Shelter
18 Pinguins amazônicos
Notas iniciais
Sasuke clicou na tela do celular, finalizando a ligação, entregou-me o aparelho de volta com um sorriso cínico.
–Você acabou com a minha noite! – Gritei irada.
Sasuke deu de ombros, em seguida se jogou em meu sofá, pegando o controle da TV, ligando-a. Fiquei boquiaberta com a cena, era o cúmulo do absurdo. Rapidamente entrei na frente da TV, cruzei os braços abaixo dos seios e encarei o moreno com a pior cara que eu tinha. Ele por sua vez pareceu não se importar nem um pouco com o meu olhar mortal, continuou me encarando com a cara de miojo mal feito.
–Olha aqui Sasuke – Rosnei arrancando o controle da mão dele – Se acha que pode vim no meu apartamento, atrapalhar o meu relacionamento com o Gaara... – Esbravejei, mas antes que eu pudesse terminar, fui interrompida pela voz rouca.
–Relacionamento? – Indagou com um sorriso sarcástico.
Bufei, atacando o controle nele com toda minha força.
–Te odeio! – Gritei me aproximando dele.
Comecei a estapeá-lo, Sasuke encolheu-se no sofá, tentando esquivar dos meus tapas, rindo da minha cara.
–Seu verme infeliz! – Vociferei aumentando a força dos meus tapas – Vai para o inferno!
Sasuke agarrou meus pulsos, rapidamente me puxou para o sofá, se pondo em cima de mim. E como ele era pesado! Me imobilizou totalmente, mal conseguia respirar.
–Sai de cima de mim – Eu disse com certa dificuldade.
Comecei a me debater e fiquei me contorcendo embaixo dele até cansar.
Ele soltou meus pulsos, notando que eu estava um pouco mais controlada, porém não saiu de cima de mim. Ficamos em silêncio mutuo, apenas nos encarando, o olhar de Sasuke não era nada significativo, pelo menos não para mim. Eu tentava descobrir como ele conseguia ser tão inexpressivo, nem um pouco transparente, ao contrário de mim, que só em um olhar qualquer pessoa já saberia o que eu estava sentindo. Mas ele não, os olhos negros opacos, eram frios, sem sentimentos.
Vazios.
Ofeguei ao sentir os lábios de Sasuke em meu pescoço, as mãos deslizaram suavemente pelas laterais do meu corpo, parando em meu quadril.
–No que está pensando? – Perguntou ele, com os lábios sobre minha pele.
Fechei meus olhos, tentando me concentrar.
–Ér... – Mordi meu lábio sentindo a língua úmida lamber meu pescoço – S-Sobre contabilidade... – Respirei fundo – E pinguins amazônicos.
Ele riu, dando uma leve mordida em meu pescoço.
–Interessante – Murmurou, enquanto começava a subir minha blusa – Por favor, fale mais sobre isso – Sussurrou em meu ouvido.
A voz daquele babaca molharia qualquer calcinha.
–A... Ética profissional... – Olhei para baixo, vendo Sasuke deslizar pelo meu corpo.
–Hn? – Ergueu os olhos, arqueando uma sobrancelha.
Ele já havia erguido minha blusa até abaixo dos meus seios, deixando minha barriga completamente exposta. Antes de eu falar qualquer coisa, Sasuke beijou minha barriga, me fazendo estremecer ao passar a ponta de sua língua quente sobre a região. Suas mãos ágeis abriram o botão do meu jeans, ergui meu corpo já me preparando para protestar, Sasuke nem se importou, simplesmente agarrou o tecido nas laterais e puxou para baixo, passando a peça de roupa por minhas pernas, parando no tornozelo. Rapidamente arrancou as botas dos meus pés, indelicado como sempre.
–Hei! – Sentei no sofá – O que pensa que está fazendo? – Indaguei já voltando a subir minha calça.
Sasuke afastou minhas mãos, agarrou meu pé e ergueu, terminando de retirar a minha calça, jogando longe. Sem me dar a oportunidade de fugir, segurou minha coxa direita e me puxou para seu colo, me fazendo sentar de frente para ele. Fiquei olhando para ele espantada, ele era algum ninja sexual ou coisa assim?
Ele ignorou minha reação e aproximou o rosto ao meu. Minha respiração começou a ficar pesada, as mãos de Sasuke apertavam com força minhas coxas, enquanto ele fazia menção de me beijar, aproximando bem lentamente, me deixando ansiosa. Finalmente uniu nossos lábios, suguei o lábio inferior dele de leve. Entreabri minha boca dando passagem para sua língua que movimentava sobre a minha, me deixando completamente sem fôlego. Mordeu meu lábio inferior e moveu a cabeça, dando oportunidade para que eu respirasse.
Suas mãos subiam lentamente pelas minhas coxas, acariciando-as levemente. Continuou subindo a mão até tocar minha virilha, desceu acariciando a região e gemi entre nossos lábios quando seus dedos pressionaram meu clitóris por cima do tecido da calcinha, afastei meu rosto, mas Sasuke não me deu trégua, voltou a me beijar loucamente abafando meus gemidos, enquanto seus dedos se movimentavam em minha intimidade molhada. Deslizei minhas mãos até a bainha de sua camiseta, sem demora ergui a fim de retirar aquela peça incomodativa. Sasuke cessou o beijo, ergueu os braços me ajudando a se livrar de sua camiseta, que logo foi atirada para perto da minha calça.
Sasuke encostou-se no estofado, os olhos ônix percorreram meu corpo, me analisando cuidadosamente, tão intensos que se eu não estivesse tão envolvida, me sentiria envergonhada. Segurei nos ombros largos e o puxei para perto novamente, fingi que ia beijá-lo e quando isso estava prestes a acontecer, desviei meu rosto, aproximando meus lábios do pescoço do moreno, beijei a pele quente e muito cheirosa, enquanto minhas unhas arranhavam suas costas. Sasuke arfava, com os olhos fechados e a boca entreaberta. Voltou a pegar em minha cintura, impulsionando meu quadril contra o seu, me fazendo gemer ao sentir seu membro rijo por baixo do jeans. Comecei a movimentar meu quadril, rebolando sobre o volume de seu membro, Sasuke gemeu rouco, suas mãos desceram para minha bunda, onde ele apertou com vontade.
Afastei meu rosto rapidamente assim que senti minha blusa descendo, olhei para baixo, meus seios estavam completamente expostos, blusa tomara que caia é realmente um problema. Imediatamente os tampei com minhas mãos. Sasuke mordeu o lábio inferior, pegou em meus pulsos e afastou de meus seios.
–H-Hei Sasuke... – Tentei soltar meus pulsos.
Sasuke voltou a me ignorar, passou a língua entre os lábios, umedecendo-os. Aproximou o rosto de meu seio direito e quando se preparava para abocanhá-lo, ouvimos um barulho. Sasuke ficou estático, com a boca a centímetros do meu mamilo rijo.
A porta abriu, antes que eu pudesse saltar de seu colo, Sasuke envolveu seus braços em minha cintura, colando meus seios em seu peitoral. Escondeu o rosto na curvatura de meu pescoço e resmungou um palavrão.
–SAKURA, CHEGUEEEEI! – Berrou a voz extremamente irritante.
Suspirei pesadamente, Sasuke deu um leve beijo em meu pescoço, me apertando em seus braços.
Deidara fechou a porta, e quando virou arregalou os olhos azuis.
–Ai Brasil! – Exclamou levando a mão à boca.
Revirei os olhos, Sasuke afastou o rosto do meu pescoço, lançando um olhar mortal para Deidara, que se encolheu no mesmo lugar. Eu riria da cara dele se não estivesse tão envergonhada.
–Ai meu santo porpurinado, desculpa racha, desculpa boy... – Sorriu nervoso para Sasuke, que mantinha a expressão carrancuda – E-Eu vou embora... – Começou a dar alguns passos para trás.
Afastei Sasuke e levantei de seu colo, indo em direção a Deidara.
–Hei, espera – Eu disse.
Deidara soltou um gritinho afeminado e tampou os olhos.
–Eu vi seus peitos! – Gritou horrorizado.
Revirei os olhos e dei um tapa de leve no ombro do loiro. Sasuke bufou, olhei o moreno sobre o ombro, ele bagunçava o cabelo, visivelmente irritado. Pegou o celular no bolso do jeans e olhou para a tela, sem dizer nada caminhou em minha direção, inclinou-se me dando um breve selinho.
–Tchau – Disse ele afastando o rosto do meu – Tchau – Despediu-se de Deidara também.
O loiro sorriu minimamente, sem esperar resposta Sasuke saiu.
Deidara e eu nos entreolhamos.
–Fez macumba? – Indagou o loiro, me lançando um olhar acusador.
Arqueei a sobrancelha.
–Não – Fiz uma careta.
–Como conseguiu? – Perguntou-me apontando para a porta.
–Consegui o quê? – Me fiz de desentendida.
Deidara revirou os olhos.
–Como conseguiu pegar aquele boy – Disse sem paciência.
Dei de ombros.
–Sei lá – Respondi dando as costas.
Vi minha calça do outro lado da sala, junto com a camiseta azul marinho de Sasuke. Só então que percebi que ele foi embora sem camisa. Recolhi as peças de roupa do chão, retirei minha blusa e vesti a camiseta de Sasuke, que mais pareceu um vestido em meu corpo, se estendendo até metade das minhas coxas. O cheiro de cigarro estava impregnado, misturado junto ao perfume gostoso dele. Deidara me analisou de baixo a cima, em seguida fez uma careta.
–Vou dar uma consulta de graça para ele – Disse enquanto caminhava para a cozinha – Aqueles olhinhos de jabuticaba precisam de alguns graus a mais.
Deidara era formado em oftalmologia.
–Muito engraçado – Eu disse revirando os olhos – Aliás, o que você está fazendo aqui? E onde arrumou a chave da min... – Me interrompi.
Deidara ficou esperando que eu concluísse.
–Ah Kami! – Gritei – O Sasuke ficou com a chave do meu apartamento! – Me desesperei.
Peguei minha calça e comecei a vestir, eu teria que buscar minha chave o mais rápido possível.
–O que você vai fazer estranha? – Indagou Deidara, me observando vestir a calça.
–Me ajuda! – Pedi quando a calça não quis passar da minha bunda.
Deidara pegou em uma lateral e começou a puxar pra cima, eu o ajudava.
–Desengorde essa buzanfa, pelo amor de Deus! – Gritou enquanto tentava fazer com que a calça entrasse.
–No três! – Gritei respirando fundo – Um... Dois... Três!
Puxamos de vez, finalmente entrou. Deidara caiu sentado, respirando fundo.
–Quando vesti a primeira vez serviu perfeitamente – Resmunguei sentindo um desconforto, tentando procurar o botão.
Deidara me analisou por alguns segundos, em seguida bufou.
–Ô desgraçada, olha para a calça! – Berrou Deidara irritado.
Direcionei meus olhos para baixo, foi então que vi o problema.
–A calça está do avesso! – Bradou o loiro.
*
Faltavam exatamente dois minutos para que meu expediente no hospital acabasse, eu estava exausta, meus dias não eram fáceis. O dia todo tive que aturar Ino contando sobre o maravilhoso encontro que tivera com o Gaara.
“Fomos ao cinema, eu estava com medo e ele segurou minha mão até o filme acabar. Depois fomos para o parque, comemos cachorro quente e algodão doce, inclusive o algodão doce me lembrava o seu cabelo... Ele me deixou em casa e me beijou! Ele beija tão bem! Acho que foi o melhor beijo da minha vida e...”
Suspirei pesadamente, pelo menos minha amiga aproveitou do que eu não pude, ou melhor, do que fui impedida de aproveitar.
Retirei meu jaleco, pendurando-o em um gancho ao lado do meu armário, peguei minha bolsa em cima da minha mesa e caminhei até a porta, saindo e em seguida trancando-a. Desci de elevador até o térreo, praticamente corri para fora do hospital. Quando atravessei a porta de saída, me assustei com uma mão que agarrou meu antebraço.
Olhei para o indivíduo que atrapalhara minha liberdade.
Reconheci o cabelo ruivo rapidamente, apesar de tê-la visto apenas uma vez.
–Ér... – Soltou o meu braço, meio embaraçada – Oi – Cumprimentou-me, abrindo um breve sorriso.
Também sorri.
–Oi – Respondi.
Pude vê-la morder o lábio inferior, um ato de nervosismo provavelmente, parecia até um pouco indecisa. Ela estava linda, com um casaco preto que cobria seu corpo todo, se estendendo até os joelhos, usava uma touca de lã cinza, deixando sua longa franja na lateral direita do rosto. Os olhos estavam mais escuros e a pele mais pálida.
–Eu... – Ergueu o olhar, me fitando – Preciso conversar com você – Disse por fim.
–Vamos para outro lugar? – Sugeri – Está frio aqui fora.
Ela balançou a cabeça positivamente, concordando.
Voltei a entrar no hospital — para a minha infelicidade -; conduzi-a até a praça de alimentação onde poucas pessoas estavam. Sentei em uma mesa mais próxima da saída, a única coisa que eu mais queria era ir embora e dormir.
–Pode falar – Eu disse a Tayuya.
Ela baixou os olhos, estava inquieta demais.
–Quero te pedir uma coisa – Murmurou.
–Peça – Eu disse.
–Se afaste de Sasuke – Disse ela, erguendo o olhar.
Franzi o cenho.
Me afastar de Sasuke?
Eu ri baixo e isso chamou a atenção da minha companhia. Mas o que eu me perguntava internamente era como ela sabia que eu estava próxima – até demais – dele? Várias hipóteses diferentes surgiram em menos de um minuto em minha mente, desde espionagem até perseguição.
–E por que quer que eu me afaste dele? – Arqueei uma sobrancelha, repousando os cotovelos na mesa, cruzando minhas mãos na frente do meu rosto.
Ela novamente mordeu o lábio inferior.
–Eu o amo. – Disse em um quase sussurro.
Não era novidade para mim.
–Isso é bom – Eu disse – Menos um para odiá-lo. – Ri sarcástica.
Tayuya arqueou as sobrancelhas ruivas.
–Eu sei que é muito inconveniente eu te pedir isso – Suspirou brevemente – Mas eu quero conquistá-lo, tenho uma história ao lado dele – Respirou fundo – Preciso que me ajude.
Estreitei meus olhos. Não havia me esquecido de quem ela era realmente. Sasuke corria perigo, ela não mediria esforços para conquistá-lo, pude ver naquele olhar castanho determinação.
–Boa sorte – Levantei da cadeira – Era só isso? – Indaguei.
Ela assentiu.
–Sim – Respondeu me encarando.
Dei as costas e comecei a caminhar de volta a saída.
*
–Sakura – Ouvi uma voz me chamar – Ei, Sakura.
Alguém me balançou, fazendo-me acordar.
–Nhmmm... – Resmunguei me remexendo – Porra, me deixa dormir! – Eu disse irritada.
Cobri minha cabeça com o edredom, mas a pessoa era insistente, voltou a me balançar. Abri meus olhos e afastei o edredom.
–E ai? – Sasuke sorriu de canto.
Ver aquela cara linda só fez minha fúria aumentar, ergui meu corpo ficando sentada na cama, imediatamente peguei um travesseiro e ataquei na cara dele, que se esquivou rapidamente.
–O que está fazendo aqui? – Perguntei enquanto coçava meus olhos.
Ele sentou na beirada da cama, ergueu uma chave onde preso estava um chaveiro com um pequeno carneirinho pendurado. Rapidamente tomei a chave da mão de Sasuke.
–Vadio! – Murmurei – Era para ter me devolvido há cinco dias!
Ele deu de ombros.
–Se arrume rápido – Mandou levantando-se – Pijama sexy – Sorriu malicioso.
Franzi o cenho.
–Me arrumar? – Indaguei confusa.
–Vou te levar para jantar – Disse naturalmente.
Eu ri baixo, voltei a pegar o edredom e me cobrir, me deitando novamente.
–Sakura –Sasuke me chamou.
–Quero dormir – Eu disse me aconchegando na cama quente – Jante sozinho.
Bocejei, fechei meus olhos e me encolhi, aquilo era o meu paraíso particular. Mas para a minha infelicidade o meu diabo particular havia resolvido me atazanar, agarrou o edredom e o arremessou para o outro lado do quarto.
–Me deixa dormir Sasuke! – Gritei afundando meu rosto no travesseiro.
–Para de marra — Pegou em meu antebraço e me puxou – Se não for por bem, vai por mal.
Lancei meu olhar mortal para ele, mas ele nem se importou. Levantei da cama enfurecida.
–Vai se foder – Eu disse carrancuda.
Corri para fora do quarto, sendo seguida por Sasuke. Adentrei a cozinha e comecei a correr envolta da mesa, fugindo de Sasuke que corria atrás de mim.
–Não vai fugir, Haruno – Ele disse divertindo.
Revirei meus olhos, segui para a sala, pulei no sofá e quase cai de costas no chão. Segurei no estofado e pulei para a poltrona que tombou para o lado direito. Me impulsionei e pulei firmando meus pés no chão frio, voltei a correr em direção ao banheiro, onde eu me trancaria. Mas antes de chegar, Sasuke que estava atrás de mim, agarrou meu antebraço, me puxando contra ele. Nossos corpos se colidiram, ele agachou, passou o braço direito na curvatura de meus joelhos, encostando o ombro na altura de minha barriga. Ergueu o corpo me levando junto, fiquei com o rosto em suas costas.
–ME SOLTA SASUKE! – Berrei me debatendo.
O moreno não perdeu tempo, seguiu para a porta do me apartamento saindo em seguida, me carregando como se fosse a coisa mais normal do mundo. Eu batia, mordia, socava suas costas, mas Sasuke não me soltava.
–Quando me soltar, vou esmurrar sua cara! – Gritei quando entramos no elevador.
As portas de aço abriu, Sasuke saiu caminhando em direção ao estacionamento. Todo mundo que passava ao nosso lado parava para ver a cena, o que me deixava ainda mais irada.
Sasuke parou ao lado de uma Ferrari 458, vermelha reluzente e extremamente chamativa. Ele abriu a porta do carona e sem delicadeza alguma me jogou no banco. Fechou a porta e contornou o carro, se acomodando no banco do motorista.
–Eu te aconselho a colocar o cinto de segurança – Murmurou ligando o carro.
–Eu vou te matar! – Esbravejei.
O carro começou a se locomover em uma velocidade absurda, Sasuke dirigia feito um louco, tudo envolta tornava-se apenas borrões.
–Vamos morrer! – Gritei apertando o banco de couro.
Sasuke riu baixo, mas não diminuiu a velocidade.
–Acho que tem algo mais importante para se preocupar – Disse ele, olhando para meu corpo.
Segui seu olhar e só então lembrei que estava de pijama, que se resumia em um short minúsculo de malha rosa e uma blusa de alças finas também rosa, com a cara do ursinho Pooh estampada, sem falar que eu não calçava nada, apenas meias brancas surradas, a direita estava furada, deixando meu dedão exposto.
Eu só tinha um pensamento, assassinar Sasuke Uchiha.
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