Shooroku Myuto

6 Capítulo 5 - Uma Volta no Submundo (Jake)


Notas iniciais
Hm... Eu não tenho sugestão musical. Então escutem qualquer coisa :V
Boa leitura. Capítulo feito pela Iris e revisado... Por mim, é claro u.u

(Jake)

Há algo errado, o ar monótono da cidade está mudando, tem alguma coisa acontecendo aqui... Seria bom sair e avaliar, mas não sei se aquele idiota está lá fora, esse jogo está se estendo por muito tempo e eu estou começando a ficar entediado de novo.

Esse lugar é extremamente parado, é irritante e torturante. Finalmente eles encontraram uma prisão da qual eu não consigo escapar, ao invés de paredes, imensos e desocupados prédios cinza são o que me mantém sobe controle, debaixo desse céu escuro e sufocado pelo ar pesado, sem liberdade, minha amada liberdade.

Quando eu era criança eu gostava de brincar com as crianças da rua, mas muitas vezes elas não me entendiam, elas não queriam as coisas que eu queria, eram fracas e dependentes demais. Certo dia um garoto novo na vizinhança quis se juntar ao nosso grupo, mas ele queria dar ordens e não brincar como todos os outros, ele era mimado e usava o dinheiro para controlar os outros, mas ficava irritado quando via que não podia fazer o mesmo comigo, mesmo tendo tentado várias veze. Nós brigamos para saber quem seria o chefe do clube, ele usou todos os seus melhores argumentos e eu os meus, chegava a ser cômico duas crianças de 9 anos debatendo como políticos em busca da presidência, mas ele perdeu a paciência e veio pra cima de mim, eu me defendi mas aquilo não foi o suficiente, fui impedindo pelas outras crianças quando o outro já estava com um braço quebrado e não conseguia se levantar.

Desde que meus pais me abandonaram devido o meu péssimo comportamento eu passava mais tempo na rua do que no “abrigo para menores infratores”. Aquilo era apenas mais um casa cheia de crianças idiotas que se dizem perigosas, e pessoas mais idiotas ainda que acreditam nelas. Era insuportável ter que dar satisfação a pessoas desse tipo, ficar preso lá, ou mantido sob custodia como dizem por ai.

Mesmo que todos me odiassem por eu ser indiferente em relação às ordens e regras de conduta, havia uma pessoa que ainda estava ao eu lado, meu tio Will, ele era um cara legal, casado a 12 anos mas sem nenhum filho, quando fiz 16 anos ele me presenteou com um belo taco de baseball, que futuramente usei para esmagar a cabeça de um garoto contra um muro, foi o primeiro delito na minha ficha criminal, que deve estar bem grande agora, com ocorrências de brigas de rua.

Foi em uma delas que algo estranho aconteceu, um dos garotos que me desafiaram sacou uma arma e a apontou para mim, eu vi o dedo apertar o gatilho, eu ouvi o disparo, mas não senti o sangue escorrer e nem dor... Naquele momento comecei a pensar se a morte era mesmo assim tão rápida e indolor, mas quando abri os olhos tive certeza que não estava morto, não por não ter visto Deus ou algo do tipo até porque eu nunca acreditei nele, mas porque eu havia aberto os olhos.

Uma grande fileira de casas idênticas se estendia na minha frente, eu me levantei e comecei a vagar por aquele lugar tentando me situar, mas eu nunca havia estado lá, e não tinha certeza se era real.

Continuei andando até encontrar uma casa com uma fachada diferente das outras, me aproximei e quando estava prestes a abrir a porta, uma voz fez com que eu interrompesse minha ação

–nem pense nisso, essa é minha casa – disse num tom ameaçador, mas com uma voz calma.

–Ah, me desculpe, é que ela é diferente das outras e chamou minha atenção – me virei para encarar o suposto dono da casa. Ele era baixo, magro e usava uma bermuda larga, uma camiseta que parecia ser de alguém com o dobro do seu tamanho, tinha uma jaqueta amarrada de qualquer jeito na mochila e uma corrente amarrada ao pulso com um soco inglês pendurado.

– Existem centenas de casas por aqui, você precisa escolher uma e deixá-la de seu gosto. – disse me encarando de maneira grosseira.

–Olha cara, já disse que não queria nada com a casa, ela só me chamou a atenção. – disse me afastando da porta – e se é tão simples assim, você não teria problema em arrumar outra caso eu resolvesse ficar com essa, a decoração dela me agradou muito.

–O que faz aqui? – disse erguendo uma das sobrancelhas

–eu não sei, acho que me meti em outra briga e eles me mandaram para cá na esperança de me manter longe de encrenca

– Gosta de brigas? – disse deixando a empolgação transparecer.

–Me meto em muitas, elas me divertem um pouco. Disse indiferente.

–Diversão... Estou precisando de diversão, faz três dias que estou aqui e não aguento mais ficar parado.

–Três dias? Está aqui a três dias e já está entediado? Esse lugar deve ser realmente chato, ou você fraco demais – disse provocando-o

–Pessoas que brigam de cabeça quente geralmente se saem mal, não vai conseguir me irar dos eixos desse jeito, já saquei o seu jeito, delinquente que vive se metendo em brigas só porque um dos coleguinhas ofendeu a sua mãe.

Tenho que admitir que ele é bom, seria interessante viver no mesmo reformatório que ele.

–Hahaha, pois é, seria desse jeito se ao menos eu ligasse para aquela louca – disse encurtando a distancia entre nós.

–Esta próximo demais... Qual é mesmo o seu nome meliante?

– Jake, meu nome é Jake. E seu garotinho?

–Hahahaha, muito engraçado, me chamo Akio – disse enquanto colocava o soco inglês- se já acabamos com as apresentações, gostaria de saber se já posso começar a socar esse seu rostinho orgulhoso.

– Oh, claro, como eu fui indelicado, você se importa se eu usar uma dessas barras do jardim para te bater até você se afogar no próprio sangue?

– De maneira alguma, vá enfrente. – disse enquanto se afastava em passadas largas.

– Temos um limite de espaço? – ele tinha vantagem sobre mim por conhecer o terreno

– Se a cidade tiver um... É este. – respondeu tomando distancia em grande dificuldade

– Maldito pirralho, você é pequeno, mas é rápido – murmurei.

A perseguição às vezes dava lugar a uma luta corpo — a – corpo que não durava muito, aquilo poderia ter durado dias se eu não fosse encurralado e empurrado contra espada de uma estatua. Senti uma dor terrível, já tinha levado facadas em outras brigas, mas nunca fui golpeado por uma espada. Senti o sangue escorrer e fiquei inconsciente.

Abri os olhos e me levantei, estranhei de começo o quarto em que estava, mas logo uma figura baixa e animada se materializava na porta do quarto.

–Que bom que você já acordou, levanta logo, o dia está ótimo e poderemos fazer tudo de novo, quem sabe dessa vez você não esmaga a minha cabeça com uma barra de ferro?

–O que? Está pedindo pra morrer? Espera... Era pra eu estar morto – disse enquanto avaliava o lugar onde deveria haver uma bela perfuração – Como... Não... Está tudo normal...

–Eu sei, eu tive a mesma reação quando acordei mesmo depois de ter caído do telhado em cima da cerca. – disse de forma despreocupada

–Mas que diabos está acontecendo aqui?

–Não sei exatamente, mas sempre que eu me machuco acordo sem nenhum arranhão.

Tudo aquilo me deixou perplexo, foi difícil assimilar tudo, mas no fim repetimos a briga, mas daquela vez eu ganhei. Essa era a nossa formula contra o tédio, um jogo doentio de perseguição que sempre resultava na morte de um de nós, mas no dia seguinte ambos acordávamos intactos.

Faz alguns dias que não saio de casa, pois já brigamos tantas vezes que não tenho nenhuma ideia brilhante de como matá-lo dessa vez. Mas a cidade parece inquieta, um de nós devia sair e checar.

Notas finais
Etto... Jya nee
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.