Shinku no Kogoro - Season 7
18 Cartas selvagens
[Cenário: Casa do Ryuzaki]
[Kogoro está limpando a casa de Ryuzaki. De repente, seu smartphone toca. Kogoro desliga o aspirador de pó e atende seu aparelho.]
Kogoro: Oi.
?????: Tudo bem com você?
Kogoro: Oh, é você Goda-sensei.
Takeru: Pergunta, onde você está?
Kogoro: Na casa do Ryuzaki. Acredite ou não estou limpando a casa dele.
Takeru: Ryuzaki?
Kogoro: Um delinquente de Osaka. Ele também é uma das vítimas do Terror de Osaka, inclusive...
Takeru: Está procurando por ele?
Kogoro: Se importa de falar uma coisa um pouco fora do assunto?
Takeru: Tá bom.
[Kogoro explica tudo o que aconteceu a Takeru.]
Takeru: Oh... Entendo. Tentaram te acusar de espião e estão te perseguindo.
Kogoro: Felizmente, consegui resolver as coisas com Ryuzaki... Isto é, se eu não for forçado a quebrar a confiança dele.
Takeru: Melhor você não confiar em ninguém a esse ponto.
Kogoro: Como assim?
Takeru: Olha, eu sei que é difícil, mas não podemos confiar no que as pessoas dizem. Lembre-se que nossa posição em relação ao Terror de Osaka é neutro.
Kogoro: Mas nós já somos amigos... Uhh, mais ou menos. Nos passamos a conhecer melhor e ele falou de várias coisas comigo.
Takeru: Que coisas?
Kogoro: Bem, hoje quando fui limpar o quarto, eu fui dar uma olhada em um dos retratos com o Ryuzaki. Acabei-me lembrando de que a namorada dele, Michiya, foi morta pelo Terror de Osaka. Não sei exatamente se a moça da foto é ela, mas ei, não é que eu tenha direito de me meter nos problemas pessoais dele... Tá, eu sou um delinquente, mas...
Takeru: Se importa?
Kogoro: O quê?
Takeru: De tirar uma foto do retrato que você viu.
Kogoro: Uhh... Tá bom. Vou desligar.
Takeru: Certo.
[Kogoro desliga o smartphone.]
[Cenário: Casa do Ryuzaki, quarto]
[Kogoro volta ao quarto do Ryuzaki, e usa o smartphone para tirar a foto do retrato dele com Michiya. Ele manda a foto para Takeru. Depois de um tempo, Kogoro recebe uma ligação e atende o smartphone.]
Kogoro: Já mandei a foto.
Takeru: Ótimo.
Kogoro: Pergunta... Porque você queria que eu tirasse uma foto do retrato de Ryuzaki?
Takeru: Qualquer coisa com o Terror de Osaka passou a ser problema meu, e especialmente do Yukimaru-san.
Kogoro: Oh... Ele me falou sobre isso.
Takeru: Tome muito cuidado ao encontrar com ele mais uma vez. Mas não se deixe enganar pelas circunstâncias... Ele é muito forte e não terá misericórdia de você.
Kogoro: Sei disso.
Takeru: Com isso eu vou desligar agora. Até mais.
[Kogoro desliga o smartphone.]
Kogoro: (Melhor terminar esta limpeza logo, antes que o Terror de Osaka faça outra vítima.)
[Kogoro sai do quarto e volta a limpar a casa de Ryuzaki.]
[Cenário: Esconderijo dos delinquentes osakanos, fachada.]
[Kazuto sai do esconderijo. Ele então vai dar uma caminhada, sem saber que está sendo observado.]
[Cenário: Bairro de Kamagasaki, Osaka.]
[Akemi observa Kazuto com desconfiança.]
Akemi: (Ao que tudo indica, Kazuto foi o responsável por ter jogado três dos nossos aliados contra Kogoro. Quer dizer, será que...?)
[Akemi tem um flashback onde ela e Kazuto estiveram em reunião com Ryuzaki. O flashback acaba.]
Akemi: (Não. Isso não pode ser possível... Mas se por um lado Kazuto é uma das pessoas que está ajudando Ryuzaki em sua batalha contra o Terror de Osaka...)
[Akemi então tem um flashback em um momento onde esteve conversando com Ryuzaki e Kazuto.]
Akemi: Então seu objetivo é se vingar do Terror de Osaka porque ele matou sua namorada e seus colegas da Himejima, certo?
Ryuzaki: Exato. Aquele bastardo destruiu a minha vida desde que ele chegou aqui.
Kazuto: Um caso perdido, eu diria.
Akemi: Também quero me juntar a causa. Tenho uma vingança pessoal contra ele também.
Ryuzaki: O que ele fez?
Akemi: Incinerou Asafuda, meu colégio. Eu fui uma das poucas estudantes que sobreviveu a tragédia.
Kazuto: Uma obra-prima feita por um talentoso monstro.
Ryuzaki: Isso é imperdoável...
Kazuto: Pergunta, quantos estudantes você já recrutou para sua causa?
Ryuzaki: Treze, se contarmos nós três.
Kazuto: Um número pequeno. Sugiro que tenha no máximo um exército de 300 alunos.
Akemi: Mas são muitos, e mesmo assim...
Ryuzaki: Ótimo. Vamos procurar mais estudantes para lutar contra o Terror de Osaka.
Akemi: Espere...
Ryuzaki: Você não é a única que teve sua vida arruinada por aquele demônio. Se não salvarmos aquelas pessoas, todos os jovens de Osaka estarão perdidos.
[Akemi não diz nada. Kazuto dá um sorrisinho malicioso e Akemi olha pra ele.]
Akemi narradora: (Eu já me sentia desconfortável desde o dia em que o conheci, mas a situação de emergência era tanta que não podia ajudar exceto esconder minha insegurança.)
[O flashback acaba.]
Akemi: (Agora com estas informações, mais do que nunca eu desconfio que Kazuto esteja armando contra Ryuzaki. Se ele for de fato o espião do Terror de Osaka, significa que estava certa em desconfiar dele...)
[Akemi continua observando Kazuto.]
[Cenário: Ruas de Osaka.]
[Hiroya e Ryuzaki se encaram, com Hiroya ainda segurando o punho de Ryuzaki.]
Ryuzaki: Isso é uma grande mentira! Eu ainda me lembro do dia em que vi meus colegas serem destroçados pelo Terror de Osaka! Como você pode dizer que ele não foi o responsável?
Hiroya: A resposta é simples... O Terror de Osaka não ataca inocentes.
Ryuzaki: Não brinque comigo!
Hiroya: Não é brincadeira... Não desta vez.
[Ryuzaki se irrita. Ele então tenta dar outro soco em Hiroya, mas este desvia do ataque. Ryuzaki parte pra cima do delinquente e os dois se enfrentam mais uma vez.]
Ryuzaki: Você não sabe de nada sobre o Terror de Osaka! Ele levou todos os meus colegas para o Makai! Inclusive...
[Ryuzaki tem uma visão da silhueta de uma garota na qual tem olhos amarelos. O flashback acaba.]
Hiroya: Seu problema é que sua mente não está completamente limpa.
[Ryuzaki continua irritado.]
Hiroya: Acha mesmo que você está fazendo o certo?
Ryuzaki: Calado! Calado! Calado! Calado!
[Ryuzaki tenta atacar Hiroya várias e várias vezes, mas este desvia de todos os ataques.]
Hiroya: (Haha! Parece que o espírito de vingança envenenou a mente dele por completo!)
[Ryuzaki vai dar um soco em Hiroya... E consegue acertar o rosto dele, fazendo com que Hiroya caia no chão. Ryuzaki começa a sentir cansaço, e põe a mão em sua cabeça.]
Ryuzaki: Droga, o que está acontecendo? Por alguma razão, eu sinto que...
[Cansado, Ryuzaki se ajoelha. Hiroya se levanta mais uma vez.]
Hiroya: Ai, ai... Mais um contaminado pela vingança... Se continuar assim, perderá o seu rumo.
[Hiroya então vai dar uma caminhada. Ryuzaki observa Hiroya com ódio enquanto este último se afasta mais e mais. Ryuzaki cai no chão.]
Ryuzaki: (Michiya...)
[Ryuzaki tem a visão da garota mais uma vez, só que em adição aos olhos amarelos, ela também tem cabelos verde-água junto com um seifuku rosa com fita e saia rosa claro além de uma meia-calça branca.]
Ryuzaki narrador: (Tudo que fiz... Foi por você.)
[O flashback acaba. Ryuzaki continua caído no chão.]
[Cenário: Casa do Ryuzaki]
[Kogoro continua limpando a casa de Ryuzaki. Eventualmente ele consegue limpar todo o local.]
Kogoro: Nossa, a área está tinindo. Bem legal. Agora só preciso fazer uma coisa...
[Cenário: Bairro de Hokusetsu, Osaka.]
[Kogoro caminha pelo bairro de Hokusetsu com a chave em mãos.]
Kogoro: Com todo o local limpo, não vou mais precisar disso. Melhor devolver pro Ryuzaki-san.
[Kogoro coloca a chave no bolso e continua caminhando.]
[Cenário: Esconderijo do grupo Além da Verdade]
[Meiko está conversando com uma pessoa misteriosa. O que se sabe é que ele usa calça branca e sapatos marrons.]
Pessoa misteriosa: A hora está chegando. Mais do que nunca vamos ter que nos preparar para o contraataque.
Meiko: Você tem toda a razão.
Pessoa misteriosa: Todavia, estou preocupado com uma coisa...
Meiko: Fala dos seus laços de amizade que você fez pelo caminho? Lembre-se, você só fez isso porque estava ciente de que aquele ataque foi obra do Terror de Osaka.
Pessoa misteriosa: Sim. Eu me lembro bem disso.
Meiko: Daqui a alguns meses é eleição. Já sabe em quem votar?
Pessoa misteriosa: A Dieta está cheia de candidatos fortes.
Meiko: Não é brincadeira.
[A pessoa misteriosa não tem nenhuma reação.]
Meiko: Do Partido Liberal Democrata, temos Kazuaki Ishige.
Pessoa misteriosa: Oh, já ouvi falar dele. Ele tem como meta alimentar as cidades rurais. Nacionalista de primeira.
Meiko: Ishige não deve ser superestimado. Komeito tem como seu representante Akihiro Ito.
Pessoa misteriosa: Akihiro...
Meiko: Pacifista, mas não folgado. Pretende usar meios ortodoxos para eliminar a corrupção.
Pessoa misteriosa: Próximo.
Meiko: Erika Watanabe. Ela é do Partido Democrático Constitucional do Japão.
Pessoa misteriosa: Ouvi falar que ela é feminista.
Meiko: Jin Ohtani, representante do Partido da Inovação do Japão.
Pessoa misteriosa: Maldito... Este homem é um hipócrita! Por que escolheram ele para ser o representante?
Meiko: Do Partido Comunista Japonês, temos Masaaki Dojima.
Pessoa misteriosa: Ele tá fazendo de tudo para convencer o país de que ele pode ser a mudança. Como se ele fosse capaz de fazer algo deste tipo.
Meiko: Por último, mas não menos importante... Ênfase no importante.
[A pessoa misteriosa não diz nada.]
Meiko: Makoto Seta, Reiwa Shinsengumi.
Pessoa misteriosa: O favorito dos jovens.
Meiko: E isso é o que me preocupa.
Pessoa misteriosa: A que ponto você quer chegar?
Meiko: Porque você acha que eu mencionei as eleições neste momento?
[A pessoa misteriosa fica em silêncio.]
Meiko: Meus colegas conseguiram encontrar um elo que conecta o Terror de Osaka a um deles. E ao que tudo indica, eu já desconfiava que ele estava envolvido nisso.
Pessoa misteriosa: Reiwa Shinsengumi tem como meta desigualdade social e precarização do trabalho.
Meiko: Entretanto, isso é apenas pano de fundo para um dos candidatos. Ao que tudo indica, Makoto Seta quer usar esta causa para esconder suas verdadeiras intenções em Osaka.
Pessoa misteriosa: Estive investigando Makoto por muito tempo... Precisava encontrar evidências que liguem ele a altos esquemas de corrupção.
Meiko: E no que isso leva?
Pessoa misteriosa: Ao Terror de Osaka...
Meiko: Makoto usou a historia do Terror de Osaka para garantir que este seja eleito. Por causa disso, ele usou um impostor para destruir a reputação do verdadeiro.
Pessoa misteriosa: Aquele maldito...
Meiko: E quando ele vencer, ele irá prometer que irá criar novos reformatórios para os delinquentes... Sendo que na verdade ele pretende doutriná-los para que estes acabem sendo seus seguidores.
Pessoa misteriosa: Eu nunca vou perdoá-lo... Especialmente porque foi ele a razão principal porque o Terror de Osaka está atacando a cidade toda!
Meiko: E pra piorar, o farsante ainda tem alguns aliados.
Pessoa misteriosa: Tch... E pensar que isso seria mais difícil.
Meiko: E então, qual será o plano?
Pessoa misteriosa: Antes de sair, consegui explicar para o professor da Rekka tudo o que sei sobre o Terror de Osaka. Com o colégio tendo seu próprio Bancho, este terá uma chance pequena, porém provável de deter os delinquentes aliados.
Meiko: Kogoro é um garoto obstinado e confiante até demais, o que pode ser um problema....
Pessoa misteriosa: Como se isso fosse o pior dos problemas.
Meiko: Você fala... Sobre ela, certo?
Pessoa misteriosa: Eu fiz de tudo para tentar recuperar toda a sua memória. Ela não sobreviveu por um milagre... Fui eu que a salvei.
Meiko: Todavia seu amado ainda não sabe disso.
Pessoa misteriosa: Se eu revelar toda a identidade pra ela, estará em perigo. Especialmente com o Terror de Osaka à solta.
Meiko: O que você vai fazer?
Pessoa misteriosa: Talvez eu não tenha outra escolha a esse ponto...
[Meiko não diz nada.]
Pessoa misteriosa: Eu devo voltar para o Hotel Conrad e me encontrar com Kogoro e seus colegas, para que eu revele minha verdadeira identidade.
Meiko: Nada disso! Você se sacrificou para revelar a verdade pra mim e para as pessoas dentro deste esconderijo! Se você revelar tudo a eles, já era! Está acabado!
Pessoa misteriosa: Mas não posso mais esconder...
Meiko: Você fez isso para uma e apenas uma coisa... Encontrar o Terror de Osaka... O falso. Precisa se livrar destes laços fajutos...
Pessoa misteriosa: Os meus laços... Não são fajutos.
[Meiko fica surpresa com o que ela ouviu.]
Pessoa misteriosa: Sabe... Quando eu estive naquele hotel...
[A pessoa misteriosa começa a se revelar mais e mais, mostrando sua camisa preta e parte de seu cabelo, que tem uma cor castanha.]
Pessoa misteriosa: Eu fiz amigos. Amigos de verdade. Queria apenas ser o substituto daquele homem porque ele foi uma vítima do terror de Osaka. Mas quanto mais eu convivia com os alunos da Rekka, eu me via mais como um professor do que outra coisa.
Meiko: Aquele homem... Takeru Goda... Vocês se tornaram amigos, né?
[A pessoa misteriosa não diz nada. Ele então se aproxima mais e mais revelando seu verdadeiro rosto... Um garoto de longos cabelos castanhos amarrados em rabo de cavalo, olhos verdes com óculos de grau, similar a Yukimaru.]
Meiko: Eu não desejo nada de ruim a você, nem pros seus amigos nem pra ninguém, mas você tem um objetivo, e deve cumprí-lo. Se não fizermos alguma coisa, o Terror de Osaka, ele vai...
Yukimaru: Obrigado por tudo, Meiko. Graças a você eu fui capaz de lidar com o meu passado. E por causa disso, mais do que nunca, eu fui capaz de proteger minha figura fraterna. Minha única figura fraterna.
Meiko: Não me surpreende... Mesmo depois de tudo, você ainda carrega esta compaixão...
[Yukimaru não diz nada.]
Meiko: Você vai voltar para o hotel, não vai?
Yukimaru: É o que eu vou fazer. Eu vou revelar toda a verdade.
Meiko: Acha que mesmo depois de tudo isso, eles vão confiar em você?
[Yukimaru se sente triste. Meiko também começa a se sentir mal.]
Meiko: Eu confio em você... Mesmo antes de você ter decidido procurar pela verdade através da dor.
Yukimaru: Eu também. E por isso eu devo voltar. Pra revelar meu verdadeiro rosto.
[Yukimaru então sai.]
Yukimaru: Até mais, Meiko.
[Meiko vê Yukimaru desaparecer.]
Meiko: Até mais... Iuchi.
[Cenário: Bairro de Abeno, Osaka.]
[Kazuto está caminhando pela cidade. Sem que ele saiba, porém, Akemi está seguindo, desconfiada dele.]
Akemi: (Kazuto está escondendo alguma coisa. Porque ele estaria sozinho neste momento?)
[Akemi se esconde em uma das placas. Kazuto então vai se inclinar em um dos muros da cidade e pega o seu smartphone para atender.]
????: Com quem eu falo?
Kazuto: Kazuto Ohara.
????: E então, alguma novidade?
Kazuto: Se tenho alguma novidade? Consegui enganar aqueles palermas dizendo que o espião está dentro da gangue do Ryuzaki. E digo mais, dobrei a aposta tentando colocar a culpa no Kogoro.
Akemi: (O quê!? Ele fez isso?)
????: Você me falou sobre isso antes. Quando você pretende acabar com a gangue do Ryuzaki?
Kazuto: Logo logo, quando tudo der certo.
????: Lembre-se de que estamos arriscando nossas vidas para que este plano seja cumprido. Sem falar que nosso mestre pretende nos trair quando ele conseguir o que quer.
Kazuto: E quem disse que isso é problema meu?
????: Pera... Não me diga que...
Kazuto: Pretendo acabar com o desgraçado antes mesmo do dia da eleição.
????: Então você não apenas pretende trair Ryuzaki, mas também...
[Kazuto dá um sorrisinho malicioso. Akemi já desconfiava de que Kazuto não era uma boa pessoa, mas não esperava que ele fosse tão longe.]
Kazuto: Acha mesmo que eu vou seguir como bode expiatório?
????: Kazuto, melhor não brigar com ele. Você sabe bem com quem está se metendo!
Kazuto: Como se o verdadeiro estivesse aqui para dar um soco na minha cara. Hahaha, ele não sabe de nada, e por uma boa causa.
????: Kazuto...
Kazuto: Eu sou o Terror de Osaka. Ou mais precisamente, seu dublê mal-intencionado. E mesmo que seja o falso, ainda sou capaz de intimidar aquele almofadinha de terno.
????: Kazuto, pare com isso agora. Melhor manter sua lealdade a ele enquanto é tempo.
Kazuto: Pra quê? Ele vai me esfaquear mesmo. E não apenas eu, mas você, os Tsunoda e todo o resto. Eu até fico feliz que Zenryou tenha tido um destino melhor do que ser preso.
????: Você é mesmo um monstro de pele humana...
Kazuto: Agradeça as minhas ambições.
????: Agora é tudo ou nada. Arranje um jeito de se livrar do Kogoro e do Ryuzaki, sem mais nem menos.
Kazuto: Farei isso... Do meu próprio jeito.
????: Kazuto...
[Kazuto desliga o smartphone.]
Kazuto: Garoto maluco... Como se eu tivesse a audácia de se render a um candidato de terno. Bem, melhor continuar minha atuação.
[Kazuto guarda o celular. Ele então caminha e encontra Hideaki.]
Kazuto: Admiro sua atitude sorrateira.
[Hideaki dá uma mala a Kazuto.]
Kazuto: Assim que eu gosto.
Hideaki: Lembre-se, enquanto você faz o show de horrores, o verdadeiro terá sua reputação destruída.
Kazuto: Mas ela já tá só o pó mesmo.
Hideaki: Hmph.
[Hideaki então sai. Kazuto abre a mala e vê que ela contém uma jaqueta vermelha, uma peruca de cabelos castanhos e óculos escuros de lentes verdes.]
Kazuto: Perfeito.
[Kazuto então se arruma com as coisas dentro da mala.]
Hideaki: Agora provoque as pessoas do bairro.
Kazuto: Como eu faço desde sempre.
[Hideaki e Kazuto dão seus sorrisos maliciosos. Kazuto então sai. Akemi não acredita no que viu.]
Akemi: (Então no fim das contas ele estava certo. Kazuto não apenas sabia que existe um espião entre nós, ele era o dito cujo este tempo todo! Preciso falar com Ryuzaki sobre isso.)
[Akemi então corre em busca de Ryuzaki. Ela pega seu smartphone.]
Akemi: Seiya, tá me ouvindo?
Seiya: Ane-san, onde você está?
Akemi: Eu acabei de descobrir uma coisa que você não vai acreditar. Hatsu está com você?
Seiya: Bem, eu e ele estamos jogando cartas agora.
[Cenário: Esconderijo dos delinquentes osakanos, um dos quartos.]
[Seiya e Hatsuharu estão jogando cartas, embora o primeiro tá conversando com Akemi no smartphone.]
Akemi: Perfeito. Coloque no viva-voz.
[Seiya coloca no viva-voz.]
Hatsuharu: Quem está na linha?
Seiya: Akemi.
Akemi: Estava em Abeno espionando Kazuto e acabei descobrindo uma coisa que já desconfiava.
Hatsuharu: Pera, é algo envolvendo sua inveja pessoal sobre Kazuto-san?
Akemi: Resumindo, eu o ouvi falar com alguém no telefone e ele confessou ter se disfarçado de Terror de Osaka para poder espalhar medo na cidade.
Hatsuharu: O quê!? Você disse que Kazuto é o Terror de Osaka!?
Seiya: Se for este o caso...
Akemi: Seu espião, para falar a verdade. Como eu disse antes, ele se disfarçou de Terror de Osaka para poder espalhar medo na cidade, ao mesmo tempo que ele deseja culpar o verdadeiro.
Hatsuharu: Pera pera pera... Verdadeiro!? Falso!? Existem dois Terrores de Osaka!?
Seiya: Não, ela quis dizer que um deles é verdadeiro e o outro e falso. E Akemi diz que Kazuto é o falso.
Akemi: E ainda tem mais. Ele não pretende trair apenas o Kazuto, ele também pretende trair seu próprio chefe.
Seiya: Acha que ele está falando do Terror de Osaka?
Hatsuharu: A princípio sim, mas seria muito estranho. Se Kazuto tem como meta sujar o nome do Terror de Osaka, porque ele também deseja traí-lo?
Seiya: Quer que desenhe?
Akemi: Por mais que deteste admitir, Hatsuharu está certo. Não seria estranho Kazuto trair seu chefe logo depois de tentar queimar o filme do verdadeiro Terror de Osaka. A menos...
Hatsuharu e Seiya: O quê?
Akemi: Quando ouvi Kazuto no telefone, ele mencionou algo como almofadinha de terno. E depois, candidato de terno.
Seiya: A que ponto você quer chegar.
Hatsuharu: Acha que o chefe dele é algum tipo de empresário?
Akemi: Não. Acho que é alguém muito maior... Como um executivo, ou até mesmo...
Seiya: Se este for o caso, vamos ter que avisar ao Ryuzaki. Akemi, tente procurar evidências que liguem Kazuto ao Terror de Osaka.
Hatsuharu: Sem elas, Aniki não será convencido da verdade.
Akemi: Ótimo. Se cuidem.
[O celular de Seiya é desligado.]
[Cenário: Bairro de Abeno, Osaka.]
[Akemi se levanta e guarda seu smartphone.]
Akemi: (Não há duvidas. Kazuto é o verdadeiro espião. Mas se ele trabalha para o Terror de Osaka, porque ele arruinaria a reputação de seu próprio chefe? E se for mesmo o caso...)
“Garoto maluco... Como se eu tivesse a audácia de se render a um candidato de terno.”
Akemi: (Talvez o chefe dele não seja o Terror de Osaka, mas alguém acima dele. Não, alguém superior a ele. Mas quem teria a audácia de usar o Terror de Osaka como um instrumento de medo?)
[Cenário: Bairro de Nishi, Osaka.]
[Kazuto, disfarçado de Terror de Osaka, causa um massivo tormento na cidade, atacando várias pessoas sem piedade.]
Kazuto: (Hmph. Eu não sou peão de ninguém. Eu sou eu e ninguém mais. Se eu tenho um objetivo? Arruinar a vida daquele que se diz verdadeiro...)
[Kazuto então tem um flashback. Duas pessoas nas sombras estão tendo uma discussão.]
“Mas se continuarmos assim, teremos a chance de sermos as pessoas mais temidas de toda a cidade! Seremos como reis.”
“Não. Eu não vou arriscar a vida de pessoas inocentes.”
“Mas isso não é justo! Você está perto de se tornar o maior delinquente de todos os tempos e está prestes a abandonar tudo isso na hora mais importante?”
“Eu não estou aqui em busca da fama... Mas quanto a você?”
[O flashback acaba. Kazuto continua causando uma grande confusão na cidade. Algumas pessoas vão tirar fotos do incidente.]
Kazuto: (Nishiki... Você vai pagar caro... Essa decisão... É tudo culpa sua.)
[Cenário: Bairro de Kamagasaki, Osaka.]
[Kogoro está caminhando pelo bairro. Ele então recebe uma ligação e atende o smartphone.]
Kogoro: Oi.
????: Terminou o serviço?
Kogoro: Sim. Já estou em Kamagasaki, pronto para devolver a chave para Ryuzaki-san.
Takeru: Antes disso eu queria falar com você.
Kogoro: Se envolver algum tipo de tarefa de classe, não obrigado.
Takeru: Lembra da moça que estava no retrato de Ryuzaki-san?
Kogoro: Oh, fala da senhorita de cabelos verdes?
Takeru: Sim.
Kogoro: Ela não é problema meu. Se ela está morta o que posso fazer, me vingar dela? Ryuzaki já está fazendo o trabalho sujo sozinho.
Takeru: Sobre isso...
Kogoro: Olha, vamos falar sobre isso depois. Hoje tenho um compromisso pra fazer.
Takeru: Mas ela...
[Kogoro desliga o smartphone e segue seu caminho.]
[Cenário: Esconderijo dos delinquentes osakanos, fachada.]
[Kogoro chega até o esconderijo quando se depara com um delinquente de cabelos e olhos castanhos vestindo um gakuran vermelho.]
Garoto de cabelos e olhos castanhos vestindo um gakuran vermelho: Você não é bem-vindo aqui!
Kogoro: Quero me encontrar com Ryuzaki. Vim para devolver a chave dele.
Garoto de cabelos e olhos castanhos vestindo um gakuran vermelho: Ele não está aqui.
Kogoro: E onde ele está?
[Cenário: Ruas de Osaka.]
[Ryuzaki ainda está desmaiado. Ele então começa a levantar. Ele então vê que seu oponente não está mais aqui.]
Ryuzaki: Maldito! Onde você está!?
[Ryuzaki fica irritado]
“Parece que mais uma vez o Terror de Osaka foi visto no bairro de Nishi. Ele estava atacando várias pessoas sem piedade. 20 pessoas ficaram feridas, com 12 tendo ferimentos graves.”
Ryuzaki: Mas o quê?
[Ryuzaki então se depara com uma notícia na TV envolvendo um ataque causado pelo Terror de Osaka. E o dito cujo ainda dá um sorriso malicioso.]
Ryuzaki: Maldito...
[Ryuzaki tem um flashback no qual o Terror de Osaka assassinou Michiya, ainda que sejam apenas silhuetas. O flashback acaba.]
Ryuzaki: Vai me pagar... Seu maldito!
[Cenário: Bairro de Nishi, Osaka.]
[O capítulo acaba com um foco do sorriso malicioso de Kazuto, o falso Terror de Osaka.]
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