Shihouin Yoruhani
8 Entre toyas e sakuras I: quando o coração fala!
Notas iniciais
Yoruhani acorda confusa, não sabia distinguir se os últimos acontecimentos da noite fora real ou sonho, espalmando as mãos sobre a cama encontra um mimoso envelope, sentando-se na cama, vistoria o quarto e ver tudo em seu lugar, nada molhado, sua zampakutou sem modificações algumas, seus braço sem dor ou marcas, com certeza fora tudo um sonho refletiu, voltou a atenção para o envelope em mãos. Sentiu o aroma que instilava dele, era único e inconfundível, arrepiou-se toda ao reconhecê-lo, tremeu ver o kanji do capitão no papel, admirou as gravuras ricamente desenhadas no mesmo, eram sakuras e toyas. Receou abri-lo, teve medo, podiam ser grosserias, disparates, não queria mais sofrer, porém a curiosidade lhe tomara tão grandemente que não resistiu.
Respirou fundo, buscando força sabe lá de onde, e o abriu em câmera lenta, o adocicado aroma exalou mais forte, misturado ao de sakuras estava o doce cheiro das toyas, do envelope caíram as duas flores entrelaçadas, levando-a aas recordações nostálgicas, não aceitou que aquele homem que a salvara quando criança e a tratava tão bem, fosse o monstro que a machucou o braço e agiu de forma rude lhe dizendo palavras tão indigeríveis.naquele momento ela esqueceu o senhor das chamas e toda aquela confusão.
Pegou as flores e colocou no cabelo, do lado direito, tirou um conteúdo de dentro do envelope, era um cartão, dele caiu sobre seu colo uma foto: nela estavam o capitão e ela, ele estava sorrindo, olhando-a docemente, segurando uma de suas mãos, ela era a única pessoa para quem ele esboçava um sorriso e ficava tão lindo sorrindo, que ela chegou a desvairar por alguns minutos. Junto a foto, um luxuoso convite, era sobre o baile, atrás uma observação: ‘todo grande líder, cumpre sua palavra acima de tudo!’, sorriu, não sabia porque, mas simplesmente sorriu ao lembrar-se dele repetindo aquilo inúmeras vezes,chegando a irritá-la, porém ela sabia muito bem que tudo fazia parte do seu ensinamento, para ser uma boa líder ao Clã Shihouin, para não falhar.
O conteúdo do cartão, teve coragem de somente ler o titulo: ‘ Aziz Alaya’, uma música que ela cantava quase sempre quando pensava estar sozinha. Aquilo a intrigou, então leu-a toda e estava completa, não compreendeu logo de inicio, então ele sempre a ouvia com frequência para escrevê-la toda, sem errar um palavra se quer, depois ele sempre surgia do nada, como se chegasse naquele momento! Ficou rubra ao imaginá-lo declamar aquelas palavras, eram tão profundas e comprometedoras, era praticamente uma declaração de amor!
– é mentira! Deve ser uma brincadeira! Não faz o estilo dele! – as lágrimas rolam soltas, sem ler a carta que estava dentro do cartão da musica, joga os papaeis dentro do criado-mudo, triste. Não falara com ninguém naquela manhã, tomou um banho rápido, pegou um dos biquines que sua tia lhe dera e seguira para o Seikamon da família.
.....
Num mundo distante e paralelo à Seireitei, uma briga se fazia por horas:
– Maldita como você ousa libertar-se? – interrogava o mestre das chamas, fazendo o solo derreter debaixo da entidade de água.
– não aceitarei que tire o que é meu por direito!ser o espírito protetor de Yoruhani-sama, eu sou a zampakutou dela não você! – gritava a donzela azul chorando.
– Não queria destruí-la, mas como minha pequena não desconfia de sua existência, nem sei por que a poupei.
O espírito da água estava cercado pelo magma incandescente, a atmosfera seca, o calor insuportável a consumia, estava em completa exaustão, caindo de joelhos sobre a ilhota de rocha em um mar de lava borbulhante:
– Você estar em meu mundo, aqui sou um deus, farei você evaporar e desaparecer para sempre!
A entidade da água parecia sufocar, sucumbia lentamente, queria muito tomar seu lugar de direito e para isso teria que jogar segundo as regras do Senhor das chamas e tentar descobrir seus reais planos:
– Meu, meu senhor tenha misericórdia desta tola, que agiu somente por ciúmes de sua ama e não mediu as consequências de seus atos impensados e se impôs ao senhor. Creio que ainda lhe posso ser útil de alguma forma. Pois meu senhor não um espírito insignificante como eu ou outra zampakutou, sei que sua origem é real e antiga, és de linhagem nobre! – ela apela ao ego do anjo das chamas.
– Enfim, tomaste juízo?! Deveras tu poderás me ser de grande serventia mais à frente, porém o que tens a me oferecer em troca da minha benevolência?
– minha eterna devoção e gratidão ao meu senhor, como também ensinar à Yoruhani-sama todos os meus conhecimentos e segredos, para que assim ela torne-se mais que perfeitas aos planos do meu senhor. Como também a protegerei de todos que o senhor ordenar em sua ausência.
O Anjo das chamas a fita, sondando-lhe os pensamentos, ela sentiu isso, procurando qualquer sinal de mentira, porém nada encontrou: — aceitarei seus serviços, contudo ao menor sinal de traição morrerás.
– não se arrependerás como um cão segue seu dono, assim serei ao meu senhor.
– Vá para teu mundo e regenere-se, descobrirei uma forma de apresentá-la para Yoruhani sem levantar suspeitas.
....
– então Abarai, o que descobriste?
– Ela não estar em casa e nem seus avós. Como muita insistência uma criada me disse que ela levantou-se cedo e seguiu em direção do seikamon da família, mas se o usou ela não soube responder.
– Volte aos seus afazeres e nada fale sobre isso com ninguém.
– Hai taichou! – responde o tenente saindo da sala do capitão: 1 aposto a zabimaru que ele irá atrás dela, nunca o vi assim, parece... será?!’
O nobre taichou sentou-se pensativo, desviando o olhar para o sofá num canto da sala, recordando as várias vezes que a encontrou dormindo em pleno expediente, logo após visitar o 10º bantai por uma semana. Relembrou também as palavras do samurai do fogo e o ódio lhe corroeu a alma. Yoruhani poderia estar em qualquer lugar do sekai ou apenas foi visitar aquela mulher, como também apenas seguiu esse trajeto para despistar de ser seguida por qualquer pessoa, deveria querer ficar sozinha por um tempo. Sim esta ultima lhe parecia mais sensata. Ela poderia não ter lido sua carta ou sequer a vira, se a encontrou, não fizera caso pensando ser mais grosserias de sua parte, já que nunca aparentou ser do tipo romântico!e agora aquela musica muito lhe apresentava o que estava sentindo, virara sua sina!
Era difícil admitir isso, logo ele que jurou nunca mais amar ninguém, com a chegada daquela menina, quebrara sua promessa sem perceber. Agora tinha seus pensamentos totalmente voltados para sua pequena Shihouin... isso mesmo, sua!odiou-se por não dar importância aos seus sentimentos quando a garota estava bem ali ao seu lado e sob sua proteção, agora ela corria perigo, estava longe de sua vista e de seu coração! Não suportou a preocupação e saudade, o receio de perdê-la para o senhor das chamas e decidiu procurá-la:
– Abarai? Tome conta de tudo, sairei por algumas horas. – avisa já descendo as escadas.
– Hai, Kuchiki taichou! – o tenente sorrir: ’ o que foi que eu disse, vai atrás da garota! Espero que ela volte logo! O que custava admitir que estivesse apaixonado pela garota?! Vai entender! Ele é nobre e ela também, além da peste ser bonita que dói a vista! Isso sim é verdade!’
...
Kasai no Tenshin retorna à mansão e explana o lugar a procura da morena, não sentindo sua presença na propriedade. Porém ele nota sobre a cama inúmeras peças minúsculas que mais pareciam lingerie:- Então isto são biquines?! – ele pega um levantando À altura dos orbes dourados incandescente: — Yoruhani estar usando um desses por ai?! – fica vermelho ao imaginá-la só de biquines: — tenho que encontrá-la, ante s que aquele homem a ache, com certeza ele fará isso!
......
– Como assim, minha menina não se encontra?! Para onde ela foi tão cedo? – pergunta Soifon para uma criada da mansão.
– Eu sinto muito Soifon taichou, mas Yoru-sama saiu assim que seus avós deixaram a mansão, sem dizer nada a ninguém, seguiu para o Seikamon, é somente o que sei. – responde a criada.
– Será que ela foi para o sekai e sozinha?! Ela não conhece esse lugar, nunca foi lá, se ela encontrar um hollow?! E o pior acontecer?! Eu.. eu... – desmaia a capitã.
....
– o que foi Yoru-chan?
– eu não sei Kisuke, acordei com um péssimo pressentimento, meio apreensiva.
– Deve ser enjoo das ondas, nada de mais, se acalme.
– é! Deverá ser, mas minha sobrinha não me sai da cabeça, espero que esteja tudo bem com ela!
...
– Então ele não pode rastreá-la?! Idiota, somente eu consigo encontrar Yoruhani-sama onde ela estiver, basta ela chamar-me! – elucidava alguém em um mundo repleto de cachoeiras, recuperando-se.
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