Notas iniciais
OLHA MEUS AMORES LINDOS E DIVOSOS! Primeiramente, QUASE NO CAPÍTULO 30!!! *Jogando confetes para o alto* Alguns avisos: Eu estou ocupada pra CACETE estudando pro Enem, tentando terminar meu TCC, e passar nas minhas provas T_T Foi um parto de elefante pra terminar esse cap hoje, então se eu acabar atrasando futuramente com o capítulo... peço desculpas. Não tenho certeza, (tem que ver algumas coisas antes) mas eu vou estar presente no Animextreme 21º edição agora nos dias 18 e 19 de Outubro, novamente com o meu cosplay de Grell :3 (Arrumei até um Undertaker pra ir comigo! :'D ) E mais... BRACE YOURSELVES... GRELL AND UNDERTAKER SECRETS ARE COMING!!! MUAHAHAHAHHAHA! Enfim, vamos a fic. ( ͡° ͜ʖ ͡°) GHOSTBUSTERS! XD (Leiam o cap e vcs vão entender a piadinha :3 ) Boa leitura!

Se Elyza estivesse vendo tal cena, com certeza teria tido um orgasmo. Pois seria ideal para qualquer momento romântico, os dois amantes estavam sentados bem próximos a lareira que os aquecia enquanto degustavam de um bom vinho e trocavam carinhos. Tudo estava perfeito para Grell e Undertaker desfrutarem de uma noite de amor, claro, se ambos não estivessem famintos tendo de sobreviver apenas com o queijo encontrado pelo ruivo no porão.

O casal já havia aberto a segunda garrafa de vinho, afinal o plano era simples, ficarem bêbados e dormirem para não terem fome. Mas parecia que a resistência dos dois estava mais elevada após o episódio que viveram no Glenapp Castle, apenas duas ou três taças não faziam mais diferença. Bebiam enquanto olhavam as labaredas de fogo da lareira dançando e brincando com as sombras pela sala. Trocavam uma ou outra palavra, mas nada de significativo. O grisalho ainda tentava achar respostas para tudo que encontrara, ou melhor, para o que não encontrara.

–Sério, me desculpe... – Falou o menor um pouco aborrecido, quebrando o silêncio – Queria que as coisas fossem românticas e que passássemos um tempo sozinhos, mas não deveria ter convidado você sem ter nem ao menos o que comer.

–Não se preocupe com isso. – Riu Undy enquanto bebericava o liquido escuro – Vamos fazer de conta que estamos na França, manger du fromage et boire du vin no mais romântico dos hotéis.

Os dois riram pelo tamanho da idiotice dita pelo grisalho, na verdade, era o álcool que começara a mostrar-se. Continuaram a se divertir com coisas bobas enquanto terminavam de comer o queijo que sobrara. Undertaker estava deitado no chão apoiado apenas em um dos braços, com o ruivo ao seu lado sentado com as pernas cruzadas. Em um único gole o maior entornou o que restara de vinho em sua taça e convidou o namorado a sentar-se atrás dele, de modo que pudesse se deitar e por a cabeça no colo de Grell. Este sorriu para o grisalho e curvou-se até alcançar os lábios do mesmo, que iniciou um beijo calmo, mas cheio de desejo. Nunca haviam se beijado daquela forma, era estranha a sensação de não sentir o restante de seu rosto junto ao de Undy. Quando afastou-se, viu um olhar um tanto diferente no maior, não sabia interpreta-lo com certeza, ele parecia feliz, mas havia um brilho estranho em seu semblante. Antes que pudesse perguntar qualquer coisa, o outro adiantou-se.

–Grell, vamos fazer uma brincadeira? – Indagou ele agora sorrindo.

–Brincadeira? – Repetiu confuso. Não entendeu o significado daquilo, primeiro achou que ele referia-se a sexo, mas não havia malicia nele – Que tipo de brincadeira?

–Já jogou verdade ou desafio? – Perguntou o maior mantendo o sorriso meigo.

–N-não.

–Nem eu. – Contou entusiasmado – Então, topa?

–Tá, tudo bem, se você quer. Quem começa? Tem alguma regra?

–Pode começar. Sim, sem perguntas chatas!

–Certo...ahm...e-eu não sei o que perguntar! – Disse o ruivo um pouco vermelho.

–Você sempre quer que eu te conte sobre mim, agora tem a chance de saber o que quiser – Falou tentando animar o namorado também.

–Qual a foi o melhor presente que você já ganhou? De quem? E quando? – Indagou, por não conseguir pensar em coisa melhor.

–Biscoitos. Da minha irmã. No primeiro ano que fui embora de casa. – Respondeu ele relembrando-se vagamente do ocorrido. Não que lhe falhasse a memória, muito pelo contrário, apenas preferia não aviva-la demais – Nova regra: não pode perguntar duas vezes sobre o mesmo assunto.

–Ok – Concordou o ruivo, mas não deixou de notar a forma como o maior procurava esquivar-se de certos “temas”.

–Qual seu sonho sexual? – Questionou rindo por antecipação da cara de Grell. Que agora, estava mais vermelho que seus cabelos.

–UNDY! Por que você sempre fala essas coisas constrangedoras?! – Queixou-se manhoso o ruivo ficando emburrado.

–Qual o problema?! Você não está contando para o mundo todo, só pra mim!

–Não vou responder isso! – Protestou Grell cruzando os braços.

–Vai receber uma consequência... – Ameaçou Undertaker provocando o menor cutucando a ponta de seu nariz com as longas unhas – Sabe que eu não perdoo... tem certeza que não vai responder?

–Não! – Fez birra – Diga logo qual é o castigo.

–Ora, eu não vou cobrar nada de você agora... – Sussurrou ele puxando Grell para que o ouvido desde ficasse perto de seus lábios – mas da próxima vez que fizermos amor, farei tudo que eu quiser com você.

No instante que o grisalho terminou a frase o menor estremeceu. O que não passou despercebido por Undertaker, este não deixou de lhe dar um sorriso malicioso em troca.

–Na verdade, o que acha de debitar essa divida de uma vez? – Perguntou o grisalho tomando uma das mãos de Grell a sua traçando uma linha de beijos por ela até o antebraço, enquanto com a outra, começava sutis toques na coxa do ruivo.

–Não, não, não, não... – Disse o menor impedindo o outro de continuar – você que quis fazer este jogo, agora, vamos jogar! Além do mais, é minha vez!

Se era assim que Undertaker iria seguir, ele também não deixaria barato.

–Por que você e seu ex terminaram? – Lançou o menor ainda com a cara um pouco amarrada.

–Ahm...foi por que... – Estava relutante sobre contar a verdade, mas respirou fundo e olhou nos orbes do ruivo – Nós terminamos por que ele morreu.

Grell definitivamente não esperava por aquela resposta e acabou ficando sem jeito. Por outro lado a expressão do grisalho não se alterou, mesmo que tivesse sido difícil para ele superar tal fato na época, conseguira seguir em frente.

–Desculpe. – Lamentou o ruivo cabisbaixo – -Acho melhor pararmos com a brincadeira, não?

–Eu quero fazer uma última pergunta antes, posso? – Indagou Undy amavelmente.

–Vá em frente...

–Como está a sua relação com os seus pais agora que eles sabem a ”verdade” sobre você? – Questionou sério, mas com um ar terno.

–Por que tanta curiosidade? – Retrucou de volta ficando ainda mais fechado.

–Não me entenda mal, é só que hoje quando acordei resolvi dar uma volta pela casa e percebi que eles não tem nenhuma fotografia sua – Explicou o maior.

–I-isso não é nada demais... nós... apenas não temos costume de tirar muitas fotos. – Disse Grell, sem mudar a expressão triste em seu rosto – Além do mais, você sabe que não gosto muito de câmeras.

–Sim, é verdade. – Concordou sorrindo fraco e levantando-se indo em direção a um móvel que havia num dos cantos do cômodo, pegando uma câmera que havia ali – No entanto, não negaria uma para mim, não é?

–C-como sabia que isto estava ali? – Indagou o ruivo.

–Desculpe... mas eu terminei de olhar a casa muito rápido. – Disse Undertaker com um sorriso – Diga “X”!

Assim que a foto ficou “pronta” o grisalho mostrou-a ao menor, que continuou indiferente em relação ao objeto.

–A verdade é que lhe perguntei aquilo por que queria saber se seus pais também haviam tirado as suas fotos – Confessou o grisalho, deixando seu ar sorridente de sempre e adotando outro de magoa no lugar.

–C-como assim também? S-seus pais fizeram isso? – Perguntou Grell encarando Undertaker com certa preocupação.

–Antes que eu fosse embora...na noite que... – Preferiu não completar a sentença e calou-se abruptamente, deixando o ambiente em completo silêncio, se não fosse os pequenos estalos da madeira sendo queimada.

–Undy...por favor...me conte o que aconteceu? – Pediu o ruivo aproximando-se ainda mais do grisalho, que insistia em esconder os olhos sobre a franja – Chega de noites sem dormir...

–O que?... – Praticamente sussurrou o maior, mas agora olhava para Grell.

–Acha que não percebi que você não tem dormido nem comido direito ultimamente?! – rebateu o ruivo ainda sério, ao mesmo tempo em que encostava sua testa a do namorado carinhosamente. Este insistiu em esconder os olhos novamente.

–Quando contei a eles o que eu sentia, ambos não aceitaram de forma alguma. Disseram que... – mesmo sem ter a intensão de parar, a voz do maior falhou. O que fez Grell levar uma das mãos aos cabelos de Undertaker e descobrir um de seus olhos, pois podia jurar que este começara a chorar, mas assim que os viu percebeu que eles estavam fechados e nenhuma lágrima escorria – ...que se eu não fosse “normal” era melhor encontrar outro lugar para viver. Então foi o que eu fiz, simplesmente fui embora. Mas antes eles fizeram questão de destruir cada retrato, quadro ou fotografia que eu estivesse presente. Daquele dia em diante deixei de existir no mundo deles.

Mesmo parte do que o grisalho contara fosse verdade, ele não sentia-se pronto para revelar o que realmente acontecera para Grell. Ninguém, exceto Elyza, sabia de alguma coisa. Porém, no instante em que terminara de narrar sua historia sentiu o ruivo repentinamente abraça-lo com força e retribuiu o ato. Logo em seguida ouviu em baixo soluço do menor e notou que este começara a chorar.

–Não precisa ficar assim... – Falou Undertaker tentando confortar o ruivo afagando seus cabelos. Este de repente desfez o abraço e com os olhos ainda cheios de lagrimas pôs-se a encarar o maior.

–E-eu preciso te contar uma coisa...

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Não sabia a exata palavra para o que sentia naquele momento, mas a que conseguia melhor descrever seus sentimentos era: frustração. Na verdade, diversas outras encaixavam-se nele, decepção, desilusão e humilhação. Sentia-se usado e por um lado acreditava piamente que merecia aquilo, afinal, quantas vezes já não havia feito inúmeras moças sofrerem daquela forma ou pior? Era um cafajeste sem dúvida. E tudo indicava que continuaria daquele jeito, pois agora, mais do que nunca estava decidido a não envolver-se sentimentalmente nunca mais.

–Hump...e-eu não preciso dela... – Falava arrastado devido a bebida – aquela idiota foi quem saiu perdendo!

–Menino! Se quiser conversar eu estou aqui – Disse a moça que servia-lhe o whisky – Pode ser que eu não seja nenhuma terapeuta, mas garanto que posso lhe responder melhor do que essa garrafa com quem esta falando!

–Só nos colocamos no lugar dos outros quando passamos pela mesma situação, não é? – Questionou o loiro, mais para ele mesmo do que para a mulher a sua frente.

–O que houve entre você e a gostosona? – Indagou ela de volta enquanto secava uma taça.

–O que? “Gostosona”? – Ronald se impressionou pela forma como a empregada referia-se a Elyza, seriam amigas?

–O que? Qual o problema? Acha que foi o primeiro que esteve com ela? – Rebateu a jovem divertindo-se com a expressão do loiro.

–V-você e ela já... achei que ela fosse hetero! – Exclamou ele ainda mais abobalhado.

–Digamos que a Srta. Crevan seja aberta a diversas experiências. – Explicou a de cabelos azulados – Mas não se preocupe, pois a preferencia dela é por homens.

–Eu não acredito que ela é pior do que eu! – Desabafou o rapaz pondo sua testa sobre o balcão. Sentia-se um completo idiota – Sabe, quando eu a conheci achei que fosse uma garota meiga, simpática...ingênua.

–HAHAHAHA Elyza?! Ingênua?! – Repetiu a moça gargalhando alto – Até mesmo eu soube no minuto que a vi que ela não é flor que se cheire.

Assim que garota conseguiu conter seus risos olhou para Ronald e viu a tristeza e decepção estampadas em seu rosto. Com pena dele tentou ao menos consola-lo.

–Ora, qual é. Não fique assim, vários outros também já se enganaram com ela – Disse a jovem, que mesmo tendo a intenção de ajuda-lo não era muito boa com conselhos.

–Nossa! Agora sim me sinto melhor! – Respondeu cheio de sarcasmo – Pela primeira vez na vida eu realmente queria conhecer uma garota. Conversar com ela, conhece-la. Não queria que tudo não passasse de mais uma noite...

–A Elyza é uma pessoa incrível! O único problema dela é que quando ela está envolvida com um livro não pensa em mais nada. – Contou a moça – Sua única preocupação passa a ser com a estória.

–Como sabe sobre isso? – Indagou Ronald ainda deprimido, balançando seu copo em círculos vendo o whisky dançar dentro dele.

–Bem, depois do que aconteceu entre nós duas acabamos nós aproximando e ficando amigas, a propósito, meu nome é Irene, – Falou sorrindo para o loiro – ela vem aqui todos os fins de semana para conseguir inspiração para o livro.

–Hum, imagino qual é o tipo de inspiração que ela traz junto para conseguir escrever – Desdenhou ele, agora com raiva da morena.

–Você só a conheceu em no “período” ruim. – Justificou ela defendendo a amiga. Realmente havia simpatizado com o rapaz e achava que ele parecia ser o cara que Elyza procurava, mas não admitia. Pois esta preferia se prender as fantasias de suas estórias do que viver na realidade – A única coisa que você precisa fazer é não desistir dela. Assim que ela terminar essa obra vai ver que as coisas vão melhorar. É como se fosse menstruação! Depois de um tempo passa!

–O problema é que não sei se ainda quero continuar a vê-la. – Respondeu relembrando-se do que havia acontecido no quarto – No final das contas ela não precisa de mim. Quando esse maldito livro acabar eu vou ser inútil pra ela.

–É uma pena... – Lamentou a jovem – Acho que vocês dois se dariam muito bem.

–Não quero parecer grosso, mas será que podemos deixar este assunto morrer aqui? – Pediu ele. Sua cabeça já latejava por conta da bebida e da morena – Quando será que as estradas vão ficar liberadas?

–Dê mais uma chance a ela! – Disse a azulada outra vez.

–Vocês são estranhas... Por que está tão preocupada com isso?

Antes que a garota conseguisse responder, o som estrondoso de uma porta sendo aberta com brusquidão foi ouvido e tanto Ronald quanto Irene direcionaram sua atenção para o andar superior. Em questão de milésimos de segundo Elyza descia as escadas correndo em direção ao pequeno bar onde ambos estavam. Esta, tomou as mãos do loiro entre as suas enquanto o encarava com os olhos extremamente amedrontadores mas arrependidos ao mesmo tempo.

–Ronnie... – Começou ela, desviando seu olhar do rapaz e ajoelhando-se a sua frente parecendo triste – Lamento pela minha atitude anterior. Meu ultimo desejo era que você acabasse sofrendo. Minhas sinceras desculpas, eu imploro pelo seu perdão!

Aquilo era muito esquisito e Ronald acabou levando alguns segundos para conseguir processar o que a morena havia dito. Afinal tais palavras foram ditas por ela de uma forma muito intensa e sincera.

–T-Tudo bem... sem ressentimentos... – Respondeu ele ainda estranhando a atitude de Elyza.

–Serio?! Isso te convenceu? – Rebateu a garota no mesmo instante, parecendo um tanto incrédula.

–Claro...

–Hum... – Levantou-se novamente e levou uma das mãos ao queixo pensativa – Espero que o Sebastian também consiga convencer o Ciel com isso!

Tão abruptamente quanto chegou, a morena também se foi. Discutindo consigo mesmo o que faria com seu enredo em seguida, deixando Ronald e Irene boquiabertos com sua atitude maluca e insensível.

–He, he e ai? Quando vão fazer as pazes? – Perguntou rindo totalmente sem graça.

–Me arrume outro quarto.

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Devido as “atividades” propostas por Diana a tarde acabou passando muito rápido e logo a noite se fez presente na casa. Junto a ela os macabros sons também retornaram. Mais uma vez, William agradecia mentalmente pela garota ter lhe feito dormir no quarto junto a ela, do contrário já teria pulado a janela e fugido, com ou sem nevasca. Todo o sono que tinha parecia ter desaparecido de um minuto para o outro. Bastou deitar-se na cama para que o mesmo fosse embora, em compensação, Diana parecia dormir tranquilamente abraçada a si. Aquilo era loucura! Precisava haver uma explicação lógica para tudo. Recusava-se a continuar com aquela bobagem, iria descobrir de uma vez por todas o que estava acontecendo. Mas claro, não era necessário fazer isso sozinho.

–Diana... – Chamou-a tentando desperta-la com alguns leves toques em seu ombro – Diana acorda... Diana... ACORDA MULHER!!!

–Ahm... o que?!– Disse ela acordando com um susto – Delicado como um elefante em uma loja de louças não é William?! O que você quer?!

–Levante-se, nós vamos descer agora mesmo e encontrar de onde vem esses barulhos – Respondeu o moreno já pondo-se de pé e ajeitando os óculos.

–Eu não! Tenho amor à vida sabe... Se quiser, fique a vontade... – Falou virando-se na cama para dormir novamente.

–Pois bem... eu vou... – Persistiu ele, fingindo não se importar com ausência da de cabelos rosa – Estou indo. Afinal isso é ridículo, somos shinigamis e temos que agir como tais, não podemos nos intimidar com um simples barulho.

–É verdade. Boa sorte então.

–Olha só eu lavei sua calcinha hoje... não custa nada você descer. – Resmungou Will ainda parado ao lada da cama.

–Tsc... certo, vamos. – Concordou ela levantando-se e indo até a porta.

Diana destrancou-a e abriu um pequeno vão, de modo que pudesse espiar o corredor escuro. Quando viu que não havia nada ali saiu do quarto e fez sinal para que o rapaz a seguisse. Ambos caminhavam devagar e em silencio tentando não esbarrar em nada.

De repente no final do corredor próximo a escada William viu um vulto se movimentar, mas antes que conseguisse ter qualquer reação, ouviu Diana começar a tossir alto e incessantemente. Esta acabou curvando-se até que acabou de joelhos no chão. Preocupado o moreno tentou ampara-la, não sabia o que fazer já que a jovem parecia estar começando a ficar sem ar devido a força que o diafragma desta fazia. Perguntou a ela o que estava acontecendo, mas nem que garota quisesse conseguiria responder. Poucos segundos depois a tosse pareceu ceder até que desapareceu completamente. Por um momento William havia se esquecido do que havia visto a poucos metros de distância bem a sua frente. Mas assim que olhou de volta para o mesmo lugar, não havia mais nada ali.

–O que aconteceu? – Perguntou direcionando sua atenção a de cabelos rosa outra vez.

–Acho que foi um fio de cabelo. – Disse ela erguendo-se como se nada tivesse acontecido e continuando seu caminho.

–O QUE?! UM CABELO?! — Berrou ele irritado.

–SHHHH! – Fez agitando os braços pedindo silêncio – Quer que o que seja lá que esteja aqui nos escute?!

–Ahh claro... você tossindo como um cachorro doente não tem problema!

Ignorando as provocações do moreno, a garota aproximou-se da escada e começou a descer os primeiros degraus, enquanto William ia em seu encalço. Quando chegaram a sala, acenderam um lampião e começaram a procurar pelos cômodos qualquer sinal que indicasse anormalidade. Durante toda a busca ambos permaneceram com os olhos e ouvidos alertas, mas absolutamente nada foi visto ou ouvido, nem um ruído ou sussurro se quer.

–Viu é como eu lhe disse, sempre que procuramos não encontramos nada. – Concluiu ela disposta a voltar para o quarto.

–Isso é impossível! Eu juro que vi algo quando estávamos lá em cima. – Falou ele incrédulo que sua “caça” não havia resultado em nada.

–Talvez tenha sido sua imaginação. Eu não vi nada.

–É claro que não! Você estava tossindo como um velho em estado terminal. – Rebateu ele – tenho certeza que não estamos sozinhos...

–Mas não adianta de nada ficarmos aqui, – Crispou Diana, também começado a se irritar – e se realmente há mais alguém na casa é ainda pior continuarmos na sala!

–Certo. – Concordou o moreno. Subindo as escadas atrás da garota, até mudar de ideia.

–Vou tomar um pouco de água antes. – Disse retornando os poucos degraus que havia subido e direcionando-se para a cozinha.

–NÃO!

Mas foi tarde demais. No instante em que iluminou a peça viu duas criaturas negras. Não pode deixar de gritar quando ambas avançaram em sua direção. Tentou correr, mas esbarrou com força em Diana que fora atrás dele na cozinha e os dois caíram no chão. Assim que olhou para cima viu que os dois monstros estavam muito próximos. Era isso, não havia escapatória morreriam ali, só Deus sabe pelas mãos do que. Nunca achou que terminaria daquela forma. A única coisa que conseguia ver agora era a escuridão aproximando-se lentamente. Olhou para o outro lado e viu Diana no chão, também encolhida e com medo. Rapidamente foi até ela e abraçou-a enquanto aguardava pelo fatídico momento.

–DIANA! DESCULPE POR LHE CHAMAR DE CACHORRO E VELHO DOENTE! E QUERO QUE SAIBA QUE EU TE...

Antes de terminar a sentença, William voltou a olhar para as criaturas, e foi ai que notou algo muitíssimo interessante que o fez qualquer pavor que estava sentindo desaparecer. Soltou Diana e pôs-se em pé com uma expressão de puro ódio no rosto.

–ESPERE! NÃO FAÇA ISSO WILL!!! – Gritou a garota ainda no chão, tentando impedir o moreno de aproximar-se das assombrações – TERMINE O QUE VOCÊ IA DIZER!!!

–EU IA DIZER QUE ENTIDADES NÃO USAM SAPATOS SCARPIN!!! – Arrancou os tecidos negros que cobriam as duas garotas. Flagrando uma delas com meio sanduiche na boca.

–AHHH EVELYN!!! MARGARETH!!! – Exclamou Diana – QUE VERGONHA!!! COMO PUDERAM FAZER ISSO!?!?!

–EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ESSA BRINCADEIRA RIDICULA DIANA! – Gritou William, estava mais do que furioso, seu olhar beirava a insanidade.

–EU??? IMAGINA, É CLARO QUE NÃO!!! – Protestou fazendo-se de inocente.

Iria continuar negando, mas quando percebeu que o moreno estava extremamente sério, achou melhor confessar tudo de uma vez.

–Eu não planejei tudo isso... – Falou ela, encarando os próprios pés e enrolando a ponta de sua camisola, como se fosse uma criança – eu só deixei você preso fora de casa, depois que o Grell me entregou a chave. O resto foi ideia delas!!!

–O QUE?! AQUELE BASTARDO!!! E VOCÊ... – Com o pouco auto controle que ainda havia lhe restado, Will retirou-se da cozinha antes que fizesse alguma coisa da qual fosse se arrepender depois.

–Will espera! – Pediu Diana com a voz já pesada, sabia que não aguentaria muito antes de começar a chorar.

–ME DEIXA EM PAZ! – Berrou já do segundo andar.

–Talvez a gente tenha exagerado um pouquinho... – Disse Margareth com pena da amiga.

–Não esquenta. – Falou Evelyn pondo as mãos nos ombros de Diana tentando conforta-la – Logo, logo ele vai esquecer isso.

–NÃO!!! PODE TER CERTEZA QUE EU NÃO VOU!!! – Exclamou o moreno descendo as escadas vestindo uma jaqueta cor de rosa, que não lhe cobria nem a metade do tronco, uma touca de lã com pompons e com duas raquetes de tênis amarradas nós pés.

–Ei!! Esse casaco é meu!!! – Gritou Margareth – Além do mais ele não combina com essa touca!!

–Onde você vai?! – Indagou Diana preocupada

–Vou pra casa!

–Como pretende entrar sem uma chave gênio! – Debochou Evelyn, irritada pela falta de senso de humor do moreno – Ou melhor, como pretende sair daqui?

–Da mesma forma que entrei. – Respondeu terminando de arrumar seu “equipamento” – não vou ficar nem mais um minuto com vocês suas lunáticas!!!

–M-mas William... – A garota de cabelos rosa tentou outra vez conversar, mas foi novamente interrompida.

–Adeus, Diana.

Notas finais
GHOSTBUSTERS! Kkkkkkkkkkk (Ai, ai... Will dando gritinho de mulher XD) E ai? O que vcs acharam??? Odiaram ou não? Anyway... Reviews??? Please? GRELL AND UNDERTAKER SECRETS ARE COMING! (Juro que vou fazer um meme com isso! :3 ) Só pra lembrar, vou estar no AX semana que vem. :3 Beijos, abraços, e até a próxima atualização... ah, e mais uma coisinha... GHOSTBUSTERS! XD