Notas iniciais
Oii gente...
Eu não morri e nem abandonei a fic. Essa semana eu fiquei um pouco apurada por causa do colégio.
Me perdoem por ter demorado tanto e se tiver muito erros, peço desculpas por isso também.
Ah, e também peço desculpas pelo capítulo ter ficado um pouco curto.
Chega de ficar enrolando que isso dá sono.
Tenham uma boa leitura ^^

E no capítulo anterior...

— Por que você saiu daquele jeito?

E-eu não sei. Me desculpe, Ulquiorra-san! Eu não deveria ter feito aquilo. Foi infantilidade minha. Eu... eu estou muito – os soluços recomeçaram – arrependida. Não tenho direito de me meter em sua vida. Me desculpe! – e de novo, comecei a chorar. Agora na frente dele.


–-


Ichigo’s POV:

Isso não pode ser verdade.

Rukia não disse “isso” seriamente. Tenho certeza.

— Rukia?

Ela não me respondeu ou se mexeu. Apenas ficou sentada do meu lado esperando eu dizer alguma coisa. Será que o sonho que tive com ela não foi apenas um sonho? Será que foi algum tipo de aviso? Tsc. Desde quando eu acredito em sonhos?


Flashback’s on:

Sábado, 07:39, a caminho da cafeteria

Fui andando lentamente enquanto pensava no que tinha sonhado e a reação do meu corpo com isso.

Sonhos... o que eles significam?

“Rukia... eu te amo mais que tudo nesse mundo.”

Foi o que eu disse antes daquele maldito shinigami aparecer no meu sonho.

–- No sonho --

À tarde, depois da aula, fomos para o meu quarto. Rukia pediu para eu ajuda-la a estudar para matemática. Como uma shinigami consegue decorar aquelas técnicas estranhas e longas de kidou, mas não consegue entender uma simples equação?

— Primeiro você pega esse número e substitui pelo x; depois você calcula o valor do f(x).

— Assim?

— Não! Caramba Rukia! Estamos fazendo o mesmo exercício há mais de meia hora!

— Não tenho culpa por não entender. Você que não sabe ser um bom professor.

— A culpa é minha agora? Presta atenção – peguei o lápis da mão dela e resolvi a fórmula em menos de dez segundos – viu? Era só você ter feito isso.

— Hum... o que você fez mesmo?

— Ah! Eu desisto – levantei da cadeira, derrubando a folha com as explicações, e deitei em minha cama de bruços.

— Não fica assim, Ichigo. Eu não preciso aprender essas coisas mesmo – disse Rukia tranquilamente, pegando o papel; depois, sentou-se na beirada da cama, passando dois dedos em minhas costas.

Virei meu rosto para olha-la direito e vi-a com a testa um pouco franzida por causa das questões de matemática que ela ainda tentava entender. Ri da cara dela.

— Que foi?

— Você.

— O que tem eu?

— Nada, nada não. – como eu amo essa nanica.

— Tem alguma coisa no meu rosto?

— Nã... Na verdade tem sim. Vem cá que eu tiro – se bem que não tem nada. Está perfeito.

Rukia deixou o papel em cima da escrivaninha e virou seu rosto para mim. Me levantei e sentei do lado dela. Acariciei seu rosto, sentindo a textura da tez fina e delicada, passeando minha mão pela bochecha corada, pelo nariz de contornos suaves e descendo em direção aos lábios. Olhei dentro daqueles olhos azul-violeta e disse enquanto, com a outra mão, prendia a mecha do cabelo atrás de sua orelha.

— Pronto. Agora não tem mais nada no seu rosto.

Ela sorriu para mim, corando ainda mais as bochechas. O que eu fiz para te merecer?

— Que foi? – disse ela rindo, já que eu não parava de encara-la.

— Não posso mais te olhar?

— Pode, mas desse jeito eu fico envergonhada.

— Então eu vou fazer outra coisa.

Puxei Rukia para mais perto de mim e coloquei seus braços em volta do meu pescoço. Ela já sabia o que eu pretendia fazer e nem hesitou. Por fim, o ósculo começou.

Como sempre, começou com nossos lábios unidos quase sem movimento algum. Aos poucos, o beijo foi se aprofundando, ficando mais intenso e mais molhado a cada toque. Minhas mãos desceram de seu rosto até chegar no pescoço, onde toquei em um ponto que fê-la estremecer. Desci-as mais um pouco até chegar na cintura, lugar que abracei e puxei para mais perto de mim, a fim de sentir seu calor se misturando ao meu. Nossas línguas, em um ritmo estranho e ao mesmo tempo delicioso, dançavam loucamente, rodopiando e explorando cada cantinho possível.

O quarto estava ficando estranhamente quente, mesmo a janela estando aberta ao máximo, mas continuei beijando minha baixinha com afinco.

Se antes estávamos sentados na beirada da cama, agora eu já estava com minhas costas apoiada na parede e Rukia sentada no meu colo, envolvendo meu quadril com as pernas. Ela continuava a me beijar, mas já estava começando a perder o fôlego. Às vezes sentia seus dedos brincando com o meu cabelo ou tocando meus ombros e costas.

Nos separamos um pouco e ficamos nos olhando.

Meu coração ainda bate num ritmo muito acelerado. Se eu tivesse algum problema cardíaco, já teria morrido; mas talvez, isso ainda não seria o suficiente para aplacar esse fogo todo dentro de mim.

— Ichigo... o que eu estou sentindo?

— Como é que eu vou saber? O que você sente?

— Não sei muito bem, mas meu corpo parece estar queimando e eu quero continuar te beijando até não poder mais, disse Rukia tirando a gravata vermelha e abrindo um dos botões da camisa do uniforme, mostrando a pele alva – Melhorou um pouco, mas ainda está bem quente.

Vê-la fazendo isso, me deixou um pouco nervoso, e o tal calor só aumentou mais ainda. Para me controlar ou talvez esconder meu rosto por causa dos pensamentos indevidos, beijei seu pescoço, dando umas mordidinhas de leve, o que a fez estremecer e gemer meu nome. Depois, ela saiu do meu colo e, me puxando pela gola, se deitou na minha cama. Me pus, cuidadosamente, sobre seu pequeno corpo, para não esmaga-la com meu peso, e ao mesmo tempo, tornei a beijar o novo lugar exposto pela gola aberta, trilhando em direção ao lóbulo da orelha.

Parei de beijá-la por um segundo e cochichei em se ouvido uma frase que a fez sorrir e arfar: “Rukia... eu te amo mais que tudo nesse mundo”.

Ela voltou a me beijar com o seu jeito doce e um pouco contido, como sempre.

— Isso não é comportamento digno de uma Kuchiki, disse uma voz grave e imponente assustando-nos.

Parei rapidamente o que estava fazendo e me sentei do lado da Rukia, quase caindo da cama. Senti meu sangue gelar ao ouvir aquela voz.

— Nii-sama!! – gritou Rukia ao ver a imagem de seu irmão na janela.

— Kurosaki Ichigo: eu vou te matar – disse Byakuya calmamente, desembainhando a senbonzakura.

–- Fim do sonho --

Acordei do sonho caindo da cama. Por mais que o final tivesse sido assustador, eu realmente senti “ela” em meus braços, nossos toques, o calor...

“Melhor parar de pensar nisso”, pensei quando me levantei do chão e senti algo enrijecido entre minhas pernas. “Já que estou de pé, vou para o banheiro tomar um banho, de preferência frio para acalmar os nervos.”

Não posso falar que sonhei com ela. Se Rukia perguntar sobre o que era, não vai gostar de saber nem um pouco.

Flashback’s off.

— Rukia? – chamei-a de novo.

Ela levantou a cabeça lentamente. Quando nossos olhos se encontraram, ela começou a rir. Não, ela começou a gargalhar com vontade. Rukia riu de um jeito que eu nunca tinha visto antes e isso fez com que eu também começasse a rir um pouco, mesmo sem entender o que estava acontecendo.

— Por que estamos rindo feito dois bakas? – perguntei a ela assim que me acalmei.

— Se eu te disser o por quê, promete não ficar bravo comigo?

— Eu prometo, disse cruzando os dedos nas costas.

— Você está mentindo! Pode ir descruzando os dedos e prometendo de novo.

— Caramba Rukia! Para de enrolar e fala logo de uma vez!

— Credo! Você disse que não ficaria bravo e... – comecei a abrir a boca para falar, mas ela não deixou – Tá bom! Tá bom! É que eu não contei nada para o nii-sama. Isso quer dizer, que ele ainda não sabe que estamos juntos. Está bravo comigo? – ela me perguntou com um olhar de cachorro sem dono.

— Não. To furioso! Quer me matar, é? Acredita que noite passada eu sonhei que estávamos nos beijando, no meu quarto, e de repente seu irmão apareceu do nada dizendo que ia me matar? – Droga! Falei.

Ela olhou para mim arregalando os olhos.

— Sério? Ele jamais faria algo assim, porque isso me magoaria muito. Não acho que ele seria capaz de uma atrocidade dessas.

Rukia... como você é inocente. Até parece que ele vai concordar com isso.

E quando ele descobrir então? Já to até vendo o Byakuya na minha frente, dizendo que vai me matar de novo. Mas não vou deixar isso acontecer. Não mesmo!


Sábado,17:20, casa da Orihime

Orihime’s POV:

Como eu sou boba.

Por que você me deixa tão confusa Ulquiorra-kun?

É isso que é amar uma pessoa? Se sentir confusa e possessiva?

Se for isso... não quero te amar.


— Inoue... Você não tem mesmo o direito de querer se meter em minha vida, mas mesmo assim você acabou de fazer. Agora eu te pergunto: Por quê? Por que você gritou comigo como se estivesse com raiva ou algum outro sentimento e depois saiu correndo? E por que você está chorando?

Eu queria ter dito isso:

“Isso é um pouco óbvio, não acha? Ainda não notou que eu gosto de você, Ulquiorra-kun? Será que isso nunca passou pela sua cabeça? Eu fiz aquilo porque fiquei com ciúmes da Hayashi-sama, mas agora você fala com uma... uma frieza. Isso dói sabia? Isso machuca muito meu coração.”

Mas o que saiu foi isso:

— Eu... eu não sei dizer porquê. Acho que senti pena da diretora porque você deixou-a de lado um pouco, mesmo ela chorando daquele jeito; e depois ela veio de novo dizendo que precisava muito falar com você, aí eu fiquei um pouco nervosa, porque eu estava atrapalhando, e só percebi que tinha falado besteira depois que vi sua reação por eu ter gritado. Me desculpe.

Falei tudo de uma só vez, mas acabei não dizendo o que realmente queria.


Ulquiorra’s POV:

— Então era isso? – Como é difícil entender a mente de uma garota. Dessa garota. Nada do que ela falou fez sentido. Ela deve estar escondendo o verdadeiro motivo, eu acho.

— Ulquiorra-san? Você pode me perdoar por ter agido daquele jeito? Eu nunca falei uma bobagem como hoje. Espero que não pense coisas ruins ao meu respeito – E como poderia?

Lembrei das palavras que a mulher loira, Matsumoto-san, disse sobre a Inoue-san:

A Orihime tem um bom gosto para homens” e “Você vai ficar aqui, estudando. E o professor é um gatinho”.

É, eu realmente me enganei a respeito dela e um relacionamento entre nós dois jamais poderia acontecer mesmo.

— Sim, eu te perdoo por isso. Mas espero que isso não volte a repetir.

— É claro!

— O Kurosaki-san pediu para eu entregar essa sacola para você. Parece que é um presente daquela mulher que estava com você antes – disse, entregando o pacote vermelho.

— Ah, obrigada. O que será que ela comprou para mim? – disse ela cantarolando e abrindo o presente, curiosa – O que é isso?

Olhei para o que ela segurava nas mãos e senti meu rosto formigar estranhamente. Inoue-san desdobrou a roupa e ficou olhando. No rosto dela estava estampado um ponto de interrogação, mas logo em seguida, veio a compreensão e, de quebra, o enrubescimento da face.

— Ne, Ulquiorra-san, por que você acha que ela me deu isso? – disse ela, tratando de guardar a roupa “pouco” chamativa – Olha, veio mais um par de meias 7/8 de renda. Kawai!! O que você ganhou?

— Ainda não sei, porque não olhei. – respondi olhando para a sacola branca do lado da minha perna.

— Soka. Ah, mas deve ser algo legal.

Orihime conversou comigo com certa naturalidade, como se nada tivesse acontecido.

Ainda não entendi muito bem o porquê, mas ficar relembrando do passado não vai ajudar em nada e acho que não é motivo para me sentir decepcionado, afinal ela é uma adolescente e eu também já tive a idade dela. Sei como era ser guiado pela emoção ao invés da razão.


Flashback’s on:

Shizume-san já estava de saída. Se sentia mais aliviada por ter conversado comigo a respeito do filho que ela carrega no ventre, quer dizer carregava, quando de repente ela me pergunta:

Ulquiorra-san? O que deu naquela garota? Não sabia que a Inoue-chan era sua vizinha – ela me perguntou com um olhar de decepção e... repreensão?

Sim, ela é. Mas como assim, o que deu nela? – perguntei sem entender o que Shizume-san falava e curioso por causa do olhar fuzilante.

Bom, é que ela me pareceu um pouco enciumada, se é que me entende. Parece até aqueles casos em que uma aluna se apaixona por um professor.

Não pode ser isso. Eu dei aula a ela apenas uma vez no colégio, e nos outros dias, eu expliquei a matéria que ela não sabia aqui em casa ou na casa dela. Talvez ela esteja um pouco nervosa por causa de namorado ou algo assim. Você sabe como os jovens são. Eu só expliquei a matéria de matemática que ela não tinha entendido. Só isso.

Com direito a almoço e tudo?

Bom, é que como somos vizinhos e já estava na hora de almoçar, ela perguntou se eu não queria ajuda para fazer a comida, já que ela duvidou que eu soubesse cozinhar.

Hum. Mas mesmo assim, vou te dar um aviso de amiga e diretora: Não se envolva com nenhum aluno emocionalmente, mesmo que você tenha apenas 19 anos. Já tivemos um caso desse tipo antes; ela não era tão jovem quanto você, mas acabou em problemas.

Não se preocupe. Eu posso ser jovem, mas não misturo trabalho com relacionamentos.

Bom saber disso. Melhor eu ir para casa, tenho que criar coragem e conversar com meu marido a respeito de tudo isso. Desculpe-me por vir aqui te incomodar com esse assunto chato.

Não se preocupe com isso. Eu que peço desculpas por algumas coisas que disse.

Mas você estava certo e abriu meus olhos. Obrigada.

Flashback’s off.

— Acho que vou abrir o meu presente agora, se não se importa. – E por qual motivo ela deveria se importar? Desde quando eu me tornei o cara compreensivo?

— É claro que não. Também estou curiosa.

Dentro da sacola branca, havia uma caixa pequena e simples com um envelope preto. Abri-o e retirei um cartão de mesma cor com palavras escritas em letras bem caprichadas e reluzentes, por causa da tinta prateada:

“Espero que goste de beber e que beba com alguém especial. — Rangiku”

Deixei o aviso de lado e abri a pequena caixa preta. Dentro dela, havia uma jarra de capacidade para 300 ml de sakê. No frasco azul-marinho tinha uns detalhes de flores de cerejeira muito bonitos. “Está cheia”, pensei quando senti o líquido de dentro dançando.

— Sakê? A Rangiku-san tem mesmo um gosto diferente para presentes.

— É verdade. Mas por enquanto ele vai ficar guardado.


Orihime’s POV:

Ulquiorra-kun começou a desembrulhar seu presente.

“Será que ele me perdoou mesmo? Pelo sim, pelo não, ele não parece estar mais bravo ou despontado comigo. Isso já é um bom começo. Espero nunca mais gritar com ele por um motivo tão bobo como esse. Ciúmes. Como posso ter ciúmes de alguém que nem é meu namorado?”, pensei enquanto ele tirava da caixinha uma garrafinha de sakê. Como? Sakê?

— Sakê? A Rangiku-san tem mesmo um gosto diferente para presentes.

— É verdade. Mas por enquanto ele vai ficar guardado.

— Você não bebe sakê? – perguntei e ele me entregou o bilhete.

Peguei o papelzinho elegante e delicado e li o que estava escrito:

“Espero que goste de beber e que beba com alguém especial. — Rangiku”

— É por isso que você não vai tomar?

— Também. Mas eu não gosto muito de bebidas alcoólicas.

— Hum. Ah, me desculpe! Nem servi nada para comer. Você deve estar com fome. Vou preparar o café da tarde.

— Não é necessário. Eu tenho que ir para casa corrigir as provas dos alunos de outra turma, Ulquiorra-san disse se levantado e indo em direção a porta

— Ah. – fiquei triste com a resposta dele, mas fazer o quê? Ele é um professor e eu sou só uma garota que o conhece a menos de uma semana e já se sente apaixonada por ele. – Deixa que abro a porta.

Senti meu coração ficar apertado quando o vi saindo da minha casa.

— Até mais, Ulquiorra-san.

— Fique bem, Inoue-san, disse ele me olhando nos olhos com aqueles orbes verdes hipnotizantes.

Depois que ele se virou para continuar a andar, eu o escutei murmurar algo, talvez tenha sido só impressão, mas parece que ele disse: “Prometo que não vou me apaixonar por você, Orihime-chan”.


Continua...



Obs: Se quiserem ver o presente da Rangiku para a Orihime, aqui está o link:

http://img2.mlstatic.com/s_MLB_v_O_f_201227195_4296.jpg

http://1.bp.blogspot.com/_7GjM-OFIw88/S4iJEP9-4NI/AAAAAAAAANM/t7TJN9cTC70/s1600-h/361DBD_1.jpg

Notas finais
O que acharam? *roendo as unhas*
O capítulo ficou chato e enrolado, eu sei, espero que não me matem por isso.
Não sei quando vou postar de novo, porque agora, toda sexta-feira terei provas, aí eu vou ficar proibida de escrever a fic.
Mas eu vou tentar o escrever o mais rápido que eu conseguir e postar para vocês lerem e não me abandonarem.
Beijos e até o próximo capítulo: "Uma confusão no jantar"