Shelter

9 Patifaria


Notas iniciais
Oie meus anjos ♥ Poxa estou tão feliz, a cada capítulo que posto ganho mais favoritos, muito obrigada pessoal, estou muito feliz mesmo! Bombom, eu gostei desse capítulo, espero que vocês também gostem... E espero que não se importem com o jeito do Deidara... Vão entender do que falo. Boa leitura! Psiu... Leiam as notas finais >

Ouvi um riso baixo, Deidara levantou do sofá, permanecendo de costas. Estiquei meu braço direito e levei minha mão ao interruptor ao lado da porta de acesso à cozinha, clicando no botão, acendendo a luz. Estreitei os olhos, não acreditando que aquele rapaz de longos cabelos loiros era Deidara, me perguntei há quanto tempo eu não o via. Ele finalmente virou-se para me olhar e no momento em que me viu com o taco de beisebol em mãos, soltou um grito extremamente feminino e pulou em cima do sofá.

–Ai Jesus! – Gritou agarrado ao estofado.

Revirei os olhos e larguei o taco no chão, me aproximei do sofá e comecei a estapear Deidara, que tentava se proteger com uma almofada.

–Aie racha, tá doendo! – Berrou ele desviando dos meus tapas.

–Sua bicha filha da mãe! – Esbravejei – Me deu um susto!

–Não foi ideia minha! – Gritou.

Continuei a estapeá-lo, até que ele resolveu revidar e começamos uma guerra de tapas.

–Olha a homofobia! – Tentou segurar minhas mãos.

Suspirei parando de bater no loiro, em seguida me joguei sobre ele, dando-lhe um forte abraço.

–Eu senti tanto a sua falta! – Exclamei encostando minha cabeça na dele.

Faziam alguns anos que eu não o via, Deidara era o meu melhor amigo “homem”, entre aspas, porque de homem Deidara só tinha a aparência, seu interior era extremamente feminino, com certeza Deidara era bem mais feminino do que eu.

–Sai pra lá que eu não sou lésbica! – Disse enquanto se desvencilhava do meu abraço.

Revirei os olhos e o soltei, me sentando ao seu lado.

–Onde você esteve esse tempo todo? – Perguntei.

Deidara passou as mãos pelos longos cabelos, soltando um suspiro.

–No Brasil – Respondeu – Acredita que eu ia fazer parte de uma revista de moda babado? – Indagou – Mas no fim tive que voltar para o Japão.

–Por quê? – Perguntei franzido o cenho – Seu sonho era fazer parte de uma revista de moda – Lembrei-me das milhões de vezes que Deidara citou ser esse seu grande objetivo na vida.

–Eu sei racha, mas recebi uma proposta bem melhor daqui – Explicou – Então como minha família está aqui, meus amigos e meu boy – Sorriu – Resolvi voltar – Deu de ombros.

Arqueei as sobrancelhas.

–Voltou com o Sasori? – Já sentia o pavor tomar meu corpo.

Sasori era o ex-namorado de Deidara, mas mesmo estando com o meu amigo gay, ele vivia dando em cima de mim, certa vez me trancou no banheiro, eu pensei que seria estuprada.

–Tá louca racha? – Me lançou um olhar assustado – Aquilo não é gay não, aposto que me usou só para se aproximar de você – Disse em um tom ressentido.

–Não acho – Menti, na verdade eu tinha certeza que Sasori só namorara Deidara para ficar próximo de mim – E então, me conta como foi a viajem! – Pedi animada.

–Conheci um boy, ai ficamos de amorzinho, sabe aquelas coisas bem gay? – Rimos – Ai eu descobri que ele tinha namorado, menina virei um furacão, queria matar o boy – Balançou a cabeça negativamente.

Fiquei o encarando com uma expressão confusa, ele não havia me contado nada sobre a viagem afinal.

–O melhor foi que eu não perdi meu hímen – Disse ele, olhando as unhas pintadas de azul marinho.

–Sakura, diz pra o Deidara que ele não tem uma “menina” – Pediu-me Ino, vindo da cozinha com uma tigela com cereal.

Arqueei as sobrancelhas.

–O que você está fazendo aqui? – Indaguei.

Ela levou uma colher com um punhado de cereal à boca.

–Tenho a chave reserva – Respondeu de boca cheia, sentando ao meu lado.

Deidara levantou do sofá, parecia completamente revoltado.

–Minha “menina” é diferenciada! – Exclamou.

Ino revirou os olhos.

–Deidara, você não tem uma “menina”, aceite isso – Disse Ino levando outra colher de cereal à boca.

Deidara desabotoou o jeans.

–Quer que eu te mostre? – Perguntou preparando-se para abaixar a calça.

–Mostra ué – Respondeu à loira dando de ombros.

Interferi rapidamente, impedindo que Deidara retirasse a calça e mostrasse tudo o que eu – E que provavelmente Ino – não queria ver.

Deidara era irmão mais novo de Ino, viviam em guerra, principalmente quando Deidara tentava roubar os namorados da loira, o que ocorria na maioria das vezes.

–Chega dessa patifaria! – Gritei e Deidara desistiu de tirar a calça.

–Depois eu mostro pra essa monstra oxigenada! – Mostrou a língua para Ino – Rachas, vamos bater um tricô aqui rapidinho – Disse sentando-se no tapete – Souberam da festa babado que vai ter na boate Bee? – perguntou ele esbanjando animação.

Balancei a cabeça negativamente, Ino fez o mesmo.

–Mas gente, mal chego e sou mais informada que vocês! – Disse ele fazendo uma careta – É o seguinte, vai ser em janeiro, e nós vamos – Olhou para mim – Ouviu né rosada broxante? Temos que arrumar um boy pra você.

Ino riu baixo.

–Não precisa, ela já tem um – Disse a loira batendo o cotovelo no meu braço, me lançando uma piscadela.

Olhei para ela confusa.

–Tenho? – Perguntei.

–O Uchiha! – Revirou os olhos.

–Nem pensar! – Exclamei – Quero ficar longe daquele iceberg!

–Tá, chega estranhas – Disse Deidara levantando – Agora tenho que ir ao aeroporto no 12 – Pegou o celular – Santa purpurina, preciso ir, tchau rachas, beijos no core – Jogou beijos no ar.

–Aeroporto? Fazer o que lá? – Questionou Ino.

–Pegar o meu boy – Respondeu indo em direção a porta – Não tô morta não meu amor!

Ino e eu nos entreolhamos, Deidara era tão insuportavelmente gay, que acho que toda a "gayzisse" que era para ser distribuída para mil pessoas foi jogado apenas nele.

–Ai Brasil, tchau rachas! – Gritou porta a fora.

Permaneci um tempo fitando a porta.

–Deidara tem probleminha – Murmurou Ino.

Assenti concordando.

*

31 de dezembro

Era véspera de Ano Novo e para a minha infelicidade eu teria que fazer plantão no hospital, assim como todos os que passaram o natal na minha casa, foi um acordo que fizemos no hospital, a equipe que ficasse de folga no natal, no ano novo teriam que fazer plantão para que a equipe que trabalhou no natal ficasse de folga.

E lá estava eu na minha sala, com os olhos fixos em um quadro bem ao lado de uma estante repleta de livros de medicina. Não era um quadro muito interessante, mas na hora do tédio eu me pegava olhando para ele, tentando decifrar o que aquele rabisco vermelho na vertical representava .

O telefone da minha sala tocou me assustando, atendi rapidamente.

Doutora Haruno, compareça ao quarto 75 com urgência – Pediu a mulher do outro lado da linha.

Suspirei pesadamente.

–O que foi dessa vez? – Perguntei revirando os olhos.

–Ele não quer deixar a Karin aplicar o medicamento – Respondeu ela.

Nos últimos dois dias, minha vida de médica resumia-se em obrigar Sasuke a tomar o medicamento, fazer Sasuke ficar quieto na cama – o que só se tornava possível depois que ele estava sob o efeito do sedativo – fazer Sasuke parar de querer enforcar Karin e assim por diante. O moreno sabia ser insuportável quando queria, eu costumava a compará-lo a uma criança birrenta. “Vou fazer da sua vida um inferno” garantiu-me ele, e de fato minha vida profissional havia se tornado um inferno e Sasuke era o meu diabo particular.

Cheguei na frente do quarto e sem demora abri a porta, deparando-me com Karin deitada na cama e Sasuke sobre ela, segurando seus pulsos acima da cabeça. Fiquei parada na porta, chocada com a cena.

–Me-Me ajuda Sakura – Implorou Karin com um olhar assustado.

–O que pensa que está fazendo Sasuke? – Indaguei me aproximando.

Ele sorriu perverso, em seguida ergueu uma seringa, era o sedativo.

–Se aproxime e eu injeto isso em você e fujo dessa porra de hospital! – Ameaçou-me.

Desatei a rir.

Sasuke encarou-me furioso, os olhos negros pareciam cintilar de ódio. Controlei meu riso e respirei fundo.

–Vá em frente Sasuke – O desafiei – Tente.

Sasuke apoiou as mãos na pequena grade na lateral da cama e ergueu o corpo, saindo de cima de Karin. Cruzei meus braços e escorei no batente da porta, apenas esperando Sasuke vim até mim, se é que ele conseguiria. Sasuke colocou a perna direita para fora da cama, firmando o pé descalço no chão, em seguida a esquerda, ficando de pé.

–Sasuke?

Sasuke ficou estático, as orbes negras arregalaram-se, completamente espantado. Virei meu rosto na direção em que Sasuke olhava, deparando-me com Itachi parado na porta.

–Itachi – Murmurou Sasuke.

Notas finais
Bombom, o Deidara é baseado nos meus amigos Félix, Ray e no Pedro – ou Pedrita Furacão – gente, eles são exatamente iguais ao Deidara, inclusive as expressões “bater um tricô” “Ai Brasil” “Rachas”, entre outros eles usam, por isso dedico esse capítulo e o Deidara para eles – ou elas, sei lá – quero dizer que minha vida sem eles seria muito sem graça, obrigada meninas. E obrigada a vocês, meus queridos leitores, volto loguinho, okay? Beijinhos no core ♥