Era uma noite tempestuosa e obscura. o silêncio pairava sobre a cidade de Londres. O único som que era possível de ser ouvido, era o dos pés dos cavalos que ecoavam pelo bairro levando uma caruagem.

- Há uma fábrica na margem do rio. é para lá que devemos ir! — disse Holmes ao condutor da caruagem.

- Você acha que ela está lá? — perguntou watson confuso. Porém, ele não queria demonstrar para o seu companheiro o medo que estava sentindo.

- Watson, a mágica de tudo isso é ir atrás daquilo que desconfiamos. Nunca iremos saber se ela está lá se não formos conferir.

- Não tenho muita certeza se você está certo dessa vez Holmes.

- Há um tempo atrás você prometeu que não resolveria mais caso algum comigo. Veja onde você está agora. Você está dentro de uma caruagem indo à uma fábrica abandonada onde desconfiamos que uma assasina mortal está realizando um ritual satânico. agora me diga meu caro. — Holmes chegou mais perto de watson.- como você pode querer ter certeza sobre mim, sendo que nem certeza sobre si próprio você tem?

Watson se manteve calado olhando diretamente para Holmes. Era perceptível nos olhos do detetive que ele estava mais certo de si próprio do que nunca.

Holmes queria resolver o caso da bruxa mais do que tudo.

- Eu vou entrar por uma passagem que existe atrás da fábrica. enquanto isso você irá acompanhar a caruagem até a entrada principal. lestrage e os homens dele estão a sua espera. — Holmes começou a desabotoar o casaco e o pos no banco.

- Mas e se... — Watson mal terminou a pergunta e Holmes após abrir a porta da caruagem pulou se mantendo de pé com perfeição.- Ele adora fazer isso.

Watson seguiu em frente até a entrada principal seguindo exatamente as coordenadas que Holmes havia lhe passado. a chuva piorava a cada momento, então o detetive seguiu em frente chegando a uma porta que parecia ter sido arrebentada.

Com um simples empurrão a porta se abriu facilmente. O corredor era escuro e praticamente impossível de se enchergar o que vinha logo a frente. porém a uma certa distância Holmes conseguiu perceber uma luz.

Então caminhou até o final do corredor quando percebeu que a claridade que havia visto era a luz da lamparina de um homem. ele era mal vestido e usava um tapa-olho. porém suas feições eram estranhas e dava a impressão de que o homem estava sob o comando de alguém.

"acertar as duas orelhas deixando-o tonto e com surdez temporária. acertar o diafragma. tonto ele tentará um golpe de direita. defender com a esquerda. soco na mandíbula. chute no joelho. golpe final nas costelas. Em resumo: surdez parcial. joelho trincado. 2 costelas quebradas. dificuldade de respirar impedindo-o de falar."

Cada golpe foi executado com perfeição. deixando o homem inconciente ele pegou a lamparina, o chapéu e o casaco do homem. logo após ele seguiu o seu rumo.

- Espero que tenha vindo disposto hoje doutor. temos muito trabalho. — disse Lestrage.

- Você sabe com quem está lidando, não sabe Lestrage?- perguntou watson olhando profundamente nos olhos do homem.

- acho que ninguém seria palho para mim e para os meus homens.

- Não se deixe enganar pelas aparências meu caro. Não é somente pelo fato de se tratar de uma mulher que devemos nos acalmar. ela pode fazer muitas coisas que o senhor nem imagina.

- Sei, sei... e Holmes disse a que momento devemos entrar em ação?

- Acho que você e seus homens são espertos o bastante para saber o momento exato. afinal, se trata de uma mulher. — disse Watson com um certo tom de ironia.

Holmes continuava a caminhar até perceber que logo a frente havia um grupo de homens cercando a entrada para um salão. porém, era impossível saber o que se passava.

Ele então pôs o chapéu e o casaco que havia retirado do homem a poucos minutos atrás e caminhou normalmente apontando a lamparina a frente de seu rosto como se estivesse vigiando o lugar.

Passando normalmente a frente dos homens ele seguiu para um lugar vazio onde era possível observar o que acontecia no andar de baixo. a cena era intrigante até mesmo para uma mente genial como a de Sherlock Holmes.

uma mulher encapuzada entava a frente de uma mesa de pedra onde uma vitima estava deitada sobre ela. palavras estavam esculpidas por toda a mesa e um pentagrama estava desenhado entre a mesa e a mulher deitada. Quatro tochas iluminavam o ambiente.

Palavras saiam da boca da mulher encapuzada e naquele momento nada havia acontecido. até que a vítima começou a tremer e seus olhos giraram em volta de sua órbita. era possível ver uma adaga ao lado da moça. ela então a pegou e a apontou em direção ao seu coração. Holmes não podendo suportar mais ver aquela cena puxou uma arma de dentro de suas vestes e atirou na adaga que estava na mão da vítima.

ela voou para longe impedindo que a mulher se auto assacinasse. quando os homens perceberam que se tratava de um intruso tiros eram disparados para todos os lados. Holmes então pulou para o andar de baixo e se escondeu atrás de um pilar.

Quando Watson e Lestrage ouviram os tiros logo se levantaram e caminharam até a porta.

- Vamos homens, derrubem essa porta. — disse Lestrage ao seu grupo.

com tiros e empurrões a porta foi derrubada. todos entraram e se espalharam.

Watson logo percebeu através do som de onde vinham os tiros.

-Vamos é por aqui.

Holmes ainda escondido atras do pilar recarregou a sua arma e começou novamente a atirar. os guardas logo chegaram. o barulho era ensurdecedor. todos os homens que estavam a pouco guardando o local haviam morrido. então, Holmes caminhou até a mulher encapuzada e a puxou pela mão. Watson foi direto até a mulher que estava sendo vítima do ritual.

- Ela precisa de tratamentos médicos com urgência.

- levem ela! — disse Lestrage em voz alta.

os guardas então caminharam e um com a ajuda do outro levaram a mulher até a parte de fora da fábrica.

- poderia ter achado um lugar mais arrumado não acha, bruxa? — disse Holmes dando risada.

- Você acha que isso acabou? — perguntou a mulher tirando o capus. a mulher tinha uma pele clara e seus cabelos eram negros.

- atras das grades você não terá mais saída. e é dali para a forca, o seu julgamento final.

- A morte é só o princípio.

- Está bem, está bem... levem ela.- mandou Holmes — muito bem Lestrage, fez um ótimo trabalho.

Lestrage olhou para Holmes com um certo desprezo dando uma risada. os dois se cumprimentaram.

- senhores, essa é para a primeira página. — disse um homem de estatura baixa apontando a camera para eles.

Antes que a foto pudesse ser tirada Holmes cobriu o rosto com o chapéu.

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.