She is Only 18
4 Capítulo 4 - She was a girl soft, but strange
Josh’s POV.
Deitei-me na cama, mas não consegui dormir. Estava intrigado com aquela garota. Para mim, ela parecia misteriosa, mas eu sentia que nem mesmo ela se dava conta de que passava essa impressão. Eu me perguntava por que ela se dedicava tanto à música se não tinha intenção em trabalhar nisso e por que ela nunca falava sobre os pais.
E também estava preocupado. Eu estava curioso demais. Acabava me esquecendo de que Diana era aparentemente muito mais nova do que eu, e eu não me sentia exatamente confortável com isso. Não que fosse errado me sentir intrigado, apesar de a atração que não queria admitir que sentia parecesse errada. Eu sabia que a primeira coisa que eu devia fazer a seguir era descobrir quantos anos ela tinha.
Passamos boa parte da madrugada tocando no estúdio improvisado. Depois decidimos desligar os amplificadores e tocar violão no jardim da casa, para evitar que atrapalhássemos o descanso de Ben e Daniel. Entre uma música e outra, eu tentava (timidamente) descobrir uma informação privilegiada ou outra a respeito dela. Mas ela percebia a minha curiosidade e se esquivava, limitando-se a me incluir em contextos que envolviam somente os irmãos.
De alguma maneira, ela parecia se sentir incomodada com a minha presença. Não exatamente incomodada... De qualquer forma, eu me sentia confuso. Ela se expressava de modo bastante seguro, até sarcástico na maioria das vezes, mas o seu olhar mostrava uma hesitação que eu me esforçava em compreender, sem sucesso.
Às quatro da manhã ela estava obviamente sonolenta. Sua voz estava arrastada, e quando ela sorria, seus olhos se fechavam involuntariamente. E ela ria mais um pouco ao se dar conta de que estava cochilando. E me pedia desculpas. E todos esses pequenos gestos me deixavam encantado. Eu tinha quase certeza de que era o modo sempre simples e ao mesmo tempo intenso com que ela se movia, ria e falava. Para qualquer outra pessoa, isso passaria despercebido. Mas eu era um músico que trabalhava com detalhes. E cada detalhe de Diana me deixava mais hipnotizado do que eu gostaria de estar.
E ela tocava muito bem. Sugeri criar algum material com ela, só por diversão, mas ela recusou com veemência. Mas fui insistente e ela cedeu. E uma espécie de mágica aconteceu. A música simplesmente fluía, e quase não precisávamos nos comunicar verbalmente. Imediatamente me lembrei da relação John/Flea e fiquei maravilhado ao me perguntar se eles sentiam entre eles a conexão que eu sentia com Diana naquele momento.
Sem a atração física, é claro.
Eu estava me sentindo mal. Eu queria tê-la perto, queria perguntar mais a respeito da sua vida, mesmo que ela se recusasse a falar. Eu me contive, porque não queria mergulhar demais nisso antes de saber a idade dela. Pedi para fazer gravação de voz do que estávamos tocando, e ela permitiu um tanto relutante. Liguei o gravador do celular enquanto criávamos um arranjo ali e outro aqui. Fiquei deitado na cama e comecei a ouvir e a lembrar... Ela era muito talentosa. Era obviamente insegura quanto a isso, eu imaginei que talvez ela preferisse tocar para si mesma, mas bastavam dez segundos de música para que ela ficasse completamente absorta. Ela tocava de olhos fechados, sem errar nota alguma, completamente voltada para dentro de si. Mais uma vez me lembrei do John. Diana não tinha a expressão de êxtase dele, mas a expressão era tão genuína quanto. Nunca vi alguém tocar um instrumento com tanta paz.
Levei-a até a porta de seu quarto (que era inconvenientemente próximo do meu) e lhe desejei boa noite. Ela riu e disse: “Josh, o dia está amanhecendo.” E eu sorri. Um sorriso aberto e franco, que eu não estava acostumado a dar. E ela percebeu isso. E como resposta, me ofereceu um sorriso ainda mais franco. Eu sabia que estava perdido quando as minhas mãos começaram a suar. Fiquei parado na porta, remexendo as mãos como sempre fazia quando me sentia nervoso, esperando algo que eu não sabia o que era.
Ela se aproximou de mim e eu tremi. Mas ela não fez o que eu achava que fosse fazer. Ela segurou meu rosto entre suas mãos pequenas e delicadas e disse: “Josh, nós também precisamos dormir.”
Toquei a mão dela em meu rosto e relutante, disse que sim, ia dormir. Ela esperou que eu entrasse no quarto e logo depois ouvi a porta dela se fechar. Eu sabia que não ia dormir tão cedo. Então fiz a única coisa que poderia fazer: peguei o violão que havia trazido para o quarto e comecei a compor.
Eu estava hipnotizado, e me sentia estranho, revigorado. Mas me recusava a aceitar a ideia de paixão, amor ou qualquer coisa parecida. No entanto, as letras que acabava de compor depunham indiscutivelmente contra mim.
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