Notas iniciais
Ahn... Faz bastante tempo que não escrevo nada de kuroko, então yay vou voltar com meu OTP da vida xD
Aliás, erm, estava com vontade de escrever alguma coisa mais "hot" (se é que vocês me entendem ( ͡° ͜ʖ ͡°) a.k.a. lemon) como continuação, mas não sei :P Me digam o que vocês acham :D
Bom, espero que gostem! Boa leitura!

- Algo errado, Shintarou? – a voz suave de Akashi cortou o silêncio do ambiente.

Os olhos verdes de Midorima se ergueram do tabuleiro de shogi.

- Não. – ele respondeu e umedeceu os lábios. – Por quê?

- Porque está claro que você tem algo a me dizer.

Implacável como sempre... ecoou na mente do rapaz de cabelos esverdeados. Ele, no entanto, não estava realmente disposto a pôr em palavras o que assolava sua mente. Era algo bobo, tão trivial que ficou surpreso – talvez decepcionado – com si próprio por ainda sequer considerar expressá-lo em voz alta.

-... Não é nada demais.

Akashi o fitou, descrente. Fez então a tola proposta, que apesar da futilidade, sabia que com certeza seria aceita por Midorima.

- Se eu ganhar a próxima rodada, você irá falar. Se eu perder, poderá me pedir o que quiser.

Shintarou suspirou. De alguma forma ou de outra, acabaria tendo que se abrir; não era como se fosse possível dizer não a Akashi. Pelo menos com isso teria a possibilidade — por mais minúscula e improvável que esta fosse — de conseguir algo do ruivo. Um pensamento deveras ingênuo de sua parte, mas o que fazer sobre isso?

- Pois bem. – respondeu.

Estava, afinal, estupidamente apaixonado por Seijuro.

Não lembrava exatamente quando aquilo poderia ter acontecido, foi algo muito repentino. Como alguém que almejava a medicina e que sempre tomava muito cuidado com o corpo, é claro que o aceleramento de seus batimentos cardíacos todas as vezes que via Akashi o preocupou.

Estaria doente? Perguntava-se, mas o médico de sua família lhe disse que não havia nada de errado com seu corpo. Sendo Seijuro seu mais íntimo amigo, obviamente comentou com ele como vinha se sentindo estranho recentemente.

“Estranho?”

“Batimentos cardíacos acelerados, mas não é só isso... É só estranho. Não sei classificar o que estou sentindo.”

Mas apesar do pequeno debate que tiveram naquele dia, tudo que Midorima lembrava era do sorrisinho que Akashi lhe abriu quando tentou explicar a estranheza que sentia quando estava perto do mesmo. Em algum lugar profundo de seu âmago, o esverdeado tinha a impressão de que o outro sabia exatamente o que sentia por ele.

Engoliu seco e moveu a primeira peça, já vendo o cenário de sua própria derrota. Não que o incomodasse, era quase patética a forma com que se acostumou a perder para o ruivo.

Não houve surpresa quando perdera desta vez também, incomum foi apenas a rapidez com que o jogo se desenrolou.

- Isso foi péssimo, Shintarou. – Seijuro não fez esforços para esconder seu desapontamento. – Está distraído. Cumpra com sua palavra e me diga o que o incomoda.

Midorima ajeitou os óculos e suspirou.

- É algo fútil, amanhã passará. – e aquilo era uma certeza, já que no dia seguinte seu horóscopo do Oha Asa seria diferente e ele provavelmente iria deixar aquelas asneiras de lado. – É só... Hoje não é um dia de sorte para mim.

Akashi fechou os olhos por um segundo e voltou a abri-los, afirmando:

- Está mentindo. O que o incomoda? – ele soava impaciente.

O esverdeado se viu preso naquela sala, naquele olhar e naquela voz.

Aquele dia não era um dia de má sorte. Muito pelo contrário, sua sorte era grande e supostamente deveria estar satisfeito por isso, mas uma única frase...

“É um dia de ultrapassar seus limites. Hoje, para o canceriano, fazer algo que sempre quis, mas nunca teve coragem trará resultados interessantes.”

Não deveria ter ficado tão iludido com uma frase daquelas, mas parecia que não possuía mais pleno controle sobre seus sentimentos.

- Shintarou? – a voz de Akashi o puxou de volta à realidade.

- Eu... Não quero falar sobre isso. Não acho que poderíamos continuar a ser...

- Shintarou. Diga. – pode ter sido pelo mais breve segundo, mas Midorima pôde jurar ter visto uma pontada de expectativa nos olhos dele.

-... Eu gosto de você. – ele disse de uma vez. Um sutil tom rosado tomou suas bochechas. – Mais do que deveria.

Ele se levantou e caminhou calmamente até Akashi, que estava sentado como se estivesse aguardando.

Midorima hesitou por um instante. Não sabia se deveria prosseguir. Percebeu, no entanto, que se o ruivo realmente não quisesse algo como aquilo, ele teria dito sem rodeios e ido embora. Como nenhum dos dois aconteceu, Shintarou respirou fundo e estendeu sua mão direita, tocando os macios fios vermelhos de Akashi, fazendo uma espécie de carinho que resultou em um mínimo sorriso por parte deste.

Curvou-se e fechou os olhos, se aproximando até sentir uma superfície morna e suave contra seus lábios.

Ergueu-se e se afastou, tentando ignorar a incerteza em seu peito. Seijuro, no entanto, soltou uma risada discreta.

- Você é adorável, Shintarou. – ele se levantou e deu um passo à frente, ficando mais próximo do esverdeado.

Akashi sabia que dizer aquilo iria ferir o orgulho masculino de Midorima, mas ele realmente não tinha outras palavras para descrevê-lo naquele momento; fora pego completamente de surpresa pela tamanha doçura do beijo que recebeu em sua testa.

O ruivo levou as mãos ao rosto de Shintarou e o puxou gentilmente para perto. Roçou seus lábios nos dele, mesmo sabendo que não precisava pedir consentimento, e fechou seus olhos para sentir mais da delicadeza que era beijar Midorima.

- Mmmm... – a voz grave do esverdeado murmurou quando sentiu a língua de Akashi forçar a passagem para dentro de sua boca. À bem da verdade, ambos possuíam certa inexperiência, mas isso não fez aquele contato ser menos prazeroso e, além disso, o ruivo não era exatamente paciente. Ansiava por algo como aquilo há tempos, julgando que já havia esperado o suficiente.

Eles se separaram e Seijuro teve a bela visão da face completamente corada de Midorima. Ele não esperava por aquilo, nem por perceber que suas próprias bochechas deveriam estar rubras, embora não tanto quanto as de Shintarou.

- Realmente adorável. – ele concluiu.

Midorima ajeitou os óculos e desviou o olhar para esconder seu constrangimento.

Akashi pegou a mão do esverdeado e a colocou na própria cintura, o que poderia ser quase considerado estar o ensinando suas preferências. Ele então passou os braços em volta do pescoço dele e voltou a puxá-lo para outro beijo. Do qual, para sua felicidade, Shintarou foi muito mais ativo.

O mesmo começou a ficar preocupado com seu coração: estava batendo rápido demais. Mas ao invés de continuar a se importar com isso, ele tratou de usar sua mão na cintura do ruivo para colar ainda mais seus corpos. Era tão estranho para si o quanto aquilo era bom, porque a vida inteira nunca sentiu falta desse tipo de contato. Agora se perguntava como havia conseguido passar todos esses anos sem sentir o calor da boca de Akashi contra a sua, a língua macia dele ganhando a dominância total sobre a sua — e isso não o incomodava de modo algum, muito pelo contrário, estava gostando até demais de ser dominado — os estalidos que seus beijos deixavam no ambiente e as leves mordiscadas que o ruivo dava em lábio seu inferior. Ele agradecia por ter sua boca ocupada, pois realmente não queria acabar suspirando na frente de Akashi.

Então um barulho deixou Midorima alerta. Ouviu a porta da sala deslizando e sendo aberta. Quis se separar de Seijuro, mas esse apenas o puxou ainda mais para perto.

- Tetsuya, não vê que estamos ocupados? – o ruivo disse e olhou para a figura na porta, finalmente soltando Shintarou. O esverdeado ponderou o quanto Kuroko havia visto, mas ao notar que ele estava um pouco corado, concluiu que tinha sido o suficiente para que nenhuma desculpa esfarrapada funcionasse. Não que Seijuro parecesse se importar.

- Desculpa, é que o Murasakibara-kun estava procurando vocês...

- Hm... – Akashi abraçou Midorima pela cintura. – Onde ele está?

- Acho que perto do refeitório.

- Nós vamos daqui a pouco.

Kuroko assentiu e fechou a porta ao sair. Ele parecia apressado.

Shintarou levou a mão aos fios vermelhos de Seijuro, o que fez com que esse apoiasse a cabeça em seu peito. Não precisava ver para saber que o ruivo sorria ao perceber seus batimentos acelerados.

- Não deveríamos ir agora?

- Não, não deveríamos. – Akashi ditou. – Estou te deixando desconfortável?

- Não. Eu só estou muito surpreso, não achei que você fosse corresponder... – então Shintarou notou algo. Seijuro nunca disse se gostava ou não dele e embora a resposta fosse clara, ele de alguma forma ainda queria receber uma confirmação. -... Mas você não respondeu ainda.

- Shintarou. – o ruivo chamou calmamente e o encarou diretamente nos olhos. Ele abaixou o volume da voz e disse num tom muito galante: - Você não tem ideia do quanto eu sou obcecado por você.

Notas finais
Bom pessoal é isso ^-^
Gostaram? Não gostaram? Acham que eu devia fazer uma continuação?
Beijos :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.