Shikashi, Watashi Wa...

15 Uma surpresa e tanto


Notas iniciais
Oii...
Ai gente. Consegui terminar mais um capítulo.
Não sei se está no agrado de vocês, eu espero que esteja.
Dividi o capítulo em duas partes, para aqueles que não leem hentai.
Me perdoem pelos erros gramaticais, de concordância (eu sou péssima nisso)
Eu quis fazer uma coisa diferente nesse capítulo... Eu tentei fazer com que os dois personagens estivessem pensando na mesma coisa, só que um estando longe do outro. Sacam? Espero que eu consiga transmitir essa ideia.
Bom, eu acho que é isso...
Boa leitura

E no capítulo anterior...

De repente, as imagens daquela noite invadiram minha mente e mudaram meus pensamentos...

–-

Rukia’s POV:

“Ichigo, não aguento mais tanto tempo de espera”, pensei quando deitei em minha cama.

À tarde, nii-sama e eu fomos até o 12° bantai.

A empolgação inicial foi para o lixo. O Mayuri taichou prometeu que o portal seria consertado até hoje, mas agora ele disse que não teve tempo e que era para eu voltar daqui a dois dias.

Flashback’on on:

— Já entendi que não posso voltar para o Mundo Real, porque o portal está com defeito, mas não tem nem um jeito de avisar o Ichigo? – perguntei para o meu Nii-sama, que olhava as flores de sakura caindo.

— O Mayuri já te explicou que o portal só volta a funcionar daqui a dois dias. Tenha paciência. Não sei o que você enxergou naquele Kurosaki, isso ainda é uma ofensa para mim – disse-me ele, sem olhar em meus olhos, depois de engolir um pouco de chá.

Senti uma brisa leve soprar em meu rosto e um arrepio me percorreu pelo corpo todo.

“Queria poder abraçá-lo e sentir suas mãos envolvendo minha cintura, me aquecendo”, pensei e um sorrisinho apareceu em minha face.

“Ichigo... eu te amo tanto... sinto muito sua falta” pensei novamente olhando para o jardim. “Há quanto tempo eu não te vejo? Um mês... e meio?”

Soltei um suspiro pesado e me levantei. Nii-sama continuou sentado, bebendo seu chá. “É, parece que sim.”

Andei até a porta e embainhei minha Sode no Shirayuki.

— Nii-sama, vou ao 13º bantai. Quer que eu leve alguma coisa ao Ukitake taichou?

— Leve a pasta de relatórios que está sobre a mesa – ele se virou e disse: tome cuidado com esses arquivos.

— Hai – me despedi dele e saí da sala.

Fui caminhando em direção à saída e quando cheguei lá, um dos guardas acenou para mim. Sorri em resposta. “Tive muita sorte em ter sido adotada pelo nii-sama.”

Eu estava tão distraída em meus pensamentos que nem percebi a pessoa parada em minha frente e acabei batendo meu rosto em suas costas. Por pouco eu não caio sentada.

— Gomen... Renji? – quem mais teria uma cabeleira avermelhada assim?

— Além de baixinha também é cega? Haha! – riu da própria piada tosca.

— Boke! Por que você não começa a prender a respiração e espera eu dizer “pode respirar”?

— Eu não vou cair nessa. Oe, espera! Vai aonde com tanta pressa?

— Estou levando essa pasta para o Ukitake taichou – apontei para o objeto retangular em minhas mãos.

— Vou junto. Não tenho nada para fazer mesmo.

— Que seja.

— Nossa, parece que tem alguém soltando fumaça pelas orelhas.

— Me faz um favor: fica quieto!

— Não tô a fim não – olhei para ele com vontade de matar e deixando minha reiatsu um pouco elevada – vixi, tá ficando nervosa é? Pode vir, eu não tenho medo não.

Algumas palavras ininteligíveis saíram pela minha boca, mas continuei andando, às vezes dando passadas leves, outras mais pesadas e rápidas, enquanto ouvia Renji com suas piadinhas infames.

— Rukia, cansei – Renji parou de andar e me segurou pelos ombros – Por que você está tão de mal com a vida? Percebi que não é só hoje que você está assim, já faz mais de um mês. Isso é por falta daquele baka do Ichigo?

— E se for? Você não tem nada a ver com a minha vida!

— Rukia...

Continuamos a caminhar, agora sem trocar mais nenhuma palavra. Quando avistei o 13° bantai, parei e soltei um suspiro.

— Renji? – chamei-o e ele parou de andar.

— Que foi? – disse-me ele, um pouco ríspido, ficando de frente para mim.

— Me desculpe por ter sido grossa. É que eu sinto muita falta dele e, mais cedo, o Mayuri taichou me disse que o portal ainda não estava consertado. Aí sim eu fiquei irritada e acabei descontando em você, principalmente quando começou a fazer gracinhas.

— Sossega Rukia. Logo logo vocês vão estar juntos. Eu faço isso porque gosto de te irritar. Ainda não consigo acreditar que o Kuchiki taichou deixou vocês namorarem.

— Às vezes eu também fico em dúvida. Parece bom demais para ser verdade. Eu queria que você fosse o meu irmão também, acho que assim seria mais fácil.

— Mas nós somos irmãos, não somos? A gente cresceu junto se lembra? Você pode me contar todos os seu segredos, pode pedir minha ajuda sempre que quiser e se precisar de um ombro para chorar, eu estarei aqui, assim como você faria o mesmo por mim, não é?

— Ai Renji, você é a melhor pessoa do mundo! É claro que pode contar comigo no que precisar também... eu queria te perguntar uma coisa e você vai ser o primeiro a saber também. Não sei muito bem como dizer, mas como você acha que o nii-sama reagiria se descobrisse que eu e o Ichigo... que nós já... ah você entende.

— Ele faria uma cara de “vou matar você”... ahn? Como é? Vocês o quê?!

— Acho que não vou contar nada para o nii-sama. Não mais.

— Mas você e o Ichigo, vocês dois... ahn? Fizeram sexo? Quando? Como? Onde?

— Ahn... é, é. Tá querendo saber demais. Agora esquece esse assunto um pouco e vamos logo. Preciso entregar isso e o Ukitake taichou disse que tinha algo importante para falar para mim.

Pensei que ele iria me impedir, continuar com perguntas, mas apenas riu e continuou a andar do meu lado em direção ao 13° bantai.

Flashback’s off.

“O que será que ele está fazendo?”, perguntei para mim mesma, enquanto olhava para o teto branco, deitada em minha cama. “Deve estar dormindo. Será que ele sente saudades de mim do mesmo jeito que sinto por ele? E será que ele ainda pensa naquele dia?”


Ichigo’s POV:

Me levantei do chão e fui para minha cama, ainda pensando no que tinha acontecido semanas antes. Olhei pela janela e vi a lua cheia, encoberta pelas nuvens.

“Naquela noite, a lua também estava enorme e brilhante.”, pensei comigo mesmo. “Não sabia que era tão trabalhoso preparar um lugar para passarmos a noite de sábado juntos, mas tudo isso valeu a pena.”


Rukia’s POV:

Naquele dia, Ichigo estava tão diferente... não sei muito bem o que era, mas ele parecia feliz e, ao mesmo tempo, nervoso.

Ele queria fazer uma surpresa para mim, tanto que me evitou o dia todo e só veio falar comigo à noite, quando foi até a casa da Inoue.

Fico lembrando da reação do pai dele... nunca senti tanta vergonha em toda minha vida. Hehe, tenho que admitir que foi engraçado.


Ichigo’s POV:

Nunca acreditei muito em sorte, mas naquele dia, Yuzu e Karin disseram que iam passar a noite na casa de uma amiga da escola para adiantar os trabalhos, e o meu velho disse que iria numa convenção de médicos e que voltaria apenas no dia seguinte. Essas foram as desculpas perfeitas para eu ter a casa apenas para mim.

Desmarquei o passeio com a Rukia e a evitei o máximo que pude. À tarde, fui até o centro comprar algumas coisas para usar a noite.


Rukia’s POV:

Enquanto eu arrumava minhas coisas, já que o Ichigo cancelou nosso passeio, encontrei aquele “objeto” que a Matsumoto-san... ah é, como será que ela está? Fiquei sabendo que tiraram várias fotos dela fazendo coisas indevidas em seu dormitório com objetos estranhos... mas, é claro, que eu não tive nada a ver com isso. Eu juro.

Então, eu peguei aquele livro, e ameacei jogá-lo pela janela, mas minha curiosidade foi maior e logo o abri na primeira página.

“Precisa de ajuda Kuchiki-san? Já terminei de arru... o que você está fazendo?” Inoue entrou no quarto e me pegou com boca na botija.

Senti meu rosto corar violentamente, minhas mãos começaram a tremer e o livro caiu no chão, fazendo barulho. “O-oi Inoue, que surpresa!” naquela hora, pensei que ela iria dar bronca em mim ou começar a rir, mas o que ela fez me surpreendeu porque ela pegou o livro, se sentou do meu lado e disse: “Em que parte você está?”

Eu fiquei com a melhor cara de descrença que consegui fazer e apontei com o dedo a terceira linha.

Lembro que quando comecei a ler aquilo, senti vontade de fechá-lo e jogá-lo debaixo da cama, mas de novo, minha curiosidade me impediu de fazer isso.

Inoue fazia caras e bocas de nojo, de espanto, de tudo que se possa imaginar. Foi engraçado ver suas expressões. Às vezes ela fazia alguns comentários e eu ria ao tentar imaginar.

Tudo era muito estranho, principalmente os nomes, por exemplo “a união de uma vaca”. “Quem em sã consciência dá um nome desses?” perguntei.

“Sei lá. Mas é engraçado. Já pensou, uma vaca grudada em outra vaca. Vacas siamesas.” disse ela, rindo.

“Acho que não é isso o que significa, lê a explicação” li o parágrafo em silêncio e pensei comigo mesma que seria uma boa posição para experimentar quando eu o Ichigo resolvêssemos fazer... fazer aquilo. E até que foi bom, hehe.

“Olha essa aqui, Kuchiki-san. Parece meio nojento, mas aqui diz que pode ser bastante ahn... prazerosa, principalmente para o homem” disse ela corando o rosto.

“Só vamos saber se fizermos isso. Mas eu concordo na parte do nojo.”

Continuamos a ler o livro e só terminamos quando deu 18:00.


Ichigo’s POV:

Acho que cheguei em casa lá pelas cinco horas e, ao invés de entrar pela porta, escalei até o muro e entrei pela janela do meu quarto. Não queria que minha família visse o que eu havia comprado.

Deixei as sacolas sobre a cama e desci as escadas, indo em direção a sala.

Meu pai perguntou para mim qual gravata ficava melhor: a normal ou a borboleta; respondi que tanto faz. Ele foi até a cozinha perguntar para a Yuzu, que disse que normal combinava mais com o paletó.

“Onii-chan, o que você vai querer para jantar?” foi aí que eu pensei. Comprei tudo o que precisava para o depois e esqueci do jantar.

Como aquele dia estava um pouco frio, pedi para ela fazer curry e, é claro, tive que ajudar para que ficasse pronto mais rápido. Ajudei a descascar e a cortar os legumes e vegetais; Yuzu fez o resto. Quando ficou pronto, ela disse para eu tomar cuidado com tudo, como se fosse uma mãe preocupada. Nenhum dos três ficou para o jantar porque precisavam sair. Meu pai disse que teria um jantar depois da convenção e Karin e Yuzu iriam comer na casa da amiga.

Eu disse que eles podiam ir sossegados que estava tudo bem, que eu iria jantar e que depois iria para a cama, o que não era mentira. Esperei todos saírem e comecei a arrumar tudo.

Subi correndo as escadas, pulando os degraus e entrei no meu quarto.

Abri a sacola e peguei as velas, espalhando em alguns cantos, tomando cuidado para não deixar em algum lugar que tivesse perigo de pegar fogo; puxei a cama e a ajeitei para que a cabeceira ficasse embaixo da janela e a gente pudesse enxergar a noite no lado de fora. Coloquei uma bandeja de morangos e o chantilly (irônico, não?) sobre o colchão.

Quando terminei de arrumar meu quarto, o relógio já estava marcando... nem lembro mais, mas devia ser 18:30 ou 19:00.

Voltei para a cozinha, levando um par de velas para enfeitar a mesa. A comida já estava meio fria, então deixei a panela sobre o fogão para requentá-la assim que eu voltasse com Rukia.

Liguei para casa da Inoue e assim que ela atendeu, pedi para que avisasse Rukia que eu iria buscá-la para jantar e que depois teria uma surpresa.


Rukia’s POV:

“Kuchiki-san! Kuchiki-san! – disse Orihime alegremente.

“Sim, Inoue?” – perguntei curiosa.

“O Kurosaki-kun ligou e disse que vocês vão jantar e que depois vai ter uma surpresa.”

“Surpresa? Que tipo de surpresa?”

“Não sei, isso ele não falou. Mas surpresas a parte, vamos procurar alguma roupa bonita para você vestir. Minha intuição me diz que é bom você caprichar até mesmo na sua lingerie.

“Ahn? Tá bom então. Que estranho...”

Abri uma gaveta e peguei um dos vestidos novos que tinha ganhado da Matsumoto-san. Por mais que eu tenha ficado brava com ela e dado o troco, tenho que admitir que ela tem muito bom gosto para roupas.

Inoue falou para eu escolher entre duas cores: vermelho ou preto.

“Vermelho” respondi “Mas por quê?”

Devia ter ficado mais vermelha que um tomate: “Inoue, não! E-eu não vou por isso! Para início de conversa onde você os encontrou?” quase gritei quando vi o par de conjuntos de sutiã e calcinha fio-dental, nem um pouco chamativos, que a Matsumoto-san tinha me dado (é, eu ganhei muitas coisas dela; coisas que é melhor nem lembrar...)

“Você vai usar sim. Não é tão ruim quanto parece. É muito lindo e tem até renda! Olha que coisinha meiga!”

“A Inoue é uma ótima amiga, mesmo sendo um pouco desmiolada às vezes. Se não fosse por ela naquele dia... nem imagino o que faria” sorri ao me lembrar.

“O que você acha? Pode dizer a verdade, eu aguento” perguntei para Orihime. Coloquei um vestido azul-marinho de mangas compridas e com um pouco de volume nos ombros, bem justinho e super curto, uns três dedos acima da metade da coxa (não sei como ela me convenceu a comprar um deste modelo). Pus também meia-calça preta e um sobretudo bege.

Lembro que ao me ver, ela deu um daqueles gritinhos agudos, que na hora pensei ter ficado surda, mas logo a ouvi dizer que eu estava linda e bastante sexy. Ri ao pensar nisso... mas é verdade, eu me senti assim quando me vi no espelho. A imagem refletida não se parecia nada com a Rukia shinigami, parecia a imagem da mulher que eu nem sabia que existia dentro de mim.

Inoue me entregou um par de sapatos de salto, não tão altos e fiquei esperando meu namorado chegar.


Ichigo’s POV:

O ar da noite estava um pouco gelado. Por que decidi fazer isso num dia tão frio? Se bem que valeu a pena.

Antes de sair de casa, peguei um cachecol e enrolei em meu pescoço; também coloquei um casaco de inverno e saí de casa.

A caminhada não foi tão longa quanto eu achei que seria e, quando vi, já estava parado na entrada da casa da Inoue. Bati, sentindo o nervosismo crescer.

A porta se abriu e um rosto gentil me recebeu: “Konbawa, Kurosaki-kun! Entre, está frio.”

Entrei na casa dela e fiquei esperando na entrada porque ela disse que Rukia já estava descendo.

Esperei pouco tempo e quando a vi descendo as escadas, mal consegui acreditar no que estava vendo.


Rukia’s POV:

Ele ficou com a maior cara de bobo quando me viu e em resposta, um sorriso enorme estampou em meu rosto.

Quando cheguei no último degrau, ele veio até a mim, segurou minha mão, se ajoelhou e a beijou fazendo um barulhinho estalado. Ri.


Ichigo’s POV:

Ela estava mais linda que o normal, o que me deixou ainda mais eufórico. Me levantei e fiquei de frente para Rukia. Inclinei meu rosto em sua direção e fingi que ia beijar sua boca, dando um beijo em sua bochecha.

Ela me olhou sorrindo com a brincadeira e perguntou qual seria a surpresa.

“Se eu disser qual é, vai deixar de ser surpresa, oras” respondi apertando sua bochecha. “Vamos?”

Nos despedimos de Inoue e fomos andando para minha casa.

Eu não conseguia parar de olhá-la. Rukia estava tão diferente, tão linda, tão provocante...

Senti algo pulsar em mim e vi a coberta ficar com um volume maior em um lugar específico. “Ah não, até em pensamentos aquela baixinha consegue me provocar”.

Daquele dia para cá, os sonhos com Rukia têm ficado mais frequentes; eles são muito reais, como se estivesse acontecendo de verdade, mas toda vez que o sonho chegava na melhor parte, eu acordo bastante suado e sinto meu falo ereto entre minhas pernas. Para não ficar naquela situação, ou melhor dizendo, na vontade, quem tem que terminar o serviço sou eu mesmo.


Rukia’s POV:

Ele ficou me olhando enquanto andávamos. A gente estava de mãos dadas, bem juntinhos um do outro. O perfume que ele usava estava me deixando em puro êxtase. O cheiro era forte e muito delicioso, o que fazia meu coração bater de um jeito frenético, muito intenso e acelerado... “Ah, Ichigo...” senti meu corpo se estremecer ao me lembrar daquele aroma tão agradável, viril e maravilhoso.

*Chacoalha a cabeça* “Rukia, se concentra naquele dia, não em como o Ichigo estava sexy com o casaco, no balanço de seus cabelos bagunçados pelo vento, naqueles ombros largos e fortes... ok, parei.”, sorri ao ter esses devaneios.

Então, quando chegamos na casa dele, Ichigo serviu o jantar só para nós dois. A comida estava ótima; a irmã dele tem um dom para fazer delícias e, foi tão romântico quando ele acendeu as velas e apagou as luzes... não sabia da existência desse lado fofo.


Ichigo’s POV:

Assim que terminamos de comer, disse a ela que ainda tinha a sobremesa, só que estava no andar de cima, no meu quarto.

Me surpreendi comigo mesmo quando disse isso, mas se eu não tivesse dito naquela hora, teria perdido a coragem ou gaguejaria quando fosse falar.

Subimos as escadas e quando ficamos de frente para a porta, tirei uma venda do meu bolso e coloquei sobre seus olhos.

“Ichigo, mas o que...?”

Assim que amarrei, virei seu corpo de frente para mim e selei meus lábios nos dela, num beijo rápido e estalado. Cochichei algo em seu ouvido que a fez soltar um risinho, e abri a porta. “O que eu tinha dito mesmo?”


Rukia’s POV:

Ele me conduziu até um lugar macio, sua cama, e disse que eu já podia desvendar os olhos.

“Uau!” Levei as mãos em direção a boca, cobrindo-a.

O quarto estava tão diferente, tudo estava organizado em lugares novos, sobre a escrivaninha estavam duas velas vermelhas já acesas, alguns abajures de plasma da mesma cor e... Meus olhos não viram nada errado mesmo, uma garrafa de bebida alcoólica? Sim, uma garrafa de licor de menta e duas taças. “Isso sim foi surpresa”.

Olhei para o lado e vi uma bandeja de morangos e chantilly. Não pude deixar de rir.

Ichigo estava do outro lado do cômodo, terminando de acender as outras velas, quando olhou para mim e entendeu porque eu estava rindo.


Ichigo’s POV:

“Quero que essa noite seja a melhor noite que você já teve”, disse ao me sentar do seu lado.

“Também quero que seja igual para você” nisso, Rukia se sentou em meu colo, entrelaçou suas pernas em minha cintura e me deu um abraço bem apertado.

“Essa noite quero ser apenas sua e quero que você seja somente meu” ela sussurrou em meu ouvido.

Não sei o que era, se era a iluminação do quarto ou se era a enorme lua acima de nós, mas o clima havia mudado completamente entre a gente.

Eu não me sentia nem um pouco nervoso, mesmo sendo a minha primeira vez, só sabia que estava pronto para aquilo, pois eu estava com a garota que amo.


Rukia’s POV:

Nunca imaginei que isso, algum dia pudesse acontecer.

Eu estava preparada, me sentia assim, confiante.

Começamos a nos beijar de modo lento, sem nenhuma preocupação.

Eu estava usando apenas o vestido e a meia-calça; e Ichigo estava com uma camisa vermelho-vinho de mangas compridas e calça jeans.

Suas mãos desceram da minha cintura para as coxas, onde ele ficou esfregando sobre o tecido grosso.

A temperatura do quarto estava agradável, nem muito quente ou frio, o que nos permitiu a continuar o que estávamos fazendo.

Aos poucos, o ósculo foi se aprofundando e ele pôs sua língua dentro da minha boca; eu apenas segui o que ele estava fazendo, sentindo o calor, o frenesi dos movimentos e o nosso desejo sendo atendido. Uma das mãos segurava e puxava os fios, se emaranhando naquele cabelo alaranjado, enquanto a outra, descia e subia em suas costas, fazendo a camisa se levantar, algumas vezes.


Ichigo’s POV:

Eu estava começando a ficar com calor, então resolvi tirar minha camisa. Parei de beijá-la e abri dois botões, para depois puxar a roupa, pela bainha, para cima. Assim que a tirei, chacoalhei a cabeça para ajeitar o cabelo.

Rukia soltou um assobio de provocação. Rimos. Beijei o se queixo e ela ergueu a cabeça, mostrando o pescoço. Comecei a lamber, beijar, mordiscar, explorar o máximo que eu podia. Ouvi-a arfar em meu ouvido e senti suas mãozinhas descerem do meu peito para o abdome, arranhando-o.

Sem mais nem menos, ela saiu de cima de mim e da cama. Ficou de costas e pôs as mãos por baixo do vestido, puxando a meia-calça e abaixando até os pés, ficando com os glúteos empinados. Virei a cabeça de lado e semicerrei os olhos para ver se tinha enxergado direito. Sim, ela estava usando uma calcinha fio-dental vermelha.

Mordi o lábio inferior e cruzei as pernas, pondo as mãos sobre um lugar que já estava se animando.

Rukia terminou de tirar a peça e a deixou no pé da cama, vindo em minha direção com uma carinha inocente.


Rukia’s POV:

Peguei a bandeja de morangos e os pus sobre a escrivaninha. Coloquei um em minha boca, sem morder e ofereci a Ichigo, que mordeu metade. Estava docinho. Peguei também as taças e as enchi com um pouco do licor e entreguei uma delas a ele. Bebemos um pouco e deixamos o resto sobre a escrivaninha.

Ele me puxou para a cama ficando deitado sobre mim. Voltou a beijar meu pescoço e passar as mãos pelo meu corpo.

De repente, senti algo enrijecido tocar minha virilha, não pude deixar de estremecer com o toque e gemer um pouco mais alto.

Afastei-o com as mãos e me levantei para tirar o vestido. Fiz isso de modo lento, só para provocá-lo. Improvisei uma dança, remexendo os quadris e dando giros enquanto erguia o tecido, revelando pouco a pouco cada parte de meu corpo.

Num último movimento, fiquei novamente de costas e tirei a roupa. Tentei controlar a respiração que saía extremamente rápida, eu estava com vergonha de ficar de frente para ele.

Acho que fiquei tão concentrada em mim mesma, que nem percebi quando senti suas mãos tocarem minha barriga e o ouvi sussurrar em meu ouvido “Deita aqui comigo, meu amor”.

Ao ouvir aquela voz rouca, pensei que eu iria desmanchar ali mesmo. Voltei a beijá-lo e fomos para a cama.


Parte 2

Aviso: Hentai

Ichigo’s POV:

“Nem parece que é apenas a minha memória” pensei comigo mesmo.

Depois de nos beijar e nos despir completamente, o que a deixou com muita vergonha e surpresa ao ver meu membro pulsante e ereto, foi que a melhor parte começou...

“Ichi... ah...” ela começou a gemer quando sentiu minha língua roçar em seu sexo lentamente, torturando-a assim como em meus sonhos; ela tentou fechar as pernas algumas vezes, mas eu as segurava e continuava a provocá-la com movimentos leves e lentos. A cada vez que eu lambia, aumentando a velocidade e a intensidade do toque, ela puxava meus cabelos e gemia ainda mais alto.

“Ah, Ichigo, eu... eu vou... aah” e senti uma última contração mais forte quando o chupei e dei uma leve mordidinha.

Parei o que estava fazendo, sentindo-a se relaxar e ouvindo-a reclamar por ter parado.

Massageei um de seus seios, sentindo a pontinha rígida e a pele arrepiada. Inseri um dedo em sua intimidade, começando a prepará-la. Movimentei-o bem devagar, sentindo o calor daquela região; quando ela mexeu um pouco o quadril, inseri um outro dedo, fazendo as mesmas coisas. Pouco a pouco, fui aumentando a velocidade do “vai e vem” e comecei a ouvir alguns suspiros, algumas falhas de respiração e, finalmente, um gemido quase inaudível saiu de sua boca.

Tirei o dedo de dentro dela e perguntei o que ela queria.

“Você” disse ela, lambendo e mordendo o lábio inferior. Rukia se levantou e me beijou de um jeito que nunca havia feito antes. Pude sentir meu corpo estremecer, sentir o desejo transmitido pelo toque de nossos corpos colados daquela maneira tão deliciosamente sedutora e enquanto isso senti sua mão tocar o meu membro, fazendo movimentos lentos e ritmados de sobe e desce, me deixando ainda mais excitado.

Ela terminou o beijo com um barulho estalado, sorriu e se virou de costas.


Rukia’s POV:

Hora de por em prática o que havia lido.

Fiquei de quatro sobre a cama e afastei as pernas, dando espaço para Ichigo se encaixar naquele espaço. Ele colocou ambas as mãos em minha cintura e perguntou se eu estava pronta. Respondi um sim e logo senti a carne quente e grossa me invadir. Arfei ao senti-lo me penetrar vagarosamente. Fiquei sem me mexer por um bom tempo, senti um incômodo, uma dorzinha, suficiente para me fazer apertar o colchão com força e cerrar os olhos para que a lágrima chata não escorresse.

Quando o “incômodo” passou, comecei a mexer meus quadris lentamente.

Para minha surpresa, Ichigo deitou sobre minhas costas e começou a acariciar meu seio, em movimentos circulares, tocando em meu mamilo rijo, e, com a outra mão, tocou em minha intimidade molhada, acariciando e me fazendo esquecer da dor da penetração.

Se aproximou o máximo que pôde do meu pescoço, da nuca e dos meus ombros, e começou a beijar, morder e lamber, o que me deixou ainda mais arrepiada.

Depois de um tempo, voltou a segurar apenas minha cintura e as estocadas começaram.

“Achei que a primeira vez seria muito dolorosa, mas admito que o deleite que senti superou a dor”, pensei. E era verdade, quando ele começou a se movimentar dentro de mim, foi um pouco estranho, até mesmo dolorido, mas com o passar do tempo, a velocidade foi aumentando e o vai e vem foi se tornando uma mistura de sensações, até que o sentimento de êxtase me tomou.

Eu gemi várias e várias vezes. Céus! Não há como descrever a sensação, ainda mais quando ele, além de dar as investidas voltou também a tocar em meu clitóris, me deixando ainda mais fora de mim.

Ele começou a se movimentar ainda mais rápido e mais fundo, podia sentir nossos corpos se batendo um contra o outro, o suor escorrendo pelo meu cabelo e deixando sua mão grudenta e febril, e ouvir o barulho da cama se chocando contra a parede. Nós gemíamos em conjunto, hora ou outra eu dizia o seu nome e isso o incentivava a continuar.

“Ichi... Ichigo... e-eu não aguento m-mais... aah” disse do jeito mais inteligível que consegui.

“Então vamos juntos... eu também... já estou... no meu máximo” disse ele com a voz ainda mais sexy e ofegando.


Ichigo’s POV:

No momento em que Rukia contraiu seu corpo, apertando ainda mais o canal, e estremeceu ao sentir minha estocada, senti um líquido quente dividir espaço com o meu falo e acabei chegando ao meu limite. Gozei com gosto, com vontade dentro dela.

Senti meu corpo estremecer e perdi o equilíbrio, depositando meu peso sobre ela. Virei um pouco para o lado e ela se deitou de frente para mim, me olhando.

Puxei a coberta que estava ao pé da cama e nos cobri, para não sentirmos frio no dia seguinte.

Sorri para ela e sussurrei “eu te amo, baixinha”.

A última coisa que ouvi, foi um “também te amo, meu morango” porque depois disso eu adormeci e só acordei quando ouvi meu pai perguntando por que estávamos dormindo na mesma cama.

— Boa noite, Rukia. Tenha bons sonhos e volte logo para mim, porque eu te amo mais que tudo.


Rukia’s POV:

Aquela noite com certeza vai ficar para sempre em minhas memórias.

— Boa noite, Ichigo. Logo logo nos veremos novamente e poderemos continuar de onde meu sonho parou. Eu te amo muito.


Continua...

Notas finais
Obrigada às pessoas que chegaram até aqui.
Acho que esse será o penúltimo capítulo.
Tô ficando sem ideias para escrever.
Espero que tenham gostado de acompanhar esse casal.