Shinedown - The Dark Triumph

8 Capítulo 7: The Plot Thickens


Notas iniciais
Olá, leitores(as)!! Em primeiro lugar, gostaria de me desculpar pelo tempo que me ausentei, mas pretendo recompensá-los com mais capítulos. Acontece também que a história acabou aumentando, então, Shinedown terá uma continuação! As idéias foram vindo e a trama cresceu e acabou indo a lugares que nem esperei! Espero que tenham um pouco mais de paciência, e aproveitem a leitura!! PS: O título refere-se a uma expressão que significa algo como "quando a situação se complica, tornando-se mais complicada e misteriosa", e é isto que propus neste capítulo! :)

Capítulo 7: The Plot Thickens

A noite caíra em Hogwarts, sem nenhuma lua no céu e Minerva andava apressadamente pelos corredores do castelo, tinha ouvido de uma tímida aluna do primeiro ano sobre a nova Diretora estar castigando severamente alguns de seus alunos. Umbridge estava perto de completar uma quinzena em Hogwarts e, pelo que sondou, suas aulas de filosofia e política mágicas (as quais, todos os anos letivos eram submetidos a um período inteiro, todos os dias, incluindo finais de semana) exultavam o Lorde das Trevas, incitava ódio aos trouxas e sangues-ruins e desaprovava mestiços. O que mais deixava a professora temerosa era que muitos dos jovens repetiam isso, faziam piadas e um quartanista chegou até escrever nas paredes do castelo palavras de encorajamento ao Lorde. Quando o reprendera, por danificar a escola, Umbridge não permitiu que ficasse em detenção e ainda lhe encorajou:

— Precisamos de mais bruxos como o senhor, leais, de sangue puro e com coragem para mostrar toda a devoção que o Lorde merece.

Minerva se sentia de mãos atadas: se deixasse Hogwarts ou assumisse seus verdadeiros sentimentos, seria morta na melhor das hipóteses, e sem poder ao menos tentar proteger alguém. Era com esse último instinto que caminhava a fim de verificar a veracidade do boato. Quando chegou às masmorras, notou que se tratava da verdade: haviam 3 alunos semi inconscientes, pendurados pelos tornozelos, balançando-se, sangrando por pequenos cortes, rodeados por mais alunos, uns demonstrando feições de orgulho e outros de assombro. No centro deles estava Umbridge, sorrindo perversamente.

— Mas o que se passa aqui? Sr. Filch! Sr. Filch! Solte imediatamente estes alunos! Como pode fazer isso?! O que motiva um castigo desses? Por Merlin, isso não era usado há uns 100 anos!

— Exatamente, querida! Gostaria que esses tempos voltassem, sem esses mestiços nojentos. Essas criaturas desobedientes não conseguem entender as minhas aulas, não fazem nada direito, obviamente por serem limitados intelectualmente, contaminados por sangue ruim! – Bradou a mulher de rosa, em resposta. Filch havia chegado, após ouvir seu nome sendo chamado e se postou ao lado de Umbridge, também sorrindo orgulhoso e perverso.

— Minerva, não há nada que você possa fazer, querida. Sou a diretora e já tolerei muito na minha primeira passagem por este cargo. Agora é tempo de sermos mais exigentes, nada deve passar por nós.

— Já chega desse espetáculo, crianças, todas vocês para os dormitórios! – ordenou Minerva. Não podia se indispor com Dolores agora, mas pelo menos evitaria que crianças vissem esses horrores, por mais que algumas delas “apreciassem”. Isso era uma lavagem cerebral, termo trouxa, ela lera sobre esse tipo de coisa. Lembrava-se, vagamente de ter lido sobre um homem trouxa que odiava judeus e fizera algo muito parecido para que a população também os detestasse. Sabia que, no fim, ele não vencera, situação bem diferente com os bruxos.

— Sabe, Minerva, eu sei que não concorda com esse tipo de tratamento, mas é assim que as coisas serão daqui para frente. E também imagino que não ficará aqui em Hogwarts por muito mais tempo. – disse Umbridge quando não restava mais nenhum aluno, só ela e Filch, e se retirando das masmorras. Antes de Filch a seguir, quando Umbridge já estava a uma distância considerável, Minerva murmurou para ele:

— Acorde! Ela não tem mais apreço por você do que por um mestiço! Ela vai expulsá-lo mais cedo ou mais tarde! – O aborto apenas a olhou com seus olhos perversos e balançando a cabeça como se o que estivesse dizendo fosse loucura. Ele não se importava se fazia ou não magia, apenas ser sangue puro.

Algumas horas depois, Minerva já estava em seus aposentos, mas ainda não pegara no sono. Temia que, pela manhã, aqueles alunos estivessem mortos. Depois de algum tempo, Umbridge os soltara e os deixara naquela masmorra, inconscientes e sem nenhuma comida, água ou tratamento. Ela levantara da cama e pegara o Profeta Diário, intocado sobre a mesa de cabeceira, que exibia uma foto de Lucius Malfoy, com seus longos cabelos loiro — prateados e um sorriso vitorioso, de frente a sua sala de Ministro. A matéria reforçava que sangues-ruins eram escória, não eram mais aceitos em nenhuma escola de bruxaria da Europa e nem nos Estados Unidos. Também reforçava que, em menos de uma geração, esperava-se não haver mais mestiços e que a bruxandade seria povoada apenas por sangues-puros. Folheou mais algumas páginas e não viu nada de novo: o jornal já era todo controlado pelo ministério e O Pasquim já havia sido fechado, devido à morte de seu editor. Sentia vontade de ligar o rádio e sintonizar no Observatório Potter, única fonte alternativa e que poderia lhe informar algo sobre os desaparecimentos, os pedidos de socorro de pais, familiares e amigos por seus entes queridos. Mas toda vez que o fazia, se sentia pior de lembrar que Harry se fora, sendo que ela preferia ter tomado o seu lugar.

Lembrava de quando Voldemort disse a todos que lutavam que Harry Potter havia morrido, enquanto Hagrid o carregava nos braços, como o fizera 17 anos antes, quando ele era apenas um bebê; de quando os comensais fizeram todos os presentes a se curvarem a Ele, utilizando quantos feitiços fossem necessários para isso; de quando seus alunos que resistiam tiveram de fugir para não serem mortos, aparatando para sabe lá onde tentando se reerguer. Lembrava de todos os corpos dos rebeldes que foram pendurados pela escola, até apodrecerem, para que servissem de exemplo. Nem um enterro decente puderam, seus alunos, dar a seus familiares. Lembrava de ter visto muitos alunos também nessa situação e se perguntara como não enlouquecera. Em setembro do mesmo ano a escola fora reaberta (embora tenham algumas partes dela em ruínas) e novos estudantes chegaram, um número reduzido deles já que bruxos de famílias não mágicas eram impedidos de estudar, acompanhando um pergaminho assinado que toda responsabilidade dos pais caberia ao Diretor da escola, e que o Ministério, tendo controle sobre tudo, era quem deveria se responsabilizar sobre esses jovens, e os pais deveriam aceitar qualquer tipo de intervenção. Por isso tantas pessoas fugiam, e assim acabavam sendo mortas.

Ela não aguentou mais pensar nisso e foi beber um pouco de água, lavar o rosto e olhar pelos terrenos de Hogwarts, tentar se distrair desse mundo, apenas prestando atenção na lebre que corria entre os arbustos, desejando não ter mais nenhuma preocupação que não fosse correr pelo gramado.

O pub trouxa estava movimentado, ninguém prestava muita atenção nas pessoas que estavam no local, com a luz indireta, projetando sombras amareladas nas paredes que eram ocupadas por pôsters e CD’s antigos de música trouxa. Se serviu de mais uma dose, do que quer que fosse aquilo que ele bebia, ouvindo a música ambiente enquanto sorvia grandes goles.

Don't wanna be sly and defile you

Desecrate my mind and rely on you

I just wanna break this crown

But it's hard when I'm so run down

And you're so cynical, Narcissistic Cannibal

Got to bring myself back from the dead

Tentava se esconder das próprias obrigações quando ia a estes locais, afinal, passara um ano fora, tendo feito mais coisas de que se arrependia do que coisas que sentira orgulho. Draco sabia bem o que o destino havia lhe reservado, mas ver Hermione e saber o que acontecia com ela o deixava com vontade de largar tudo. Não que sentisse nada de especial por ela: era só uma sangue-ruim com quem tivera seus momentos, breves, mas que o ajudaram a não perder a cabeça no seu sexto ano, ele dizia a si mesmo. Era bom sentir que, mesmo planejando a morte de Alvo Dumbledore, ele podia ser um adolescente comum, por algumas horas, sem ter que provar nada a ninguém. Mais tarde pensara se não foi ela quem o impediu, na hora, de assassinar o diretor. “Foi um erro, um erro que não vai mais se repetir”. Mas, talvez não fosse um erro, talvez fosse apenas um instinto que ele sempre tivera dentro de si, desde o dia em que arrancou uma página de um livro da Floreios e Borrões, há 7 anos, já imaginado o que poderia acontecer durante aquele ano em Hogwarts.

— O que não vai se repetir? – Perguntou uma garota ao seu lado, que ele não se lembrava de ter visto ali. Ela tinha um corpo curvilíneo, olhos azuis e longos cabelos pretos soltos, contrastando com uma boca carnuda e vermelha. O vestido dourado que usava ressaltava as suas curvas e não deixava muito a ser imaginado.

— Certamente a sua beleza. Posso saber como se chama? – Draco ficou impressionado com a garota, seu sorriso e seu perfume, mas, antes de pudesse prosseguir com seu flerte, a garota soltou uma gargalhada e o puxou pela mão, para o corredor, próximo ao banheiro, onde já havia alguns casais. Sabia do efeito que causava em várias mulheres, mas desta vez fora um recorde.

Sometimes, I hate, the life, I made

Everything's wrong every time

Pushing on I can't escape

Everything that comes my way

Is haunting me taking its sweet time

Holding on I'm lost in a haze

Fighting life to the end of my days

Entraram no reservado e antes que pudesse pensar em fazer qualquer coisa, o disfarce foi desfeito, a cascata de cabelos negros se transformou em ruivos, o vestido ficara mais folgado e comprido e a garota revelou-se ser Gina Weasley.

Draco deu uma risada seca, sarcástica e disse:

— Só com esse disfarce mesmo para ter alguma chance comigo, Weasley. – A garota revirou os olhos, e, no mesmo tom respondeu:

— E para alguém com ódio dos trouxas, vir até um lugar como esse soa meio contraditório. Seu mestre sabe que frequenta esses lugares?

— Não fale do que não entende. Agora, me diga o que quer, tenho mais o que fazer por aqui.

— Não acho que você seja tão popular assim, Malfoy. Duvido que tenha mais alguma vadia te querendo por perto, num lugar como esse. Você nem é tudo isso.

— Bom, já que você é a única vadia que me quer... – ela revirou os olhos novamente e ele respondeu com um olhar de “foi você quem começou”.

— Me arrisquei vindo até aqui porque tenho algo importante a falar. – Ela começou. – É sobre uma informação, a qual você terá a resposta.

— E por que eu lhe daria tal informação? – Perguntou ele, cruzando os braços.

— Harry salvou a sua vida, na Sala Precisa.

— E ele não está aqui para me cobrar nada.

— Mas eu estou! Olhe, eu só preciso saber sobre Hermione, preciso saber se ela está bem. Você ter voltado depois de todo esse tempo, justo quando ela foi raptada não pode ser coincidência! – Exclamou a ruiva. Draco viu que toda aquela provocação de antes tinha sumido dali, havia uma urgência e desespero na sua voz, por seus dois melhores amigos não estarem mais por perto.

Mencionar o nome Hermione conseguia mexer nos seus pensamentos, mesmo que não demonstrasse. Desde que a vira, pensava cada vez mais nela, e em como ela não havia sido descoberta, e que deveria haver algo acontecendo, mas que não compreendia o que era.

— Não passa de uma coincidência mesmo. Não sei de nenhum plano que a envolva, ainda mais uma sangue...

— Não termine esta frase! – Interrompeu Gina. – Malfoy, eu sei que ela não é tão descartável assim para você! – E ele se surpreendera com aquilo. Parece que sua máscara de indiferença não funcionava com ela. – Ela nunca me disse nada, eu nunca vi nada, nem como, nem por que, mas... eu sei que aconteceu algo entre vocês. Não é preciso de uma palavra para saber disso, é, de alguma forma, óbvio, mesmo que ninguém nunca tenha enxergado isso. – Ela dissera. Draco a fitou por um momento. Lembrava de como tinha deixado essa mesma folha arrancada do livro embaixo da mesa de estudos em que Hermione encontrava, quando ele passou por ela distraindo-a com um xingamento qualquer, de como ficou esperando até que ela fosse embora, espiando por trás de uma das estantes de livros da biblioteca e de quando ela finalmente se levantou, pegando o papel amassado, lendo-o e, com uma expressão determinada, levantou-se, segurando um espelho na outra mão, e seguiu para a entrada da biblioteca. Ele chegou tarde para tentar evitar que Basilisco olhasse para ela, mas pode ver que quando as feições de determinação se transformaram em assombro e ela já estava petrificada.

— Ela está viva. Está bem, pelo que vi. – Ele respondera, e o rosto de Gina se iluminou num sorriso verdadeiro de alívio. – Ela está na Mansão, escondida.

— Ela não foi reconhecida?

— Inexplicavelmente não. Não há muita gente esperta no local onde ela está.

Gina agradeceu, com os olhos um pouco mais brilhantes do que de costume e ele saíra do reservado. Quando Gina saíra, em seguida, ele já havia desaparecido e viu Dênis, também disfarçado como um asiático gorducho, a esperando no corredor dos banheiros, e juntos, voltaram ao Largo com uma boa notícia.

Assim que aparatou, encontrou um Ron sentado no sofá no hall de entrada do Largo nem um pouco contente com o seu sumiço, mesmo que por poucas horas. Ela se desculpou com o irmão sobre isso, mas explicou que era por uma boa causa, e contou a ele o que Draco lhe falara. Num primeiro momento, ele ficara na defensiva:

— Mas como podemos saber se ele falava a verdade? Digo, ele é um deles, por que ele iria contar onde ela está?

— Eu tenho certeza que ele disse a verdade, Ron, eu sei que pode parecer loucura, mas talvez o Malfoy esteja cansado disso tudo, e ele sabe bem que você e Harry o salvaram. – Respondeu Gina, sentando-se também. Vestia uma capa de viagem por cima do vestido decotado e sentia seus pés doerem pelo salto de suas sandálias, a sorte era que seu irmão não prestava muita atenção nela, afinal, explicar a situação com esses detalhes seria constrangedor.

— Bom, mesmo não tendo muitas chances tenho que arriscar.

— Arriscar? Ron, você não está pensando em ir até a Mansão, está?! Ninguém consegue entrar lá sem ser convidado ou preso! É protegida por encantamentos complexos, você sabe disso! – Se exaltou a ruiva, se levantando do sofá. O irmão se levantou, mantendo uma calma que ela raramente via.

— Eu entrarei lá, por um desses dois jeitos. E trarei Hermione comigo. – O irmão fez uma pausa e engoliu em seco. – Luna e Neville saíram daqui, nos deixaram, quanto tempo demorará para outros fazerem o mesmo?

Gina pensou em dizer a verdade, que os dois tinham um plano, que poderia fracassar, que ninguém havia apoiado, mas se calou. Luna a fizera prometer que não contasse a ninguém, para que ninguém tentasse impedi-los. E ela o fez. Deu um abraço no irmão e subiu as escadas para o seu quarto.

A noite em Hogsmeade estava calma, com poucos e temerosos bruxos, não havia como haver movimentação numa hora dessas. Aberforth permanecia no Cabeça de Javali, com sua clientela de sempre. Porém, nesta noite havia convidados de honra por ali. Assim que o último cliente, um bruxo estrangeiro que bebera mais doses do que poderia aguentar, foi embora, Abe fechara e subira. Neville, seu antigo companheiro de guerra estava sentado numa mesa bamba e gasta, lendo jornais velhos, como se estivesse fazendo uma pesquisa e munido de alguns livros extremamente grossos.

— O que tanto busca, rapaz? – Perguntou o velho Abe. – Acha que a solução para todo esse terror se encontra numas páginas velhas da época de Merlin?

— Não sei, Abe. Acho que a solução para tudo isso está nas pessoas, nelas vendo o que realmente está acontecendo. Acho que devo tentar o que estiver ao meu alcance para fazê-las ver isso. Não sei se guerras são vencidas apenas com feitiços.

— Então acho que deveria dar uma olhada nisto. – Disse o velho, sentando-se de frente do garoto tirando do bolso do avental surrado um jornal trouxa, em que havia uma enorme fotografia de uma fachada destruída. A foto não se movia, mas era possível identificar que era de uma casa de dois andares, e, lendo a reportagem, dizia que pertencia a uma família comum, com duas meninas, uma de sete e outra de onze anos. A garota mais nova era a única sobrevivente do massacre. A polícia ainda não tinha pistas sobre o que ocorrera, talvez uma explosão de gás, sugeria. Em outro jornal, um recorte em que informava uma praça de um bairro residencial destruída e um menino de 10 anos desaparecido. Neville não entendeu o que aquilo significava e devolveu os jornais a ele, com olhar interrogativo.

— Sabe, eu já imaginava que alguém com a sua idade jamais entenderia o que se passou aqui. Mas já vi coisas nesta vida, e nenhuma delas é tão sombria e perigosa quanto isto aqui. – Ele dizia apontando para o jornal, antes de guardá-lo novamente no bolso. – Isto foi o que matou minha irmã Ariana, e a minha mãe também.

Neville ficou em choque: ele nunca falara da irmã, nem da mãe, nem do irmão. Por vezes, Nev até se esquecia de quem Aberforth era. O velho prossegiu:

— Quando algum bruxo tem seu poder suprimido, sendo obrigado a escondê-lo e não controlá-lo, ele por vezes acaba desenvolvendo um parasita dentro de si, um Obscurus. Quando esse bruxo desenvolve esse Obscurus, ele se torna um Obscurial, exalando destruição sem controle por onde passa. Isto era comum na época em que bruxos eram caçados por trouxas, mas, em tempos como esses, em que bruxos de famílias não mágicas são impedidos de terem essa chance, é isto que acontece. Eles não entendem que isto pode ser o fim de todos nós. – Finalizou Abe, deixando Neville ainda um pouco confuso, mas chocado com a informação.

Antes que Nev pudesse dizer algo a Abe, uma lebre de pelo cor de creme saltitante adentrara no local por uma rachadura na parede, se postara ao lado do garoto e se transformara em Luna Lovegood, mas seu olhar, apesar de sonhador, mostrava determinação:

— Temos que agir logo. Hogwarts está por um fio.

— O mundo todo parece estar por um fio. – Completou Neville.