Notas iniciais
OLÁ!!!!!!! Boa noite pra vcs meus amores!!!! Antes de qualquer coisa quero pedir perdão pelo capítulo ser enoooooooorme e espero que vcs não percam a motivação por causa disso. Não pude separa-lo em duas parte pq ia ficar sem sentido :P. ONEGAI LEIAM!!!! quase morri pra terminar ele a tempo! Boa leitura!

Não fazia ideia do porque estava fazendo aquilo, afinal o outro não merecia que ele se arriscasse dessa forma para ajuda-lo. Sem falar que gastara um bom dinheiro e tempo nessa interminável viajem. Porém depois de quase 24 horas conseguira chegar no Glenapp Castle.

Atravessou todo o lindíssimo jardim de entrada, que apesar de ser noite, era facilmente visualizado. Ainda que estivesse furioso por ter que ir até ali, não deixava de admitir que estava fascinado com todo o luxo que o castelo apresentava. Daria um belo sermão naquele idiota irresponsável, mas antes tinha que encontra-lo. Onde já se vira coisa assim?! Se já não bastasse fugir na calada da noite ainda sequestrava cinco estudantes. Não queria nem pensar o que poderia ter acontecido com todos esses desmiolados se não fosse ele que tivesse atendido aquela ligação bizarra de William. Chegou até a recepção, sendo prontamente atendido pela jovem atrás do balcão, que parecia muito apressada.

–Pois não Sr? – Perguntou ela educada.

–Gostaria de falar com um amigo meu que está hospedado. Será que poderia me informar o numero do quarto? – Pediu ele mantendo mesmo nível de educação que a recepcionista.

–Lamento, mas não podemos passar esse tipo de informação. Qual o nome dele? Posso pedir para irem checar se ele esta no quarto e avisa-lo de que o Sr está aqui. Qual o seu nome? – Sugeriu a moça dando atenção a ele e a outros empregados ao mesmo tempo.

–Seria ótimo. É Alan Humphries.

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O salão onde estavam era absurdamente grande e um tanto...sensual. Aquele não era nem de longe um lugar onde Grell e Undertaker podiam se sentir confortáveis. A pouca iluminação que o ambiente dispunha era feita nos tons de roxo e azul escuro, com uma decoração simplesmente de tirar o folego. Assim como no cassino havia um vasto bar, em um dos cantos do local uma longa mesa repleta de aperitivos. Uma música contagiante soava incessantemente, e várias pessoas dançavam loucamente no ritmo da mesma. Distribuídos em torno do salão, nas paredes, existia uma espécie “área particular” sendo a entrada coberta por longas e grossas cortinas. Esses espaços exclusivos eram reservados para aqueles que queriam ter uma conversa mais intima, por assim dizer. Outro detalhe interessante era que além de tudo isso, espalhados por toda parte haviam mastros onde diversas mulheres dançavam sensualmente, muitas delas usando apenas a parte inferior de suas lingeries. Outras desfilavam da mesma forma por toda a festa em busca de “companhia”.

–EU NÃO ACREDITO QUE ISSO É UMA FESTA DE SEXO! – Exclamou o grisalho nada contente.

–Nem eu! Tivemos muita sorte de darem uma justo hoje! – Falou Ronald entusiasmado.

–POR QUE NÃO ME DISSE ANTES?! SE TIVESSE NEM TINHA ME LEVANDO DA CAMA! – Respondeu Undertaker pronto para esbofetear seu amigo mentiroso – Vamos embora, Grell.

–Qual o problema cara? – Perguntou Eric um pouco desconfiado – Por acaso não gosta de mulheres?

–O Und? Que é isso, o cara mais disputado da Universidade! – Comentou Grell sorrindo forçadamente, mentindo em seguida que lhe agradava a ideia – Pois é Undertaker, por que não ficamos?

O grisalho entendeu e viu que para evitar comentários era melhor seguir o jogo do namorado. Afinal, Eric parecia ter muitas duvidas quanto a relação que os dois levavam. Sentou-se a mesa novamente com a cara ainda amarrada. Mal podia esperar para aqueles dois ficarem bêbados e ele e Grell poderem ir embora dali.

–Sabe, apesar de toda a fama que já ouvi dizer que você tem com as mulheres na academia, não fiquei sabendo que tenha ficado com nenhuma até agora. – Disse o monitor tentando persistir no assunto. Não gostava muito de Undertaker por isso era muito engraçado coloca-lo contra a parede de vez em quando.

–Você também tem a mesma fama que eu e até agora nada. – Rebateu o grisalho com sarcasmo.

–Gente, não vamos brigar, temos que... – Antes que terminasse a frase Ronald fora interrompido.

–Se eu quiser, pego qualquer mulher que está aqui garoto. – Respondeu o mais velho, mesmo sabendo que aquilo não era verdade. Não tinha coragem para fazer tal coisa sem pensar em Alan primeiro.

–Isso me lembra daquela vez que... – Tentou mudar de assunto novamente, em vão.

–Se não me falha a memória, você esta interessado no meu amigo Alan, certo? Aquele que te mandou pastar. – Disse petulante. Não gostava de ficar jogando esse tipo de assunto na cara de ninguém, mas aquele imbecil merecia.

–ESCUTA AQUI, MOLEQUE... – Gritou Eric levantando-se da cadeira e indo em direção ao grisalho, pronto para acertar-lhe um soco quando Ronald o segurou.

–Para com isso! Quer que sejamos expulsos?! – Indagou o loiro tentando não chamar atenção.

–Se brigarmos vamos ser expulsos?! – Perguntou Grell – Vai Und, me dá um soco!

O monitor livrou-se das mãos de Ronald e sem dizer mais nada retirou-se da mesa, misturando-se com o restante da multidão. Os três que restaram ali trocaram um breve olhar.

–Você pegou pesado... – Disse o loiro. Em seguida também retirando-se da mesa, indo atrás do outro.

–Droga, não queria ter que me livrar dele assim. – Falou Undertaker.

–Por que queria tanto que ele fosse embora? – Perguntou o ruivo.

–Pra poder te beijar. – Respondeu segurando o colarinho da camisa de Grell e puxando-o contra si até ambas as bocas se encontrarem.

Mesmo que o lugar fosse um tanto inusitado, era muito bom poder beijar o grisalho em “público”, já que nunca fizera aquilo antes. Sem separar seus lábios dos dele levantou-se do assento e aproximou seu corpo ainda mais do dele, que passou um dos braços pela cintura do ruivo, prendendo-o.

–Se eles acham que vão estragar nossa noite nos trazendo até aqui estão muito enganados. – Sussurrou roçando sua boca a do amado.

–Undy, você está muito mau ultimamente. – Respondeu sorrindo enquanto enlaçava o pescoço do grisalho com os braços.

–Você ainda não viu nada...

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–Não! Não! Não! – Exclamava a jovem, que parecia mais do que sobrecarregada, correndo de um lado ao outro sem dar conta de tudo que tinha a fazer – Já disse que o “entretenimento” não pode entrar pela porta da frente! Mande elas darem a volta e entrar pela porta lateral do salão.

Alan assistia a tudo sentado em um sofá bem próximo dali, enquanto aguardava um dos funcionários retornar com Eric. Minutos depois a recepcionista sentou ao lado dele exausta, esta não aguentava-se mais em pé.

–Noite cheia? – Perguntou ele, tentando ser simpático.

–Nem imagina. Estamos dando uma festa, muito problemática como pode ver. – Comentou a moça.

Em menos de três segundos o homem que fora enviado ao quarto de Eric regressou, sozinho.

–Sinto muito. Mas o Sr Slingby não está no quarto. – Informou ele.

–Ele provavelmente está na festa. – Disse ela levantando-se e indo até o balcão, onde apanhou algumas folhas de papel, e começou a procurar por algo – Como eu pensei, ele realmente está lá.

–Onde é a entrada? – Perguntou Alan levantando-se também e indo até ela.

–Lamento, mas o Sr não pode entrar. Apenas aqueles que compraram convites.

–Nesse caso eu compro um.

–Nós não temos mais. O salão já esta lotado, o Sr terá que esperar até ele sair.

Alan tentaria insistir mais, porém antes que tivesse chance, a moça destinou sua atenção as mulheres que entravam pela frente do hotel usando roupas extremamente indecentes.

–PARA! PAREM AI!! – Berrou ela correndo até as meretrizes – JÁ DISSE PRA VOCÊS ENTRAREM PELOS FUNDOS.

Logo o monitor descobriu o tipo de festa que o hotel estava promovendo. Não conseguia acreditar que depois de Eric tanto persistir em leva-lo junto, e agarra-lo várias vezes na academia ele acabaria indo a um evento como esse. Tinha muita vontade de retornar a estação e deixar o colega para trás. Entretanto tinha que ficar por conta de Undertaker, sabia que estavam juntos, e não podia permitir que o amigo se desse mal. Sabia que não podia esperar até que o monitor estivesse cansado e resolvesse voltar para o quarto. Como não teve outra escolha, assim que a recepcionista despachou as prostitutas, Alan não perdeu tempo e foi atrás delas. Seguiu as mulheres até que encontrou a entrada dos fundos, onde dois seguranças faziam guarda da mesma. Sem nenhuma dificuldade as meretrizes entraram, e logo outro grupo igual ao das anteriores aproximava-se, e foi ai que teve sua chance de infiltrar-se. Misturou-se entre as mulheres que não deram importância e continuaram com Alan junto a elas. Acreditava que passaria sem problemas, já que as jovens decidiram ser simpáticas com ele, mas antes que conseguisse atravessar a porta um dos seguranças segurou-o pelo ombro e arrancou-o do meio do grupo.

–Onde pensa que está indo cara? Só é permitida a entrada de dançarinas. – Disse o segurança parrudo a sua frente. As moças que estavam junto a Alan permaneceram ali para ver no que iria dar.

–E-eu estou com elas... – Mentiu aos dois se intrometendo.

–Você também é... dançarino? – Perguntou o sujeito tentando segurar as risadas, mas sem aguentar muito tempo.

–Sim! – Respondeu Alan envergonhado e com raiva.

O segurança o olhou desconfiado, não acreditava que aquele jovem, com um rosto que parecia ser tão inocente daquele jeito poderia estar em um trabalho daqueles. Porém antes que pudesse questiona-lo, outra funcionária o interrompeu.

–O QUE ESTÁ FAZENDO AI CONVERSANDO?! – Questionou aos berros – VOCÊ NÃO É PAGO PARA FICAR BATENDO PAPO!

–E-ele disse que é dançarino. – Respondeu o segurança para a jovem.

A mulher olhou para Alan, e este pensou que seria descoberto.

–Finalmente o entretenimento masculino chegou! – Disse ela, parecendo aliviada – E onde estão os outros dançarinos?!

–Ah... ahm...eles vão se atrasar um pouquinho mais. – Respondeu o de cabelos castanhos rapidamente, esperando parecer convincente.

–Francamente, eu nunca mais irei contratar amadores! – Queixou-se ela, agarrando Alan pelo pulso e levando-o para dentro.

Ela guiou-o pelos corredores dos fundos do salão, até que chegaram a um cômodo que era uma espécie de camarim, onde várias das meretrizes estavam arrumando-se. Isso deixou Alan imensamente desconfortável. A moça entregou uma vestimenta incrivelmente “inadequada” para ele, que a olhou incrédulo.

–Se arrume e rápido! – Ela disse antes de se retirar, deixando Alan com aquelas mulheres — Não temos tempo a perder, e não me apareça no hall sem estar vestindo isso!

–Puta que pariu...

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Mesmo Grell tendo prometido a si próprio que não iria exagerar nos drinks naquela noite, já havia bebido muito além da conta, ambos, na verdade. E apesar de inicialmente terem odiado a ideia de ficarem naquela festa, agora, nunca haviam estado em um lugar melhor. Não haviam deixado de se amassarem um minuto se quer, e se as coisas continuassem “esquentando” daquela forma teriam que ir em busca de um quarto rapidamente. Estavam sentados na mesa próxima ao bar se beijando, Grell sentia o corpo extremamente quente, parecendo subir ainda mais a temperatura a cada mover de lábios que Undertaker fazia sobre os dele. Teve que pedir para que o grisalho parasse por um instante, do contrário acreditava que poderia realmente derreter.

–Undy, espera um pouco... – Disse ofegante e um pouco vermelho devido ao calor – Está muito quente.

O maior limitou-se a dar um largo sorriso, e parou o que fazia afastando-se um pouco do ruivo para que este conseguisse tomar um pouco de ar.

–Vou pegar uma coisa gelada pra você. – Falou o grisalho indo até o bar.

Grell ficou esperando pelo outro na mesa, cuidando-o de longe, mas como todos estavam muito agitados acabou perdendo-o de vista. Poucos minutos depois já havia retomado sua temperatura normal, apesar do álcool ainda estar colaborando para tal fator. Estava distraído olhando para o amontoado de pessoas procurando por Undertaker quando sentiu uma mão escorregar por seus ombros e descendo pelo lado direito até seu peito. Por um instante achou que poderia ser do namorado, mas quando virou-se viu que na verdade tratava-se de uma das moças contratadas para a festa.

–Está sozinho gracinha? – Perguntou ela, começando a acariciar o corpo do ruivo levemente.

–N-não... e-estou com um amigo... – Respondeu envergonhado, já que a mulher usava apenas uma minúscula calcinha e escorregava suas mãos para lugares mais inadequados.

–E vocês não estão a fim de se divertirem um pouco? – Indagou novamente jogando-se sobre o corpo de Grell.

–Estamos bem... obrigado. – Falou tentando arrumar uma forma de sair daquela situação.

–Tem certeza? Não me parece que isso esteja bem... – Insistiu ela, agora tocando a intimidade do ruivo sobre a calça.

–Só quem põe a mão NISSO sou eu! – Respondeu Undy, arrancando a meretriz de cima do menor.

A mulher encarou Undertaker por um tempo, até ir embora com a cara um pouco azeda.

–Abusada... – Resmungou o grisalho assim que ela estava longe – Tudo certo?

–Claro... – Confirmou Grell pegando um dos copos da mão do namorado e sorvendo o liquido todo de uma só vez – Achei que seria molestado.

–Se eu tivesse ficado naquela fila mais um minuto eu teria sido estuprado. – Riu o grisalho – Não sei nem se vou conseguir me sentar de tantos beliscões que ganhei. Mas, onde foi que paramos mesmo?

–Acho que estávamos indo para quarto – Disse o ruivo com malicia, para então receber um sorriso com ainda mais luxuria de Undy.

–Eu tenho uma ideia melhor...

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Depois de um tempo, o estudante loiro conseguiu chegar ao bar e começar a beber alguns drinks. Já estava no segundo ou terceiro copo, quando começou a encarar a liquido dentro deste, pensativo sobre o que deveria fazer em relação a sua paixão que parecia não ter um fim. Por quê? Por que não conseguia tira-la da sua mente? Por Deus! Era apenas mais uma moça que passara por sua vida... não era? Levou uma das mãos ao rosto e o esfregou, sem saber o que fazer. Neste instante, uma mulher sentou-se ao lado de Ronald, chamando-lhe a atenção de imediato. Ela era alta, tinha um rosto delicado, cabelos loiros e encaracolados que lhe passavam um pouco dos ombros, a moça tinha grandes seios que poderiam fazer outras mulheres terem inveja deles, além das belíssimas curvas de seu corpo. Com certeza ela não era uma das prostitutas que estavam “trabalhando” ali, pois não estava vestida como elas, e muito menos se jogando sobre os homens presentes na festa. O shinigami estava de queixo caído, a loira percebeu que ele a olhava, e olhou para ele também, que tentou disfarçar virando o rosto para outra direção. Ronald percebeu que esta era a chance ideal para arrancar a jovem que lhe tirava o sono de seus pensamentos de uma vez por todas, e decidiu puxar conversa com a loira.

–Boa noite. – Começou ele — Ronald Knox. – Apresentou-se, sorrindo amigavelmente, estendendo a mão para cumprimenta-la.

–Scarlett Adamatti. – Cumprimentou de volta, aceitando a mão de Ronald.

–Posso te pagar uma bebida? – Perguntou galanteador como sempre.

–Eu adoraria. – Disse ela sorrindo.

Estalou os dedos e chamou a atenção do barman, que sem demora serviu ambos.

–Então veio aqui apenas para a festa ou está hospedada?

–Apenas para a festa, tenho uma amiga que conseguiu um convite. Sou muito seletiva quanto aos eventos que vou, simplesmente não suporto pirralhos babacas me rondando. – Falou enquanto bebericava o drink.

–Oh sim, entendo perfeitamente. Também penso como você. – Concordou fazendo a mulher sorrir ainda mais.

–E você? Só veio para a festa? – Indagou a loira.

–Não, não. Sou hospede. Na verdade venho todo mês pra cá. – Mentiu – Apesar de eu estar acostumado com hotéis mais luxuosos, este aqui é mediano.

–Uau, então você viaja muito? – Questionou ficando entusiasmada.

–É, um pouco. Umas seis ou sete vezes por mês. – Respondeu fazendo pouco caso.

–Nossa, e o que você faz?

–Sou chefe da sessão coletora dos shinigami. – Disse sem pensar – Mas minha real especialidade é com as damas.

–Estou vendo. – Riu Scarlett, terminando sua bebida – Pode pedir outra?

–O que me diz que irmos conversar em uma das tendas e eu peço um champanhe? – Propôs Ronald maliciosamente para a mulher que apenas sorriu.

–E se você pedir a champanhe e nós formos bebê-la na sua suíte? – Jogou de volta para ele, agora, bem próxima de seu rosto, mirando seus lábios – Eu sempre quis ver como são os quartos de luxo daqui.

–Ahm... tem certeza que não prefere ficar aqui e aproveitar a festa?

–Podemos fazer a nossa própria festa lá em cima. – Falou a loira sensualmente.

–Garçom, a conta!

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Queria que aquela noite tivesse sido divertida como a anterior, porém, sentia-se um lixo, afinal o que Undertaker dissera era verdade. Aquilo o deixou muito irritado e principalmente frustrado, por já ter feito de tudo para conquistar Alan e não ter sucesso. O pior era que seu sentimento parecia ficar a cada dia mais sólido pelo outro monitor, e este não lhe corresponder. Não conseguia acreditar que estava naquele estado deplorável, sentado no bar bebendo como se não houvesse amanhã. O “velho Eric” jamais estaria daquele jeito em uma festa tão animada, na verdade, ele mesmo estava achando-se irreconhecível, nunca achou que um amor poderia abala-lo daquela forma.

Terminou de entornar o copo que tinha em mãos e logo pediu para o barman servir-lhe outro. Beberia até ser capaz de esquecer Alan ou desmaiar, o que viesse primeiro. De repente ouviu seu nome ser chamado por uma voz que muito se parecia com a do de cabelos castanhos, mas achou que era apenas sua mente pregando-lhe uma peça. Porém, ouvia a cada momento com mais frequência e mais claro.

–Eu vou acabar ficando louco... – Resmungou virando outro copo.

–ERIC!!! – Berrou Alan, agora logo atrás do loiro. Que virou-se assustado.

Saltou do assento e deparou-se com Alan bem a sua frente, mas não conseguia acreditar no que seus olhos viam. O outro monitor vestia apenas uma cueca box preta com muito brilho, um suspensório e uma cartola. Piscou diversas vezes para ter certeza de que a qualquer momento não acordaria daquele sonho maluco.

–Eu devo estar tendo delírios alcoólicos! – Disse o mais velho olhando para todos os drinks que já havia tomado e voltando a olhar para o jovem.

–PARE DE ME ENCARAR DESSE JEITO, PORRA! – Gritou tentando cobrir-se um pouco com suas mãos, nunca sentira tanta vergonha na vida.

–O-o que está fazendo aqui?! Pensei que tinha dito que não viria atrás de mim! E porque raios está usando essa roupa?! – Perguntou Eric arrastado.

–ISSO NÃO É DA SUA CONTA! E não estou aqui por você, vim buscar os outros alunos – Esclareceu Alan irritado – Onde eles estão?!

–E eu lá vou saber! Estão por ai... – Murmurou sem se importar.

–ENTÃO SE MEXA E ME AJUDE A PROCURA-LOS PRA IRMOS EMBORA DESSA POUCA VERGONHA QUE CHAMAM DE FESTA!

–Tá certo, tá certo... – Disse o loiro dando-se por vencido, já estava cansado daquele lugar de qualquer jeito – Mas não quer passar no quarto antes e vestir outra coisa? – Perguntou encarando o outro dos pés a cabeça e rindo.

–NÃO! VAMOS ACHA-LOS E SAIR DAQUI O QUANTO ANTES!

Antes que conseguissem ir a procura dos estudantes, uma jovem segurou o ombro de Alan e o impediu de seguir.

–O que você está fazendo aqui parado?! – Indagou brava – Tem quatro cavalheiros esperando por você nas tendas particulares!

–É, O QUE?! – Repetiu escandalizado. Essa mulher pretendia que ele fizesse uma orgia?! Estava louca!

–Vamos rápido, eu não lhe paguei para ficar conversando! – Disse ela tentando puxar Alan pelo braço.

–E-eu não posso... j-já estou com um...cliente. – Respondeu, aproximando-se de Eric e passando seus braços ao redor dos ombros do mais velho, ficando extremamente corado.

–Sr, sei que é pedir muito, mas talvez, para não haverem problemas, não gostaria de se juntar aos outros cavalheiros? – Perguntou ela também ficando um pouco vermelha.

–Lamento, mas seremos apenas eu e ele. – Falou Eric entrando no jogo e enlaçando a cintura de Alan com um dos braços, aproveitando-se da situação para dar-lhe um tapa nas nádegas e depois apalpa-las.

Isso fez um calor impressionante subir até o rosto do mais jovem, que se quisesse escapar daqueles pervertidos teria que ficar submisso a tal situação.

–Por Deus! Então seja rápido, por favor! – Pediu a funcionaria a Alan – Não podemos deixa-los esperando muito tempo! – Logo que terminou a frase retirou-se, indo resolver outros problemas.

–Maldito! Tire a mão de mim! – Rosnou o de cabelos castanhos, afastando-se bruscamente do outro monitor – Anda... vamos no quarto trocar de roupa.

–Claro, só tenho uma pergunta antes: Quanto você está cobrando?

–CALA A BOCA!!!

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Mesmo sem saber para onde o namorado o levava, sorriu e foi com ele para onde quer que fosse. O menor sentiu um arrepio percorrer todo seu corpo quando percebeu que Undertaker os guiava até uma das tendas particulares que estava vazia. Sem fazer nenhum tipo de cerimônia, Undy tomou a dianteira, abrindo a cortina que selava a tenda, em seguida oferecendo a mão para Grell entrar com ele. O ruivo sorriu e aceitou a mão do grisalho, unindo sua boca a dele mais uma vez antes de entrarem. Assim que estavam dentro dela, fecharam a cortina e voltaram e se beijar. Podiam sentir o sabor forte do álcool um da boca do outro, conforme as línguas se enroscavam em uma desesperada troca de caricias.

As mãos do maior tocavam e apertavam as nádegas do ruivo, fazendo os corpos ficarem unidos, e ambos sentirem os membros rijos roçando um no outro. Undertaker buscando mais por este contato, empurrou Grell contra uma das paredes, o que fez o menor separar os lábios dos do grisalho e gemer baixo ao sentir suas costas colidirem com a superfície dura. Logo o ruivo conseguiu abrir os botões da camisa de Undy, enfiando ambas as mãos dentro dela tocando todo o tronco desnudo dele causando-lhe arrepios. A boca do maior já não se encontrava mais sobre a do outro, e sim no pescoço do ruivo. Passeando com sua língua desde a base da orelha, para o pescoço até o queixo de Grell. Ouvia leves suspiros por parte do menor quando mordiscava sua mandíbula e por vezes subia com sua língua até os lábios dele e desenhava-os com a mesma. Nestes momentos o ruivo fazia questão de abocanha-la, juntando-a com a sua.

Das nádegas de Grell, as mãos do grisalho desceram pela parte de trás das coxas do menor até seus joelhos erguendo-os a altura de sua cintura. As pernas do ruivo enlaçaram o corpo do outro, prendendo-o. Agora com as mãos livres Undertaker pode escorrega-las pelo tórax de Grell até seu peito e beliscar com força seus mamilos, recebendo em troca um longo e sôfrego gemido juntamente com um puxão em seus cabelos. Gostava quando o menor brincava com suas madeixas remexendo-as.

Querendo ouvir o ruivo pedir para que ele o possuísse começou a se mover contra este como se realmente estivesse o penetrando, provocando a intimidade de Grell, deixando-o no limite. Assim como o membro do menor, o de Undy pulsava a cada movimento, podendo ser notado, mesmo sobre a peça de roupa, o quão excitado estava.

–Undy, por favor, continue... mas não aqui...

–Certo, vamos para o quarto que eu vou te deixar louco de tesão. — Sussurrou o grisalho em seu ouvido.

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–EU ESTOU INDO EMBORA! – Gritava Scarlett, irritadíssima enquanto juntava suas roupas do chão e as vestia.

–Não! Por favor, não vá! – Implorava Ronald, tentando convencer a loira a não deixa-lo.

–Você é um idiota! – Ela xingou, terminando de recolocar sua blusa e sair porta a fora.

O estudante não conseguiu dizer nada mais, apenas pode ir até a porta trajando apenas sua roupa intima e observar a moça afastando-se em passos raivosos. Fechou a porta e jogou-se na cama com ódio de si mesmo. Como pudera cometer um erro daqueles?! Nunca, em sua vida toda havia acontecido algo como aquilo. Estava tudo indo incrivelmente bem, mas foi então que aconteceu... Ronald chamara por outra mulher. Maldição, tudo que fizera fora inútil, principalmente a enorme quantia de dinheiro que havia gasto para conseguir aquela suíte de ultima hora. Agora, ficara sem o dinheiro e sem a garota. De fato... ele deveria estar perdidamente apaixonado para chegar ao ponto de chamar por ela enquanto estava com outra. Nunca achou que seria capaz de se prender a apenas uma pessoa, mas pelo o que parecia, estava imensamente enganado. Não queria saber de mais nada agora, queria apenas dormir e tentar esquecer o que aconteceu. Para não desperdiçar a suíte que alugara, decidiu que iria passar a noite ali, porém, primeiro precisava ir até seu quarto (no qual Will estava preso dentro do armário) para pegar um pijama e algumas coisas que precisaria.

Ronald vestiu suas roupas novamente, e trancou a porta da suíte ao sair. Desceu as escadas até o andar no qual ficava o seu quarto e de William e entrou. O moreno que estava dentro do armário, ao ouvir que alguém havia entrado no quarto tentou pedir ajuda, mas não conseguia emitir nada além de ruídos baixíssimos, ficando frustrado por sua incapacidade de chamar por socorro. Foi neste instante que a porta do armário foi aberta, e William pode ver o loiro.

–Ronald! – Will chamava o outro, implorando para que ele o soltasse.

Porém, para o seu azar, Ronald apenas o cumprimentou e pegou algumas roupas que estavam nas prateleiras acima da cabeça de William, em seguida fechando a porta novamente.

FILHO DA MÃE! – Pensou o moreno, debatendo-se contra a madeira sentindo vontade de estrangular o colega.

O shinigami loiro acabara de deixar o quarto, e andava pelo corredor quando ouviu um ruído estranho. Olhou em volta rapidamente, não avistando ninguém, percebendo que o som vinha do quarto que estava próximo, este, era de Grell e Undertaker. A princípio Ronald negou qualquer possibilidade de que um dos dois houvesse arranjado companhia para passar a noite, mas mesmo assim, aproximou seu ouvido da porta.

Aaah!

Sério isso?! Até mesmo Grell ou Undertaker estavam com uma moça e ele sozinho?! Mas que merda estava acontecendo?! O loiro não acreditava naquilo, sabia que seria muita falta de respeito com quem quer dos seus colegas que estivesse no quarto, mas precisava ver aquilo com seus próprios olhos.

Sabia que seria inútil tentar abrir a porta, afinal, esta provavelmente estava trancada. Foi então que uma quase brilhante ideia lhe surgiu. Lembrou-se que todas as janelas dos quartos inferiores tinham um parapeito por toda a extensão da parede externa. Poderia sair pelo seu quarto, que ficava no mesmo andar da dos amigos, e caminhar pela beirada até a janela deles. Só torcia para que as cortinas não estivessem fechadas.

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–Você é louco ou tem algum problema mental?! – Gritava Alan enquanto trocava de roupa – O que tem na cabeça para trazer eles junto?! Se não fosse eu que tivesse atendido aquela ligação...

Eric estava sentado na cama, pensando que iniciativa tomar, aquela era uma chance única que estava tendo. A ultima vez que ficara sozinho em um quarto com o mais novo fora a vários meses, por isso não teve chance de aproximar-se com mais firmeza, por isso não deixaria a oportunidade passar.

–Alan, para de falar. – Dizendo apenas isso, levantou-se da cama e foi em direção ao menor, fazendo-o recuar até alcançar a pequena divisória de mármore que repartia o quarto do bar. Como sempre, encurralando-o para que não fugisse colou seu corpo ao dele provocando-o ao máximo com palavras e toques. Segurou as mãos do jovem, que tentavam afasta-lo, sob a fria pedra, até que deu o passo final e o beijou com vontade.

Para a surpresa de Eric o outro monitor não repeliu o beijo. A suavidade e maciez das duas línguas era maravilhosa, fazia um intenso calor tomar conta dos corpos de ambos. Alan perguntava-se por que sempre correspondia aos lábios do maior se a todo momento queria afasta-lo de si. A cada toque que partia dele o mesmo pensamento lhe ocorria todo segundo “só mais um pouco”. Queria e precisava de carinho, porem, não reconhecia a necessidade. Acreditava que alguém como Eric não era capaz de dar isso a ele.

Sabia que o sentimento por parte do menor era mútuo, mas este era teimoso demais para render-se. Alan não queria aquilo, pois sabia o quanto seria difícil deixa-lo depois. Mas por mais que jurasse a si mesmo que iria enterrar seus sentimentos pelo loiro, estes vinham a tona a cada olhar e sorriso que Eric lhe dava todo dia, e agora tudo se manifestava de uma maneira incrivelmente forte. Porém, mesmo assim, não se dava por vencido.

–P-para...e-eu não posso... – Disse o mais novo quando sentiu os lábios do outro descerem para seu pescoço. Enquanto as mãos já começavam a explorar o tronco, tentando arrancar a camisa que recém havia vestido.

–Me diga por que não? – Questionou Eric voltando a atacar a boca do menor.

–P-por que eu não quero! – Respondeu tentando afastar os braços do loiro de seu redor.

–Não minta pra mim...é obvio que quer – Insistiu o outro sem se afastar.

–NÃO! – Gritou Alan, agora irritado. Fazendo o mais velho interromper os toques e encara-lo de maneira séria, até um pouco fria.

Continuaram colados, mas apenas com um olhando nos orbes verdes do outro. As íris do de cabelos castanhos pareciam temerosas, mais consigo, devido sua reação, do que com Eric. Finalmente depois de alguns segundos conseguiu quebrar o contato visual e se afastar do loiro ficando de costas para este. O mais jovem tremia um pouco, tentava arrumar suas roupas que estavam completamente desalinhadas enquanto esperava o maior dizer algo.

–Prometo que não vou te machucar. Não precisa ficar com medo. – Disse Eric com a mesma seriedade de antes, imaginado saber qual era o problema do mais novo.

–Eu não tenho medo disso! Acha que sou algum pirralho inexperiente por acaso?! – Respondeu indignado. Porém, sem conseguir se controlar, pois sem querer lágrimas já se acumulavam em seus olhos.

–Então o que é? – Perguntou o loiro

–Não é da sua conta. Anda, vamos procurar os outros – Falou, indo em direção a porta. Entretanto o mais velho, moveu-se rapidamente e alcançou a saída antes de Alan, impedindo-o de ir e ficando frente a frente com o menor novamente.

–Se quer tanto se livrar de mim por que não me da um motivo para deixa-lo em paz? É só me dizer do que você tanto foge.

–Mas que inferno! Eu não lhe devo nenhuma satisfação – Disse Alan indo para outro canto do quarto, tentando ficar longe do loiro. Não queria que este visse que estava chorando. Isso se dava pela raiva e ódio que sentia, não de Eric, mas de si mesmo. Pois sentia-se completamente inútil por não conseguir fazer nada em relação ao seu problema.

Se as coisas pudessem ser diferentes, e tivesse conhecido o loiro em outras circunstancias certamente não perderia tempo em ficar ao seu lado. Mas como a vida adora brincar, e provavelmente estava achando o jogo sem graça, resolveu dar a Alan o amor que tanto queria, porém, no único momento em que não poderia tê-lo.

–Eu faria qualquer coisa por você... – Começou o mais velho – você é a primeira pessoa com quem realmente me importo...por que você faz isso?

–Faço o que, idiota? – Perguntou Alan sentando-se na beirada da cama de costas para Eric. Sentia-se exausto, e as lagrimas só faziam sua cabeça latejar.

–Por que afasta todos de você? Entenderia se fosse apenas comigo, mas ninguém consegue se aproximar de você por mais que queiram! – Disse o mais velho levantando um pouco o tom de voz.

Alan simplesmente não respondeu, apenas continuou como estava, parado e em silencio. Não tinha percebido na verdade, mas era verdade, até mesmo de Undertaker ele havia se distanciado. Era como se seu subconsciente já estivesse ajudando-o a se acostumar com a solidão aos poucos. Mas ao mesmo tempo uma dor crescente tomava conta de seu peito enquanto ouvia todas as verdades que fazia questão de ignorar serem jogadas na sua cara pelo monitor. Cada palavra irritava-o mais, curvou-se e tocou seus joelhos com a testa.

–Todos se preocupam com você e você os despreza! – Continuava o mais velho sem ver o quanto aquilo estava incomodando o outro.

–Você não entende... – Balbuciou baixo.

–Então me explique! Por quê?! SÓ ME DIGA POR QUE!

–POR QUE EU ESTOU MORRENDO! – Despejou Alan não suportando mais toda aquela mistura de interrogatório e confissões.

Olhou para o rosto do loiro e encontrou uma expressão pasma. O mesmo acabou dando alguns passos para trás, pois tamanho não lhe fora o choque com aquela informação, cambaleou enquanto recuava até que suas pernas esbararam contra a poltrona próxima a porta, onde acabou sentando para tentar processar a noticia. Alan foi até o mais velho ficando em frente a ele. Eric levantou a cabeça até encontrar as íris do menor e não deixou de prender o olhar no do mais novo ou seu nem por um segundo durante o tempo que precisou para tentar aceitar tudo.

A essa altura o menor já estava mais calmo, e não chorava mais. Ainda sentia-se mal, mas ao mesmo tempo parecia que um enorme peso deixara seus ombros. Quando não aguentou mais a expressão de Eric o olhando daquela forma, virou o rosto.

–Está satisfeito? – Perguntou Alan com um pouco de ironia na voz – Agora que já tem seu motivo, podemos ir?

–Como...? – Indagou o loiro ainda boquiaberto.

–Acho que não é preciso que eu lhe diga, não é? – Respondeu o mais jovem

De fato, Eric sabia exatamente qual era a única forma que havia para um shinigami morrer, mas tal coisa era tão rara que não conseguia acreditar. Os espinhos da morte, capazes de dar um fim a vida eterna de um shinigami. Criados a partir dos gritos de raiva dos mortos, que tomavam a forma de espinhos que começavam a crescer em direção ao coração, causando-lhe dor e sofrimento até o dia em que estes acabassem com a sua vida.

–Bem, creio que agora só haja uma coisa a fazer. – Disse o maior pondo-se em pé e em um movimento rápido tomou Alan em seus braços, dando-lhe um abraço.

Tal ato pegou o mais jovem de surpresa, e de inicio o mesmo não correspondera ao afeto, mas depois acabou abraçando-o também. Agora Alan lembrava de todos os motivos que havia tido para isolar-se e recolocava-os em uma balança. Ao seu ver era muito mais importante poupar o sofrimento dos outros do que o seu próprio. Será que realmente valia a pena ficar sozinho? Deixar o mundo da mesma forma como chegou? Sem ninguém? Talvez o maior estivesse certo, no fundo gostaria de alguém para guardar lembranças suas e sentir saudades.

–Tem mais medo da morte do que da solidão? – Perguntou Eric ainda segurando-o contra si.

–Não temo nenhuma das duas coisas. – Respondeu quase que em um sussurro – Aprendi a viver como os humanos, que as vidas passam em instantes tão rápidas quanto o murchar das rosas.

–Não somos como eles...

–De fato, diferente de nós que temos a eternidade para viver e não temos pressa eles sabem aproveitar cada dia que lhe és dado.

–Você tem razão, nós sempre temos o amanhã, e acabamos deixamos de fazer e falar muitas coisas. – Disse soltando o menor, mas ficando próximo a ele – Por isso não quero deixar de dizer mais nada. Eu te amo.

Tais palavras chocaram Alan, sabia que era possível que o mais velho realmente gostasse dele, mas não achava que este o amava. Ficou sem reação, apenas observando o rosto do maior encurtar a distancia que os separava até juntar seus lábios. Não iria mais resistir, não lutaria mais contra o que sentia, por isso correspondeu docemente ao beijo de Eric, passando seus braços ao redor do pescoço do mesmo, coisa que nunca fizera antes. Diferente das outras vezes, quando o beijo deles era feito a força, agora apenas aproveitavam o sabor um do outro sem restrições. Como a gola da camisa de Alan não estava totalmente ajustada o maior não teve muito trabalho em terminar de desabotoa-la, logo deixando o pescoço alvo do jovem a mostra. Assim, pode descer seus lábios até ele, fazendo o de cabelos castanhos encolher-se um pouco ao sentir o suave roçar em sua pele. A boca do loiro foi até o ouvido do menor e sussurrou-lhe novamente:

–Eu te amo, eu te amo Alan...

O outro começou a pensar se parte do que estava acontecendo não se devia ao álcool, mas mesmo que fosse, não se importava a única coisa que queria naquele momento era Eric junto a ele. Não sabia o que o mais velho estava esperando, mas imaginou que provavelmente este devia estar incerto sobre leva-lo para a cama ou não, afinal, depois de tanta resistência por parte de Alan era compressível que estivesse em duvida e não queria arriscar estragar tudo. Então o mais novo passou a acariciar o tronco do loiro, e ainda que por cima das roupas o outro entendeu que o menor havia consentido. Esperara muito por aquilo, por isso sem perder mais tempo voltou a beijar os delicados lábios do moreno enquanto dava pequenos passos guiando Alan de costas até a cama. No instante que este sentiu suas pernas tocarem a superfície macia deixou-se cair sobre ela e agarrou-se as roupas de Eric puxando-o junto a si. Arrastaram-se até o centro do móvel sem interromper o beijo. O maior já trabalhava nos botões da camisa do jovem, enquanto este tratou de escorregar suas mãos do peito do outro até seus ombros, deslizando-as pelos braços e sutilmente retirando o blazer. Quando abriu a ultima casa, separou sua boca da de Alan e abriu os olhos, queria muito ver seu peitoral e tórax desnudos, afinal sonhara diversas vezes com tal cena. Assim que teve certeza de que era real passou a desferir incontáveis beijos por toda a área. Estava morrendo de vontade para saber qual era o sabor que aqueles mamilos tinham, mas decidiu deixa-los por ultimo. Isso acabou deixando o outro deveras ansioso, pois Eric levava sua boca tão próxima a eles e não tocava-os. Sem que o maior visse pôs uma de suas mãos do lado de seu corpo e discretamente começou a subi-la até seu peito. Estava quase alcançando os dedos no rosado botão quando o mais velho impediu-o, segurando sua mão e levando-a até o topo de sua cabeça, onde estava antes. Alan encarou o maior e percebeu que este sorria enquanto continuava com os beijos, ele queria vê-lo implorar com o olhar. Levou seus lábios ao baixo ventre do moreno onde pode escutar um abafado e baixo gemido. Persistiu naquele local até ver que a respiração do jovem havia se alterado, esta, estava mais intensa e pesada, porém ele não dissera nada, nem emitira algum som. Sorriu. Sabendo o quanto o menor era teimoso decidiu satisfazer a vontade dele, do contrário corria o risco de ficar ali a noite inteira. Voltou para o peito de Alan e distribuiu vários chupões em torno do mamilo para só então suga-lo com vontade, arrancando um gemido de surpresa do menor. Depois de tanto ansiar por aquele toque, o mais jovem apreciava-o por demais, tanto que em pouco tempo seu membro já estava rijo por conta disso. Tal coisa logo foi notada pelo loiro que por estar sob o menor conseguia sentir claramente a intimidade dele crescendo e roçando a sua, que obviamente também estava desperta. Conter os gemidos tonou-se uma tarefa complicada para Alan, principalmente com Eric realizando aquele vai-e-vem enlouquecedor entre seus membros. Apesar de estar divertindo-se torturando o mais jovem, não podia negar de que estava ficando igualmente louco e não conseguia mais continuar com aquela mesma brincadeira. Retirou seu peso de cima do moreno colocando-a em seus joelhos, apenas para poder dar espaço para sua mão invadir a cueca do menor. Este no mesmo instante que sentiu as hábeis mãos do loiro tocarem-lhe daquela maneira passou a sentir diversos espasmos lhe percorrerem o corpo, agora já não suportava mais segurar seus gemidos, que eram languidos. A visão que Eric estava tendo apenas do rosto do mais novo era linda, as maçãs do rosto levemente rosadas e a boca entreaberta emitindo aqueles sons que pareciam uma melodia para seus ouvidos. Queria ver o quadro completo, por tanto terminou de tirar as roupas que ainda cobriam o corpo do menor e admirou-o totalmente, era mais do que encantador vê-lo daquela forma. Retomou o membro do moreno nas mãos, sentindo o pré-gozo molhar seus dedos, indicando que em pouco tempo o mais jovem chegaria em seu limite. Entretanto Alan não permitiu que a situação seguisse daquela forma, puxou o maior pelo colarinho e beijou-o para em seguida sussurrar:

–Tire logo essas roupas...

O mais velho sorriu com malicia e obedeceu. Assim que o maior encontrou-se totalmente nu o moreno pode ver o quanto ele estava excitado e imaginou o quanto o loiro não estava desejando ser tocado também. Então inverteu rapidamente as posições colocando-se por cima, e antes que o mais velho pudesse protestar o menor passou a masturba-lo lentamente, fazendo-o interromper qualquer pensamento que tivesse naquele momento. Remexia-se devido a angustia que sentia naquele prazer tão paciencioso que Alan lhe proporcionava. Não queria acelerar as coisas afinal depois de tanto imaginar esse momento queria que ele passasse devagar, mas chegou a um ponto que não suportou mais e disse:

–Por favor, me chupa logo. – Pediu arfando um pouco.

Concedendo o apelo de Eric, o moreno aproximou sua boca do membro do outro e começou deslizando a ponta da língua por toda a glande para então sentir a mão do maior em seus cabelos forçando sua cabeça para baixo. Soube que deveria começar, pois o maior provavelmente havia alcançado os limites de sua sanidade. Alan começou sugando apenas a glande do companheiro, para em seguida abocanhar seu membro por completo, ouvindo o loiro dar um gemido alto, pedindo-o para continuar. Eric fechou os olhos e permitiu-se gemer inúmeras vezes com a sensação estonteante do oral que o moreno estava fazendo, segurava os cabelos dele, mas não os puxava de forma alguma. Nunca vira uma cena tão excitante quanto a que o mais novo estava naquele instante, se o que ele fazia não fosse tão bom já o teria interrompido, porém aquilo não fora o suficiente por muito tempo, pois seu desejo em ter o outro crescia rapidamente.

–A-Alan... – Chamou Eric – Chega...

Ao ouvir tais palavras saírem da boca de Eric, o menor parou de sugar o mais velho, sentindo-o puxar seus cabelos, até que trouxesse seus lábios de volta aos dele, e sem quebrar o beijo o loiro inverteu as posições novamente, ficando sobre Alan.

–Não posso mais esperar... – Disse Eric, elevando as pernas de Alan e colocando-as em torno de sua cintura – Se eu estiver te machucando não hesite em dizer. – Cochichou no ouvido do menor antes de começar a penetração. O moreno nem se quer teve tempo de responder e já sentia o membro do maior forçar a entrada.

Diferente de como pensou que seria, as coisas foram um pouco dolorosas. Afinal, seu companheiro era um pouco inexperiente em lidar com uma situação como aquela que envolvesse outro homem, Alan era seu primeiro. Este fazia algum tempo desde que estivera com alguém na cama, por isso sentia tanto desconforto. Sentiu que o loiro encontrava-se totalmente dentro dele quando a dor cessou e viu a expressão de prazer que ele tinha no rosto. Novamente não se opôs quando o maior começou a se mover, apenas aproveitou os beijos e fracas mordidas em seu pescoço, que vez ou outra transformavam-se em chupões sobre os locais onde os dentes o marcavam.

Lembrou-se que desde que recebera a noticia de que sua vida agora era finita tal coisa havia o sufocado a cada dia um pouco, uma desolação sem fim instalou-se em seu peito matando-o ainda mais rápido. Tentou convencer a si mesmo que tudo ficaria bem e que nada mudaria até sua partida, mas fizera isso apenas por que a ilusão machucava-o menos. A triste realidade de que estava sozinho neste mundo não deixava sua cabeça em momento algum. Mas agora, parecia que toda a infelicidade que sentira fora compensada, sentir o calor e a proteção que Eric lhe transmitia naquele momento era a única coisa de que precisava para viver seus últimos dias em paz.

Se lhe perguntassem não saberia descrever qual a sensação que tomava conta de dele, pois certamente era algo completamente novo, algo que nunca experimentara antes. Movia-se lentamente contra o menor, vendo detalhadamente cada expressão de prazer que ele tinha a cada investida. Queria registra-las, pois não sabia quantas vezes ainda poderia vê-las. Se realmente pudesse daria seu coração ao moreno, e só pediria em troca que este o amasse com todas as forças que tinha como fazia naquele momento. Ele nunca iria se cansar do moreno, de beija-lo, de deseja-lo, de ama-lo.

Gradualmente a velocidade das estocadas aumentou, multiplicando em centenas de vezes o nível de prazer que sentiam, até que os corpos encontraram-se em um intenso frenesi.

Mesmo antes do dramático diagnostico de Alan, este já achava que a vida não valia grande coisa e depois, passou a acreditar fielmente que o tempo era na verdade um desgraçado. Mas aquelas três palavras, “eu te amo” que o maior sussurrava em seu ouvido naquele instante o faziam repensar de novo esse conceito. Mesmo com o destino tendo debochado dele até agora, lhe prometido tudo e não dado nada, não ligava. A felicidade estava ao alcance de suas mãos agora.

Uma suave transpiração já cobria seu corpo, principalmente as partes que a cada toque dado pelas habilidosas mãos do maior pareciam queimar. Os beijos que trocavam eram quase desesperados, como se estes fossem fugir se não dados rapidamente. Ambos sentiam que em breve chegariam ao ápice, mesmo desejando que tal sensação durasse para sempre. Em uma das investidas, Eric acabou por encontrar o ponto sensível do menor, que abraçou-se mais ainda ao loiro, enquanto arfava e gemia ao pé de seu ouvido. Por um momento achou que havia machucado Alan, mas logo notou que fora muito pelo contrário, e que o moreno parecia era estar delirando de tanto prazer. Então continuou realizando o mesmo movimento com precisão, até que passou a sentir o corpo do mais jovem tremer sobre o seu, avisando-o de que ele chegara ao seu limite, e pouco tempo depois ouviu o moreno chamar sofregamente seu nome quando este gozou e acabou sujando ambos os abdomens. Neste instante, ao sentir o canal de Alan comprimir-se tão forte, aproveitou e acelerou ainda mais a velocidade de suas estocadas, chegando a seu limite e gozando dentro do menor, chamando por ele entre um gemido. Eric saiu de dentro do moreno deitando-se ao seu lado, e Alan abraçou-se a ele, repousando a cabeça sobre o peito do maior.

–Alan, como vai ser agora? – perguntou receoso de que ele dissesse que nada mudaria entre eles.

–Se tempo é tudo o que eu tenho, quero gasta-lo todo com você – respondeu com suas ultimas forças para depois fechar os olhos e adormecer nos braços de Eric.

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–Não olhe pra baixo, não olhe pra baixo, — Repetia o loiro baixinho para ele mesmo, enquanto seguia contra a parede, tomando o máximo possível de cuidado para não cair. Pois apesar dos quartos serem os do último andar, uma altura de no mínimo quatro metros separava as janelas do chão – Estou quase lá...

Quando Ronald chegou até a vidraça congelou exatamente onde estava. Se alguém o chamasse, não escutaria, não via mais nada, a única coisa na qual sua atenção se direcionava era em seu colega de quarto, que estava na cama, com Grell praticamente pulando em seu colo sem qualquer tipo de pudor. Os dois gemiam alto, e Undertaker segurava a cintura do ruivo firmemente para ajuda-lo com os movimentos de sobe e desce. Nunca, jamais em toda sua vida havia ficado boquiaberto com alguma cena que vira, mas desta vez, estava chocado. Aquela era a ultima coisa que já havia se passado na mente do loiro, que mesmo depois de alguns segundos, ainda não conseguia acreditar o que presenciava.

FILHO DA... – Pensou ele, quando acabou se desequilibrando da beirada do parapeito e caiu, sendo amparado por várias roseiras. Quase não importou-se com a dor da queda e com os espinhos que ficaram cravados em várias partes de seu corpo, pois ainda estava em choque com o que acabara de ver, agora, tudo lhe fazia sentido. Perguntava-se a quanto tempo o fato de Undertaker estar tendo um caso com Grell esteve em baixo de seu nariz sem nunca perceber. Será que alguém mais sabia disso? Provavelmente não, e com certeza o casal preferia que as coisas permanecem ocultas. Foi ai que uma brilhante e maldosa ideia lhe ocorreu, fazendo um pequeno sorriso surgir em seu rosto.

–Era exatamente isso que eu precisava... – Disse para si mesmo.

Notas finais
Sei o que estão pensando, ufa! finalmente acabou. Pra quem leu até aqui pf me digam o que acharam! (Além de terem achado gigante). Bem, espero que tenham gostado do lemon, da festa e tudo mais! Até dia 31/08!!! BJO :*