She is my good destruction
4 The Funeral pt.2
Notas iniciais
EMILY’S FUNERAL | 14:00 | 9/02 | 2016
POV ARIA
Olhei para todas as garotas. Assim como eu, estavam desesperadas. O que havia sido aquilo? Aquela mensagem com certeza conseguiu aterrorizar todas nós. Estávamos em choque, mas alguém precisava tomar a frente para saber qual seria nossa atitude e se todas concordaríamos.
—Meninas, o que faremos a respeito? – perguntei.
—Talvez tenha sido apenas uma brincadeira infeliz de alguém, nada demais. – por incrível que pareça, Spencer não tinha o semblante tão preocupado como o das outras.
—Concordo. Mas se continuar talvez devêssemos ir até a polícia. –Disse Hanna.
Alison nada falou. Parecia que ela simplesmente não conseguia. Todas concordamos e guardamos nossos celulares.
—Meninas, muito obrigada pela presença de todas vocês, Emily teria amado. –Pam Fields veio até nós. Ela, assim como eu, estava arrasada, mas com uma proporção bem maior de tristeza e olheiras. Todas assentimos e demos um sorriso amarelo. Eu a abracei, e logo em seguida todas fizeram o mesmo. Quando vimos, ela já estava chorando novamente.
—Hey, a senhora não quer uma carona para casa? –Perguntei.
—Não, Aria, obrigada. –Ela se retirou.
—Bom, isso definitivamente foi esquisito. –Foram as primeiras palavras de Alison após a estranha mensagem. –Acho que essa é a nossa deixa. Todos já se foram.
[ ... ]
Depois de uma viagem silenciosa de volta para a casa de Hanna, decidi tomar um banho. Subi até o quarto da loira, tirei minhas roupas, peguei a toalha que ela havia me dado e fui.
Quando estava lavando o cabelo, notei que a porta fez um barulho. Não dei ouvidos. Poderia ser apenas o vento. Mais ou menos 1 minuto depois, a porta estava entreaberta. Fechei o chuveiro, me enrolei na toalha e saí do box para fechá-la. Quando estava quase lá, Spencer entrou e me deu um susto enorme, me fazendo soltar imediatamente a toalha. Ela nada fez, apenas ficou olhando para minhas curvas, seios e pernas definidas com um certo olhar de desejo. Me abaixei rapidamente para pegar a toalha, extremamente constrangida. Após me enrolar de novo, ela ( sem se virar para trás ) começou a fechar a porta devagar. Aquela situação não estava nada agradável. Ela fechou a porta e em seguida a trancou. Comecei a dar pequenos passou para trás e ela começou a dar para frente.
—Ok, Spencer, não tem mais graça. Você já conseguiu me dar um susto, não é o suficiente?
—E quem disse que eu queria apenas lhe dar um susto?
Aquela resposta em forma de pergunta me deixou sem palavras. Alison com certeza me salvou quando deu um grito extremamente alto. Spencer saiu da estranha forma de transe que estava e sem pensar duas vezes abriu a porta e desceu as escadas correndo, assim como eu.
Alison estava com a panturrilha da perna esquerda toda queimada pelo óleo do ovo que estava fritando. Hanna estava tentando ajudá-la, procurando por curativos, mas não achava nenhum. Com muito nervosismo, falou rapidamente: -Não tenho nada que possa ajudar aqui, vou até a farmácia. Por favor, cuidem dela o máximo que conseguirem. -Ela pegou o dinheiro que estava em cima da mesa e levou consigo, correndo até ela. A situação conseguiu ficar ainda pior. Spencer acabara de me lançar olhares e demonstrar atitudes estranhas lá em cima, e agora eu estava sozinha com ela e com uma garota gritando de dor pela panturrilha queimada.
—Ok, bom... O que os médicos fazem quando ocorre esse tipo de situação? –pensei alto. –Ah, sim, manter a vítima consciente e agir como se a dor não estivesse ali!
—Ali, o que houve? –perguntei, tentando parecer o menos preocupada possível.
—E-eu não sei, eu esta-estava aqui em baixo fazendo nosso al-almoço quando de-de repente alguém todo vestido de pre-preto, entrou aqui e pegou a frigideira, jogan-do o óleo em mim. Parecia que a pes-pessoa ficou triste com o resultado e queria que a situação tivesse sido pior. –Explicou ela, em meio a soluços e choros.
POV SPENCER
Eu não estava preocupada com a situação, mas com certeza aquilo havia sido algo que me chocou. Alison era minha nova aliada e era minha responsabilidade tomar conta dela agora, já que ela me ajudaria em qualquer outro assassinato.
Hanna finalmente apareceu depois de ter ficado mais ou menos 5 minutos na farmácia. Ela voltou com gases e dois remédios para queimaduras. Rapidamente, aplicou em Alison e a mesma, ainda estando com muita dor, disse que estava bem melhor.
—A farmacêutica disse que o remédio irá deixá-la com sono rapidamente. –Logo após o comentário de Hanna, podíamos ver que Alison parecia não saber mais onde estava ou o que havia acontecido. Bom para ela.
—Vamos leva-la até lá em cima. –Disse Aria, já pegando os pés da loira.
Rapidamente peguei sua pesada cabeça e Hanna suas costas. Fomos a levando para cima devagar e com muita dificuldade.
[ ... ]
Aria não conseguia parar de olhar com tristeza para Ali que dormia em um sono profundo. Ela tinha acabado de perder Emily e já tinha que ver o sofrimento de outra amiga. Era difícil para ela. Coloquei minhas mãos sobre as suas, com intenção de reconfortá-la, mas ela desvencilhou-as e me lançou um olhar estranho.
—Spencer, o que há de errado com você? Primeiro você queria me atacar no banheiro e agora você quer me ajudar a me sentir melhor? –Ela realmente estava brava.
—Me desculpa, Aria. Eu não sei o que houve comigo, eu ando tendo essas crises de transe quase todo dia. –Menti. No início eu realmente queria dar-lhe apenas um susto, mas quando vi a toalha em seu corpo eu só tive vontade de tirá-la. Não entendi o porquê daquela sensação, mas a tive.
Ela me olhou desconfiada. Depois de pensar se acreditaria ou não no que eu tinha dito, seu semblante raivoso se foi.
—Eu acredito em você, Spenc. –dessa vez, foi ela quem pegou minha mão. Tudo estava silencioso e bom, quando nossos telefones tocaram juntos como no funeral. Estremecemos. Seria mensagem de tal –E?
“Dessa vez eu peguei leve com o pagamento pela minha morte, mas em breve terá mais. Digam boa noite para Alison por mim, vadias.” –E
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