Notas iniciais
KAAAAAANRA-CHAAAAAAN!!! (Entendedores entenderão XD) MEUS AMORES! DESCULPEM PELO ATRASO! Tive que sair pra jantar com a familia e só pude postar agora T_T Anyway... Boa leitura!

Estar naquele lugar só poderia significar uma coisa, e esta tinha uma grande probabilidade de ser uma noticia ruim.

No entanto, durante todo o caminho o qual esteve acompanhado pelo funcionário, o mesmo manteve-se em silêncio apesar das incessantes perguntas do ruivo. Quando chegaram ao local, Grell tomou consciência do que provavelmente havia acontecido, mas percebendo que seria inútil questionar seu acompanhante, permaneceu calado. Ambos desceram da carruagem e o homem guiou o ruivo para dentro do grande prédio, onde deixou-o aguardando e pediu que não saísse dali.

Estava sozinho a mais de 45 minutos sem nem uma informação se quer. As pessoas passavam por ele como se não o vissem, mas por vezes tinha a sensação de que todos ali faziam questão de ignora-lo. Cada individuo ali tinha conhecimento do que deveria estar acontecendo naquele momento, mas estes preferiam deixar o jovem remoendo-se em agonia, provavelmente os funcionários do hospital estavam acostumados a ver seus semelhantes desesperados daquela forma.

De todas as coisas que poderiam ter acontecido, Grell só conseguia mentalizar um desastre maior que o outro. Não tinha forças que o fizessem pensar em algo positivo naquela situação. Ser chamado ao hospital no meio da noite, quando seus pais estavam em uma arriscada missão, era obvio que não poderia significar algo bom. Mas o pior de tudo era sentir-se impotente, não podia fazer nada e sabia que mesmo que implorasse por alguma informação ninguém iria abrir a boca.

De repente uma das portas do corredor onde estava foi aberta, e de dentro do quarto, saíram duas enfermeiras. Estas empurravam uma cama, onde claramente havia um corpo, o qual estava totalmente coberto por lençóis brancos. Grell não conseguia desviar o olhar da cena, era como se ela o houvesse prendido pela perplexidade com que atentava a cada detalhe e sentindo um forte aperto no peito em seguida. Assim que as mulheres deixaram o corredor uma suma preocupação o fez direcionar sua atenção para o quarto de onde aquelas pessoas haviam saído. Não sabia como, mas tinha absoluta certeza que aquela porta seria aberta novamente em breve.

De fato tal coisa realmente aconteceu. Fazendo-se presente no corredor um homem moreno, que trajava um terno cinza escuro e junto a ele um médico. Ambos olharam em volta até fitarem o ruivo, o qual fazia o mesmo com eles. Os dois homens se entreolharam antes de seguirem em direção ao jovem que, não quebrou o contato visual nem por um segundo. Ao estarem frente a frente o sujeito de terno pronunciou-se.

–Grell Sutcliff, creio que já tenha noção do por que está aqui. – Disse ele com uma expressão fria.

O ruivo mesmo imaginando o que deveria ter acontecido, não conseguiu responder a afirmação do moreno, que apenas suspirou pesadamente e explicou-lhe rapidamente a situação.

–O Sr tinha ciência de que seus pais estavam participando de uma arriscada missão, sim? – Indaga o homem. Grell apenas balança a cabeça positivamente.

–Bem, lamento ser o portador desta noticia, mas seu pai, ele faleceu. – Disse o sujeito um pouco hesitante em como informa-lo – ele acabou gravemente ferido por um demônio e não resistiu.

Por um instante Grell sentiu sua visão escurecer e a respiração falhar. Seus lábios abriram-se para falar, mas nenhuma palavra os deixou. Não sabia o que dizer ou perguntar, milhares de lembranças e sentimentos rodavam em sua cabeça ao mesmo tempo deixando-o sem reação.

–Compreendo que deve ser um choque, mas... – Antes que o homem conseguisse terminar, fora interrompido.

–E minha mãe? – Pergunta o ruivo ainda mais aflito.

–Ela esta esperando por você – responde, indicando o quarto de onde haviam saído – mas devo avisa-lo que ela não resistirá por muito tempo.

Sem perder nem mais um minuto Grell, foi em direção ao quarto. Ao entrar viu sua mãe deitada, esta abriu os olhos lentamente para encarar o rosto do filho uma última vez e com as poucas forças que lhe restavam, estendeu a mão em um pedido mudo para que ele se aproximasse. O ruivo tomou as mãos da mulher entre as suas, aguardando que ela dissesse algo.

–Grell, querido... – Começou ela com a voz baixa e falhando – e-eu sinto muito...por favor, nos perdoe...

Aqueles foram os últimos momentos e ultimas palavras que vivera e escutara de sua mãe antes de sentir o aperto em sua mão ceder completamente. Não sabia que aquele sentimento de vazio que tinha em seu peito pudesse se tornar ainda mais profundo. Agora devia ser o fim, estava tudo acabado, não tinha absolutamente mais nada nem ninguém. Seus pais eram as únicas duas pessoas em sua vida, e agora estavam mortos, e o pior de tudo é que era sua culpa.

–Ela se foi. – Anunciou o médico após verificar o pulso da mulher – Meus pêsames.

–Garoto, sei que esta não é a melhor hora. – Começou o homem que encontrava-se logo atrás dele – mas quanto mais rápido superar, menos doloroso será.

–Quem é você? – Pergunta Grell, sem soltar a mão da mãe, sentindo as lágrimas começarem a correr por seu rosto.

–Meu nome é James Petterson. – Disse ele – Sou advogado e amigo dos seus pais. Eles me pediram para assumir os bens até você ser legalmente capaz para tal. Por hora, acho melhor deixar você digerir todos os ocorridos, então vou deixa-lo sozinho. Quando desejar ir para casa, o Sr pode seguir até a entrada do hospital, haverão algumas pessoas prontas para acompanha-lo. Mais uma vez, lamento pela sua perda.

Dito isso James deixa o ambiente, permanecendo no local apenas Grell e sua mãe. Depois da primeira decepção que Grell sofrera, este já havia desistido de acreditar em finais felizes, no entanto nunca imaginou que uma desgraça como essa pudesse atingi-lo tão rápido e inesperadamente. Durante todo o tempo que passara ali sentando ao lado de sua mãe, a única coisa que conseguia pensar era que toda essa infelicidade fora trazida por ele mesmo, que nada do que aconteceu era necessário e somente ocorrera por sua culpa. Se não tivesse dito nada a seus pais, eles não teriam saído naquela noite, estariam vivos ao seu lado. Ele matara a própria família.

FIM DO FLASHBACK

Ao terminar de contar para o namorado toda a verdade sobre seu passado, o ruivo encontrava-se abraçado ao grisalho, com rios de lágrimas correndo de seus olhos e lhe molhando o rosto, sussurrando entre os soluços que dava que era o culpado pela tragédia. Sentia-se extremamente mau por recordar de tudo, pois isso reavivou sua dor mais uma vez, mas ao mesmo tempo era como se um peso tivesse saído de cima de si, não tinha mais nada, nenhum segredo a esconder do outro. Undertaker abraçava o menor com força, queria conforta-lo, dizer para ele que chorar não era necessário e que deveria parar de dizer que era o culpado pela morte de seus pais. Ele não ficou chocado pela historia, e sim surpreso pelo desfeche que ela tomara, queria que algo assim houvesse acontecido a ele também. Agora entendia o porque do menor sempre lhe dizer para valorizar seus pais embora jamais fosse fazer isso. Sem saber exatamente o que fazer o continuou abraçando o ruivo até que este estivesse calmo.

–Você realmente acredita que a morte deles foi sua culpa? – indaga Undertaker com a voz calma.

–De quem mais seria?! – rebate o ruivo chorando.

–E por que você considera isso importante? – Questiona o maior novamente, parecendo ficar cada vez mais sério.

–O que? Como assim por que é “importante”? – Pergunta Grell começando a ficar bravo com a insensibilidade do grisalho, afastando-se do mesmo – Eles eram meus pais!

–E dai? Você acabou de me dizer o quão cruéis eles foram! – Exclama Undertaker ficando alterado.

–Eles eram a minha família! – Grita o ruivo pondo-se em pé – Ninguém além deles jamais me amou!

–Quer dizer que o meu amor não significa nada. – Rebate o grisalho sério.

–N-não foi o que eu quis dizer. – Responde o menor com os olhos ainda cheios de água.

–Grell, você precisa deixar isso para trás. – Fala Undertaker aproximando-se do namorado e segurando-o pelos ombros – Esqueça-os! Eles não merecem nem uma lágrima se quer.

–Por que você continua dizendo essas coisas?! – Exclama o ruivo, afastando-se novamente – Será que você não ama ninguém?! O que seus pais fizeram para você os odiar tanto?!

Antes que Undertaker tivesse a chance de responder, o outro deixou a sala e correu pelas escadas em direção ao quarto. O maior, no entanto, não se moveu, apenas sentou-se novamente em frente a lareira e encheu outra taça de vinho.

–É melhor que você não saiba, Grell.

Notas finais
Sim, sim... o cap foi curto T_T Mas agora estou um pouco enrolado, mas só pude escrever isso... SABEM PORQUE? SABEM PORQUE? SABEM PORQUE? PASSEI NO VESTIBULAR!!! UHUUUUUUUUUUU!!! TO MEGA SUPER ULTRA HIPER FELIZ!!! OBRIGADO A TODOS VOCÊS MEUS DIVOS DIVOSOS QUE TORCERAM POR MIM! BYE BYE BIIIIII!!!