Notas iniciais
E ai jujubinhas? Quanto tempo né? Bem, eu to meio desanimada ultimamente e a escola tem tomado todo o meu tempo. Mas enfim, aqui está mais um capitulo!!! Acrescento hoje mais um personagem à nossa história! Apresento-lhes, Ugo - o presidente do conselho estudantil!!!!! É isso ai gente, boa leitura!



Apenas o barulho do ventilador de teto era ouvido, e ele ressoava por todo o ambiente. Os raios de sol que entrevam pelas frestas da janela, clareavam pouco o lugar. E as duas figuras sentadas bem próximas, continuavam sem trocar olhares.

– Eu realmente não esperava isso de você – finalmente disse o garoto, quebrando o silêncio.

– Isso o que? Não pense besteiras, não estava acontecendo nada disso – a menina levantou a voz, não estava acreditando que seu amigo de infância pensava que ela era do tipo que ficava se “pegando” com os garotos pela escola.

– Senhorita Dasovic, por favor, baixe o tom de voz e se acalme. Você poderá se explicar assim que o diretor te chamar – a repreendeu a enfermeira da escola.

Ela então, apertou os lábios, cruzou os braços e deu as costas ao rapaz.

Os minutos pareciam se arrastar naquela pequena sala de espera. Emma estava enlouquecendo ao imaginar as coisas que os garotos poderiam estar dizendo ao diretor. Amaldiçoava o momento em que decidiu entrar naquela enfermaria. Como as coisas foram acabar assim?

–x-x-x-

Farta de chora, a pequena pensativa se retira de seu quanto e segue pelo curto corredor até chegar a enorme sala da casa.

As rodas de sua cadeira passam por cima de algo fazendo um som estranho. Ela percebe que há alguma coisa ali, e toca o chão com os pequeninos dedos, fazendo-os deslizar até encontrarem uns cacos de vidro e cortá-los.

Ao sentir um dos fragmento adentrar sua pele, deixou escapar um gemido abafado.

– Nami! Não toque nisso – Lucy surge de repente na sala – você se machucou? – ela começa a procurar curativos nas gavetas.

– Não muito – diz Nami não entendendo o que acontecera – o que é isso?

– São cacos! você deveria estar no seu quarto mocinha.

– Cacos? De que? – pergunta curiosa.

– Nada... foi apenas uma fotografia que caiu.

A menina pôde perceber a mudança no tom das palavras que já quase não se ouviam no fim da frase. E o barulho que a mãe fazia ao procurar curativos também havia cessado.

Silêncio.

– De quem era a fotografia mãe...?

– Ninguém...

– Era de Lucca, não era?!

– É só uma foto Nami.

– Não mãe, é uma foto de Lucca. Por que ela está no chão?

Lucy não responde, mas a jovem continua firme.

– mãe?

– Eu já disse que caiu Nami!

– MÃE?!

– O que foi? Você não acredita em mim, mas quer proteger aquele...

– Aquele o que? – a menina comprimia as pálpebras torcendo para que a mãe não continuasse aquela frase da maneira que ela imaginava.

– Destruidor de vidas!!!

– O que?

As duas gritavam.

– É isso mesmo! Olha pra você Nami – pôs as mãos no rosto – É tudo culpa dele.

– Não mãe, não é culpa dele! Foi um acidente. Porque a senhora não entende isso?

– Se ele... se ele não tivesse...

– Chega mãe! Não sou obrigada a ficar escutando essas besteiras – Nami se vira e vai em direção a porta.

– Onde você está indo? Vá para seu quarto agora.

– Não! Eu estou cansada de lá. Estou cansada das proibições, de chorar, de tudo!!!

– Exatamente, você só está passando por isso por causa del... – gritava Lucy ao ser cortada bruscamente.

– EU JÁ DISSE QUE CHEGA! – as lágrimas corriam pela doce face da pequena – também estou cansada das suas acusações estupidas – ela tentava secar o rosto inutilmente – eu tô cansada da senhora...!

–x-x-x-

1... 2... 3...

O presidente do conselho estudantil do colégio Holy Meandson, contava os garotos que saíam da sala do diretor.

– Finalmente sua vez, não é Emma?! – disse fitando a jovem que engolia a seco ao ver os rapazes.

Josh logo vê a apreensão nos olhos da menina.

– Calma Dasovic... – ele tenta tranquilizá-la, mas é interrompido.

– Sem conversa. Entre senhorita – diz o diretor gesticulando para Emma.

– Sim – ela se levanta e segue para a direção acompanha pelo presidente. E como último ato, lança um olhar desesperado a josh, que reponde com um sorriso, deixando-a mais nervosa ainda.

“O que eles disseram????”

– Que garota dramática – disse Adam observado a porta da sala do diretor se fechar.

– Ela só está nervosa – comentou Josh.

– Ah, é verdade, ela nunca deve ter ido pra direção na vida – o louro riu com a ideia.

– Como será que ela vai reagir à advertência? – diz Josh arregalando um pouco os olhos enquanto fitava Lucca.

– Não sei e nem vou ficar pra descobrir – falou o moreno dando as costas.

– E onde você vai? – pergunta Adam.

– Não te interessa.

– Ainda de mal com a vida, Malkovich?

– Ela é que está de mal comigo...! – sussurra Lucca, sumindo numa curva.

– O que ele disse? – pergunta o mais alto. E josh deu de ombros respondendo um “sei lá".

Assim que acabaram as aulas, Lucca tratou de sair o mais rápido possível da escola. Não procurou saber como estava Emma e nem os outros, tudo que ele queria era ir pra casa e se livrar daquelas roupas emprestadas. Ele já odiava o uniforme em si, e não queria vestir um que não o pertencia.

Quando chegou em casa, desejou que tivesse ficado no colégio. Deu de cara com a irmã chorando frente a mãe, que por sua vez, quando o viu, virou o rosto e se retirou da sala.

Ele largou a mochila ali mesmo, no chão, e foi até a menina, abraçando-a e secando suas lágrimas.

– Está tudo bem, eu to aqui – disse ele docemente.

– Lucca?!

– Sim, sou eu! O que ela fez agora?

– Nada – respondeu Nami escondendo o dedo ferido.

– O que é isso? – perguntou Lucca vendo os cacos de vidro espalhados pelo piso.

Nami ficou em silêncio, não sabia o que dizer em relação a fotografia.

O rapaz pegou com cuidado o porta-retratos em meio aos cacos e virando-o, suspirou ao ver seu rosto nele.

– Isso... isso só caiu – ela tentou disfarçar.

– Tudo bem Nami – apalpou a cabeça da irmã – eu to morrendo de fome, que tal fazermos algo para comermos juntos?

–x-x-x-

“Você teve sorte de só ganhar uma advertência! Sendo pega daquela maneira com meninos...” As palavas de Ugo ainda ressoavam em sua mente perturbando-a. Tudo que ela queria no momento era chutar as partes intimas do amigo.

“Aquele bastardo, como pode dizer uma coisa dessas de mim?? Ele vai pagar por isso” pensava com raiva.

Abriu a porta devagar, e estando tão perdida em seus pensamentos, tomou um belo susto com a mãe.

– Surpresa! Consegui chegar bem cedo hoje – A bela mulher, vestida de um avental, estava parada de frete para a porta com os braços erguidos.

– Chegar? Eu não acredito que a senhora foi trabalhar doente! – Entrou e fechou a porta – Eu não te disse para ficar deitada?!

– Eu sei, eu sei, minha flor! Mas eu não aguentaria ficar na cama o dia todo – disse ela com um sorriso sapeca no rosto – Não precisa se preocupar, meu chefe foi bonzinho e me liberou cedo hoje!!

– Francamente... – falava a jovem, quando sentiu um aroma muito agradável, que a era muito familiar – Que cheiro é esse?

– Ah, eu fiz um Quiche de Coalhada! Eu sei que você adora, não é mesmo?! – Quase gritou, agarrando a filha, animadamente, e a levando até as escadas – Vamos, suba e tome um banho, depois desça para jantarmos juntas – completou com um sorriso no rosto.

Emma ficou muito feliz em ver a mãe daquele jeito. Até esqueceu Ugo, os rapazes e a advertência.

– Não vá se esforçar de mais, em! Não quero ter que sair para comprar remédios mais tarde – disse enquanto subia.

– Vai tomar seu banho de uma vez, sua velha – retrucou a mulher correndo de volta para a cozinha.

Depois de ficar um tempo no chuveiro, deixando que o cansaço descesse ralo abaixo, a menina vestiu roupas confortáveis e se juntou a mãe à mesa.

– O cheiro está ótimo!

– É claro que está, e o gosto também está divino! Afinal foi feito por mim – se gabava a jovem mãe, dançando enquanto terminava de por a mesa.

– Pelo menos uma coisa você tem que fazer bem, né Dona Liz? – debochou a garota.

– Olha só sua bastarda, é assim que você fala com a sua mãe?

– A verdade as vezes dói né? Me desculpe – continuou a zombaria segurando, com dificuldade, o riso, quando teve de se esquivar de um pano de prato que foi lançado em sua direção.

– Cala essa boca e se sirva.

–x-x-x-

Largou os sapatos na porta e caminhou até sofá, lançando a mochila sobre ele. O loiro de olhos de esmeralda estava cansado do longo dia. Fazia tempo que ele não ia à escola, havia esqueci o quanto podia ser divertido. Correr na chuva, conhecer pessoas novas, ir parar na direção... Esse tipo de coisa normal, para o rico menino, eram raras e admiráveis. Sorriu repassando os momentos em sua mente.

– Oh meu Deus! O que é isso? Apocalipse? Talvez Armagedom – Nana fez drama.

– Mas o que está dizendo? – O menino pareceu confuso.

– Isso é mesmo um sorriso? Pra quem não queria ir à escola, o senhor está bem animadinho.

– O que? – O jovem corou – Eu só... só, estava pensando em umas coisas...

– Sei... Ela é bonita? – A empregada agora ria

– Não é nada disso, sua enxerida – cruzou os braços – Não tem mais nada pra fazer além de se intrometer na vida de seu patrão não?

A bela moça fez um bico agradável – Por que é tão cruel, Senhor Miller? – disse recolhendo os sapatos do menino jogados pelo chão.

– Aceite sua realidade – Fechou os olhos em sinal de desprezo. Então sentiu um almofada contra seu corpo, o empurrando de encontro ao sofá macio – Ei!

– O senhor mereceu! Agora vá já tomar um banho.

– Só vou porque estou precisando mesmo – retrucou ele se levantando e subindo as enormes escadas com pressa.

Quando chegou ao banheiro, encontrou a banheira cheia. Sorriu e sussurrou um “obrigado Nana”.

Arrancou o uniforme e logo entrou na água morna. Relaxou lá por um tempo. Mas não era muito fã de passar horas de molho. Saiu da casa de banho com seu roupão felpudo e foi cantando pelo corredor.

– “ Diga-me, ah me diga, Como isso funciona.

Há alguém dentro de mim?

Neste destruído, destruído mundo em que estou

Você ri, para não ver na...”

Parou em frente ao escritório de seu pai. Fitou a porta enquanto a luz se esvaia de seus olhos. Há quanto tempo aquela porta não era aberta? Será que um dia o local seria novamente habitado?!

–“ Estou me tornando transparente... invisível” – murmurou as palavras fracas.

– Eu ainda posso te ver perfeitamente – A criada surgiu, emergindo das escadas.

– Hahaha, é só uma música Nana – Sorriu ainda de costas para a moça. As lágrimas ameaçavam descer, ele não podia se virar e deixar que ela o visse assim mais uma vez. Levantou a mão e a pôs na maçaneta virando-a devagar. Não sabia o que era pior, entrar naquele lugar que o trazia tantas lembras e angustias, ou ser visto chorando por motivos idiotas de novo.

– Que foi? – Anna estranhou ver o jovem mestre querer entrar ali.

– Eu quero um livro que está aqui dentro – Entrou rapidamente fechando a porta.

Se encostou na madeira e foi escorregando até tocar o chão. Abraçou a pernas e as lágrimas vazaram pelos cantos de seus estonteantes olhos verdes. Tudo ali dentro lembrava tanto seus pais... Mas ele não suportava chorar por eles.

Secou o rosto com as mãos violentamente, e se levantou. Se arrastando até a mesa e jogando ao chão todas as fotografias. Foi quando viu, através dos vidros da janela, Nami e... Lucca???

Contornou a mesa e segui em direção a janela, abrindo-a. Apertou os olhos no intuito de enxergar melhor, e confirmou ser mesmo o moreno comendo junto com a nova vizinha. Qual seria a relação dos dois? Era isso que o menino se perguntava, até que Lucca o viu. Não sabendo o que fazer, o menor sorriu para disfarça o que acontecera e acenou animadamente. O portador das avelãs acenou de volta e se virou sussurrando algo para a delicada cadeirante. De longe Josh viu Lucca se aproximar da pequena e se inclinou para frente automaticamente. Do seu ponto de vista, parecia que ele ia beijá-la. E então, a mão do loiro, que se encontrava apoiada na soleira da janela, escorregou e...

Foi uma queda livre...

Notas finais
Bom, isso é tudo pessoal! Haha Até o próximo!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.