Shin Jidai
2 Capítulo 2 - Um estranho mascarado
Notas iniciais
[POV 3ª Pessoa]
Já havia se passado cerca de 1 semana desde que Hikyari deixara Konoha. A Uchiha trajava um sobretudo, de cor branca, que cobria seu corpo e sua cabeça, com um capuz. Quando dentro de pequenos vilarejos, andava lentamente, mas evitava manter o mesmo ritmo quando as deixava para trás.
[POV Hikyari]
Estava andando lentamente, passando através de becos, evitando locais movimentados. Enquanto andava, percebi uma estranha movimentação atrás de mim. Claramente havia alguém me seguindo.
Ninjas de Konoha? Impossível. Nem mesmo o ninja mais idiota faria tanto barulho assim.
O barulho ia ficando mais alto, até que um enorme muro de pedra surgiu em minha frente, bloqueando a saída.
— Ora, ora... — disse um homem de cabelos castanhos, com um sorriso malicioso. — Parece que temos uma beldade por aqui, hein... Por que não fica e brinca conosco, belezinha?
— Sim... fique e brinque com a gente! — exclamou outro homem, de cabelos azuis, com um sorriso semelhante.
— Se eu quisesse brincar com vermes, iria até um cemitério, procurar por um cadáver recente. — respondi, enquanto olhava para ambos.
Toquei no muro de pedra com minha mão direita. Concentrei meu chakra na palma de minha mão, utilizando-a para atingir o muro com um golpe. O muro fora completamente destruído.
— Ora sua! — disse o homem de cabelos castanhos. — Ninguém brinca dessa maneira com a gente!
Ergui minha cabeça, retirando o capuz que a cobria, soltando, assim, meus cabelos negros. Olhei nos olhos do homem de cabelos azuis. Por um instante, esse mesmo homem ficou fora do ar, como se sua mente fosse desligada. Quando voltou a sí, desferiu um forte golpe contra o rosto próprio companheiro. O resultado do golpe fora um forte "crack", enquanto o homem que fora atingido caía no chão, inconsciente.
Movi minha mão direita na direção de minha face, a qual usei para massagear ambas as minhas pálpebras.
— Usar isso é problemático. — sussurrei. — Meus olhos vão precisar de algum tempo para se recuperarem...
Saí do local, cobrindo minha cabeça novamente, com o capuz, enquanto aproveitava o movimento contínuo da multidão nas ruas, para me movimentar sem ser facilmente percebida.
[POV 3ª Pessoa]
Enquanto a garota encapuzada se retirava do local, um homem a observava, do topo de uma das casas. Esse homem trajava um sobretudo negro, com nuvens vermelhas espalhadas por seu design, juntamente com uma máscara laranja, com marcações em espiral, levando até o furo necessário para que seu olho direito conseguisse enxergar.
— Interessante. — disse o homem, enquanto observava tudo. — Realmente interessante.
[POV Hikyari]
Continuei seguindo com a multidão, até que avistei a saída do pequeno vilarejo. De acordo com meu mapa, caso eu seguisse o caminho daquela saída, depois de alguns dias, eu chegaria no famoso Vale do Fim. Eu não sei o motivo, mas me sinto atraída por esse lugar. É como se alguma coisa quisesse que eu fosse nessa direção.
Me separei da multidão e segui o caminho. De acordo, também, com o mapa, haviam alguns vilarejos no caminho, onde eu poderia dormir, caso necessário.
Continuei seguindo o caminho, até anoitecer. Quando o sol finalmente se pôs no horizonte, adentrei a pousada mais próxima, onde tomei um breve banho e dormi.
Quando acordei, no dia seguinte, o local estava completamente vazio. Todos os dois andares, assim como os quartos estavam vazios. Fui até o banheiro, onde tomei outro banho, trocando minhas roupas em seguida, mas ainda mantendo o sobretudo branco com capuz.
Assim que saí do banheiro, em uma das mesas do refeitório, um homem estava sentado, me observando. Esse homem trajava um sobretudo negro, com nuvens vermelhas, e uma máscara laranja, com um formato espiral, que resultavam na abertura para seu olho direito.
[POV 3ª Pessoa]
— Olá, pequena. — disse o homem, enquanto apoiava a cabeça na própria mão. — Como é ser um dos últimos sobreviventes do clã Uchiha?
— Um dos últimos sobreviventes? — Hikyari perguntara. — Do que está falando?
— Ah, sim. Você esteve fora da vila durante a última semana. — o homem mascarado respondeu, enquanto coçava o próprio cabelo. — O clã Uchiha foi dizimado por Uchiha Itachi, que deixou apenas um sobrevivente: o próprio irmão mais novo.
— Não me interessa o que acontece em Konoha. — Hikyari o disse, friamente, enquanto se dirigia á saída do local.
O homem apareceu em sua frente, fazendo um sinal de "não" com seu dedo indicador.
— É falta de educação não ouvir o que alguém tem a dizer. — o homem disse, enquanto soltava uma breve risada.
— Que a educação vá para o inferno. — disse Hikyari, aparentemente furiosa. — Se não vai me deixar sair, abrirei caminho com a força!
— Opa, opa. Só vim aqui te convidar para a minha organização, a Akatsuki. — disse o homem mascarado. — Afinal, ninguém o sabe, mas eu e você também somos Uchihas sobreviventes.
Hikyari sacou uma kunai, enquanto seus olhos se transformavam, lentamente, em um Sharingan 3 tomoe.
— Não vai nem usar seu Mangekyou? Eu vi você utilizando ele contra aqueles garotos, no beco. — dizia o homem, claramente analisando a adversária. — Recomendo que não me subestime. Mas, se quer uma luta, uma luta terá.
O homem ativou o sharingan em seu olho direito.
Ambos ficaram se encarando, por alguns minutos, até que Hikyari avançara contra o mascarado, atirando algumas shurikens e tentando atingí-lo com um golpe de sua kunai. O homem apenas desviava de todas as shurikens e kunais. Se aproveitando que ele estava distraído, Hikyari realizou alguns selos de mão, levando sua mão direita para sua boca, enquanto inalava uma grande quantidade de ar.
— Katon: Goukakyu no Jutsu! — disse Hikyari, enquanto exalava o ar inalado, mas na forma de uma grande bola de fogo.
O golpe estava prestes a atingir o homem, quando o atravessou, como se o mascarado fosse invisível, atingindo e derrubando uma das paredes do local. Hikyari se surpreendera.
— Então, está pronta para me ouvir? — perguntou o homem, enquanto cruzava os próprios braços, apoiando as costas em uma parede.
O lugar onde tudo acontecera estava destruído. Uma das paredes havia sido derrubada, enquanto algumas mobílias pegavam fogo.
— Certo, que seja. — Hikyari o respondeu.
[POV Hikyari]
Me sentei em uma das poucas cadeiras que não haviam sido destruídas, para escutar o homem.
— Certo. Então, como eu havia dito anteriormente, o clã Uchiha foi massacrado por Uchiha Itachi. Agora existem apenas 4 de nós. Eu, você, Itachi e o irmão mais novo dele, Sasuke. — dissera. — Eu sou Tobi, membro da Akatsuki. Como estamos com poucos membros, vim até aqui para convidá-la.
— Por que eu deveria me juntar a vocês da Akatsuki? — perguntei.
— Se você se juntar a nós, eu, pessoalmente, a ajudo com a destruição de Konoha. — Tobi o dissera.
— O que o faz pensar que desejo a destruição de Konoha? — eu perguntei novamente, tentando disfarçar minha cara de raiva, ao mencionar o nome "Konoha".
— Eu sei que você quer destruir Konoha. Bem no fundo, você sabe que é verdade. — o mascarado afirmara. — Bem no fundo, você sabe que não tem como um Nukenin simplesmente entrar sem ser percebido. Se você quiser saber, posso te dizer o nome do homem que organizou e massacre... e permitiu que o Nukenin adentrasse a vila.
— Eu não me importo com o resto do clã, esteja ele vivo ou não. — alertei-o. — Mas, quanto ao homem culpado pela morte de meu irmão... Sim, estou interessada.
— Hehe. Foi o que pensei. — Tobi o disse, enquanto andava, ficando próximo á cratera gigante, onde antes ficava uma das paredes. — O nome dele é Danzou Shimura. Ele é um dos conselheiros de Konoha.
— Mas... como você sabe de tudo isso? — perguntei, um pouco intrigada e confusa.
— Pode-se dizer que eu sei de quaaase tudo o que acontece. — Tobi o disse, com algumas risadinhas. — Se quiser se juntar á mim, vá até Kirigakure, estarei lhe esperando por lá.
Concordei, acenando com a cabeça, quando o homem desaparecera, através de um vórtice que o sugou para o próprio olho.
— Ele podia, ao menos, me dar uma carona. — sussurrei, levemente desanimada. — Kirigakure é muito longe...
Suspirei e mudei meu destino. Mesmo que eu pudesse sentir algo me chamando no Vale do Fim, a proposta do homem era tentadora. Tão tentadora, que chega a ser quase impossível recusar.
Fale com o autor