Sheikah

5 Eu só queria um pouco de silêncio, sabe?


Pouco mais de 6 anos antes da Calamidade

POV Impa

Enrolo as bandagens nas mãos mais uma vez enquanto observo o céu passar lentamente do púrpura ao laranja, à medida que o sol se levanta para mais um dia. O ar úmido da manhã enche meus pulmões, o cheiro de musgo e madeira queimada se impregnando no fundo da minha garganta.

Assim como eu, alguns jovens do vilarejo já estão saindo de suas casas. Os que completaram 18 anos nos últimos seis meses poderão se apresentar no Castelo de Hyrule nos próximos dias para se alistar ao exército real na infantaria Sheikah.

Este é o arranjo em vigor desde que o rei Rhoam Bosphoramus Hyrule recebeu a profecia de que Ganon — também conhecido como “A Calamidade" — atacaria em breve. Por motivos desconhecidos, durante milênios não houve relações entre os Sheikah e a realeza. Há quase 5 anos, no entanto, o rei em pessoa visitou o vilarejo para reestabelecer o contato conosco e reconstruir essa ponte.

Apesar de não estar muito inclinada a fazer parte do exército, o salário é um ótimo incentivo: 650 rupees a cada duas semanas, além de uma casa garantida na movimentada Cidade do Castelo? Pode contar comigo. Depois de anos órfã e trabalhando nas fazendas do vilarejo em troca de alimento e moradia, esse dinheiro será muito bem-vindo.

Além disso, a perspectiva de ver minha irmã Purah novamente também é um grande ponto positivo. Sendo três anos mais velha que eu, ela partiu do vilarejo já há algum tempo — e, pelas suas cartas, parece estar muito animada com a possível carreira na equipe de Pesquisa e Desenvolvimento. Alguns meses atrás, ela foi convidada para um estágio na gerência de um tal pesquisador chamado Robbie.

"Ele é meio… excêntrico", escreveu ela na ocasião. "Mas parece ser muito inteligente e tem ideias bem inovadoras. Acredito que aprenderei bastante por aqui!"

— Nervosa? — ouço Ammi se aproximar.

Ammi é uma dos que irão se juntar à caravana hoje. Nunca fomos próximas, mas somos as únicas mulheres do grupo, então… sororidade, eu acho?

Dou de ombros.

— Mais para… resignada — resmungo, limpando minhas unhas distraidamente.

— Eu nem consegui dormir essa noite — ela confessa, em voz baixa. — Nunca saí do vilarejo antes.

— Não acho que nossa vida vai mudar muito. A única diferença é que plantaremos menos abóboras — ou seja, espero que nenhuma — e treinaremos mais horas do dia.

— Tomara que tenhamos alguns anos antes da… da Calamidade atacar — sua voz oscila, assustada.

Reviro os olhos. Uma lenda milenar e um profeta de quinta categoria conseguiram deixar até mesmo o rei de joelhos. Para mim, essa história de Calamidade é uma grande balela. Não que eu me importe muito: me pagando bem, que mal tem?

— Acho que não teremos problemas — digo, complacente.

Ammi acena vigorosamente, confundindo minha condescendência com otimismo.

— Sim, sim, você está certa! Teremos tempo e estaremos preparados. Vai ser moleza — responde, não tão confiante assim.

O sol já está alto o suficiente para que o céu esteja azul, e percebo que todos já estão se dirigindo para a saída inferior do vilarejo. Coloco minha pesada mala às costas e desço o morro em direção ao grupo, com Ammi no meu encalço.

A viagem a pé é longa, e demoramos alguns dias até avistar o Castelo. Ammi não para de falar um segundo, emendando um assunto no outro: ora completamente assustada com o futuro, ora animada com as possibilidades, ora distraída com as próprias palavras. Eu escuto aproximadamente 20% de tudo o que ela diz.

O clima na caravana é de camaradagem. Os rapazes também conjecturam as perspectivas do que os aguarda, apesar de não serem tão… idílicos quanto Ammi.

— Ouvi dizer que as mulheres na Cidade do Castelo são maravilhosas — exclamou um deles, determinado dia.

— E não só as nativas! Aparentemente, a cidade é muito movimentada com turistas — adiciona outro. — Sabe o que isso significa, não?

— Enriquecimento cultural? — pergunta um terceiro.

— Romances de uma noite só, idiota — responde o segundo, irritado. — Ainda mais com todo o dinheiro que ganharemos no exército — completa, suspirando, sonhador.

Revirar os olhos de inconformidade ao ouvir essa pataquada está rapidamente se tornando um hábito. Felizmente, antes que eu enlouqueça no meio de tantos hormônios, chegamos aos portões da Cidade do Castelo.

À distância, vejo Purah aguardando a chegada da caravana. Incapaz de ficar parada, ela caminha de um lado para o outro, pausa — ainda balançando o corpo —, apoia seu peso em uma perna, depois na outra, saltita levemente, para então repetir o ciclo. Ao notar que estamos chegando, ela dispara em nossa direção.

Antes que eu consiga dizer qualquer coisa, ela me atinge e me puxa em um abraço — daqueles de quebrar as costelas.

— IMPA! — grita, feliz. Eu estaria mais feliz se conseguisse respirar. — QUE SAUDADES! FINALMENTE VOCÊ ESTÁ AQUI.

Tento abrir a boca para responder, mas ela segue falando.

— EU SEI que a gente troca cartas o tempo todo, mas sinto como se não falasse com você HÁ DÉCADAS! Não acredito que você finalmente chegou, você vai adorar viver na Cidade do Castelo. E o exército, apesar de intenso, é muito divertido — principalmente pra você, que sempre gostou de fazer exercícios; pra mim é tortura, na verdade. O pessoal é muito bacana e a vida é agitada e…

— Purah — digo, rindo em desespero. — Respira, por favor. E me deixa respirar também.

Sem se abalar, ela apenas afrouxa o abraço, mantendo um braço ao redor dos meus ombros enquanto voltamos a caminhar em direção à entrada da cidade.

— Desculpe, é que eu estou muito animada que você está aqui.

— Percebi — sorrio. — Senti sua falta. Estou feliz por estar aqui também.

Passamos pelo gigantesco portão de entrada da muralha, e eu paro por alguns segundos, impactada pela visão à minha frente. A Cidade do Castelo não é exatamente gigante — apenas grande o suficiente para abrigar todos os que servem à realeza de alguma forma. Ao fundo, é possível ver o Castelo, alto e imponente com suas inúmeras torres, e as ruas da cidade se organizam de forma concêntrica a ele, formando um semicírculo.

As casas e os pequenos prédios da cidade são todos construídos em pedra, e as vias estão movimentadas com pessoas agitadas, ocupadas com seus afazeres diários. No centro, há uma praça com uma bela fonte adornada por uma escultura de três pássaros, um de frente para o outro.

— Vem, deixa eu te mostrar onde você vai ficar — Purah me puxa pelo braço, me afastando do grupo.

— Acho que eu deveria continuar com o grupo e… como você sabe onde eu vou ficar?

— Por favor, Impa, você acha mesmo que eu ia deixar sortearem um alojamento qualquer pra você? Eu escolhi a dedo a melhor opção disponível.

Claro que ela fez isso. Reviro os olhos em uma falsa irritação.

— Não vai pegar bem pra mim se eu ficar recebendo favores por conta de suas conexões com o alto escalão, Purah.

— Se questionarem, é só você fingir que ficou surpresa, Impa. Não é tão difícil assim.

Purah me leva na direção da ala oeste da cidade. Passamos por diversos comércios — padarias, mercearias, lojas de roupa, de armas, bares. Apesar de a cidade ser muito movimentada — e, por consequência, barulhenta —, chegamos a uma pequena área residencial levemente afastada e surpreendentemente tranquila. Subimos uma leve rampa, e pouco tempo depois estamos em frente à minha nova residência.

As casas nessa região são pequenas e construídas principalmente em madeira, o que me lembra um pouco de Kakariko.

— Os novatos costumam ficar alocados nessa região — explica Purah. — Depois de um ano, quando já sabem qual função vão exercer, acabam indo para alojamentos mais próximos de onde estão trabalhando ou treinando. E aí, quer entrar? — ela me oferece as chaves.

Sem pensar duas vezes, me adianto para a porta e a abro. Seu interior é pequeno e aconchegante. As brasas do fogão estão acesas, deixando o ambiente aquecido. Largo as bolsas no chão e tiro minha jaqueta.

— Mantive o fogo aceso porque estava muito frio hoje cedo — Purah se justifica, conciliatória. — Os chalés são bem similares; a maior vantagem do seu é a localização: é o mais próximo do centro da cidade. Imaginei que poder dormir uns minutos a mais pela manhã seria… legal.

Dessa vez sou eu quem surpreende Purah com um abraço.

— Obrigada, mana — digo, genuinamente agradecida. — Vai ser bom ter você por perto novamente.

Purah parece comovida com minha incomum demonstração de afeto. Ficamos ali abraçadas por alguns minutos, mas logo somos interrompidas pelo meu estômago roncando.

— Estou faminta, tem alguma coisa pra comer nessa casa?

Ela ri e se adianta para os armários, pegando alguns pães e manteiga. Enquanto coloca uma chaleira sobre o fogo para preparar algo para bebermos, eu volto a falar.

— E como está a vida por aqui, Purah? Realmente é tudo o que dizem?

— Não tenho do que reclamar, Impa. A cidade é bem animada, os comércios são completos, a vida noturna é boa. Inclusive, antes que eu me esqueça, hoje temos uma confraternização no pub local — para os novatos conhecerem os veteranos em um ambiente mais descontraído. Facilita na integração oficial que vocês terão daqui dois dias.

Aquiesço, meu estômago se revirando em antecipação. Não previ que iríamos encontrar nossos superiores logo no primeiro dia — mesmo que não “oficialmente".

— E o trabalho? — indago, tentando ignorar a ansiedade.

— Ah, estou gostando bastante da minha nova função na equipe de pesquisa! Se eu tivesse que passar mais seis meses fazendo 200 abdominais antes das 9h da manhã, acho que iria desertar para a ilha mais próxima na calada da noite.

— Mesmo com o chefe esquisito? — digo, brincando.

— Esquisito não, Impa — Purah engasga, gargalhando. — Excêntrico. Tenhamos respeito.

— Certo, certo, “excêntrico". Não é difícil lidar com ele?

— Ah, um pouco, sim. Mas Robbie é muito perspicaz e inovador. Estou aprendendo bastante — apesar de achar que ele não aprecia tanto assim quando eu rebato ou refuto suas constatações.

— Entendi. E o que exatamente você faz?

— Bom, hoje estamos tentando descobrir onde foi escondido o maquinário Sheikah ancestral, da Calamidade de 10 mil anos atrás.

— Oi? — digo, pois não entendo quase nenhuma das palavras desta frase.

— Sabe, os Guardiões e as Bestas Divinas das lendas? Que os Sheikah da época construíram para auxiliar o herói e a princesa daquela geração a derrotarem Ganon.

— Lendas? Vocês estão se baseando em lendas para se preparar?

— Bem… é a única coisa que nós temos. O herói da nossa geração ainda não se manifestou. Não oficialmente, pelo menos; ouvi dizer que existe um soldado mirim que tem chamado bastante a atenção por conta de suas habilidades fora da curva. Se chama Linus, Liam... alguma coisa assim, não tenho certeza. Ainda é um pré-adolescente, mas o rei já está de olho. E, falando no rei, ele também tem obrigado a pobre princesa Zelda a tentar despertar seus poderes praticamente todos os dias desde o anúncio da profecia, anos atrás. Mas a rainha morreu antes de conseguir ensiná-la como acessá-los, e a princesa não conseguiu até hoje. Então, é, a única coisa que temos até agora são as lendas mesmo.

— Muito animador — resmungo. — Se é que esse negócio de Calamidade sequer é verdade, né.

— É. Sempre tem a possibilidade de estarmos nos preocupando a toa. Mas, não sei, Impa… eu acho que é verdade sim. De nós duas, você sempre foi a mais sensitiva às energias; mas mesmo eu tenho percebido o ar ficando cada vez mais denso.

— Talvez seja só uma tempestade. Ou um furacão.

Purah revira os olhos, rindo.

— Talvez. Mas… além disso, eu também ouvi boatos de ataques de monstros em algumas regiões de Hyrule.

— Monstros?

— Bem... não são nem pessoas, nem animais catalogados. São agressivos. E são levemente — ênfase no levemente aqui — inteligentes. Então, sim, por falta de um termo melhor, são “monstros". A hipótese mais aceita entre os Pesquisadores é a de que eles são entidades conjuradas pelo aumento da energia de Ganon.

Franzo a testa, a tensão invadindo meu corpo levemente. Ataques de monstros… isso é uma evidência palpável, ao contrário de todos os boatos e suposições que eu tinha ouvido até então. Será que é tudo verdade, então?

— Não fique preocupada — diz Purah. — Vai ser moleza. Vamos encontrar as máquinas Sheikah, descobrir como usá-las e derrotar Ganon antes mesmo que ele consiga dizer “Calamidade".

Aquiesço, não muito convencida. Algo me diz que não vai ser tão simples assim. Mas o que eu sei? Até 10 minutos atrás, eu nem achava que isso tudo era verdade.

Provavelmente Purah está certa.

— Bom, vou trocar de roupa antes de irmos para a confraternização. Estou morando na área Leste; o pub fica bem mais próximo da minha casa. Você se incomoda de nos encontrarmos lá? Se preferir, posso te buscar aqui — ela diz, hesitante.

— Você está com preguiça de vir me mostrar o caminho, né — acuso.

Purah ri, culpada.

— Por Hylia, Impa… Realmente espero que no meio das tecnologias ancestrais encontremos alguma coisa de teletransporte.

. . .

— …e eu achei tudo tão confortável, o chalé tem tudo o que eu preciso e é uma gracinha! Estou super ansiosa para conhecer o pessoal, será que eles são gentis? Espero que sim e…

Respiro fundo, exausta, enquanto Ammi continua seu monólogo. Por que todo mundo ao meu redor fala tanto?

Como a preguiçosa da Purah não quis se dar ao trabalho de vir me buscar para indicar onde fica o pub — e eu não queria aparecer lá sozinha —, estou indo junto com a Ammi.

Depois de poucos minutos de monólogo eu me peguei reconsiderando a decisão de não querer ir sozinha. Mas, ao contrário das minhas expectativas, eu sobrevivi à caminhada de meia-hora até nosso destino.

Há algumas mesas do lado de fora, e as pessoas já estão conversando animadamente, comendo petiscos e bebendo um líquido escuro e espumoso. Ammi avista alguns dos rapazes da caravana com quem fez amizade durante a viagem e vai se encontrar com eles, sem se importar em concluir seus pensamentos.

Fico parada na porta, procurando por Purah. O estabelecimento não é exatamente bem iluminado, e não consigo encontrá-la no meio do mar de cabelos brancos de todos os Sheikah aglutinados ali dentro.

— A senhorita pretende decidir se vai entrar ou ficar do lado de fora ainda este ano? — ouço uma voz grave e irônica atrás de mim. — Só para eu me planejar, mesmo.

Sobressaltada, me viro ao mesmo tempo em que dou um passo para fora, tentando sair do meio do caminho. O gesto, no entanto, me faz colidir diretamente com o corpo do estranho reclamão, dando de cara com seu torso. Envergonhada, dou mais um passo para longe, dessa vez conseguindo desobstruir a passagem.

— Achei que nós Sheikah deveríamos ser ágeis — diz ele, rindo.

— Eu… bem… eu… desculpe — murmuro, incoerente. Preciso inclinar a cabeça para conseguir encarar seus olhos castanho-avermelhados. — Estava procurando minha irmã.

— E quem é sua irmã, Senhorita-Primeira-Sheikah-Desajeitada-Da-História? — ele me fita intensamente, e eu me pego incapaz de formar uma frase completa.

— Purah — respondo, simplesmente. — Ela é pesquisadora na…

— …equipe do Robbie — completamos ao mesmo tempo. — Então você é a famosa Impa, não? — ele pergunta, curioso.

— Bem, eu, é. Famosa? E você seria? — Pelos céus, o que está havendo com meu cérebro?

— Ah, sim, perdão. Deen, muito prazer — ele me estende a mão. Ela é muito maior que a minha e a engole, seus dedos calejados arranhando minha pele levemente. Meu coração acelera ao seu toque.

O que está acontecendo, Hylia?

— Purah falou muito de você. Bem, ela falou muito no geral; mas você sempre foi um de seus assuntos mais recorrentes.

Franzo a testa, ligeiramente irritada. O que Purah andou falando de mim reino à solta? Antes que eu possa questionar, no entanto, ouço sua voz atrás de mim.

— Aí está você! Perdão, me atrasei. E, olha só, você já conheceu o Deen, que ótimo — ela diz, apesar de o tom de sua voz não ser “ótimo". — Vamos, vamos, você precisa provar a cerveja preta daqui.

Purah me puxa para dentro do salão, na direção do balcão. Faz o pedido e se vira pra mim enquanto aguardamos as bebidas.

— Eu te deixo sozinha por 5 minutos e você corre pros braços do maior mulherengo de Hyrule?

Longe de Deen, meu cérebro resolveu voltar à festa. Irritada com sua constatação, rebato:

— É isso que acontece quando você se recusa a fazer exercício.

Purah revira os olhos.

— Você nunca esteve em nenhum relacionamento, Impa. Kakariko não era exatamente o melhor lugar pra conhecer pessoas — ela carrega a palavra. — Vai por mim: se você está interessada nisso, é melhor investir em rapazes menos complicados.

Como se estivesse tentando provar um ponto, ela flerta com alguém atrás de mim enquanto fala.

Não estou procurando relacionamentos, Purah. Eu só trombei com ele porque estava procurando por você.

Purah estreita o olhar, me encarando em silêncio por alguns segundos. Depois, dá de ombros.

— Veremos. Vamos, deixa eu te apresentar pro pessoal — diz, me oferecendo uma das cervejas.

Beberico o líquido amargo, desconfortável, enquanto ela me introduz para seus amigos mais próximos. Robbie realmente é… excêntrico. Não existe outra palavra para descrevê-lo. Suas roupas seriam mais apropriadas se ele fizesse parte de alguma banda de rock. Por que ele está de óculos escuros à noite, em um ambiente fechado e pouco iluminado?

Ele e Purah parecem competir para ver quem consegue dizer mais palavras a cada 10 segundos; eles se atropelam, um tentando falar mais alto que o outro. Há muito, deixei de prestar atenção.

Distraída, deixo meu olhar vagar pelo salão. Deen está nos fundos, supostamente conversando com outros jovens; seus olhos, entretanto, estão voltados em minha direção, me encarando. Ao perceber que também estou olhando-o, ele abre um sorriso lento que faz meu ventre se contrair.

Desvio o olhar, sentindo minhas bochechas queimarem, e respiro fundo tentando me acalmar. Minha intuição está gritando que Purah está certa e isso é uma péssima ideia. Por outro lado… o nó em meu estômago me diz que os próximos meses serão, no mínimo, interessantes.