She's Killing Me

1 Prologue - Don't Call Me Cute


Notas iniciais
Bom, é bem curtinho mesmo, por enquanto. Só pra ver se alguém vai ler isso aqui.
Boa leitura o/

A calma cidade de Ikebukuro, a qual é tudo, menos calma.

E está prestes a se tornar ainda mais turbulenta.

Entretanto, a jovem Heiwajima Shizu não tem a menor ideia do que está para acontecer, algo que vai mudar completamente sua vida.

***

- Quem é ela? – ouviu a garota.

- Shhh! Fale mais baixo. – sussurrou alguém.

- Por quê? – murmurou outro.

- Vocês não sabem quem é ela? – o choque estava evidente pelo tom de voz.

- Se eu soubesse não estaria perguntando.

- Ela é uma modelo?

- Ahn, bem que poderia ser. – as vozes se calaram. – De qualquer forma, é Heiwajima Shizu, da sala 1-C.

- O que isso tem a ver?

- É a mulher mais forte da escola.

- Há, há. Até parece. Ela é tão fofa.

Nesse instante, o pé da loira parou no ar. Ela mordeu com força o pirulito. Os pequenos fragmentos do doce de cereja a irritaram ainda mais.

- Vocês... me... chamaram... do quê? – gritou. Sua voz ecoou pelo corredor cheio. Todos se imobilizaram. Droga, mal começara o ensino médio e todos já fugiam dela?

Shizu não queria ser assim.

Os três garotos se encolheram, e para Shizu conseguiram inclusive diminuir suas estaturas.

Eles tinham azar. Pegaram-na em um mal dia.

Ela arrancou o extintor da parede e o arremessou. Os rapazes conseguiram desviar e saíram correndo. Shizu encarou a parede, agora danificada, e bufou.

Que droga. Isso não ia ser barato.

Conforme voltou a procurar sua sala, as pessoas desviavam dela. Isso fazia com que ela se sentisse ainda mais deslocada.

Não tenham medo de mim.

Tenham medo de mim.

Frases tão... simplórias e ao mesmo tempo difíceis de pronunciar.

Ela entrou na sala praticamente vazia e jogou a bolsa na primeira carteira, ao lado da janela. Encarou-a, perguntando se aquela onda de azar havia começado pela sua mania de sentar no mesmo lugar, todos os anos.

Deu um meio sorriso.

Que ridículo.

Jogou-se na carteira e puxou um livro, deixando-o aberto. Não faria diferença anotar o conteúdo, ou não. Para que se preocupar?

Apesar de cada vez mais alunos adentrarem a sala que Shizu achava um tanto quanto sufocante, ela não notava a presença de ninguém. Se os ignorasse, será que a deixariam em paz? Assim ela não ficaria irritada.

Bem, mais do que já estava?

Afundou-se um pouco mais na cadeira. Quando mesmo que começou a ficar irritada naquele dia?

Ah, sim.

Aquele nerd do Kishitani. Não que ela o odiasse por completo, ou tivesse nojo dele (se bem que, às vezes, tinha dúvidas em relação a isto), só que ela queria ficar sozinha. Sempre queria.

E para piorar ainda mais ele veio com aquela história de “foi o destino que nos colocou juntos novamente”, ou algo assim. Que já era esquisito por si só, mas ainda continuou.

- Posso fazer um exame completo em você? – perguntara, enquanto Shizu o ignorava. Se fosse qualquer outra pessoa, Shizu já teria arrebentado, pensando que era um pervertido. Mas o cérebro de Kishitani funcionava de um jeito diferente das pessoas.

Entretanto, ela parou para encará-lo. Kishitani recuou.

- Uma amostra de seu sangue? – Antes que Shizu tivesse tempo para abrir a boca, uma moto amarela parou. Enquanto Kishitani falava frases desinteressantes, a loira encarou a mulher que pilotava a moto, e que logo em seguida começou a bater em Kishitani.

Ela tinha uma aura estranha. Shizu tentava encontrar adjetivos para explicar, mas desistia logo em seguida.

E também tinha... aquele cara.

Assim que pisara na rua em frente ao colégio Raira, Shizu percebeu que estava sendo observada. Ela levantou os olhos até o último andar da escola, e notou um rapaz um tanto normal e um tanto... diferente.

Ele a analisava com um sorriso.

Shizu sentira raiva.

Não gostava dele. Aliás, o odiava.

O professor entrou e Shizu encerrou seus devaneios.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.