Shijitsu no Ai
1 Capítulo Unico - Shijitsu no Ai - Amor Verdadeiro
Notas iniciais
Atrás de uma grande arvore, ela escutava a doce melodia do violino que era tocado no centro do parque. A cada passo que dava ao tentar se aproximar mais do local sentia como se o som a atraísse. Que a levasse até frente a frente ao músico. Seu coração batia acereladamente, sentia seu rosto quente.
A triste melodia embalava os cabelos azulados dele, e fazia de seus olhos verterem lagrima, uma mistura tão incrível, e quase impossível de ser descrita exatamente. Saudades, tristeza, melancolia, alegria, amor...
Um barulho qualquer que fez enquanto andava, despertou-o da concentração do violino. Em seu belo rosto estendeu-se um sorriso que nunca havia visto nele. Não um sorriso pervertido, de deboche, mas, sim de felicidade. Ele soltou o violino no grama fofa e abriu os braços, e chorando ainda mais ela correu até aconchegar-se nos longos braços dele.
~*~
Ele carregou-a passando entre pequenas passagens, becos, até chegarem a uma casa, levou-a até o quarto onde permaneceram olhando uma ao outro por infinitos minutos. Como se quiserem recuperar os cinco anos que passaram longe. Tanta coisa havia mudado, alem deles mesmos. As idéias, sonhos, perspectivas, a realidade para eles não era a mesma de quando tinha 13 e o outro 17 anos.
— Né... O que você fez durante esse tempo?
Ela estava deitada sobre as pernas dele, enquanto ele estava encostado na cabeceira da cama. Alisando os, agora longos cabelos rosa. Respondeu.
— Passei o primeiro ano na França, onde era o ultimo local que tinha conhecimento que meu pai havia morado. Entre para um pequeno grupo que tocava nas praças da cidade, o maestro era um amigo do meu pai que me ajudou com as buscas. Só descobri seu paradeiro dois anos depois, quando seu ovo desapareceu. Encontrei-o em um hospital, que era mantido pela Easter. Fiquei ao seu lado até que ele chegou ao fim...
— Desculpe-me.
Enrolava seus dedos entre os cabelos dela, enquanto ela, corada, olhava fixamente para o teto branco. Ela virou-se de lado, não permitindo que ele tivesse um vislumbre de seu rosto.
— E você Amu?
— Só terminei o colegial, e trabalho em uma loja de música, Mama morreu há quatro anos, e Papa viaja com a Ami desde então.
Agarrando-se a camisa dele, começou a chorar novamente.
— Senti tanto sua falta, Ikuto. Tanto.
— Calma, calma, eu estou aqui com você.
— Não vai mais sair de perto de mim?
— Não.
~*~
Ela levantou, o rosto molhado pelas lagrimas, e as bochechas levemente vermelhas. Aproximou seu rosto do dele, segurando sua camisa pela frente. Ele a olhava perplexo, seus lábios quase se encostando quando ele diminui toda a distancia possível entre seus corpos. Um beijo. Calmo, apaixonado, um beijo de reencontro.
Separaram-se pela falta de ar. Ele entrelaçou uma de suas mãos com a dela.
- Eu te amo Amu
Ela com um sorriso envergonhado, respondeu, tocando sua mão no rosto dele.
— Eu também Ikuto. Eu te amo.
Selaram seus lábios novamente, mas tinha outro significado, mais profundo, mais desejoso.
— Fica comigo está noite?
~*~
No meio da noite, ele levantou-se da cama, pegando uma pequena caixinha de veludo negro de dentro de sua roupa. Abriu-a retirando uma reluzente anel. Pegou a mão da garota que dormia sobre a cama e colocou-o depositando juntamente um leve beijo.
— Minha, somente minha Amu.
Ela adormecida, com os olhos sonolentos, sorriu levemente enquanto ele a abraçava deitados no grande leito.
— Você também é meu, somente meu, e para sempre meu.
Notas finais
Reviews?
Fale com o autor