She is Only 18
8 Capítulo 8 - She struck me, but I'm fucked up now
Josh’s POV.
Estava perdido em pensamentos desagradáveis quando ouvi o toque estridente do meu celular. Eu estava tão irritado que decidi simplesmente ignorá-lo, mas o meu lado responsável falou mais alto e fui atender, imaginando que talvez fosse algum dos caras da banda.
— Alô?
— Cara, sua voz está horrível. – a voz do outro lado soava divertida e um pouco arrastada. – Aconteceu alguma coisa com aquela garota?
— John, que bom que você retornou. – suspirei, aliviado. – Bom, aconteceu algo sim, mas vamos falar sobre isso depois. Pegou o material que mandei?
— Bom, peguei sim, ainda não ouvi tudo porque você mandou muita coisa. – ele riu. – E eu estou ocupado aqui, então tenho escutado uma coisa ou outra quando tenho tempo livre. Ela é boa, mas quero ouvir de você: o que você viu nela? Musicalmente, é claro.
Pensei nisso por um instante. Nunca havia parado para considerar nenhuma dessas questões, eu jamais consegui entender o que me deixava tão encantado por Diana, em qualquer aspecto que fosse.
— Bom... Falando da parte técnica, ela é extremamente esforçada. Pratica sempre que pode e jamais a vi errar uma nota, exceto quando ela arrebenta alguma corda. Mas falando da alma da música dela... Eu deveria ter feito vídeos, mas ela não deixou. É mágica a expressão de paz que ela carrega no rosto quando toca ou ouve música. Quero dizer, ela realmente ama fazer isso.
— E ela sabe que você me mandou essas gravações?
— Não. Eu comentei que mandaria algo para você, mas as coisas ficaram meio nebulosas, então não falamos sobre isso ainda.
— No email você diz que ela não quer trabalhar com música. Por quê?
— Não tenho certeza, mas desconfio que a música seja a terapia dela. A válvula de escape, o porto seguro, a querência, não sei. Acho que ela tem medo de começar a trabalhar com isso e estragar o propósito que a música tem para ela, que é lhe dar paz.
— Josh, se a garota não quer comercializar a música dela, você não pode obrigá-la.
— Eu sei... Por isso mostrei a você. Não seria exatamente comercializar... Seria trabalhar no tipo de música que ela realmente gosta de fazer. Se você a produzisse, ela não se sentiria pressionada a fazer música comercial. Por outro lado... – eu me interrompi.
— Por outro lado?
— Ela se sentiria pressionada a tocar e compor cada vez melhor. Você é o maior ídolo dela, ela me disse que se sentiria ridícula perto de você.
— Ora. – John deu uma risadinha. – Eu tinha só 18 anos quando comecei a tocar com os meus ídolos. Diga isso a ela.
Ri meio encabulado, lembrando da confusão de antes sobre a idade dela.
— Sim, eu direi.
— Mas então, Josh... Eu quero vê-la tocando, você me deixou curioso o bastante. Mas fale a verdade a ela. Não quero essa garota aqui a menos que seja a vontade dela, certo?
— Tudo bem, John. Obrigado, de verdade.
— Josh, eu não poderia ignorá-la. Você tem os melhores ouvidos que já conheci. Sei que não se apaixonou pela música dela por estar apaixonado por ela. Sinceramente, imagino que você se apaixonou por ela por causa da música.
Dei uma risadinha.
— Não acho que isso seja muito relevante agora.
— O que aconteceu?
Contei a ele sobre a conversa que tive com Benjamin, enquanto John ouvia em silêncio. Quando terminei de falar, John estava rindo.
— O que foi? – perguntei, indignado.
— O que essa garota tem?! – John ainda ria. – Daniel também está apaixonado por ela?
— Vá se ferrar.
John riu mais um pouco e depois assumiu um tom sério na voz.
— Deixe Ben falar com ela primeiro. Depois lance a proposta. E saia daí. Deixe que ela vá até você, se for isso o que ela realmente quer fazer.
— Você faz parecer fácil. – resmunguei. – Não sei se sou assim tão nobre para deixar a garota que eu gosto nos braços do meu melhor amigo.
— Não disse para fazer isso. Não é a vontade do seu melhor amigo que você tem que respeitar, e sim a vontade dela.
— É, eu sei. Você tem razão.
Ouvi alguém bater na porta, resmunguei um “Entre.” e depois me despedi de John. Era Diana. Seus olhos estavam vermelhos. Suspirei e sentei em uma cadeira enquanto ela se sentava na beira da cama, de frente para mim.
— Benjamin já falou com você.
Não era uma pergunta. Ela acenou com a cabeça, afirmando.
— Como você está? – perguntei.
Ela cruzou as pernas em cima da cama e ficou em silêncio por alguns segundos, pensativa.
— Ele é meu melhor amigo. – ela olhou para mim. – O que sinto por ele é o mesmo que você sente. Isso não mudou, e não vai mudar.
Não me dei ao luxo de me sentir aliviado, não ainda.
— Mas?
Ela suspirou.
— Mas ele é meu melhor amigo. – ela riu amargamente. – E eu não quero magoá-lo, Josh.
— Então só porque você não quer magoá-lo você considera estar com ele de uma forma que você não quer?
Ela me olhou com censura. Eu jamais havia sido tão ríspido com ela, e me arrependi imediatamente do que havia dito.
— Ah é? E que plano você tinha para nós? Você vai voltar pra Los Angeles amanhã e vai estar atolado até o pescoço com a produção do novo álbum, em seguida com o lançamento, depois com as entrevistas, depois com os shows... Essa é a minha vida, Josh, aqui. Benjamin faz parte dela, e eu não pertenço ao seu mundo.
Senti um aperto terrível na garganta e sabia que tinha que lançar logo a proposta a ela. Embora soubesse qual seria a sua resposta.
— Você pode pertencer, se quiser.
— Do que você está falando?
— Mandei o seu material para John.
Ela ficou pálida. Me olhou com tanta fúria que senti o impulso de sair correndo do quarto e trancá-la lá.
— Eu não acredito que você fez isso sem falar comigo.
Imediatamente me senti envergonhado. As coisas já estavam esquisitas o bastante e eu não parei pra pensar no quanto agir sem consultá-la deixaria tudo ainda pior.
— Me desculpe. Eu deveria ter falado com você primeiro, mas agi por impulso. Você tem razão em estar chateada, mas por favor, tente considerar o lado bom disso.
— Como pode existir um lado bom em você ter agido pelas minhas costas, Josh? Você sabia que eu não estava pronta!
— Você tem que parar de colocá-lo em um pedestal e parar de se enxergar como uma simples súdita. Você é tão boa quanto nós, talvez até melhor. – me levantei e fiquei de frente para ela. – Ele amou a sua música. Ele quer vê-la, Diana.
— Isso não muda o fato de que você agiu sem me consultar.
Respirei fundo e senti a minha cabeça começar a doer. Não queria prolongar essa conversa por um segundo que fosse. Eu sabia que ela tinha razão, mas depois da revelação do Ben a nossa relação tomou muitos desvios, e eu não estava preparado. De repente senti que nós dois precisávamos de tempo e espaço pra refletir.
— Infelizmente, já aconteceu. Não estou orgulhoso de ter feito isso como eu fiz, eu deveria ter decidido isso com você, mas estou feliz pelo que você conquistou. Volto para Los Angeles amanhã. Vou estar lá para você, com John. Pode ir quando e se quiser.
Ela simplesmente acenou com a cabeça e saiu do quarto, sem fechar a porta atrás de si. Como eu sabia que a cabeça dela deveria estar muito mais caótica do que a minha, não fui atrás.
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