Shinee Girl 2! Were Born To Beat!
3 For the lucky ones there is still a smile...
Notas iniciais
NANA:
Andei de um lado para o outro na frente do dormitório, mas não havia sinal de Sara. Eu queria muito ver ela ou Isabelle, mas nenhuma das duas estava atendendo ao telefone e muito menos estavam em casa.
Parei encarando a porta de entrada do lugar, ela era protegida por senha e JongHyun havia me passado os dígitos caso eu quisesse visitar ou apenas fugir um pouco para um lugar diferente. Andei até aquela porta e parei próxima ao interfone que eu tinha tocado várias vezes, eu queria ficar em um lugar onde eu não pudesse ouvir ou pensar nele, por quê eu estava pensando em ficar ali onde ele mora?!
- Eu devia ir embora...- sussurrei baixinho virando-me e descendo os dois degraus.
- Nana?- chamou uma voz e ergui minha cabeça arregalando os olhos ao reconhecê-lo.
- JongHyun...- sussurrei surpresa.
“Ele devia estar viajando!”, pensei assustada.
Ele correu na minha direção largando as malas e me envolvendo em um abraço apertado. Fiquei paralisada, não movi nem mesmo um único músculo para abraçá-lo, pelo contrário, eu afastei JongHyun com lágrimas nos olhos. O garoto parecia confuso, mas ainda tinha um sorriso no rosto.
- Como sabia que eu estava vindo?- ele perguntou.- Não importa, obrigada por me esperar!
Ele ia me puxar novamente, mas afastei-me antes e ele ficou confuso.
- Eu vim procurar Sara, não esperava ver você.- falei com um tom estranho, nem eu reconheci minha voz.- Não me procure, JongHyun. Eu não quero falar com você...
O garoto levou um choque e eu sai correndo para longe.
Ignorei todas as chamadas feitas para meu celular e eu podia ver JongHyun na frente da minha casa, ele ainda não tinha me visto na janela e quando viu ficou imóvel esperando alguma coisa. Ele apontou o celular e eu puxei a cortina deixando apenas uma fresta para que eu pudesse observá-lo.
Eu vi quando o garoto atendeu o celular e fez careta olhando na direção da minha janela, JongHyun pareceu pensar muito antes de ir embora. Senti como se meu coração estivesse me deixando a cada passo que ele ficava mais distante.
- Desculpe, mas não posso olhar para você agora...- sussurrei para mim mesma e permaneci sentada no parapeito da janela, abraçada nos joelhos e olhando pela única fresta de luz no meu quarto.
SARA:
O maknae queria voltar para o carro, mas insisti tanto que o menino concordou em dar uma olhada. Não culpava Taemin por querer voltar, eu estava machucada e fiquei com pena dele por ter que me carregar, na verdade, Taemin insistiu contra minha vontade e foi assim que acabei na garupa do maknae.
- Yah...- sussurrei.- Você não precisa me carregar.
- Sara, você não está pesada, repito isso pela última vez.- ele disse rindo e então me ajeitando na suas costas. Soltei um gritinho e agarrei-me melhor ao seu pescoço.
- Está fazendo de propósito!- reclamei e o garoto apenas riu divertido.
- Me deixei tirar proveito da situação, já que você me convenceu a andar para procurar a tal casa do sino.- ele disse enquanto desviava de alguns arbustos e pedras maiores.
Nossa caminhada demorou um pouco, eu estava muito ocupada rindo com Taemin que nem percebi quando chegamos ao fim da trilha e ficamos cara a cara com uma casinha simples, feita de madeira com várias flores ao redor. Uma cena digna de filme.
- Que lindo...- sussurrei apoiada em Taemin que finalmente me deixou descer, mas agora segurava em minha cintura para ajudar-me a caminhar.
A casa era bem pequena, feita exatamente para abrigar duas pessoas e ninguém a mais. O telhado feito de tijolos com algumas plantas crescendo sobre e paredes feitas de madeira escura, uma casa sem janelas, mas apenas a porta era suficiente. A porta era feita com uma madeira grossa e abria para fora, havia uma tranca também de madeira, um gancho esperava uma grande madeira que se colocada para baixo trancava a casa.
Junto de Taemin, fui até a casa e esperei o maknae esguer a madeira e abrir as portas. O sino estava um pouco sujo com o pó, mas assim que passei a mão sobre uma parte ele brilhou no mais belo dourado. O maknae explicou-me o que deveria ser feito.
Nós dois ficamos de joelhos e Taemin tocou o sino, logo depois juntou as mãos e, ao mesmo tempo que eu, fez uma leve mesura. Ambos agora deveríamos fazer nossos desejos.
“Eu desejo...”, comecei pensando. “Eu desejo...”. Parei por um segundo e pensei melhor, o que eu deveria desejar? Eu estava ao lado de quem amava, eu tinha as pessoas mais maravilhosas do mundo torcendo por mim. O que eu deveria pedir? O maknae parecia decidido, mas eu estava perdida e indecisa. Sorri ao ver a pessoa que eu mais amava murmurando algo incompreensível e voltei-me para o belo sino vendo meu reflexo, depois de balançado toda a poeira sumiu.
“Por ora, eu só gostaria de ter todos juntos novamente, já que não tenho um desejo eu gostaria de ter apenas isso novamente.”, pensei com as mãos juntas e um leve sorriso nos lábios. Uma pequena culpa surgiu ao pensar em todos, eu estava aqui feliz, mesmo enquanto minha prima estava com problemas e tentei ignorar todos os alarmes do meu cérebro que diziam que algo estava muito errado.
Abri meus olhos e encontrei o maknae observando-me silencioso.
- Taemin...- sussurrei e ele replicou com um simples “hum?”.- Podemos completar nossa viagem outra hora? Não me sinto bem deixando Hye Na dessa forma e tenho um pressentimento em relação aos outros...
- Eu pensei a mesma coisa.- ele disse e eu balancei o sino. Batemos as mãos fazendo outra mesura e levantamos.
Um vento forte sobrou balançando o sino e fechando as portas com força, ouvi um barulho preocupante de madeira batendo. Voltei meu olhar para Taemin e ele também parecia nervoso diante do barulho, ambos estávamos nervosos com razão. A porta havia se trancado por fora.
No mesmo instante que olhei pela fresta para ter certeza, Taemin já estava buscando outras saídas. Para nossa tristeza a porta estava mesmo trancada e não havia outra saída. Agora era oficial que estávamos presos.
- Isso não pode piorar...- sussurrei sentando no chão, apoiando o rosto na mão.
Como tinha virado rotina eu estar errada não fiquei surpresa ao ouvir barulho de algo atingindo o telhado e sentir um vento frio adentrando pelas paredes de madeira e fresta da porta. Taemin sentou-se ao meu lado pensando e nós ficamos em silêncio.
- Deixamos tudo no carro, não é?- perguntei lendo os pensamentos do menino, ele assentiu frustrado.
- Está chovendo e vai ficar ainda mais frio.- ele disse furioso, não comigo, mas consigo mesmo.- Isso é minha culpa, eu não devia ter trazido você para esse lugar.
- Não é sua culpa, pare com isso...- sussurrei.
- É sim!- ele gritou explodindo.- Eu não devia estar nessa cidade, a verdade é que eu voltei escondido junto com MinHo! Eu queria ver você, algumas coisas aconteceram nos Estados Unidos...
- Você fugiu?!- exclamei surpresa e preocupada.
- Eu só queria sair de lá...- ele disse sem olhar pra mim.
- O que aconteceu nos Estados Unidos, Taemin?- perguntei. Ele finalmente olhou nos meus olhos, acho que ele não estava percebendo o que dizia.
- S-S-ara...- ele gaguejou.- Nada, não houve nada...
- Taemin...- chamei ficando ainda mais preocupada.- O que está escondendo de mim?
Ele não olhou para mim novamente, Taemin não abriu sua boca nos segundos que se passaram e eu comecei a ficar nervosa.
- Por que está escondendo coisas de mim?- perguntei um pouco magoada. Ele sentiu que estava me deixando mal e virou-se para olhar nos meus olhos.
- Sara, eu juro que não aconteceu nada...- ele disse dando um sorriso meigo e segurando minhas mãos.
- Você está mentindo.- falei puxando minhas mãos e dando as costas pro garoto.
- Eu estou dizendo a ver-...- cortei o garoto.
- Não se esforce para inventar alguma coisa, eu sei quando alguma coisa está errada...- sussurrei encostada na parede.
- Sara.- ele chamou tocando meu braço e afastei sua mão.
- Não fale comigo...- sussurrei zangada. Ouvi o garoto suspirar, um barulho de algo sendo jogado e batendo na parede, então o som do garoto sentando longe de mim. Olhei de canto e vi a estrela jogada. Ok, Taemin estava irritado mais do que a situação pedia.- Por que está tão irritado se não aconteceu nada?! Sua atitude está me mostrando que estou certa!
- Estou irritado por quê você não confia e acredita em mim!- ele exclamou. Me encolhi diante do tom e fui pegar a metade de estrela, voltando para meu lugar logo depois.
- Eu confio em você, mas não me peça para acreditar em mentiras...- murmurei vendo a ponta quebrada do cristal.- Odeio brigar com você...
- Eu também, Sara! Mas você me força a perder o controle, eu já me odeio o suficiente pelo que aconteceu e agora você não acreditar em mim está sendo o limite!- ele gritou e virei com uma lágrima no olho.
- Se não aconteceu nada que eu deva me preocupar, por que você está descontando em mim?- perguntei alto.- Por que você está agindo como se parte da culpa fosse minha?!
Ele congelou surpreso com minhas palavras e seus olhos ficaram arregalados, agora a pouco seus olhos estavam cheios de raiva, mas nesse momento eles voltaram a ser os olhos gentis do garoto que eu amava.
- E- eu...- ele gaguejou perdido.
- Não diga nada, eu não quero ouvir...- sussurrei virando de frente para a porta e ignorando o garoto.
Se ele tivesse dito que estava tudo bem, eu iria acreditar, mas seu tom e o jeito como disse... Algo ruim tinha acontecido para ele fugir dos E.U.A. e isso envolvia a mim, ou ele não teria acabado falando sobre isso comigo. Taemin não queria me preocupar, assim como eu não queria preocupá-lo.
A noite estava escura e chuvosa lá fora, nós dois presos e irritados sem saber o que fazer naquela pequena casinha. Eu queria pelo menos estar com meu celular.
Nós acabamos ficando no escuro, não havia velas ou eletricidade. O escuro foi reconfortante, pois eu podia chorar em silêncio. Depois de um tempo dormi com a cabeça encostada na parede.
ISABELLE:
Fui andando e vendo diversas vitrines, mas nada parecia me agradar. Nada ali me lembrava dele e gritava por atenção, nada naquelas lojas parecia digno do estiloso e encantador Kibum. Nós não voltamos a namorar, ele ainda não havia me perdoado completamente, mas ambos percebemos que não iríamos conseguir viver separados. Eu estava ali por que tinha certeza dos meus sentimentos e queria ao menos mostrá-los para o garoto.
- Ah...- soltei quando vi um bracelete na vitrine de uma loja mais simples logo ali perto. Eram cinco tiras de couro trançado e uma lisa no meio. Me afastei das lojas grandes, eu não me sentia confortável no meio daquelas mulheres exibindo charme e elegância, mas me sentia muito bem com coisas simples que eu poderia misturar para agradar ao meu estilo.
Cheguei à lojinha entrando junto ao badalar do sininho na porta. Uma senhora já de idade veio até mim com um sorriso no rosto, ela vestia uma saia longa branca e uma blusinha básica.
- Olá, menina bonita.- ela disse simpática. Fiz uma mesura sorrindo.
- Olá...- respondi já pondo os olhos no bracelete.
- Posso ver pelos seus olhos que procura um presente para alguém especial e também vejo que encontrou algo do seu interesse. — disse a senhora rindo. Voltei-me para ela novamente corando e cobrindo a boca envergonhada.- Vou pegar o bracelete.
Ela voltou alguns segundos depois com o pequeno objeto e entregou-me para que eu pudesse dar uma olhada melhor. Era tão bonito e simples, eu conseguia ver o objeto no pulso de Key, mas tinha medo de escolher errado.
- A tira no meio...- começou a senhora.- Pode escrever algo, eu mesma fiz a maioria das peças e está fiz especialmente para colocar uma mensagem.
- Ah...- sussurrei pensando no que eu poderia escrever. Sorri imaginando Key com meu presente e mordi o lábio.
- Ele é especial para você?- perguntou à senhora e eu assenti sem pensar, ficando vermelha quando percebi meu ato. A senhora sorriu e levou-me até o balcão.- Qual o nome do garoto?
Eu contar para aquela senhora sobre Key, mesmo ela parecendo confiável.
- Kim Kibum.- respondi sorrindo. Deviam ter muitos meninos chamados Kibum, ela nunca iria desconfiar.
- Eu vejo...- sussurrou a senhora.- Ele deve ser um menino de sorte, apenas pelo modo como você olha esse bracelete pensando nele é possível notar o quanto gosta do garoto.
Novamente fiquei vermelha, eu já devia ter virado um pimentão. Mesmo eu amando o bracelete ainda achava que Key merecia algo mais, então suspirando triste devolvi o objeto para a senhorinha.
- Eu vou procurar outra coisa, ele é provavelmente iria preferir algo mais caro...- sussurrei desanimada.- Kibum deve ter vários braceletes, ele é um pouco famoso e está acostumado a usar coisas belas.
- Vou te contar um segredo...- disse a senhora sorrindo gentil. Ela não estava me forçando a comprar, ela estava vendo o que eu não podia ver.- Ele vai amar ganhar algo escolhido com seu coração e se ele é famoso, então é garantido que irá amar, pois todas as coisas que ele usa foram escolhidas por estilistas e não por alguém que goste e o conheça.
- Obrigada...- sussurrei.- Mas ainda vou procurar outra coisa...
- O que você escreveria se fosse comprar?- perguntou a senhora.
- Eu escreveria que ele é chave do meu coração, o único até hoje que conseguiu me ver por dentro.- falei olhando para o chão com um sorriso.- Ele me tirou da escuridão e do medo.
Acenei para a mulher e sai da lojinha andando pensativa enquanto voltava para as lojas chiques.
- Menina doce...- sussurrou a senhora depois da menina sair, olhando para o bracelete e pegando linha dourada para fazer um bordado no mesmo.
KEY:
Andei perdido pelas ruas da cidade sem saber exatamente o que procurava até precisar me esconder dela. Isabelle saiu de uma lojinha com uma expressão pensativa e seguiu para o meio da multidão, ela estava encantadora como sempre e meu coração apertou e disparou ao vê-la.
Fui calmamente andando depois de ela desaparecer e continuei vendo vitrines, nada parecido com o estilo diferente da garota. Isabelle tinha o dom de pegar uma peça e deixá-la diferente.
Cheguei próximo da lojinha que a menina havia deixado poucos segundos atrás, olhei pela vitrine e fiquei curioso. Entrei e ouvi um sininho tocando, anunciando minha chegada.
- Olá...- disse uma senhora atrás de uma mesa.- Fique à vontade.
- Obrigada.- falei sorrindo e olhando várias peças bonitas. Prateleiras cheias cobriam as paredes e balcões de vidro estavam abaixo com mais peças.
Olhei colares, brincos, pulseiras e até mesmo chapeis, porém nada me agradou. Por que escolher um presente era tão difícil?
“As coisas entre nós foram difíceis, o que eu esperava?”, pensei.
Cheguei perto dos broches e enfeites para cabelos, mas nenhum me lembrou de Isabelle, eles me lembravam das noonas do SNSD. Havia um lugar para sentar logo mais e decidi fazer uma pausa na busca.
- Procura algo, jovem?- perguntou a senhora fazendo algo atrás do balcão.
- Eu não tenho certeza...- sussurrei confuso. Eu ainda me sentia traído, mas amava aquela menina e queria algo especial para ela.
- De uma olhada ali...- disse a senhora indicando uma prateleira.
- Já olhei.- falei suspirando. A senhorinha parou o que estava fazendo e balançou a cabeça sorrindo satisfeita, depois ela levantou e desapareceu nos fundos do lugar e voltou com uma caixa longa e fina de veludo. Ela abriu e fiquei encantado com todos os enfeites que tinham ali.
- De uma olhada, talvez um deles te agrade.- ela sorriu voltando para seu balcão.- Procura para um namorada?
- É complicado...- sussurrei olhando todos os prendedores de cabelo.- Muitas coisas aconteceram entre nós e não estamos mais namorando, contudo eu ainda quero alguma coisa diferente para ela.
- Hum...- disse a senhora com um meio sorriso no rosto. Fiquei assustado com sua reação e ela levantou vindo na minha direção.- Me diga, qual seu nome meu jovem?
- Kim Kibum...- respondi meu nome verdadeiro, fiquei assustado para dizer que era o famoso Key. Um sorriso surgiu no rosto da senhora e ela esticou sua mão com uma caixinha de veludo preta.
Ela voltou para o balcão e continuou o que fazia. Curioso eu abri a caixa e encontrei um grampo para cabelo, ele era prata e tinha toda a fina parte superior com strass e o metal fazendo uma curva em cima e depois em baixo como: ~, também era banhado em prata e cheios de pequenas e discretras pedrinhas de strass. Bem no centro havia uma pequena pérola, dando um charme para a peça.
- Isso é prata.- disse a senhora sorrindo.- Um presente para aquela jovem tão doce.
- O que?- Key perguntou e a senhor o chamou para perto.
- Você é o rapaz que a menina, aquela que saiu a pouco, me contou? Você é o jovem que fez ela olhar por ai procurando com o coração um presente?- perguntou a velhinha e acabei rindo.
- Se fala de uma jovem com cabelos longos, sim, eu sou o Kim Kibum que ela lhe falou.- respondi rindo. Isabelle estava procurando algo para mim por ai? Ela não precisava fazer isso.
- Então creio que acertei quando dei meu conselho a ela.- dizia a senhorinha sorrindo.- Você estava com o mesmo brilho que ela estava quando viu um certo objeto, creio que realmente iria amar o objeto que ela ia lhe dar, mas julgando por você ser famoso ela saiu daqui buscado algo de grife.
A senhora mexeu estava mexendo em algo atrás do balcão, ela trouxe junto de suas mãos uma caixinha branca com um laço rosa e estendeu a mesma caixinha para mim. A velhinha pegou a caixinha de veludo preta das minhas mãos.
- Esse é o presente que ela realmente queria dar a você, todas as palavras são dela.- disse a senhora e continuou mexendo novamente em algo. Ela sorriu me entregando uma sacolinha preta cheia de corações com um lindo laço vermelho mantendo a mesma fechada. Peguei pela alcinha e olhei intrigada a mulher.- Pode levar.
- Hum, quando custa? Afinal é prata e também me diga o preço do outro.- falei colocando a caixa e a sacolinha na mesa para procurar a carteira. A senhorinha levantou e andou até mim sorrindo pegando os dois presentes.
- Não custará nada, querido.- ela disse gentil.- Eu não vejo um casal como vocês à muito tempo, então considerem estes dois objetos como meu presente de dia dos namorados. Boa sorte para os dois e retorne para me dizer como ela reagiu...
- E-e-eu...- gaguejei surpreso, mas acabei apenas sorrindo e agradecendo.- Obrigada por tudo, a senhora deve ser um anjo dos dias dos namorados.
- Os dois me lembram eu mesma e meu marido quando éramos jovens, não precisa agradecer.- ela disse sorrindo. Peguei a sacolinha e a caixinha, fiz uma mesura e dei um abraço rápido na senhora que estava mais para cúpido e deixei a loja ao som do sininho.
Depois de sair procurei um táxi e no caminho do dormitório abri meu presente encontrando um bracelete de couro trançado, uma das tiras era lisa e havia algo bordado. Afastei um pouco as outras tiras e li a frase escrita.
- “You're the Key to my heart, that locked all my nightmares away from me.”- comecei a ler em voz alta a frase que deu a volta na tira com uma letra elegante. Imediatamente notei o K maiúsculo, como aquela senhora poderia saber? Bom, eu devia muito para ela, pois aquela frase estava clareando minha mente.- Isabelle, desculpe por eu ainda ser um idiota...
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