Shinigami

12 Capítulo 10: fujoshi malévola e esquecimento


Notas iniciais
Então... oi. Haaaaaaaaaaaah! Eu sei, mereço morrer! >3< Mas sério, a culpa realmente não foi minha! O Shinobu chegou faz uma semana, mas o Miyagi (o outro note, que é, consequentemente, o seme do meu novo bb U3U) ainda não tinha chegado, chegou só na quarta! Daí eu me matei pra escrever o mais rápido que pude e acabai de terminar... =.= Sério, desculpem. Mas não me matem que meu aniversário foi na quarta, ok?
o/ até as ~le notas finais~

– Beyond, sua mula! – Gritei, ao que demos de cara com o idiota rindo diabolicamente e com um estilete meio perigoso nas mãos. – Solte isso.

– Oh, Shay-cha~

Ele não conseguiu terminar, pois eu me adiantei e meti-lhe um soco na cara. O psicomaníaco ficou tão surpreso que soltou o estilete, que caiu no chão fazendo um barulho metálico.

– É para sermos discretos, sua anta. – Senti uma veia pulsar em minha testa enquanto minha visão estava levemente avermelhada. – Cadê o Ryuzaki e o Near?

– Provavelmente voltaram para junto de Watari. – Ele deu de ombros, sorrindo diabolicamente.

– Certo. – Segurei seu pulso com força, como se fosse uma garra de aço. – Nem PENSE em tentar fugir. Vamos, cambada!

De-chan e o Yagami apenas assentiram, surpresos, enquanto os M&M’s apenas deram de ombros. Comecei a arrastar Beyond enquanto seguia Raito e Deivid, que tinha sido o único com o bom senso de lembrar de trazer um mapa daquele lugar enorme.

– Awn, que bonitinhos! – Uma garota loira passou por nós, falando com a amiga ruiva. – O MEU namorado nunca se vestiria com a mesma roupa que eu, aquele cabeça-de-bagre.

Elas deram risadinhas e... certo, eu entendi isso mesmo? Olhei novamente para Beyond. Eu estava segurando o seu pulso... sua bermuda tinha a mesma estampa de meu biquíni... ele ria maliciosamente... MAS QUE MERDA?! Graças á Deus Matt estava logo atrás e percebeu o que estava acontecendo pois senão eu certamente teria pulado para cima da mulher. Assim que me virei, os olhos provavelmente quase ficando vermelhos e soltando o pulso de Beyond, ele agarrou minha cintura assim que fiz menção de avançar em direção á mulher.

– Me larga, Matt! – Rosnei, esperneando.

– Calma Sh... – Ele olhava em outra direção, logo atrás de nós e vi que segurava o riso. – Hm, Yagami-san, Beyond...

Assim que me virei para ver o que ele olhavam quase tive uma hemorragia nasal. Aparentemente, Beyond tentara fugir assim que eu soltara seu pulso e Raito tentou impedi-lo. Não conseguindo, os dois caíram no chão, Yagami-san em cima de Beyond (S: é, eu mesma deduzi isso tudo U3U).

– Kya! – Tenho certeza de que meus olhos brilharam naquela hora.

Bom, eu não ficaria tão encantada se o japonês não estivesse corado e Beyond não estivesse semi-levantado o encarando. Assim que ouviu meu gritinho de fujoshi histérica, o Yagami caiu na real e se levantou, com o semblante irritado e olhando ara qualquer outro lado que não fosse B.B. Dei uma risadinha pervertida e Mello revirou os olhos, Deivid também me encarou com uma cara estranha, mas dei de ombros.

– Vamos logo, Yagami-san, por favor leve o Beyond. – È, eu sou uma menina má.

O Yagami me olhou indignado, mas fez o que pedi. Logo eu e Deivid estávamos guiando o grupo enquanto Raito arrastava B pelo pulso a uma distância maior do que a suficiente. Hohoho, eu sou tão má... ok, chega disso.

– Ah, crianças, que bom! – Watari-san sorriu aliviado ao nos ver. – Beyond... venha aqui, sim?

Watari-san pegou Beyond pelas orelhas e o levou para as cadeiras (que eram 7) mas longe de nós, fazendo Raito soltar um suspiro aliviado.

– Shay, quem é este? – L encarava o De-chan com um ar de curiosidade.

– Ah, Ryuzaki, este é meu amigo Deivid, ele ia a Winchester ás vezes e nos encontrávamos quando tinha permissão de sair do orfanato. – Okay, isso foi uma mentira deslavada, eu nunca tive permissão para sair, eu fugia mesmo. – De-chan, este é o Ryuzaki.

– Olá. – Deivid sorriu educadamente.

– Então ele irá almoçar conosco. – Não foi uma pergunta.

Ficamos por alguns minutos num silêncio constrangedor, então Watari-san voltou com um Beyond irritado. Ele estava olhando para baixo, para o seu pé, então segui seu olhar. Quase comecei a gargalhar. Havia uma tornozeleira eletrônica presa em sua perna, do tipo daquelas que se usa em presídios. Com certeza ali havia um chip rastreador e, se eu tivesse sorte, alguma função para dar choque caso ele se afastasse demais de nós. Dei um sorriso maldoso que ele respondeu co um olhar homicida. Nós iríamos almoçar, como avisou Ryuzaki, em um restaurante dentro do parque. Eu estava conversando com Deivid e Matt, quando ouvi algo um pouco interessante.

– Ouve algo, Raito-kun? – Perguntava L, logo atrás de nós. – Está vermelho desde que nos encontramos.

– N-não foi nada, Ryuzaki! – Ouvi o japonês dar um riso forçado e nervoso.

Tenho certeza de que minha cara ficou bem estranha, pois Matt e Deivid me olharam com um olhar desconfiado. Apenas dei de ombros.

O restaurante era aceitável. Não era aquela maravilha e nem de longe se equipava á comida de Watari-san, mas não tinha uma cara horrível e o gosto era bom. Pedimos até sobremesa, mas, como eu esperava, não chegava nem aos pés das sobremesas do Watari-san.

– É melhor irmos embora agora. – L disse, para minha surpresa. – O parque será fechado para que a polícia comece a caçar Beyond.

Um segundo depois, uma sirene de alerta soou e uma voz em uma altura incrivelmente alta que eu acho que ressoou, e eu não ficaria surpresa, pelo parque todo.

– Senhoras e senhores, devido a problemas técnicos (Arisu B.: vulgo, um assassinato violento U3U) o parque tal (S: preguiça de criar o nome é foda Arisu B.: ah, quieta) será fechado até segunda ordem. Por favor, retirem-se do local pela próxima hora para que o problema seja resolvido. Obrigado.

Olhei com uma aura maligna suprema para o psicopata, que apenas deu de ombros com o semblante nem perto de culpado. Maldito serial killer.

– Despeça-se de seu amigo e vamos, Shay. – Falou Watari, com um sorriso consolador.

– Bem, obrigado por me deixar ficar com vocês, Shay-chan. – Deivid sorriu para mim. – Até uma vez.

– De nada, amoure. — Eu sorri. — Eh, pegue o número do meu celular para me ligar quando quiser (S: é, eu tenho celular \\o/).

– Ok. – Ele segurou minha mão por um momento. – Até mais, Shay-chan;

Segurei seu pulso antes de ele se virar e, quando não havia ninguém olhando, plantei-lhe um beijo na bochecha. Ele corou e riu meio abobado. Kawaii.

– Até mais, De-chan. – E ele foi se afastando.

Depois de arrumarmos nossas coisas e nos vestirmos (após mais um quase-incidente sobre um comentariozinho descuidado sobre namoro e roupas iguais), esperamos alguns minutos por Watari-san para podermos entrar na grande van verde-limão “nada” chamativa. Agora que a ordem de evacuação havia sido dada seria bem difícil sair dali se não fosse por L, que passava o cartão VIP na cara dos seguranças e estes nos deixavam passar). Logo que saímos do parque, na mesma formação de antes (eu entre Beyond e Raito T-T), senti algo vibrar dentro de minha bolsa. O celularzinho minúsculo que eu tinha ganhado de presente de Watari-san. “Só pra confirmar se o número está certo ou você não me enrolou, dona Shay ;9” era uma mensagem de De-chan. Respondi um “aham” e me concentrei em tentar dormir, mas não consegui. Não foi somente Beyond ao meu lado que tirou meu sono, mas a incômoda sensação de estar esquecendo algo importante era o que revirava meus pensamentos. Eu estava esquecendo de alguma coisa que não deveria, mas o que era? Continuei tentando lembrar durante a viagem toda, parando de vez em quando para repreender Beyond que pedia para o lado a cada curva mais acentuada que tinha na estrada. Assim que chegamos, arrastei Mello, Matt e Near para a sala da televisão giganta, ligando o console de X-Box (Arisu: eu pirocando aqui, o X-Box nem pensava em existir, acho XD) e colocando o disco de Just Dance para rodar. Sim, eu ia fazer o Near dançar. Sim, o Mello ia me bater. E sim, a gente dançou. Mesmo que sem jeito (e sendo obrigado) o ovelhinha se mostrou um excelente dançarino, o que irritou Mello. Não que o complexo-de-Maddona dançasse mal, mas era um habilidade que ele pensava ser o único a dominar naquela amnizade extrapolada. E não nego que foi divertido. Eu e Matt até dançamos uma música indiana, fazendo a dança do ventre. Até que L chegou para ver o que estávamos fazendo e eu acabei caindo no chão no meio de um passo. Ele estava... com orelhas de coelho? (Arisu: aaawwwnt! Usagi L! *fangirling attack*)

– Near, venha comigo um instante. – Tenho certeza que ele se segurava para não rir de meu tombo que, mesmo que um pouco dolorido, fora hilário.

E passamos a tarde depois daquilo jogando, discutindo, catando o Near onde quer que ele estivesse e bolando planos diabólicos que provavelmente nunca seriam realizados para matar Beyond. Uma tarde relativamente normal para amigos totalmente anormais. Quando voltamos a ver L, na hora do jantar, ele já estava sem as orelhas que eu vira antes (S: será que eu vi mesmo ou foi alucinação? O.O). O jantar estava delicioso como o esperado e a sobremesa acabou em menos de 10 minutos (bolo+morango+chocolate+já sabem ;P), nada tão fora do comum. Mas a sensação de incômodo que me incomodara durante a viagem de volta voltou. O que será que eu havia esquecido? Nunca fui boa em lembrar das coisas importantes, só das idiotices mesmo. Isso não é nada bom. Essa sensação incomodava e eu só conseguiria me livrar dela ao lembrar o que é que havia esquecido.

– Shay? – chamou Near.

Já estávamos no quarto que dividíamos durante a estadia aqui e eu estava deitada olhando para a parede e tentando me forçar, sem sucesso, a lembrar da maldita coisa que havia esquecido. A ovelha cutucava meu braço de leve e estendia meu celular com a outra mão. Estava vibrando.

– Obrigada, minha ovelhinha Kawaii. – Sorri para ele, que apenas assentiu e sentou-se novamente no chão onde organizava uma torre de dadinhos. – Eh, De-chan? Sua voz está estranha, aconteceu algo?

– “E-eu... eu terminei com a minha namorada, Shay-chan!” – Ele, definitivamente estava a ponto de chorar. Pera... ele tinha uma namorada? (S: nem idade pra isso ele tem! Ò.O Tá, ele era um ano mais velho que eu, mas foda-se)

– Hey, tudo bem, me conte direito o que aconteceu. – Fiquei preocupada. Ele era geralmente alegre ou ao menos controlado. Demonstrar seus sentimentos de tristeza assim não era do feitio dele.

Ele me explicou metade da coisa com a voz embargada e não entendi muita coisa, mas mesmo assim fiquei triste com ele. Pelo que entendi eles estavam se falando por telefone e tal, daí um monte de coisa que não entendi e ela desligou na cara dele. Realmente, percebi que ele gostava muito dela e estava bem abalado, então uma ideia idiota surgiu em minha cabeça.

– Venha aqui amanhã. – Decidi. – Vou pedir a L mandar alguém te buscar, é só me dar o endereço.

– T-tudo bem... – Ele continuava com um tom triste, mas parecia que estava se sentindo um pouquinho melhor por desabafar com alguém. Eu acho.

Assim que ele me passou o endereço da casa da sua amiga que ficava um pouco mais perto daqui do que aquele maldito parque, mandei-lhe um beijo de boa-noite e desliguei.

De tão preocupada que fiquei com De-chan, acabei esquecendo-me de Near no chão e, ao levantar-me da cama com um salto, acabei derrubando a torre de dados que ele estivera montando enquanto eu estava distraída. A ovelha ficou apenas observando os dadinhos caírem no chão, sem expressão como sempre.

– EH! G-gomen, Ovelhinha-kun! – Ajoelhei-me ao lado dele, me sentindo culpada.

– Está tudo bem. – Ele apenas recomeçou a empilhar os dados.

– Não, não está. Me desculpe, viu? – Dei um beijinho na bochecha do albino e sorri. – Me espere, quando eu voltar faremos uma torre ainda maior!

Sério, eu adoro ser a única pessoa que consegue fazer Near demonstrar esses sentimentozinhos que ele mantém tão bem trancados! O pequeno cotonete ficou coradinho e surpreso, assentindo quase imperceptivelmente. Ri se sua extrema kawaiizisse (?) e saí do quarto, pronto para iniciar uma caça-ao-Ryuzaki, quando o ouvir dar um grito de raiva.

– BEYOND!!! – É óbvio.

Já imaginando coisas, disparei a correr em direção ao quarto o qual o som tinha saído. Suspirei de alívio ao não ver ninguém sangrando, morrendo ou pelado (Arisu: ah, qual é? XD), apenas o L com uma expressão levemente irritada (o que no caso dele quer dizer: phodeu) tirando das mãos de B um facão totalmente sujo de geléia.

– Ei, eu estava comendo! – Reclamou o psicopata.

– Use uma colher. – Repreendeu Ryuzaki, antes de se virar para a porta. Realmente, Beyond tinha uma capacidade anormal de tirar L do sério.

– Hm, oi Ryuzaki?

– Sim, Shay? – Ele se aproximou um pouco, já com a expressão entediada normal.

– Então... eu acabei convidando aquele meu amigo, Deivid para vir nos visitar amanhã... tudo bem? – Perguntei, hesitante.

L ficou calado um instante, me encarando com uma expressão engraçada, antes de finalmente responder. – Acho que tudo bem. Pedirei para Watari busca-lo amanhã antes do almoço.

– O-obrigada. – Um sorrisinho escapou de meus lábios.

– Shay? – Chamou-me, quando me virava para sair. – Sabe que dia é hoje?

– Não... – Estranhei a pergunta.

– É dia vinte e três de Agosto...

– P-! – Me interrompi antes de soltar um alto e sonoro: puta que pario!

Eu tinha esquecido...

DO ANIVERSÁRIO NEAR!

~le imagem B'day do N-chan \\o/~

\"\"

~le link:

http://fc07.deviantart.net/fs70/f/2010/236/b/5/Happy_Birthday_Near_2010_by_KurosakiAkane.jpg

Notas finais
e aí? Ficou um pouquinho maior do que o resto pra compensar a demora.~le mentira~
E antes que alguém me bata: não, eu não esqueci do aniversário da ovelha!
Mas no dia eu não consegui postar, então o próximo será meio que um especial pra ele o/
E aí, ficou muito ruim? :D ~le dança do: deixem reviews!~
PS: é, o título ficou ridículo... alguma sugestão? *yao ming*