She's Gone
1 Único
Notas iniciais
Aqui vai a Lovett escrever sobre a Lovett de novo xD
Todo mundo sabe que Sweenett e meu OTP, até mais do qe Hayffie por motivos pessoais e etc.
Espero que gostem! ;)
SWEENETT
SHE'S GONE
Lucy está morta.
Mrs.Lovettacordava todosos dias e repetiaesta frase para si mesma, tentando fixar este fato na sua mente.
Lucy se envenenou.
A brisa noturna batia na sua pele, fazendo seus pelos se eriçarem. Ela adorava o frio, mas às vezes ele parecia sombrio, como um aviso, como se ela estivesse correndo algum perigo quanto ao que dissera anteriormente a Benjamin Barker, ou melhor,SweeneyTodd.
Ela não está mais aqui.
Ela fechava os olhos e repetia para si mesma, como uma prece, como se acreditasse que, se ela repetisse com mais fervor, aquilo realmente acontecesse. Estava sentada, de frente a um antigo espelho emoldurado, num canto do quarto. Na sua mesinha havia alguns itens surrados, como escova de cabelo e alguns vidros que ela poderia julgar como perfumes. Nada daquilo ela usava com frequência. Desde que se tornou uma mulher solitária, nada mais tinha importância. Para quem ela iria se arrumar?
Ele precisa de mim, e não dela.
Lovettpassou os dedos delicadamente pela mesinha, trazendo um pouco de poeira com eles, esfregando-os em seguida para deixar a poeira cair. Ela precisava tomar um rumo na vida. Não poderia continuar assim.
Ela se foi. A vida é para os vivos. Eu estou viva.
Ainda com os olhos fechados, lembrou-se das noites que passaram juntos, o calor que emanava do corpo dele sobreo seu, os sussurros carregados de prazer, que no final não resultada em nada. Dormiam sem ao menos trocar uma palavra, como se fosse apenas por distração.Lovetto observava adormecer, com os olhos úmidos, sentindo-se péssima por saber que estava apenas sendo usada e não fazia absolutamente nada para impedir isso. A esperança de que um dia ele a olhasse de outra forma falava mais alto e a cegava, fazendo-a sofrer ainda mais. A esperança se apoderava dela cada vez mais.
-Mrs.Lovett? — de tanto pensar nele, acabou ouvindo sua voz, fazendo-a sobressaltar-se, obrigando-a a abrir os olhos. Porém aquela voz não vinha da sua mente.Sweeneyencontrava-se de pé, próximo a cadeira onde ela estava sentada, observando seu reflexo no espelho. Sua expressão misteriosa como sempre deixou a mulher confusa sobre o que ele queria ali. De acordo com a hora, que já estava tarde, ela imaginou o que poderia ser e deu um suspiro cansado. Seu desejo começara a incomodá-la, porém ela não queria rejeitá-lo.
Levantando-se da cadeira, olhou para o barbeiro tentando encontrar forças para dizer não, mas o amor que sentia por ele era mais forte. Ela não conseguia. Ela não podia.Ela não conseguia ver-se longe dele. Era como um pesadelo do qual ela não conseguia fugir, mas sua vida dependia dessa fuga.
-Você me assustou — disse, rindo timidamente em seguida. Ela caminhou até a porta, pousando a mão na maçaneta, começando a cogitar a possibilidade de sair dali, porém algo dentro dela gritava para não ir. Era sempre assim. Seu desejo sempre acabava falando mais alto.
Todd pigarreou.
-Não foi minha intenção — disse, em seu conhecido tom frio na voz.Lovettmoveu o canto dos lábios rapidamente, desconcertada, nervosa por saber o que ele queria. Para ele, o sexo era uma forma de consolo, de desconectar do mundo, esquecer, nem que fosse por um momento, tudo o que passou, o que sofreu. Mas para ela, era mais que sexo. Era sempre mais que isso.
Tudo o que ela queria, ao menos uma vez, era que ele a correspondesse. Ela queria mais do que apenas o calor do seu corpo, que os suspiros frios. Ela queria que ele, assim como ela, sentisse algo. Mas ela precisava tentar.
-Mr. T... — ela começou, um pouco apreensiva, sentindo o olhar dele sobre si. Ele a observava em seu silêncio misterioso, enquanto ela sentava-se na cama. — Se importa se... — hesitou, olhando para as próprias mãos pousadas em seu colo — se eu pedir que apenas me faça companhia esta noite? — então levantou a cabeça fara encontrar os olhos negros e vazios do seu amado, que levou alguns segundos para responder.
-Não, claro que não — respondeu, como quem acabara de acordar de um sonho confuso.
Lovettdeixou um sorriso de gratidão surgir em seus lábios enquanto o observava se aproximar. Ele sentou-se ao seu lado um pouco desajeitado, porém não manteve o contato visual. Tomando coragem, ela o puxou devagar pelo braço, guiando-o até deitar-se na cama. Logo se aninhou ao corpo do barbeiro, pousando a cabeça no seu peito, concentrando-se nas batidas do seu coração frio. Coração este que ela sabia que não a pertencia.
-Por favor — ela sussurrou, com os olhos fechados. — Fique aqui — então contornou a cintura do barbeiro com uma mão.
Apesar da raiva que sentia de si mesma por alimentar a esperança de um dia ter o seu amor, ela não abria mão disso. Não abria mão de ficar ao lado dele, mesmo que não fosse recíproco, às vezes.
-Euestou aqui — ele disse, e passou a mão ao redor dela.Lovettsentiu seu estômago revirar com o toque e sorriu.
Eram essas pequenas atitudes dele que a faziam acreditar que tudo o que fizera valia a pena. Pois, apesar de tudo, ele sempre estaria ali.
FIM.
Notas finais
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