Shinigamis
1 Capítulo 1
Notas iniciais
–Cala a boca, Renji! Você é muito irritante! – eu berrei alterada. Já não basta meu irmão me proibindo de tudo agora o filho da puta do Renji apoia?
Responda-me, de que vale ter tanto título e crédito se meu irmão não me deixa sair em qualquer missão?
Bati a porta do gabinete dele com uma força muito desnecessária. Dirigi-me á secretária, tenho certeza que havia alguma coisa pra eu fazer. Nem que fosse matar mosquito! Porra! Eu sou uma assassina, preciso MATAR PESSOAS!
Aff! Acho que eu estou tão irritada que esqueci completamente de me apresentar: Meu nome é Kuchiki Rukiam tenho 16 anos e sou a irmã maia nova de Kuchiki Byakuya, o Presidente – ou Taichou como o chamamos – da agência de número 6 da Compania “Gotei 13” Localizada em Tokyo- Japão. Sou a melhor agente da minha área apesar de nunca ter cometido um assassinato de verdade, mas possuo grandes habilidades sendo assim fui classificada como a 2ª no Hanking Mundial. Sou Kuchiki Rukia, Sou uma Assassina.
Me aproximei da recepção furiosa. Uma fila se formava no canto sul da agência. Mulheres fazendo um “teste”. Isso é apenas uma camuflagem.
–Mika, quero ver a minha pasta por favor. – Eu pedi tentando ficar calma.
–Gomenasai, Kuchiki-san – ela fez uma reverencia curta e ficou rubra de vergonha- o Taichou me proibiu de passar qualquer missão á você. Gomen...
–KUSO! – eu bati o pé enfurecida e dei um soco no balcão. Virei-me indignada, determinada a entrar no gabinete do meu irmão e chingar muito. Mas ai eu bati contra algo duro e caí sentada no chão.
–OE- uma voz rouca chamou minha atenção – Cuidado ai
–Baka! – eu grunhi nervosa me levantando rapidamente e encarando o “muro” que me derrubara.
E o que eu vi fez meu nervosismo evaporar e se transformar em surpresa.
–Ku..Ku...Ichigo? – eu quase berrei.
–Oe, Baixinha! – ele riu daquele jeito debochado. Quem esse Punk de cabelo laranja pensa que é?
–Baixinha é a Puta que Pariu! Cenoura Falante!
–Que horror, isso não é vocabulário para uma moça! – ele disse sarcástico e então se aproximou do meu ouvido e sussurrou com a voz rouca me fazendo arrepiar-me –Byakuya não está cuidando bem de você. – e então ele se levantou dizendo – TSC! Problemático !
–Cale a boca, Ichigo.
–5 anos se passaram e você não mudou nada, Rukia.
–Você continua um babaca! Pelo menos cresceu...
–Não posso dizer o mesmo de você – ele debochou – né? Pintora de rodapé?
Senti minha irritação anterior retornar com força total.
Meu irmão saiu do gabinete acompanhado do Renji. Ele encarou Ichigo com a mesma cara de desprezo de sempre. 5 anos se passaram e eles ainda se odeiam da mesma forma. Que coisa linda!
–Vejo que continua um delinquente juvenil – Meu irmão disse provocando-o.
–E eu vejo que você continua na seca, Byakuya – Ichigo gargalhou.
–Moleque insolente! – vi uma pequena ruga na testa do meu irmão , Ichigo sabia mesmo como ser irritante.
–Oe, Taichou – Renji interrompeu a “guerrinha” – Desculpe interromper, mas existe mesmo uma certa urgência nessa missão.
–Tem razão, Renji. – meu irmão ficou sério e sombrio. Algo estava errado. – Preciso que entre no meu gabinete, Rukia. – ele disse dando as costas e entrando na sala – Você também, Kurosaki...
Entramos na sala do meu irmão. Me sentei na poltrona e cruzei as pernas. Meu irmão se sentou com sua imponência em sua confortável cadeira do outro lado da mesa. Renji ficou em pé ao seu lado como uma secretária segurando algumas pastas. Ichigo sentoou na poltrona ao meu lado e pôs-se a mastigar algumas guloseimas que estavam na baleira da mesinha do canto.
–Oe, Byakuya, o que você quer? Para de enrolar, eu não sai de N.Y pra ficar esperando a sua boa vontade – Ichigo disse impaciênte.
–Pra começar é Kuchiki Taichou pra você – ele respondeu mau humorado – E cale a boca, Kurosaki.
Meu irmão inspirou fundo, ele estava mesmo nervoso.
–Yamamoto enviou uma missão. É de alto risco e de difícil execução. Yamamoto exigiu que essa missão fosse realizada por vocês dois. Apesar de eu ser contra, preciso que vá na missão com o Kurosaki, Rukia.
–H-Hai – respondi apreensiva.
Renji entregou as pastas para nós.
–Nessas pastas estão as informações da missão, fotos do alvo e perfil. Vocês partem amanha para Londres. Vão encontrar duas agentes lá. As irmãs Pherenike. Vocês vão ficar um tempo por lá aos cuidados de Urahara Kisuke e Yoruichi, Investiguem e enviem relatórios semanais. O alvo é difícil e perigoso. Durante a investigação poderão aparecer pequenos assassinatos, façam-nos e mantenham sigilo. Sejam competentes, e lembrem-se vocês estão em turnê pela “Gotei 13”.
Ichigo e eu assentimos
–Rukia, eu tenho algo pra você – meu irmão sussurrou assim que Ichigo abandonou a sala. Ele pegou uma caixa de veludo negra e a abriu. – ela se chama “Sode no Shirayuki”. E é sua. Um presente para usar na sua primeira missão.
–Arigato Gozaimasu, Nii-sama!
Admirei a espada, ela tinha o cabo brando e a lãmina prateada brilhante. No cabo pensia uma fita de seda branca. Ela era linda.
Eu estava sentada em minha cama. As malas prontas e a espada sobre a penteadeira. Essa seria a minha primeira missão e eu estava nervosa.
Ouvi batidas na porta.
–entre – respondi
–Ojou-sama – Akemi fez uma reverência antes de entrar no quarto. – O carro chegou.
–Arigato ne, Akemi-chan — eu me levantei de cama coloquei minhas sapatilhas e peguei a caixa da espada. – Peça ao Koji que leve minha bagagem e diga ao motorista pra esperar, vou me despedir do Nii-sama.
–Como quiser, Ojou-sama.
Desci as escadas e segui até o escritório de meu irmão, ele estava assinando alguns documentos. Bati na porta para chamar sua atenção e entrei em seguida no recinto.
–O carro chegou pra me buscar, Nii-sama. – Anunciei me aproximando da mesa.
–Muito bem – ele levantou-se para me olhar. –Quero que tome cuidado. Qualquer problema me ligue.
–Hai.
–Avise ao Kurosaki que se algo acontecer a você eu mesmo o matarei.
–Pode deixar. – eu sorri.
Segui para o carro e me sentei no banco de trás. O carro deu partida e seguimos para o aeroporto.
(Ichigo pov´s)
Estacionei o carro na porta da agência e joguei o cigarro pela janela. Faziam 5 anos que eu não vinha ao japão. Eu já havia chegado a quase duas semanas, mas só agora eu resolvi vir visitar a agência e ver o que o Byakuya queria comigo. Só não sei que diabos eu tenho que fazer aqui. Sair do meu esquadrão ( 10 ) e vir para o 6.
Meu nome é Kurosaki Ichigo. Tenho 17 anos, sou filho de Kurosaki Isshin, um ex-agente da “Gotei 13”. Tenho duas irmãs mais novas: Karin e Yuzu. Sou o melhor agente da empresa. 1° lugar no hanking mundial e o agete mais solicitado de todas as agências. Sou assassino desde os 11 anos e fui treinado pelo meu pai. Gaças a ele hoje eu sou o melhor.
Tomei fôlego antes de entrar na agência, havia uma fila de belas garotas á minha esquerda. – Era o disfarce da “Gotei 13” agência de modelos e caça-talentos.
Ouvi uma voz conhecida dando um grito furioso
–Cala a boca, Renji! Você é muito irritante! – Então a porta bateu com força.
Naquele mesmo instante eu a reconheci. Aquela era Kuchiki Rukia, Imouto* (*Irmã mais nova) do atual Taichou da agência 6, Kuchiki Byakuya.
Rukia era minha amiga de infância. A conheci aos 8 anos na escola primária em Karakura. Tornamo-nos melhores amigos ao entrar na academia de “Shinigamis” – Como chamamos os assassinhos da Gotei 13. Aos 11 anos eu me tornei um agente, e me enviaram para o esquadrão 2 em Karakura. 1 ano depois eu já era o melhor, e fui mandado para o 10° esquadrão em N.Y. Desde então Rukia e eu perdemos o contato. Tenho certeza que isso foi obra do irmão dela. Mas soube que ela virou efetiva aos 14 anos, e se tornou a 2ª colocada do Ranking sem ter uma missão de verdade – o que na minha opinião é muito estranho.
Ela se aproximou do balcão.da recepção.
–Mika, quero ver a minha pasta por favor. – Chamou a moça de cabelos prateados e olhos azuis.
–Gomenasai, Kuchiki-san – ela fez uma reverencia curta e ficou rubra de vergonha- o Taichou me proibiu de passar qualquer missão á você. Gomen...
Eu ri Byakuya era superprotetor mesmo. Devia ser por isso que a Rukia nunca saiu em missão de verdade.
–KUSO! – ela bateu o pé dando chilique. Eu me aproximei sorrateiro, não podia perder a chance de irritá-la um pouco após 5 anos de jejum.
Ela se virou furiosa, avaou trombando em mim e caindo sentada no chão. Eu mal pude segurar o riso.
–OE- Chamei-a em tom baixo – Cuidado ai
–Baka! – ela murmurou se levantando pronta pra brigar. Mas quando ela me viu ficou chocada.
–Ku..Ku...- Acho que ela quis dizer “Kurosaki” — Ichigo? – ela disse quase gritando, Garota histérica!
–Oe, Baixinha! – Eu ri debochando dela. Ela me olhou com ódio. Típico, 5 anos se passaram e nada mudou.
–Baixinha é a Puta que Pariu! Cenoura Falante! – ela chingou e eu tive que rir, antigamente ela não falava assim. Que coisa!
–Que horror, isso não é vocabulário para uma moça! – eu disse debochando dela de novo. Então me aproximei novamente e sussurrei perto do ouvido dela–Byakuya não está cuidando bem de você. – e então me levantei sorrindo sarcásticamente – TSC! Problemático !
–Cale a boca, Ichigo. – ela parecia bem nervosa
–5 anos se passaram e você não mudou nada, Rukia. – concluí para aborrecê-la. Eu estava com saudades.
–Você continua um babaca! Pelo menos cresceu...
–Não posso dizer o mesmo de você – provoquei – né? Pintora de rodapé?
Naquele momento eu vi a verdadeira fúria surgir naqueles olhos violeta.
Byakuya saiu da covinha dele e veio falar com a gente. Depois de provocá-lo um pouco nós finalmente fomos conversar sobre a missão.
Bem, pelo menos eu não iria sozinho, seria bem divertido ter Rukia como companhia. Mais tempo pra eu zoar da cara dela. Afinal não é por que eu sou um assassino que eu tenho que ter mau humor como o Bakakuya.
Entrei no apartamento. Karin estava sentada na mesa lendo um gibi enquanto Yuzu preparava o jantar. Eu havia trazido as duas pra ficarem comigo enquanto eu fico no japão. Não queria que Yuzu fizesse serviços domésticos, eu sempre fiz sozinho, mas ela insistiu.
–Konbawa, Ichi-nii.
–Okaeri – eu sussurrei e sorri pras minhas irmãs. Elas são o meu bem mais precioso, não sei se viveria sem elas.
–Como foi na agência? – Karin perguntou curiosa, ela queria entrar pro ramo, mas meu pai não queria que elas treinassem.
–Tudo na boa. O Kuchiki me deu uma missão estou indo pra Londres amanhã. Vocês vão voltar pra casa hoje.
–Mas Ichi-nii – Yuzu fez uma carinha de choro.
–Não fique assim , princesinha, eu volto depois que concluir. Lembrem-se que seu Aniki* (*irmão mais velho) é o melhor do mundo.
–Hai Hai! E você vai vir nos ver logo né? – Karin perguntou.
–Claro que sim.
–Então vá descansar, Nii. Vou arrumar sua mala – Yuzu sussurrou subindo as escadas correndo em direção ao quarto.
– Promete que volta? – Karin perguntou Apreensiva.
–Claro que sim. A missão é perigosa, mas eu não vou sozinho.
–Vai com quem? – a voz de meu pai soou atras de mim.
–Kuchiki Rukia – respondi sorrindo.
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