Shikashi, Watashi Wa...
10 Confusões
Notas iniciais
Demorei para escrever mas finalmente saiu.
nicethais, espero que goste do capítulo. Fiz para você ^.^ Obrigada pela recomendação.
Como vocês viram (ou talvez não), mudei a capa da fic. Achei que assim combinaria mais com o estado que ela se encontra.
Sem mais delongas, tenham uma boa leitura ^.^
*Apaga a luz*
E no capítulo anterior...
“Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar”
–-
A semana passou normalmente. Para quase todos.
Pela primeira vez, nenhum aluno ficou para detenção durante a semana toda. Por que será?
Ichigo’s POV:
Sábado, 07:30, casa do Ichigo:
Como é que eu fui levantar cedo em pleno sábado? Hoje nem tem aula e já troquei minha calça moletom por camisa e calça jeans. Será que é por causa do sonho que tive com a Rukia? Já que estou de pé, acho que vou fazer uma visita a ela e...
— OHAYOOOO!! ICHIGOOOO!! – Um escândalo logo pela manhã. Que belo jeito de se começar um dia.
— Bom dia, pai. Oe! Cuidado, desse jeito você vai se machucar.
— Ahn? Ichigo, você está bem? Já sei! Você e a Rukia-chan alcançaram um novo nível no namoro, não é? Estava escondendo isso do seu pai, que coisa feia! Mas vocês têm que se prevenir e... Ichigo?
Antes que ele continuasse a falar besteiras e eu perdesse a paciência, coisa que eu não queria, pulei janela afora e comecei a andar pela calçada.
“Que estranho, hoje acordei mais cedo que o habitual e também estou de bom humor e, como o velho notou, já começou a fazer suas gracinhas, mas to pouco me lixando para isso. Bom, já que não estou mais em casa e nem tomei café da manhã, acho que vou passar na cafeteria perto do colégio”, pensei. Fui andando até lá, demorei alguns minutos a mais, já que fui devagar. Lá dentro, uma garota alta usando óculos e com uma trança no cabelo negro me perguntou o que eu queria para comer.
— Quero panquecas com bastante melado e uma xícara grande de café com leite.
— Ok. Já vou trazer.
A moça trouxe o café primeiro. Bebi um pouco enquanto esperava a comida.
— Aqui está. Espero que esteja bom.
— Obrigado.
Comi as panquecas. Estavam deliciosas, mas as da Yuzu ainda são melhores.
Assim que terminei de comer, fiquei mais um tempo sentado. A televisão estava ligada e estava mostrando um boletim de notícias.
No canal, uma jornalista estava falando sobre a invasão de cemitérios no período da noite, marcas estranhas em lápides e santuários locais. Como se alguma assombração estivesse rondando esses locais.
“Cemitérios... assombração... Só podem ser os hollows! Tenho que falar para a Rukia e para os outros”, pensei enquanto pagava pela refeição.
Kon’s POV:
Não quero nunca mais ver aqueles dois. Ainda não entendo porque fizeram isso comigo. Eu sou só um espírito alterado e sirvo para cuidar do corpo do Ichigo enquanto ele vai lutar contra os hollows. Nunca vou entender esses humanos.
Nee-san... não. Rukia-san. Você me decepcionou demais. Vai ver só. Um dia você vai se arrepender por ter me trocado por aquele... aquele bakayarou.
Nunca vou te perdoar Ichigo. Você e aquele seu amigo, Ishida.
É a segunda vez que vocês me vestem nessa coisa horrorosa! Vocês tão pensando que eu sou o que? Uma Barbie, que é toda indefesa e pode tirar e por a roupa que quiser? Kisama...
Já faz cinco dias que fugi da casa dele e eles nem perceberam. Mas essa roupa... por que isso não sai? Que coisa ridícula! Mas pelo menos arranjei alguém que vai cuidar de mim e... ah, tenho uma paraíso bem aconchegante, onde estou agora.
Acho que isso é um adeus, seus konoyarous!
Ichigo’s POV:
— Rukia, Inoue! Vocês já estão acordadas? Abram a porta – mas que demora para abrir uma porta. Já são 08:30 da manhã. Não é possível que elas durmam tanto assim. Até o vizinho delas, Ulquiorra-san (professor de matemática) já está de pé.
— Bom dia, uáááá, Kurosaki-kun. O que está fazendo aqui tão cedo? Veio ver a Rukia?
— Aham. Ela já está acordada?
— Ichigo! – Rukia apareceu do lado da Inoue.
— Aqui está ela, com licença. Vou preparar o café da manhã.
Esperei a Inoue se afastar e puxei minha baixinha para mais perto de mim, num abraço bem apertado.
— Já está com saudades? E olha que a última vez que nos vimos foi on...
Não a deixei terminar de falar e beijei aqueles lábios doces e viciantes, que são só meus. Aprofundei mais o beijo introduzindo a língua e roçando por todo o interior da boca, o que a fez estremecer. Depois a encostei na parede, cada uma das minhas mãos segurando cada bracinho dela, assim não teria como ela escapar de mim. Colei meu corpo no dela, sem me importar se haveria alguém olhando. O importante era saborear o gosto daquela boca. “Que se dane!”, pensei. Mas no final, tivemos que nos separar porque a falta de ar nos venceu.
— Uau, Ichigo! O que foi tudo isso? Vamos entrar, senão os vizinhos vão começar a falar, não que eu ligue, mas é que a casa é da Orihime – disse-me ela, normalizando a respiração.
Sorri com o que ela disse e concordei com a cabeça. Depois entramos na casa e nos sentamos no pequeno sofá de duas pessoas ao canto da sala.
— Vim lhe trazer isto e perguntar uma coisa.
— Ficaram prontas! Quer dizer, a minha ficou pronta! Mas eu achei que você iria por quando eu fosse na sua casa.
— É que eu não to a fim de esperar até amanhã. E também queria falar sobre uma coisa que vi no jornal agora a pouco.
— Sobre as marcas estranhas nos cemitérios e santuários?
— É. Como sabe disso?
— O meu Denreishinki (localizador de reiatsu elevada), bipou de madrugada e fui até o local de onde vinha o sinal e eu vi o noticiário agora a pouco.
— Por que você não me chamou? Eu teria ido junto.
— Porque a shinigami protetora da cidade sou eu. Você é um substituto e ainda é um humano. Se tivesse algo perigoso, você poderia ter se ferido seriamente. E como eu estava dizendo, antes de me interromper, fui até o lugar de onde vinha a reiatsu. Parecia um templo e tinha um espírito plus sendo perseguido por um hollow. Fui até lá e purifiquei a alma do hollow, mas depois não encontrei o espírito plus que estava sendo perseguido.
— Só faltava essa. Até parece que algum espírito vai me matar. Quem vai morrer tentando é ele, não eu. Mas esse negócio de hollow atacando um espírito comum acontece sempre, se bem que agora tá mais frequente, mas e essas marcas estranhas?
— Não são hollows comuns que estão atacando, diz Toushirou de repente.
— Toshirou?! O que você está fazendo aqui?
— É Hitsugaya taichou!! – gritou ele.
— Calma Toushirou. Mas o que são esses hollows então?
— Teme... ah, não adianta. Esses hollows são experiências do Mayuri-san. Aquele cientista maluco estava criando aquelas criaturas de novo e, de algum jeito, conseguiram escapar para o Mundo Real.
— Hitsugaya taichou, eu enfrentei um há algumas horas atrás.
— Você o capturou?
— Na verdade, eu o cortei ao meio, disse Rukia.
— Ah, o Mayuri-san não vai gostar nem um pouco disso, mas quem mandou ele fazer essa experiência de novo? Tudo bem. Fiquei sabendo que apenas três criaturas vieram para cá. Um já se foi. Qualquer coisa a Matsumoto ou o Renji estarão por aí, vigiando.
— Hitsugaya taichou! Olha que camisa linda que comprei para o senhor! Opa, bom dia Rukia e Ichigo. Ué, pensei que aqui era a casa da Orihime. Cadê ela? Hum, o que é isso no seu dedo Rukia-chan?
— Vocês querem tomar um chá com missoshiro* e moti*? Oh, ohayou Hitsugaya-kun! Ohayou, Rangiku-san. Querem um pouco? – disse Orihime nos chamando para tomar o seu “habitual” café da manhã.
Cada um foi para um lugar. Rukia, Inoue e Matsumoto foram para a cozinha conversar, tomar a sopa e comer o bolinho de arroz.
Toushirou saiu reclamando da Matsumoto por ficar fazendo compras enquanto deveria estar trabalhando.
— Oe! Toushirou! Espera aí que eu vou junto já que não tenho mais nada para fazer.
— Que seja. Só não me atrapalhe e para de me chamar de Toushirou! É Hitsugaya tacihou para você! – e ele se exaltou novamente. Mas que garoto de temperamento difícil.
Rukia’s POV:
Nós três nos dirigimos para a cozinha e levamos a comida para a mesa da sala com cuidado para não nos queimarmos com a sopa. O Ichigo e o Hitsugaya taichou não estavam mais lá. Deviam ter saído para procurar o tal hollow com o Renji.
— Então, Rukia. Você ainda não me respondeu. Esse lindo anel no seu dedo é uma aliança de namoro? Quem você está namorando? Já sei! Como não percebi antes – Rangiku-san colocou a mão na cabeça, com cuidado para não derramar a sopa sobre si mesma, tampando o rosto parcialmente – Você e o Ichigo-kun estão namorando! Há quanto tempo estão juntos? Já conhece a família dele?
Se eu não fizesse alguma coisa, ela não iria parar nunca de falar e ainda tiraria suas próprias conclusões sobre tudo.
— Matsumoto-san! Bom, é... sim. Já faz 5 dias que ele me pediu em namoro e as alianças ficaram prontas hoje. Amanhã, eu vou jantar na casa dele para uma apresentação mais formal.
— Ne, Kuchiki-san, você tem sorte por ele gostar de você. Nunca pensei que ele iria namorar alguém. Ele sempre ficava sozinho ou com Sado-kun, se metia em muitos problemas e tinha aquela expressão engraçada no rosto, que permanece até hoje...
Orihime falou daquele jeitinho dela: doce, meigo e sem nenhum pingo de ciúme. Também, ela gosta de outro. Ainda não acredito que duvidei dela. Tudo culpa do Kon.
Flashback’s on:
Segunda-feira, um pouco depois do Ulquiorra ir para a casa dele.
*toc*, *toc*, *toc*
— Já vai! “quem será que é?”, pensou Orihime se levantando da cama e indo abrir a porta. — Oh, olá, Kuchiki-san!
— Konbawa, Orihime. Será que eu poderia morar na sua casa por um tempo? – disse Rukia, envergonhada por pedir isso, mesmo depois de duvidar e sentir ciúmes da ruiva.
— É claro. Pode entrar. Trouxe muita coisa, Kuchiki-san?
— Não, só o necessário. Posso te fazer uma pergunta?
— Claro. O que é? – disse Orihime se sentando no sofá onde ela e Ulquiorra conversaram.
— Você gosta do Ichigo? Não precisa responder se não quiser, mas é que eu fiquei curiosa e... ah, esquece. Eu não deveria falar essas coisas.
— Não, eu respondo. Nós somos apenas amigos, – isso soou estranho para a própria, mas ela se sentia bem em dizer. Era como se estivesse libertando algo que estava preso há algum tempo. – nada mais que isso. E ele nem deve gostar de mim assim. Mas por que você está perguntando isso para mim?
— Por curiosidade mesmo. É que eu percebi que você, às vezes, o olha de um jeito diferente ou fica vermelha ao falar com ele, disse Rukia com a cabeça abaixada para não olhar nos olhos de garota que estava sentada do seu lado.
— Antes, eu pensava que gostava dele, mas agora não o vejo mais assim. É estranho e confuso, respondeu ela perdendo um pouco o foco do que dizia.
— Hum. Então tá. – disse Rukia com um meio sorriso e um pouco mais feliz por descobrir isso.
— Mudando de assunto. Eu achei que você iria morar na casa do Kurosaki-kun. Não é que não eu queira você aqui, mas da última vez você ficou lá, não é?
— Ah, hai. É que... a gente tá ahn... namorando. – Rukia não queria ter contado, mas ela não queria mentir para a amiga. Não depois de descobrir que não havia nada entre eles e que ela não gostava mais dele também.
— É sério?! Fico feliz por você. – Orihime disse sorrindo, mas parecia dizer quase a verdade. Ela se sentia confusa. Até essa noite, ela tinha certeza do seu amor pelo ruivo, mas agora, parecia que seu coração fora abalado por um certo professor de hipnotizantes olhos verdes. – Sinta-se em casa, Kuchiki-san.
— Orihime, não precisa me chamar pelo sobrenome. Pode me chamar de Rukia.
— Hum. É que eu me acostumei a te chamar assim.
Flashback’s off.
Rukia’s POV off.
— E você Orihime-chan? Gosta de alguém? – perguntou a loira pegando um pouco do sakê que havia trazido escondido do seu capitão.
— Ahn? Eu? Hahaha. Imagina. – Orihime ficou com as bochechas vermelhas e tentou pedindo o shoyu e o açúcar.
— Achei que você estava gostando do Ulquiorra-san, disse Rukia bebendo o chá.
— Quem é Ulquiorra-san? Você tava escondendo o jogo né, mocinha. Ele é bonito? Me conta tudo.
— Kuchiki-san!
— Ei, não fica brava comigo. Eu sei que você sente algo mais por ele. Sua reiatsu não nega.
— Eu não gosto dele assim.
— Nessa semana, ele veio na sua casa quase todos os dias. E ele também não é velho. Você mesma disse que ele tem 19 anos.
— Mas foi para ajudar com as coisas do colégio. Além do mais, ele trabalha no mesmo lugar que a gente estuda. Eu não poderia namora-lo.
— Há! Então você admite que gosta dele?
— N-não! Eu não gosto não.
— Vocês duas vão me ignorar mesmo?
Por sorte ou por azar, alguém bateu na porta e Orihime se levanta correndo para atendê-la e fugir da conversa que estava tendo. E no sofá, Rukia tenta responder as perguntas de Rangiku sobre a ruiva e o tal professor.
— Ol... Ulquiorra-san!!
— Bom dia, Inoue-san. Parece surpresa. Esqueceu que eu viria aqui dar algumas aulas de matemática para você e para a Kuchiki-san?
— É verdade. Entre, fique à vontade.
–-
— É ele o tal professor?
— É. Ah, esqueci de dizer. Ele é nosso vizinho e veio dar uma ajuda em matemática, de novo. Depois eu que sou ruim.
— Como é que é? Ainda bem que estou usando um gigai, senão ele não iria me ver. – disse Rangiku arrumando o decote do vestido.
— Não, deixe-os a sós. Vamos subir para o quarto.
— Nananinanão. Você vai ficar aqui comigo ouvindo a conversa deles. Olha como ela tá vermelha! Depois tem a coragem de dizer que não gosta dele.
— Eu sei! Ela é tão bobinha... ou talvez não percebeu o que sente por ele.
Orihime’s POV:
Como eu pude esquecer?
AAAAH! O que eu faço?
Orihime! Fica calma! Ele é só seu vizinho e um professor. Não esquece que ele também marcou um encontro com a diretora, não é o que você ouviu e viu?
Sim, é verdade.
Flashback’s on:
Disse para a Tatsuki-chan ir na frente que depois a alcançava.
Sai da sala e fui atrás do Ulquiorra-kun. “Onde será que ele está?”, pensei. “Já sei, ele deve estar na sala dos professores”.
Fui até lá, mas parei na sala ao lado. A sala da diretora. Lá dentro, eu escutei uma voz familiar:
— Sim. Não estou a fim de ficar na sala com garotos que só se metem em encrenca por três horas.
— Concordo com você. Já que estamos aqui, tem planos para hoje à noite?
— Na verdade não. Por quê?
— Ah, gostaria de sair para jantar ou se divertir um pouco?
...
É claro que ele nunca ligaria para uma garota como eu. Espera um pouco, eu estou com... ciúmes? Sugoi! Não! Eu não posso ficar feliz com isso.
Minha cabeça tá doendo, to confusa. O que eu sinto por ele? E pelo Kurosaki-kun?
AAAH! Eu o conheci ontem, mas porque eu sinto que o conheço a mais tempo? E o Kurosaki-kun? Ele nem se importa comigo. Eu sou só uma amiga para ele e é isso o que ele é para mim também.
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Já está um pouco tarde. O Schiffer-kun chegou agora do encontro com a Hayashi-san.
Ulquiorra-kun...
O que eu sinto por você?
Flashback’s off.
— Orihime-san? Você ouviu o que eu disse?
— Ahn? Me desculpe, pode repetir?
— Não era nada importante, agora, vamos estudar?
— Ah, sim. É pra isso que você veio. Só vou pegar meus livros e já volto. Pode se sentar ali, é melhor já que precisaremos da mesa para estudar.
— Hum.
Passei pela sala onde as meninas estavam e dei de cara com as duas ouvindo minha conversa.
— Mas o que vocês estão fazendo aí?
— Limpando a parede que não é. Estávamos ouvindo vocês conversarem, ué.
— Rangiku-san! Deixa pra lá. Outra hora eu falo com vocês. Tenho que pegar meu livro e o caderno de matemática que estão lá no quarto. Não façam nada enquanto eu estiver lá em cima.
— Sem problemas. Até parece que seria capaz de aprontar alguma coisa.
— É bom mesmo. Você também Kuchiki-san.
— E-eu? Não to fazendo nada de errado, disse ela erguendo os braços.
Ulquiorra’s POV:
Orihime-san foi buscar o material.
Aqui estou eu novamente sentado na mesma cadeira de alguns dias atrás. Que sensação... nostálgica.
Estranho. Ela é tão diferente das outras garotas, mas de algum jeito, ela me lembra tanto a... não. Prometi a mim mesmo que não iria mais lembrar dela.
Parece que no outro cômodo há mais duas pessoas com ela. Orihime-san alterou um pouco a voz com uma e tudo ficou quieto novamente.
Olhei para o lado e vi a foto do irmão dela na estante. Na frente, uma vela estava quase completamente queimada. “Parece que ela andou rezando para ele de novo. Ainda não entendo porque ela faz isso, não vai adiantar nada”, pensei quando ouvi um riso.
As duas pessoas estavam cochichando bem baixinho, mas consegui entender algumas coisas.
— A Orihime tem um bom gosto para homens, disse uma com a voz mais aguda.
— Verdade, mas eu prefiro o meu Ichigo, disse a outra que se parecia muito com a Kuchiki-san.
— Será que ela vai deixa-lo esperando por muito tempo? Senão eu vou lá dar um “oi” para ele.
— O que vocês estão tramando? – Perguntou Inoue, já de volta.
— Nada não, disseram as outras juntas.
— Então tá. Agora eu vou para a minha aula. Se quiserem aprender matemática também, vamos lá. Vai ser divertido. Se bem que eu não entendo muito. – entende sim, só precisa fazer os exercícios diariamente.
— Não, não. Nós vamos ficar aqui mesmo. Vou levar a Rukia para fazer compras.
— Ah não. Eu quero ir também.
— Você vai ficar aqui, estudando. E o professor é um gatinho. Se eu estivesse no seu lugar, já teria... – não entendi o que a outra ia dizer e como assim, eu sou... “gatinho”?
— Ela não iria fazer nada não, Orihime!
— Ahn... tu-tudo bem, então. Mais tarde eu vejo vocês. Desculpa a demora Ulquiorra-kun. É que minhas amigas me chamaram para sair, mas eu tinha que estudar.
— Se quiser outro dia a gente estudo, eu disse.
— Não, nada disso – uma mulher alta e loira, de olhos azuis e um corpo... ahn... bem chamativo apareceu com a Kuchiki-san do lado – ela vai ser uma boa aluna e vai aprender matemática.
— Ulquiorra-kun, essa é a Matsumoto Rangiku e a Kuchiki-san você já a conhece. Você deu aula para a nossa turma na segunda-feira e ela tá morando aqui comigo agora.
— Muito prazer, Matsumoto-san. Olá Kuchiki-san.
— Olá, professor Ulquiorra-kun.
— Olá, Ulquiorra-kun. Pra que tanta formalidade. Pode me chamar apenas de Rangiku, desse jeito me sinto velha. Opa, parece que estamos atrapalhando Rukia. Nós já estamos saindo. Não nos espere para o almoço. Na volta eu trago um presentinho para vocês dois tá? Juízo, hein.
— Rangiku-san! Não precisa dizer isso. Os dois não vão fazer nada de errado! Não é mesmo Inoue?
— Kuchiki-san! Rangiku-san! É claro que não! Me desculpe por isso, Ulquiorra-kun. Vocês já estão saindo, não é? Mais tarde nos vemos então.
— Adeus! Se comportem e não se esqueçam de u...
— Tchau, Rangiku-san! – Inoue colocou-a para fora e fechou a porta rapidamente – Ahn, você pode me explicar sobre funções Ulquiorra-kun? – disse ela rindo um pouco.
— C-claro.
Algum (muito) tempo depois...
Ichigo’s POV:
Levei os dois shinigamis, depois de convencer o Toushirou a ir, numa sorveteria assim que capturamos os hollows e os mandamos de volta para a Soul Society.
— Finalmente encontramos os hollows. Mas que tipo de experiência o Mayuri-san está fazendo com eles? Hollows normais não deixam marcas brilhantes e estranhas como aquelas, perguntei ao Toushirou.
— Tsc, nem sei o que ele tá aprontando, mas toda vez que ele começa a fazer alguma coisa e acontece algo de errado no Mundo Real, sempre sobra para eu vir aqui e resolver tudo. Dessa vez, o comandante disse que eu poderia trazer dois subordinados e os escolhidos foram minha fukutaichou e o fukutaichou do 6º esquadrão: Renji.
— Mas foi o mesmo que ter trazido apenas um, já que a Matsumoto-san não está aqui, disse Renji resmungando.
— Rangiku é assim mesmo. Se ela não soubesse ser responsável quando é necessário, eu nem acreditaria que ela é a minha fukutaichou.
— Mas ela é muito bonita, disse Renji.
Não pude discordar. Ela é uma mulher muito atraente mesmo, mas ainda prefiro a Rukia, e ninguém fica se atirando na minha baixinha. Senão...
— Acho que vou atrás da Matsumoto para voltarmos para o Seireitei. Meu trabalho já está concluído aqui.
— Certo, Hitsugaya taichou. Ficarei esperando aqui.
Toushirou usou o shunpo para ir atrás da fukutaichou desaparecida.
— Oe, Ichigo. Você tá namorando alguém? – perguntou Renji olhando minha mão.
— To sim. Por quê?
— To vendo um anel no seu dedo anelar direito. Quem é a garota de mau gosto ou ela é cega? – disse ele rindo da minha cara.
— Se eu fosse você não falaria essas coisas.
— Por quê?
— Rukia ficaria chateada se ouvisse isso de você. Logo de você, já que são amigos há muito tempo.
— Como é? Vocês são malucos? Desde quando vocês estão juntos?
— Calma Renji. Que eu saiba, nós não temos nenhum problema. Há pouco tempo, acho que uns cinco dias.
— O irmão dela já sabe disso?
— É mesmo! A gente não falou nada para ele.
— Ele vai te matar quando descobrir.
— Se ninguém abrir a boca, não haverá mortes, dei uma indireta.
— Mas uma hora ele vai descobrir. Eu não queria estar na sua pele.
— Eu achava que você gostava dela, da Rukia.
— Eu? Claro que não. Ela é uma irmã pra mim. Nós vivemos juntos por tanto tempo que já a considero minha irmãzinha, mesmo ela tendo sido adotada pela família Kuchiki.
— Fico mais aliviado por saber isso. Mas você não vai contar nada para o Byakuya, né?
— Eu não. Do jeito que o taichou é, prefiro não me arriscar.
— Tsc, melhor ele não saber então.
Ficamos lá por mais meia hora, depois o Toushirou apareceu com a Rangiku-san.
— Ah, taichou! Não precisava me arrastar de lá daquele jeito. O senhor só me faz passar vergonha. Por que o senhor não me ajuda a carregar as sacolas e por que o senhor não está usando o meu presente? Falando em presentes, Ichigo entrega isso para a Orihime e para o Ulquiorra-san? – Ela me entregou duas sacolas: uma vermelha e uma branca, respectivamente.
— Ha-hai.
Toushirou abriu um portal e três borboletas infernais apareceram.
— Vamos logo. Tenho que fazer um relatório assim que chegarmos no Seireitei, disse o baixinho entrando no portal e desparecendo de vista.
— Até mais, Ichigo. Cuide muito bem da Rukia, disse Renji seguindo-o
— Ah! Já estava até esquecendo Ichigo-kun, disse Rangiku-san.
— O quê? – perguntei para ela curioso.
— Você e a Rukia estão namorando, não é mesmo? Então tomem cuidado com as coisas que tenho certeza que farão, ok? Se o Kuchiki taichou descobrir... Bom, não é da minha conta. Ja ne, Ichigo-kun.
— Oe! Rangiku-san! Como assim? – não adiantou eu ter falado porque o portal já estava quase fechado.
“O que ela quis dizer com isso?”
Sábado, 16:48, casa da Orihime:
Orihime’s POV:
“Por que eu não disse de novo o que sinto por ele?”
“Por que eu sinto tanto medo?”
“Por que ele mexe tanto comigo?”
— Kuchiki-san!! Por quê?
— Calma Inoue!
— Eu to com medo de perdê-lo. Lembra quando contei que ele tinha saído com a diretora Shizume-san?
— Lembro.
— Então. E se ela gostar dele? Pior: e se ele gostar dela? O que eu faço Kuchiki-san? E para piorar mais ainda, eu gritei com ele. Ele deve estar decepcionado comigo.
— Como assim, gritou?
— É que ele é um cabeça-dura! Na hora do almoço, ele me chamou para almoçar na casa dele. Não achei nada demais aceitar, mas aí quando o almoço ficou pronto, eu o ajudei a fazer, alguém bateu na porta. Adivinha quem era?
— Quem? Me conta, Inoue!
— A diretora, Shizume-san!
— O que ela veio fazer na casa dele?
— Foi o que eu perguntei e ele fez cara de quem não sabia o que estava acontecendo. E de repente, ela entrou quase chorando e abraçando-o na minha frente.
— Já até sei o que aconteceu: Você ficou enciumada e saiu da casa dele. Ulquiorra-san veio atrás de você para conversar, mas aí você gritou.
— Sugoi! Como você adivinhou o que aconteceu?
— É um pouco óbvio.
Ichigo’s POV:
— Ulquiorra-san, o que está fazendo aí?
— Ah, a Inoue-san ficou brava comigo no almoço, eu queria saber o motivo.
— Hum. Então vamos lá, vou chamar a Rukia para dar uma volta comigo. Ah, a Rangiku-san disse para eu entregar isso a você.
— O que é? – perguntou ele, pegando a sacola.
— Não sei. Ela só disse para entregar para você e para Orihime.
— Depois eu abro. Deve ser algo bem diferente, já que ela parece ser uma mulher bem extravagante.
— Com certeza. Isso porque você não a viu com a roupa de sh... ah, esquece. Não é nada não.
— Começou, agora termine de falar.
— Esquece. Não é nada de importante. – Quase digo que ela é uma shinigami. “Ichigo, pense antes de falar”, pensei – Então, vamos lá?
— Fazer o que. Vai entender o que essas garotas pensam.
— Hahaha. Verdade.
Orihime’s POV:
— Você acha? Ah, mas foi isso mesmo. Passei por ele indo em direção a porta. Assim que ele me viu, se soltou da diretora e disse para ela esperar na sala que já voltava. Fomos para o lado de fora da casa. Eu disse que tinha uma coisa importante e que o almoço ficaria para outro dia, mas ele insistiu que eu ficasse. De repente, a diretora apareceu e disse que precisava falar a sós com ele e que era urgente. Ah, Kuchiki-san, quando eu ouvi isso, senti uma coisa estranha dentro de mim e acabei explodindo. Praticamente gritei para ele ir atrás dela, já que a conversa era particular.
— Ciúmes é um sentimento estranho mesmo. Mas e o que ele disse?
— Nada. Acho que não deu tempo porque quando as palavras saíram pela minha boca, eu mal consegui acreditar no que tinha acabado de dizer e saí correndo. Mas a última coisa que eu vi, foram os olhos dele. Sabe aquela expressão de susto misturado com decepção? Foi o que eu enxerguei. Agora eu to muito arrependida do que fiz. Não sei mais o que eu faço. To com vergonha de ir na casa dele pedir desculpas, eu não deveria ter feito aquilo, mas... – não aguentei mais e o soluço passou para choro rapidamente.
— Calma, Inoue. Não fica assim, vai dar tudo certo. Amanhã vocês dois vão se acertar, tenho certeza. E acho que não precisava de tudo isso. Pelo que eu soube, a diretora é casada e o encontro, talvez tenha sido só para se conhecerem melhor, já que eles irão trabalhar juntos. – disse ela me abraçando e afagando minha cabeça.
— Tomara que esteja certa.
— Depois você fala que não está apaixonada por ele.
— Mas não estou, é que eu... eu...
— Não precisa esconder isso de mim. E você mente muito mal sabia?
— Mas, mas... pra que mentir, né?
— Isso mesmo. Se você gosta dele, vá atrás e peça desculpas.
*toc*, *toc*, *toc*.
— Quem será que é?
— Não sei, vou ver.
— Quer que eu vá no seu lugar?
— Não precisa, daijobu.
Me levantei do sofá e enxuguei os olhos rapidamente. Abri a porta e dei de cara com o Ichigo e...
— Yo, Inoue! Vim buscar a Rukia para dar uma volta comigo.
— Olá, Inoue-san.
— Olá, Kurosaki-kun, Ulquiorra-san. Ah, certo. Vou chama-la.
— Não precisa. Já estou aqui, disse ela do meu lado e depois cochichou: olha que meigo, ele veio falar com você. – ri com o comentário dela e “ele” entrou em casa – Nos vemos mais tarde Orihime. Tchau, Ulquiorra-san. Para onde vamos Ichigo?
Rukia’s POV:
Os dois ficaram se encarando quando eu fechei a porta.
— O que você acha que vai acontecer? – perguntei a ele.
— Não sei, mas por que os dois brigaram?
— Ah, sei lá. Ela não quis me contar – menti. Odeio mentir para ele, mas é necessário. Não posso sair espalhando que a Orihime gosta do vizinho-professor dela.
— Hum. Então, o que quer fazer?
— Não sei. O que quer fazer?
Rimos com a pergunta que fizemos um para o outro. Ichigo sugeriu uma caminhada pelo parque, como os namorados fazem.
— Posso segurar sua mão enquanto andamos?
— É claro que pode, disse ele pegando minha mão.
Ficamos andando por um bom tempo até chegarmos ao parque. Vimos crianças correndo e brincando; os pais estavam logo atrás, preocupados com seus filhos. Nos sentamos no chafariz e fiquei olhando os peixes nadando em círculos.
— Ichigo? – chamei-o, olhando em seus olhos castanhos.
— Huh?
— Sabia que eu te amo cada vez mais?
— Eu também, disse ele passando o braço em volta do meu ombro me abraçando.
— Ichigo?
— Fala, disse ele me soltando do abraço para me encarar pela segunda vez.
— O que você acha que o nii-sama diria se soubesse que estamos namorando?
— Fácil. Ele não diria nada. Ele viria até aqui e nós dois lutaríamos até a morte. Se eu ganhar, é claro que eu vou ganhar, eu te namoro, mas se eu perder, bom, aí fim de namoro.
— Credo! Será que ele faria uma coisa dessas? O nii-sama é uma ótima pessoa. Não acredito que ele teria coragem de fazer isso.
— Mas uma hora ele vai descobrir. Aí, tenho que estar preparado.
— E se eu te disser que eu contei a ele ontem à noite?
— Mas o quê...?
Orihime’s POV:
— Por que você saiu daquele jeito?
— E-eu não sei. Me desculpe, Ulquiorra-san! Eu não deveria ter feito aquilo. Foi infantilidade minha. Eu... eu estou muito – os soluços recomeçaram – arrependida. Não tenho direito de me meter em sua vida. Me desculpe! – e de novo, comecei a chorar. Agora na frente dele.
Continua...
Notas finais
Reclamações?
Esganar a autora? (por favor, isso não)
Esse capítulo ficou uma droga né? Me perdoem por isso. Vou tentar escrever um capítulo melhor da próxima vez.
Não sei quando postarei o próximo capítulo: Problemas escolares. Mas por favor, não abandonem minha fic.
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Beijos.
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