Shelter

16 Sopa de tomate e um novo namorado.


Notas iniciais
Oie! Demorei um pouquinho, né? Bombom, fui pega pelo fantasma da desinspiração (?) e uma tristeza e desanimação repentina se apoderou de mim, e o pior é que esse capítulo era de todos o que eu mais estava ansiosa para escrever, mas fazer o que. Quero agradecer a todos os comentários e favoritos, fico muito feliz que tanta gente esteja acompanhando Shelter *---* Sobre o capítulo, levei mais de um dia para escrever e realmente não ficou bom, não quanto eu e provavelmente vocês esperavam, pois nele contém uma partizinha ai que todos queriam logo, e nãaaao vou contar o que é, sabe por quê? Porque sou do mal MUHAHAHAHA, ai ai. Bem, vejamos o que eu ia falar... Ah, leiam as notas finais, lá vou falar mais sobre o capítulo. Boa leitura ♥

Desci a escada mais que rápido, tomando cuidado para não desequilibrar do salto e ir de encontro ao chão, o sorriso em meu rosto era enorme, eu pagava para ver a cara da pessoa que pegasse o Sasuke naquela situação. Cheguei ao salão, uma música eletrônica tocava em um volume muito alto, não havia mais ninguém sentado, agora todos dançavam alegremente no meio do salão. Perguntei-me por quanto tempo fiquei no quarto com Sasuke, nem parecia um jantar e sim uma boate.

–Olha quem chegou! – Exclamou Ino, erguendo uma taça, agora com vinho tinto.

Tomei a taça da mão dela e levei à boca, tomando um longo gole.

–Eita, parece que foi bom, hein?! – Gritou Karin, gargalhando junto a Ino.

Devolvi a taça para Ino e ri junto a elas.

–Deu tudo certo – Eu disse alegremente.

–Boa garota – Ino ergueu a mão e eu bati a minha mão contra a dela.

–Agora precisamos ir embora – Olhei em volta – Cadê o Sasori? – Perguntei enquanto pegava no braço de Ino.

A loira deu de ombros.

–Sei lá – Respondeu.

Suspirei pesadamente, eu tinha que sair daquele jantar o mais rápido possível, a qualquer momento Sasuke poderia aparecer. Continuei procurando Sasori pelo salão, mas nada do ruivo.

–Droga – Resmunguei raivosa.

Voltei para perto de Ino, peguei no antebraço da loira e a puxei.

–Precisamos ir embora – Eu disse, enquanto olhava em volta – Sasuke pode aparecer a qualquer momento.

Ino revirou os olhos.

–O deixou bem amarrado? – Perguntou enquanto tomava um gole de vinho.

–Sim — Respondi

–Então não tem o que temer – Disse a loira – E ele não vai fazer nada contra você, estamos em uma festa com um monte de pessoas envolta – Lançou-me uma piscadela.

Ela tinha razão, mas eu não poderia relaxar, eu sabia que Sasuke tentaria dar o troco, não era eu a única vingativa afinal.

–Vou chamar um taxi – Decidi por fim – Você vem? – Perguntei a Ino, olhando-a sobre o ombro.

Ino balançou a cabeça negativamente.

–Não mesmo – Respondeu – Agora que está ficando bom.

Dei de ombros e comecei a caminhar rumo à saída, naquele jantar eu não poderia ficar nem mais um segundo.

*

Olhei para a pequena TV na minha cozinha, pendurada em um suporte na parede ao lado do armário. Lá estava eu tentando preparar algo para que eu pudesse comer, nunca fui boa na cozinha, por isso vivia assistindo programas de culinária, tentando preparar algo que na maioria das vezes acabava não dando certo.

–“Essa receita é simples e rápida, precisamos apenas de tomates, quantos você preferir” – Dizia o cozinheiro na TV, apontando para uma tigela com tomates amontoados.

Olhei para a mesa onde havia deixado os ingredientes para a sopa. Tomate... Confere!

–“Meia xícara de chá de azeite de oliva” – Ergueu uma pequena garrafa de azeite.

Azeite, confere.

–“Meia xícara de água” – Ergueu um copo com água.

Olhei para a torneira, é, acho que confere.

–“Metade de uma cebola” – Cortou a cebola ao meio.

Fiz uma careta, cebola nem pensar!

–“Sal a gosto e três colheres de sopa de alecrim” – Apontou para dois pequenos pires com os ingredientes citados.

Alecrim? Desconfere (?)

Suspirei, revirei a minha gaveta de temperos, optei por deixar o alecrim de lado e substituí-lo por orégano. O que os dois tinham em comum? Nem eu sabia.

–“Coloque no liquidificador o tomate, o azeite, a água” – Disse o cozinheiro, colocando os ingredientes no liquidificador.

Peguei o meu pequeno liquidificador que ficava em cima da geladeira, colocando-o sobre a mesa. Peguei uma faca e um tomate, começando a fatiá-lo dentro do copo do liquidificador, após fatiar quatro tomates, despejei um pouco do azeite sobre o tomate e em seguida a água. Liguei o liquidificador, batendo os ingredientes até formar um líquido consistente.

–“Adicione a cebola” – Fatiou a cebola dentro do liquidificador.

Não mesmo.

Não tive paciência, acabei jogando o orégano e o sal de vez no liquidificador, voltando a bater. Em seguida despejei o líquido numa panela e levei ao fogo, se ficaria bom eu não sei, mas eu comeria de qualquer jeito.

Ouvi a campainha tocar, deixei a minha sopa de tomate esquentando e corri para atender. Abri a porta e senti um frio na barriga. Apertei a maçaneta com força e me preparei para fechar a porta, mas antes que eu pudesse ter feito isso, Sasuke entrou na minha casa, me empurrando bruscamente. Cambaleei para trás, senti a mão dele agarrar meu pescoço, e em um momento minhas costas colidirem contra a parede, me causando dor.

–Sasu... – Sussurrei com dificuldade.

Levei minha mão ao pulso do moreno, tentando retirar sua mão de meu pescoço, mas a força dele perante a minha era muito maior.

–Você achou que ia fazer aquilo comigo e ia ficar por isso mesmo? – Perguntou ele, fixando os olhos negros cintilando de ódio em meu rosto.

Tentei falar, mas não conseguia. Sasuke finalmente largou meu pescoço, porém agarrou meus pulsos, prendendo-os contra a parede. Puxei o ar com força, sentia meu coração bater descompassado, eu estava com medo, muito medo do que Sasuke poderia fazer.

–S-Sasuke... – Tentei falar, mas fui interrompida pela voz rouca.

–Você não sabe com quem mexeu – Sorriu perverso – Vou fazê-la pagar pelo o que me fez passar – Aproximou o rosto ao meu.

Virei meu rosto, logo senti a respiração quente de Sasuke contra minha orelha, me causando leves arrepios. Ergui minhas mãos, agarrando os ombros do rapaz, e com toda a força que eu possuía o empurrei, fazendo-o cambalear, se afastando um pouco. Foi uma brecha que encontrei para fugir. Tratei de correr, pulando no sofá e saltando em direção a porta, mas antes que eu pudesse chegar, Sasuke impediu minha passagem, colocando-se a frente.

–Não vai conseguir fugir de mim, Sakura – Fechou a porta.

Trancou a porta e retirou a chave.

–Sasuke, vou pedir uma só vez – Eu disse fechando os olhos, tentando ter paciência – Me entrega essa chave.

Sasuke riu, ergueu a mão direita onde pendurado em seu dedo indicador estava a chave.

–Não – Respondeu ele com um sorriso zombeteiro – Não vou te deixar sair daqui – Enfiou a chave no bolso do jeans.

Passei minha mão em meu rosto impaciente, minha vontade era de esmurrar a cara do Sasuke. Suspirei pesadamente e o encarei sem me intimidar.

–Pois bem, vou gritar até alguém vim me tirar daqui – Comecei a caminhar em direção a porta.

Empurrei Sasuke de frente da porta, logo comecei a esmurrá-la, dando socos tão fortes, que faziam um barulho enorme.

–SOCORRO! – Berrei enquanto transferia socos – Alguém me ajuda! Socor-

Um braço envolveu minha cintura, me puxando para trás, minha boca foi tampada por uma mão grande. Virei um pouco o rosto e olhei para Sasuke, que sorriu de canto.

–Quietinha – Sussurrou em meu ouvido – Amanhã vou te entregar a chave.

Abri minha boca e fechei cravando meus dentes na palma da mão dele, mordendo o mais forte que pude, fazendo-o me soltar.

–AHH! – Gritou ele, olhando para a mão – Porra Sakura! – Esbravejou.

Preparei-me para correr, porém Sasuke foi mais rápido, agarrou meus pulsos e me empurrou para a parede novamente, prendendo meus pulsos em cima da minha cabeça. Colocou sua perna esquerda entre as minhas, me prensando com seu corpo, impossibilitando de me mover.

–Me solta Sasuke! – Ordenei enquanto tentava me mexer.

Balançou a cabeça negativamente, esboçando um sorriso no canto dos lábios.

–Você é muito marrenta – Murmurou enquanto aproximava o rosto.

–Tsc – Virei meu rosto, o ignorando.

–Fica se fazendo de difícil – Sussurrou em meu ouvido, com a voz extremamente sexy – Mas você mesma sabe o quanto me deseja – Riu baixinho e mordeu o lóbulo da minha orelha.

Arfei, novamente tentei me soltar, mas Sasuke era muito forte, me odiei por ser uma lerda. O cheiro que emanava daquele corpo me embriagava, fragrância amadeirada com notas de hortelã, minha vontade era de puxá-lo para ainda mais perto, só para apreciar aquele perfume. Fui despertada de meus pensamentos ao sentir os lábios de Sasuke em meu ombro direito, ele deu uma leve mordida, me fazendo suspirar. Foi subindo lentamente, fazendo uma trilha de beijos até meu pescoço, onde beijou lentamente, dando leves lambidas e mordiscadas. Entreabri minha boca, arfando, estremecendo, tentando resistir a ele, o que estava realmente impossível. Sasuke afastou o rosto de meu pescoço, me encarou com um sorriso safado.

–P-Para de rir! – Eu disse com raiva.

Sasuke mordeu o lábio inferior.

–Você fala demais – Resmungou.

Quando me preparei para protestar, Sasuke uniu nossos lábios. Arregalei os olhos, totalmente sem reação.

–Não vai retribuir? – Perguntou ele entre nossos lábios.

Pisquei algumas vezes, Sasuke me encarava com os olhos semicerrados. Entreabri minha boca lentamente, fechando meus olhos aos poucos, Sasuke sorriu e logo encaixou os lábios aos meus, eram quentes e macios e tinham um sabor adocicado, ele devia ter bebido algo doce no caminho até a minha casa. Sasuke sugou meu lábio inferior com avidez, mordiscando em seguida. Sua língua adentrou minha boca, e eu apreciei a umidade e o sabor adocicado quando roçava lentamente na minha, movimentando-a de um modo gostoso. Senti sua mão afrouxar o aperto sobre meus pulsos, aproveitei para me livrar minhas mãos completamente, e pareci surpreendê-lo quando ao invés de afastá-lo, simplesmente envolvi meus braços em seu pescoço e o puxei para mais perto, se ainda era possível, pois estávamos colados um ao outro.

Mordisquei o lábio inferior de Sasuke, puxando entre os dentes, aproveitando para respirar. As mãos grandes firmaram-se em meu quadril, apertando com força, me fazendo ofegar entre nossos lábios. Sasuke moveu a cabeça para a direita e eu acompanhei movendo a minha no mesmo ritmo, enquanto nossos lábios friccionavam-se num beijo ardente de pura luxúria.

Foi então que senti um cheiro que não vinha do corpo quente que me prensava contra a parede e sim da cozinha. Imediatamente empurrei o Sasuke, que se afastou ofegante. Não perdi tempo, sai em disparada até a cozinha, deparando-me com a panela que estava com as laterais pretas, a sopa de cor vermelha borbulhava, uma fumaça cinzenta subia me fazendo torcer o nariz.

–Droga – Resmunguei desligando a chama.

Peguei nas laterais da panela, mas logo soltei sentindo meus dedos arderem. Soltei um berro, corri até a pia, ligando a torneira, enfiando minhas mãos embaixo da água gélida. Sasuke chegou atrás de mim, parando ao meu lado.

–Me deixa ver isso – Murmurou pegando em meu pulso.

O afastei.

–Eu sou médica, sei me cuidar sozinha – Resmunguei, sentindo a dor aliviar.

Sasuke revirou os olhos, voltou a pegar em meu pulso esquerdo, aproximando minha mão de seu rosto.

–Você é burra – Disse ele, voltando os olhos para a panela que estava sobre o fogão.

Fechei a cara, puxando minha mão.

Sasuke pegou uma colher em cima da mesa, se aproximou da panela e enfiou a colher na sopa, pegando um pouco, assoprou por alguns instantes em seguida levou à boca, provando. Fiquei observando-o provar a sopa, e foi um choque vê-lo pegar um prato e despejar minha sopa nele.

Desliguei a torneira, encostando-me na pia, vendo Sasuke devorar a sopa.

–Quem te deu permissão para tomar a minha sopa? – Indaguei arqueando as sobrancelhas.

Sasuke levou a colher à boca e direcionou os olhos negros para mim.

–Depois do que fez comigo, no mínimo deve me deixar tomar essa sopa ruim – Disse voltando a pegar mais um pouco da sopa na colher.

Entreabri minha boca, completamente revoltada.

–Ruim? – Indaguei – Se está ruim, então pare de tomar! – Esbravejei já planejando atacar a panela quente na cara dele.

Ele riu baixo, terminou de tomar a sopa e levantou-se da mesa. Franzi o cenho ao vê-lo se aproximar de mim, encostei-me a pia tentando manter o máximo de distância. Sasuke parou em minha frente, pegou em minhas mãos, analisando as queimaduras nas pontas de meus dedos. Ergueu minhas mãos na altura de seu rosto e começou a dar um leve beijo em cada dedo meu.

–Tenho que ir – Murmurou beijando a ponta de meu indicador – Mas eu volto em breve – Sorriu.

Segurou em meus pulsos e me puxou bruscamente contra si, sem permissão minha, me deu um rápido selinho.

–Tchau doutora – Disse soltando meus pulsos e afastando-se.

Virei meu rosto, desprezando-o, ouvi o riso dele e em poucos segundos ele já batia a porta de meu apartamento. Respirei fundo, direcionando meus olhos para a panela com a sopa.

Maldita seja a sopa de tomate.

*

19 de janeiro

–Usa essa blusa aqui – Disse Ino, lançando uma blusa tomara que caia preta em minha direção – E essa calça – Ergueu uma calça jeans clara.

Peguei as peças de roupa e comecei a me despir. Naquela noite seria o meu encontro com Gaara, eu estava nervosa e nem sabia o porquê. Vesti a blusa bem justa em meu corpo, a calça jeans e calcei uma bota que ia até a canela. Estava simples, do jeito que eu gostava. Ino me maquiou rapidamente, e quando dei por mim, já estava na hora de ir ao encontro com Gaara, que já me esperava no estacionamento.

–Tchau amiga – Dei um beijo no rosto de Ino.

–Boa sorte Best – Desejou-me enquanto me seguia.

Andei apressada até a porta, levei à mão a maçaneta e abri.

–Boa noite – Disse ele, com um sorriso no canto dos lábios.

Franzi o cenho.

–O que você está fazendo aqui? – Perguntei-lhe com o semblante sério.

Ele deu de ombros.

–Vim acertar as contas contigo – Respondeu me encarando.

Ino parou ao meu lado, olhava para mim e em seguida para Sasuke, com a expressão confusa.

–Ér... – Olhei para a loira – Pode fazer algo por mim? – Indaguei.

Ela assentiu.

–Vai ao estacionamento e diga para o Gaara que daqui a pouco estou descendo, preciso resolver algumas coisas – Encarei Sasuke, que sorriu cínico.

–Tá bem – Respondeu Ino – E o senhor – Apontou para Sasuke – Vê se não apronta.

O moreno ergueu as mãos na altura dos ombros, como se estivesse se rendendo.

–Pode deixar – Lançou uma piscadela para a loira, que desapareceu no corredor.

Suspirei pesadamente.

–Entra – Dei passagem a ele.

Sasuke passou pela porta, adentrando minha casa rapidamente. Bati a porta, Sasuke sentou-se no sofá, pousando os pés na mesinha de centro. Folgado. Parei em sua frente, com os braços cruzados e a cara emburrada. Sasuke me analisou, um sorriso sacana surgiu em seus lábios, e eu já me via dando alguns socos naquele rosto lindo.

–Ia sair? – Indagou, enquanto encarava minhas pernas.

–Vou sair – Respondi dando ênfase á palavra “vou”.

Sasuke levantou do sofá, ficando de frente a mim.

–Errado – Disse ele, balançando o indicador esquerdo – Vamos acertar as contas hoje.

Arqueei as sobrancelhas.

–Não tenho nada a acertar contigo – Rosnei.

Ele riu baixo.

–O que fez comigo naquele dia – Fez uma pausa, como se me obrigasse a me recordar da minha vingança – Não pode ficar impune.

Estreitei os olhos, ele não podia estar falando sério.

–Cai fora da minha casa. – Ordenei, apontando para a porta.

Sasuke revirou os olhos.

–Complicada – Murmurou – Quer sair comigo? – Perguntou-me.

Fiquei atônita, Sasuke me fitava seriamente, esperando uma resposta, que não veio de imediato.

–Não – Respondi voltando a minha feição carrancuda – Já tenho compromisso, vou sair com o Gaara – Tratei de dizer.

Sasuke arregalou levemente os olhos, a surpresa estampada em seu rosto, estranhei aquela reação.

–Gaara? – Indagou baixo, mais pra ele do que pra mim.

Assenti confirmando.

Imediatamente Sasuke correu até a porta, girando a chave e retirando-a, guardando-a no bolso em seguida, permaneci observando-o confusa, que merda ele estava fazendo? Sinceramente, Sasuke tinha um comportamento nada normal às vezes, parecia um distúrbio de personalidade ou algo próximo a isso.

O moreno cruzou os braços e me encarou.

–Mas que porra é essa Sasuke? – Esbravejei já caminhando até ele.

–Hoje você fica aqui comigo – Disse ele naturalmente.

Tá, ele estava pedindo para ser assassinado.

–Sasuke – Pronunciei seu nome pausadamente – Me devolva a chave.

–Não – Respondeu ele com um sorriso sapeca – Não vou deixar você se encontrar com o Gaara.

Engoli em seco, fechei minhas mãos em punhos.

–Eu vou me encontrar com o Gaara sim! – Gritei já nervosa.

Sasuke balançou a cabeça negativamente.

–Não vai. – Disse enquanto encostava-se contra a porta.

–Vou! – Teimei.

–Não – O moreno retrucou.

Mordi meu lábio inferior, mais um segundo e eu daria uma voadora na cara de Sasuke.

–Faça o favor de sair da frente da porta Sasuke! – Ordenei já caminhando em direção a ele.

–Não vou deixar você se encontrar com aquele cara – Deu de ombros.

Parei em sua frente, minhas unhas machucavam a palma da minha mão de tão forte que eu apertava.

–E por que não? – Indaguei.

–Porque quero que fique aqui comigo – Respondeu.

Não era uma justificativa aceitável.

–Para de ser infantil, não sou sua, não temos nada a sério! – Vociferei — Agora cai fora da minha casa!

Sasuke desencostou da porta, um sorriso zombeteiro desenhava-se em seus lábios, aquilo me deixava ainda mais irada.

–Não seja por isso – Disse ele – Quer namorar comigo?

Arregalei os olhos, havia sido pega de surpresa, mas ao olhar o sorriso idiota dele, já podia notar que ele estava só brincando.

–Não! – Gritei.

–Okay, você é a minha namorada agora, não pode sair com outro cara – Voltou a encostar-se à porta.

–Eu não aceitei! – Bradei, preparando-me para pular no pescoço de Sasuke.

Sasuke deu um passo a frente, ficando próximo de mim. Curvou o corpo para ficar da minha altura, ergueu a mão direita e pousou em meu rosto, afagando minha bochecha com o polegar.

–Ninguém diz “não” para Sasuke Uchiha – Murmurou tranqüilo, como se falasse com uma criança – Por isso vou considerar como um sim.

Respirei fundo, dei um tapa na mão de Sasuke, afastando do meu rosto.

–Eu disse não – Berrei – E se eu disse não, é não!

Sasuke revirou os olhos, enfiou o indicador no bolso dianteiro da minha calça e me puxou abruptamente. Antes que eu me afastasse, passou o braço esquerdo em minha cintura, me prendendo contra si. Começou a inclinar o corpo em minha direção, com a boca entreaberta e os olhos semicerrados.

Do you know What's worth fighting for

Você sabe pelo que vale a pena lutar

When It's not worth dying for?

Quando não vale a pena morrer?

Abri meus olhos ao ouvir a música, só então percebi que havia fechado os olhos. Sasuke permanecia com os olhos fechados, o rosto a centímetros do meu.

–Green Day? – Indagou abrindo os olhos lentamente.

Tsc – O afastei e peguei meu celular do bolso traseiro do jeans.

Era Ino. Deslizei meu polegar pela tela e atendi.

Cadê você? – A loira praticamente gritou do outro lado da linha.

Sasuke sorriu e eu bufei.

–Ino, o Sasuke me prendeu aqui no apartamento – Olhei para o moreno, que arqueou uma sobrancelha – Só vou assassinar ele e já estou descendo.

Ino riu.

–Me dá isso aqui – Disse Sasuke pegando o celular de minhas mãos.

Comecei a pular, tentando recuperar o celular, mas Sasuke me afastava com o braço.

–Diga ai para o cara que ela não vai mais sair com ele – Sasuke disse enquanto me impedia de pegar o celular – Por quê? – Olhou pra mim de soslaio – Porque a Sakura é a minha namorada agora.

Notas finais
Bombom, como puderam ver, eu estava desinspirada (?); sério, eu não sabia o que fazer, então resolvi refazer meus planos para a fanfic e partir para o beijo deles. Espero que tenham aprovado. Beijinhos no core e até a próxima ;D