Shinigami
4 Capítulo 2: Visitinha Inesperada
Notas iniciais
Gomen por demorar tanto com esse capítulo, é que quando a criatividade não permite não tenho mais nada a fazer senão esperar.
Mas aqui está, fiz o L meio meigo mas não me matem ok? *aparece o Ryuuku de algum lugar e me bate com um saco de maçãs: seja fiel á história sua baka!*
Bem,espero que gostem! ^^
Já faziam 6 anos desde que eu, Matt e Mello (S: este último com muita força de vontade, devo dizer) havíamos nos tornado amigos de Near, o albino mais inteligente do mundo.
– Ei, ovelhinha! — Gritei, ao vê-lo andar sozinho em direção á sala de aula (S: sim, infelizmente, tínhamos aula)
– Ah, olá Shay. — Disse, sem emoção.
– Será que você podia pelo menos TENTAR demonstrar um pouco de afeto quando ninguém está olhando? — Perguntei, fingindo estar magoada.
Ele me olhou com aqueles olhinhos, que estavam se tornando mais brilhantes enquanto eu olhava e dava para ver que estava se esforçando muito.
– Eu.. err,... Shay-chan! — Disse aquele menininho/ovelhinha, muito Kawaii, me abraçando. — É bom te ver.
Ele me largou muito rapidamente e voltou a ficar sério quando começamos a ouvir passos vindo do corredor ao lado.
– Ei, Near, Shay! — Ouvi a voz de Matt gritar.
– Que ótimo, ela está com o algodãozinho. — Ouvi Mello resmungar.
Eu ri baixinho. Desde que Near se tornara o número um da Wammy's e abaixado Mello de seu patamar elevado e deixado-o no mesmo (S: quase) nível de meros mortais seu humor estava pior do que nunca, se isso fosse possível.
– Yo, Shay! — Cantarolou Matt, alegremente, abraçando-me por trás.
Eu ri nervosamente e devo ter corado um pouco, pois percebi Near ficar um segundo com um olhar magoado.
– Tudo bem, Matt, chega disso. — falei, empurrando-o e deixando-o no vácuo. — Você sabe que o Roger vive dizendo que já sabemos o que acontece entre um garoto e uma garota.
Matt ficou com cara de cachorrinho sem dono, mas assentiu com a cabeça. Dei um beijo em sua bochecha e o vi ficar vermelho.
– Você é muito contraditória, sabia? — Perguntou-me.
– Sim, sabia.
Olhei para Mello, ele parecia ligeiramente magoado e... com ciúmes! Que coisa fofa!
– Você fica bobo com ciúmes, sabia? — Falei, provocando-o, mostrando-lhe a língua em sinal de desafio.
De repente, o rosto de Mello se iluminou e um sorriso perversamente travesso surgiu em seus lábios que, somente desta vez, não estavam lambuzados de chocolate. Ele me encarou e foi até Near, que encarava a cena curioso pelo que viria a seguir. Então Mello fez a última coisa que eu esperava que ele fizesse em sua vida, contornou o albino e lhe deu um abraço. Colocou a cabeça no ombro do pequeno e me olhou com um falso olhar magoado.
– Fiquei magoado, sabia? Se me deixar assim vou pegar sua ovelhinha pra mim. — Falou, mostrando-me a língua também e fazendo um sorriso malicioso em seus lábios enquanto Near tentava se libertar.
Fechei os olhos tentando me acalmar e fazer aquela veia na minha testa parar de pular, mas acho que não deu certo. Tudo bem, eu já tinha algumas suspeitas de que Mello era bi, mas abraçar a MINHA ovelhinha já era avacalhar!
– Solte. Já. A. Minha. Ovelha. Seu desgraçado. — Rosnei, tentando controlar a voz.
– Não vou soltar até você pedir com carinho. — Tá, agora foi demais!
Eu geralmente era calma e fofa, e acho que agradavelmente bonitinha, mas quando eu ficava com raiva... Acho que Matt já havia entendido o recado e Near também, porque o albino conseguira se desvelinchar do loiro e os dois davam passos para trás. Eu tinha certeza de que havia uma aura perigosa ao meu redor, porque o sorriso de Mello se desfez. Quando percebeu, o loiro conseguiu colocar para fora forçadamente um sorrisinho sarcástico.
– Vai me bater, é? — Perguntou, de maneira perigosa. — Quero até ver conseguir.
Eu não era mais forte do que Mello, primeiro porque ele era mais velho e segundo por ele ser um garoto, mas quando eu me irritava realmente podia ficar um tanto... perigosa. Era por isso que apenas aqueles três eram meus amigos. Recapitulando, eu estava quase pulando em cima de Mello quando fomos interrompidos. Mas maldita a sorte daquela Madonna chocólatra!
– Mas o que... ? — Ouvi a voz de Roger arfar,
O ódio se esvaiu quase instantaneamente e eu me virei para Roger, encarando-o com um sorriso quase angelical.
– Oi Roger. — Falei sorrindo. — Já estamos indo para a aula, não precisa brigar conosco.
– Ah, Shay! N-não é isso, é que... preciso de Near, Mello e Matt urgentemente. — Explicou, parecendo constrangido.
Ele precisava dos três? Então não poderia ser por causa de Matt ser pego fumando, nem sobre as encrencas de Mello, nem sobre algum prêmio para Near, pois então não teria necessidade de chamar todos os três. E Roger não queria falar na minha frente. Então será que...
– Eu não acredito! — Falei, meu rosto se iluminado com a dedução que acabara de fazer. — Ele está aqui!?
Roger parecia surpreso com minha dedução impressionantemente rápida e, por sua surpresa, pude deduzir que eu estava certa. Dei um sorrisinho de canto.
– Shay, você sabe muito bem que apenas os três primeiros... — Começou Roger, mas naquele instante disparei em direção á sala de Watari-san, feliz da vida.
Curvei-me um pouco na frente da porta e tentei normalizar minha respiração, que estava ofegante por causa da corrida. Eu estava tão eufórica que nem percebi quando a porta se abriu, levei um pequeno susto quando uma foz monótona e um pouco familiar falou:
– Quem... ah, senhorita Nigami.
Quando olhei para cima me deparei com L, mais velho, uns 16 ou 17 anos talvez, mas quase o mesmo desde que o vira naquela vez. Continuava o mesmo... Senti meu rosto corar (S: tá certo, eu tinha SIM uma quedinha (lê-se: um grande TOMBO) por ele, nem riam) quando aqueles olhos frios encararam os meus por um segundo.
– Ahn... L... e-eu... — Gaguejei, tentando explicar o porque de, diabos, eu estar parada ali sem ser uma das três primeiras.
– Vejo que acabou perdendo para Matt, o que faz aqui? — Falou detetive e, se eu não o "respeitasse" tanto, teria pulado em cima dele por jogar sal naquela ferida.
Tudo bem, não sou como o Mello, mas aquele assunto era delicado, era quase o mesmo que me chamar de burra, e eu não gostava de ser chamada de burra...
– E-eu? Érr... bem, é que eu... — Gaguejei novamente. Droga de nervosismo!
Bem, digamos que fui salva pelo gongo, ou pelo grito do Roger, se preferirem para ser mais realista.
– Shay! Você... ah, Ryuuzaki. — Disse Roger.
L encarou-o friamente. Certamente aquele não era seu nome de verdade, mas ele parecia bem irritado com a falta de sensibilidade da parte do outro. Vê-lo com um tantinho de raiva deixou um risinho atrevido ressoar por minha garganta. O sentimento de medo e raiva de mim mesma foi tão intenso que senti minha vista embaçar um pouco e vi L me olhando espantado, mais pálido do que de costume, parecia que tinha visto um fantasma. Então minha visão voltou ao normal e L... ou Ryuuzaki voltou sua expressão ao normal, ou tão normal o quanto poderia ficar. O detetive bagunçou meus cabelos negros e, mesmo com a expressão fria, parecia um pouco.., como posso dizer, paternal?
– Está tudo bem, ela pode ficar Roger. — Disse L, sem tirar a mão de meus cabelos, impedindo meu rosto corado de voltar ao normal.
– Mas ela... você sabe, está no quarto lugar agora. — Falou Roger.
Se L não estivesse ali naquele momento, minha raiva passaria de uma veia pulando em minha testa para uma tentativa de homicídio.
– Está tudo bem, deixe-a. — Falou o detetive, calmamente. — Chame os outros três... acho melhor que separadamente.
– S-sim! — gaguejou Roger e saiu praticamente correndo para buscar os três.
– Então, Shay. — disse L. — O que queria mesmo?
– Ahn, é que... b-bem, queria vê-lo... — Gaguejei corando mais ainda.
Pela primeira vez eu vi L sorrir. Pelo que eu sabia, L nunca tinha sorrido antes então aquilo fez com que eu sorrisse também. Talvez para ele eu fosse como uma filha e isso era melhor do que nada, então fiquei feliz.
– L... — Comecei, mas o detetive me interrompeu.
– Me chame de Ryuuzaki.
– T-tudo bem. — Gaguejei.
– É melhor ir, ou se atrasará muito para a aula. — comentou.
– O-obrigada. — falei, afastando-me e vendo Ryuuzaki entrar e fechar a porta.
É, aquele com certeza fora o dia mais feliz da minha vida!
~um sorriso do L que me deu medo (na vdd é pq tem 69 kb XD)~
Notas finais
PS: L tem 16 ou 17, Mello acho que 11, Shay e Matt 10, acho e o Near tm 8 ou 9. Não me apedrejem! ^^
Oia o Link: http://i201.photobucket.com/albums/aa301/murasakiitachi216/death%20note/creepy-smile.jpg
Fale com o autor