o que fariam a Kurt, frágil e sensível Kurt –, mas ele tinha que ficar forte, ajudar a limpar aquilo tudo e abraçar Kurt em seus braços até que ele adormecesse chorando.
Como ele sabia? Kurt já estava em seus braços, encharcando sua camiseta de lágrimas e corpo sacudindo com soluços.
É, vai ver aqueles não seriam os melhores três dias.
Notas finais
até o próximo
>:D
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