Shiroi Yama

10 Capítulo IX: Despertar


Notas iniciais

Podem bater, eu permito. u_u/ *se esquiva da bigorna*

Determinados, saímos à sua procura. Podemos dar voltas, voltas e mais voltas.

Mas eu tenho certeza. De que em um desses caminhos nós acharemos uma saída.

Uma vez, você me disse para que eu esperasse por você. No fim, eu esperei;

O que aconteceu? Fui passado para trás e deixado sozinho.

E agora, nos reencontramos. Mas você está morto. É uma ironia o que chamam

de Destino

Ridículo.

\"Shiroi Yama\"

:: Capítulo IX – Despertar ::

Kouyou encontrava-se sozinho na sala de arquivos, examinando a ficha de seu antigo chefe e das pessoas relacionadas a ele. Pegou uma das pastas e caminhou lentamente em direção à porta, adentrando em outra sala, também vazia. Depositou o documento sobre uma pilha de papéis a serem examinados. Suspirou cansado. Deu meia volta e voltou para sua tortura voluntária.

Você disse tanto. \"Por favor, ame até que esteja morrendo\".

O loiro passava os olhos pelas diversas prateleiras à procura de mais dados. Correu o dedo longo pelas pastas até chegar ao seu alvo final. Com o indicador enganchou a ponta do arquivo e o puxou em direção a si, pegando-o logo em seguida. Sorriu, imaginando ser o último documento a ser resgatado.

Parou ao ouvir passos rápidos vindo da direção do corredor. Julgando pelo som, pensou ser uma criatura pequena e ágil. Ouviu um barulho de algo se arrastando rapidamente no chão, deveria ter derrapado no corredor. Kouyou virou o corpo de modo que pudesse ver claramente a porta por onde a pessoa surgiria. Não ousou ir até lá, de certo se esbarrariam.

A porta foi aberta bruscamente e Takashima se espantou ao ver o pequeno Yuri correndo em sua direção com os braçinhos estendidos, o rosto manchado de lágrimas. O detetive se agachou pegando o menino nos braços, e aninhando-o em seu colo, largando o documento no chão. Afagou os cabelos do pequenino em uma tentativa de acalmá-lo enquanto punha-se de pé. Com a voz mais calma que pode, falou.

- Até que enfim acordou... Saa-chan. – Lágrimas escorreram de seus olhos e ele sorriu, apertando o corpinho contra o seu. Matando a saudade.

- Uru-niichan!

O que você espera de mim?

XXX

Akira sorriu ao sentir uma parte de seu peito se aquecer. Alguém havia voltado. Parou de andar, mirando o céu azul. Sentiu um baque em suas costas, seguido de um muxoxo.

- Não devia parar no meio da rua, detetive. Ou pode acabar sendo atropelado... – Takanori resmungou, massageando a testa com a mão.

- Hai, hai, Chibi.

Reita pegou o menor pela mão, puxando-o em meio à multidão que atravessava a rua. Andaram mais um pouco até o maior jogar-se em uma mesa de uma lanchonete qualquer.

- Sabe, não podemos ter um encontro agora. – Ruki advertiu. – Estamos trabalhando!

- Eu trabalho melhor de estômago cheio, e você? – O loiro resmungou, enquanto seus olhos percorriam o cardápio.

- Baka! – sussurrou contrariado, pegando o papel plastificado.

Arma letal são lábios. Sua afeição me viola.

XXX

- \"Por que droga eu tive que vir junto...? Odeio supermercado...\" – Aoi pensou, seus olhos negros vasculhavam o pequeno local enquanto empurrava o carrinho quase vazio.

- Hum... – A moça disse pensativa, analisando a pequena lista que Kouyou lhe dera. — Agora a única coisa que falta é... Sakê...?

Ao ouvir o tom de indignação de Sereny, Yuu riu alto, divertindo-se da careta que ela fez enquanto relia novamente o pedido do namorado.

- Vamos, as bebidas ficam por aqui...

XXX

Os pequenos braços antes presos na camisa do loiro se fecharam, enlaçando seu pescoço, assim como suas pernas abraçaram a cintura de Kouyou. A garota recém-transformada afundou o rosto na curva do pescoço do mais velho, aspirando seu cheiro. Uruha tocou os fios negros de Sayuri que iam até seus ombros. Ele afastou um pouco o rosto, e conectou castanhos com castanhos.

- Você não muda nunca, não é mesmo? – Ele riu, colocando-a no chão.

- Hunf! – A morena amarrou a cara quando seus pés tocaram o chão, passou os braços pela cintura dele, irritada. – Quem disse que podia soltar?

- Você está ficando pesada... – Shima correspondeu ao novo abraço, rindo mais uma vez. Diante de seu comentário, ela lhe mostrou a língua.

- Mentiroso!

Não toque o coração!

- Isso aqui no seu cabelo... É impressão minha ou é um cadarço? – O loiro brincou, fitando a corda vermelha presa entre os fios cor de trevas.

- Ai roubou as minhas fitas. – Sayuri respondeu vermelha, afundando o rosto no peito dele.

- Ela gosta muito de brincar, não é? – Sorriu nostálgico. – Mas o que veio fazer aqui na Terra, Yuri-chan?

- Eu vim ver meu irmão... – Ela disse. Lentamente desgrudou a face do corpo dele, mirando-o com os olhos cheios de água. – Eu não o vejo há trinta e oito anos!

Não me mostre essa face!

- Veio até aqui só para ver o Shin de novo?

- Não. – Limpou o rastro de lágrimas com as costas da mão, afastando-se dele. – Chi me mandou \"acordar a família\". Ele disse que é melhor acordá-los com Paz. – Ela riu.

- Quem mais está aqui? – Takashima inquiriu.

- Hum... Eu, você, o Shin, a Ria, o Hikaru e Yami, e acho que só... – Ela respondeu pensativa, contando nos dedos finos e longos. — É bom que vocês todos já estão juntos! Ah, e acho que talvez o Beru e a Sashi também estejam aqui. Sem contar o Aku...

- Ele é um problema...

- É...

A conversa foi interrompida quando um som leve e rápido ecoou na sala, assustando os dois.

- O quê é isso?

- Parece que o Rei encontrou alguém... – Sayuri riu distanciando-se do loiro, caminhando em direção à porta.

- Não acredito que trouxe aquele demônio pra cá! – Uruha elevou o tom de voz. Tinha experiências nada boas com aquele animal. –... E quem foi que ele achou?

- Meu irmão. Cuide do Yuri-chan, tá? – Ela sorriu um pouco triste. – Talvez nos vejamos de novo quando eu acordar Hikaru e Yami. Ittekimasu!!

- Itterashai...

É a última cena do desespero?

XXX

Após comprar as coisas pedidas por Kouyou, Sereny e Yuu relaxavam e descansavam após a longa caminhada. Ambos estavam sentados em uma mesinha em frente a uma pequena sorveteria perto do supermercado.

- Kouyou tinha que ser tão fresco a ponto de nos mandar a um supermercado no fim do mundo?! – Yuu exclamou, balançando o sorvete enquanto gesticulava.

Um gato preto sentou aos pés de Shiroyama, ficando a encará-lo com seus olhos claros. Preguiçosamente o animal se levantou e começou a passear entre suas pernas, ronronando; esfregando seu rosto no tecido da calça e balançando a cauda lentamente.

- Parece que ele gostou de você! – Sereny riu abaixando-se para acariciar o felino.

O detetive nada disse, aliás, parecia não ter ouvido. Seus olhos negros apenas olhavam aquele bicho aos seus pés. Tinha a estranha sensação de já tê-lo visto antes.

Responda, responda, responda... Eu não quero morrer.

Ao perceber a aproximação, o animal afastou-se correndo, arrepiando-se todo e mostrando os dentes brancos e pontiagudos. O brinquedo em sua coleira vermelha balançou-se produzindo um som curto e agudo. Quase que imediatamente uma voz vinda do outro lado da rua chamou-lhe.

- Rei-chan! – O gato nem ao menos olhou. – Estou falando com você, gato estúpido!

Rei, como fora chamado, virou a cabeça encarando a garota, piscou uma vez e miou.

Sayuri atravessou a rua sem nem ao menos olhá-la, recebendo xingamentos e buzinadas dos carros que foram forçados a parar. Com o vento sua saia colegial balançou-se assim como sua blusa em estilo marinheiro. O cadarço vermelho se desprendeu de seus cabelos negros e voou para longe. Ela aproximou-se do animal e abaixou até ficar à sua altura.

- Achou ele? – ela riu baixinho, abraçando os joelhos e tampando a boca com uma das mãos.

Ele limitou-se a olhar pra cima com seus olhos acinzentados, conectando-os aos negros do detetive.

Você realmente me amou de coração?

- Não me diga que esse tio estranho é o Shin?!

O gato miou mais uma vez, confirmando.

- Tá de brincadeira comigo, né? – Sayuri esbravejou, batendo o pé no chão como uma criança. — Shin não tem esse corte de cabelo estranho e não usa roupas desse tipo! Será que você é tão burro que nem consegue reconhecer o seu dono, gato estúpido?!

Você realmente chama isso de amor?

Rei apenas deu uma chicotada na perna da menina com seu rabo.

- Ai, ai! Esse seu sino me machucou! – ela passou a mão pelo local machucado, choramingando. – Já entendi que esse é o seu dono idiota...

Pasmados Sereny e Aoi apenas observavam o monólogo da menina, aparentemente louca. A garota levantou-se, arrumando a saia e puxou o moreno pelo braço. Segurando as lágrimas.

- Você vem comigo.

Vamos cantar para você de novo. Até o ódio vai longe.

Sereny tentou se mover e protestar, mas foi impedida. Por alguma razão ela não conseguia se mexer ou falar, só pôde ver o detetive e a garota se afastando. E o gato ao seu encalço.

- Não vai conseguir se mexer por um tempo, onee-chan. – Avisou a menina. — Eu vou pegá-lo emprestado. Uru-niichan sabe onde nós estaremos. Não atrapalhe. E adeus.

Rei balançou o rabo graciosamente fazendo com que o gizo em sua cauda produzisse outro badalar delicado. E sumiram num piscar de olhos.

Vamos cantar para você de novo.

Notas finais

Trechos em itálico: "Você disse tanto. "Por favor ame até que esteja morrendo"." ("You said to me so. "please love until dying.""); "O que você espera de mim?" ("For what do you hope to me?"); " Arma letal, são lábios. Sua afeição me viola." ("Lethal weapon is lip. your affection rape me."); "Não toque o coração!" ("Don't touch heart!"); "Não me mostre essa face!" ("Don't show that face!"); "É a última cena do desespero?" ("Is it the hopeless last scene?"); "Responda, responda, responda... Eu não quero morrer." ("Answer, answer, answer...I don't want to die."); "Você realmente me amou de coração?" ("Did you really love me heartilly?"); "Você realmente chama isso de amor?" ("Can you really call that love?"); "Vamos cantar para você de novo. Até o ódio vai longe." ("Let's sing to you again. Until hate goes away"); "Vamos cantar para você de novo." ("Let's sing to you again.")

Música: Agony

Lista de Anjinhos:

Ria (Reita) [Luxúria] (Nome tirado das últimas três letras de "Luxúria". Sem criatividade)

Sayuri (Yuri) [Paz] (Sayuri significa Lírio, que por sua vez significa Paz)

Hikaru e Yami (Kai) [Luz e Escuridão] (Nomes traduzidos ao pé da letra. Sem criatividade [2])

Uruha (Uruha) [Vaidade] (É o único que usa seu nome verdadeiro na Terra.)

Shin (Aoi) [Morte] (Só foi inserida a letra "N" à palavra "Shi". Sem criatividade [3])

Aku (Hajime) [Ira] CAÍO (Nome retirado de "Akuma", demônio.)

Ai (Não Encarnada) [Amor] (Nome traduzido ao pé da letra.)

Beru (Desconhecido) [Arrogância, orgulho e vaidade] (Eu não lembro de onde tirei o nome)

Sashi (Desconhecido) [Gentileza] (Tirei apenas o "Ya" de "Yasashi", gentileza)

Ino (Não Encarnada) [Vida] (Encurtei a palavra "Inochi", vida)

Boo (Não Encarnado) [Sabedoria] (Retirado de um personagem chamado "Bookman" [D.Gray-Man], que guarda a história não contada)

Chi (DEUS) [Poder] (De "Chikara", força/poder e de "Chi", sangue)

Mil desculpas por não postar faz um século, mas começo de ano é fogo para pessoas burrinhas como eu... :B E deixe de lado o fato que eu estava com falta de criatividade e preguiça, sim? Sem falar na falta imensa de tempo. Já que, agora, não me deixam mais ser uma vagal... :(

Fatos confusos, personagens complexos demais, relações bizarras, sente que tem um enorme ponto de interrogação na sua cabeça? MP-me, ou reviewzeie e diga sua dúvida.

Capítulo com defeito? Disque 0800 e aguarde na linha, por favor.

Comentários, críticas, sugestões, erros de continuidade, falta de coesão ou coerência, ou simplesmente uma enorme vontade de xingar. Reviews. Não há nada melhor do que um bom e velho review *leva pedrada*

Kissus

Postado em: 26/03/2010
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.